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Belgede ISITAN MAKİNE SAN.TİC.A.Ş. (sayfa 35-46)

Sexo: Feminino (X ) Masculino ( ) Idade: 38 anos

Grau de Escolaridade:

Magistério ( ) Ensino Superior ( ) Pós-Graduação (X )

Há quanto tempo você atua como coordenadora?

1 a 2 anos (X ) 3 a 4 anos ( ) 5 a 9 anos ( ) 10 anos ou mais ( )

Nesta escola, há quantos anos? .06 meses

Sobre o projeto de enfrentamento da evasão escolar: Existe projeto neste sentido? Sim ( ) Não (X )

Qual?... ...

Ele é do conhecimento de todos os agentes educacionais, alunos e comunidade escolar? Sim ( ) Não ( )

Com que freqüência este fato ocorre nesta instituição? É freqüente.

É comum o aluno participar à coordenação pedagógica um possível abandono? Sim ( ) Não (X )

De que forma você toma ciência destas evasões? Após o Conselho de Classe.

Quais os procedimentos após o conhecimento do fato?

Caso o aluno seja maior de idade não existem procedimentos, no caso do aluno menor comunicamos a família sobre o excesso de faltas do aluno e se persistir comunicamos o Conselho tutelar.

Eles têm caráter imediato, ou existe momento específico para tais procedimentos?

Sim, geralmente logo depois de constatado o fato, começam a serem tomadas as devidas providências.

De um modo geral, como você avaliaria o resultado deste projeto? Ineficaz.

Sobre o projeto de readaptação/inclusão do aluno ao âmbito escolar: Existe projeto neste sentido? Sim ( ) Não (X )

Você sabe em que ano ele foi implantado nesta escola? ... Você sabe com que objetivo?

... ... ... De um modo geral, como está o desempenho dos alunos que estão participando deste projeto este ano?

... ... ... E os alunos que já participaram deste projeto, em série anteriores, como você avalia o desempenho deles?

... ... ... Com que freqüência você discute este projeto com o corpo docente desta escola?

... .

Qual o procedimento?

... ... ... Como você analisa o comportamento dos professores em relação à possível proposta de readaptação destes alunos? ... ... ... Quem fez ou faz as orientações neste sentido?

... ... ... Qual a sua opinião pessoal sobre o projeto de enfrentamento da problemática evasão escolar e sobre o projeto de readaptação destes jovens à instituição escolar?

ANEXO 6

Entrevista dirigida à coordenação pedagógica

Num segundo momento, a coordenadora pedagógica retomou as questões anteriores (anexo 5) e explicitou-as de forma a esclarecer os apontamentos apresentados no Plano Gestão e Regimento Escolar da escola pesquisada.

1 – Embora freqüente a ocorrência de evasão escolar nesta instituição de ensino, a coordenadora pedagógica reafirma a inexistência de projeto de enfrentamento, mas acentua que algumas atividades culturais motivadoras incidem no protagonismo juvenil, como as dramatizações no interior da escola, as feiras culturais, as festas folclóricas, os saraus e diversos outros projetos interdisciplinares que têm o propósito de envolver os alunos para além do interior das salas de aulas. Consta ainda no referido Plano, propostas desafiadoras e diferenciais que, segundo ela, são atividades desenvolvidas por professores eventuais, como levar os alunos à biblioteca para pesquisas diferenciadas de diversos temas, como suporte pedagógico. Contudo, estes procedimentos só são possíveis quando há um quadro coeso de professores e isso nem sempre ocorre, pois o rodízio dos mesmos impede, muitas vezes, que essas atividades aconteçam.

Questionada se todos os agentes educacionais têm conhecimento destas atividades, ela responde que sim, mas diz também ser parcial a participação de todos nas mesmas, pois nem todos os professores e alunos apóiam esse tipo de atividade. Quanto à comunidade escolar, a aceitação é melhor quando há nota para o aluno e contextualização desses projetos.

2 – Em abordagem anterior, a coordenadora diz não ser comum o aluno participar a escola de um possível abandono da mesma e acrescenta que o mais comum é ele primeiro dar continuidade ao ano letivo acreditando ser possível a aprovação no final deste, apesar da irregularidade na sua freqüência. Alguns a procuram somente no final do 3º bimestre, principalmente

alunos que já foram retidos em anos anteriores, informando-se a respeito de suas possibilidades. A pergunta mais comum, segundo ela, é se deveriam buscar um supletivo e qual o indicado. Mas, para sua surpresa, em geral, isso não ocorre. Eles permanecem e costumam retornar no ano seguinte.

Quanto aos ausentes que não a procuram ela realmente só toma conhecimento desses casos nos Conselhos bimestrais, após o Conselho de Classe e Série. Ela afirma ainda que não há como controlar esse tipo de ocorrência diariamente. Quando o aluno já apresenta um quadro dessa natureza ou a família é freqüente na escola, torna-se até mais fácil chamar a atenção do aluno para a sua situação, mas se é um aluno que não chama a atenção sobre si, ela realmente só pode abordá-lo após o Conselho bimestral e, muitas vezes, ele já possui um número de faltas acentuadas que certamente o prejudicará no resultado final.

Torna-se ainda mais sério o problema quando o aluno é maior, pois é ele quem responde por seus atos e ao evadir-se não há como e onde recorrer, pois até a família justifica-se alegando sua maioridade.

Em geral, a evasão é um processo progressivo e sem contato com os agentes educacionais.

3 – Quanto a projeto de readaptação e inclusão, conforme dito anteriormente, ele não existe. O que existe são trabalhos de compensação de ausências – pesquisas sobre conteúdos não contemplados pelos alunos durante suas ausências. Ela diz particularmente não acreditar neste tipo de trabalho, pois para ela ele não contribui em nada para a inclusão ou readaptação desse jovem, mas a escola cumpre uma resolução estadual nesse sentido.

Ao aluno é permitido solicitar por diversas vezes durante o ano este tipo de compensação, mas em nada contribui para o seu crescimento pedagógico. Essa solicitação, por parte dos alunos, ocorre geralmente nos finais de bimestres, após a constatação de seu rendimento escolar em virtude do número excessivo de ausências. Somente após essa solicitação, a coordenadora participa os professores da necessidade de a eles atribuir um trabalho de pesquisa, o que fica, segundo ela, por conta dos mesmos agirem conforme a sua prática. Ela não mais os questiona nesse sentido, haja vista trabalharem num sistema de confiança recíproca.

Pontua também que gostaria de poder controlar melhor essa situação dentro da escola e de dar maiores oportunidades a esses alunos que apresentam quadro de abandono e, por vezes, só são lembrados quando de sua retenção ou evasão definitiva. Acha que se está matriculado e esporadicamente retorna é porque existe interesse e valorização do sistema de ensino, mas isso nem sempre é possível, apoiá-los significaria criar dentro da escola um clima de desavença, pois a mesma exige dos alunos um motivo plausível e comprovado pelas ausências.

Há ainda outro determinante: em primeiro lugar seu trabalho volta-se para o professor quanto a motivá-lo e ajudá-lo em suas práticas educativas e, acompanhar a freqüência dos alunos, não é a prioridade da escola.

ANEXO 7

Belgede ISITAN MAKİNE SAN.TİC.A.Ş. (sayfa 35-46)

Benzer Belgeler