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1.2. CYTOMEGALOVİRUS

1.2.9. Laboratuvar Tanı Yöntemleri

1.2.9.3. Serolojik Yöntemler

3.2.6. Motivação

Ao investigar o fenômeno aprender inglês na EJA, descobri informações muito interessantes, como por exemplo, o porquê de alguns alunos voltarem a estudar ou se dedicarem aos estudos e, especificamente, porque continuam a estudar Inglês. A motivação identificada se justifica nos excertos a seguir:

[gostaria de aprender inglês para]

... ver filmes sem legenda, conversar com meus filhos, discutir alguns assuntos (1 A7).

Para ler inglês para ter contato com as pessoas e se preparar para o mercado de serviço (1 A8).

Para ter um futuro melhor para mim e minha família (1 A15).

Ser útil profissionalmente , para poder viajar a outros países e poder me comunicar (1 A16).

Tornar sonhos em realidade (1 A3).

Um dos fatores que motiva os alunos está diretamente relacionado à contribuição que o aluno pode oferecer nos estudos dos filhos, além da perspectiva de melhorar de vida (1 A15). Outro bom motivo para se dedicarem ao aprender inglês na EJA é a possibilidade de fazer uma viagem ao exterior (1 A16). Interpreto que esse tema compreende três subtemas, sendo o primeiro a motivação relacionada à família:

Ver filmes sem legenda, conversar com meus filhos, discutir alguns assuntos. Para ajudar o meu neto quando ele estiver na escola (1 A7). Para conseguir comunicar-se melhor com os jovens, entender letras de música, e para me sentir atualizada (1 A7).

Quando meu filho me perguntar eu pelo menos ajudar ele na escola. Para depois poder ajudar meus filhos (1 B11).

Meus filhos estudam mais essa língua e eu gosto de participar com eles, entender letra de música etc...(1 A7).

Para um dia mais tarde meu filho pergunta alguma coisa eu sabe responde. Melhora de vida, da estudo para meu filho que eu não tive a oportunidade de estuda quando era pequeno (1 A2).

Um dos motivos para o aluno da EJA, adulto que retorna à escola abrindo mão de sua família e deixando filhos em casa para se dedicar aos estudos, é a preocupação com o

estudo dos próprios filhos, para não vê-los, talvez, repetindo o mesmo caminho por eles trilhado, como notamos nos excertos dos alunos 1 A7, 1 B11 e 1 A2. Além disso, há também o fato de alguns alunos já terem filhos na idade escolar que também estudam a língua inglesa. Nesse caso, o fato de se manter atualizado e a possibilidade de acompanhar as músicas e os filmes que os mais jovens gostam, como afirma o aluno 1 A 7, torna-se fator de motivação.

O segundo subtema de motivação está atrelado à viagem, como possibilidade oferecida pela aprendizagem do inglês:

[o que espera ser capaz de fazer com os conhecimentos]- Ir para NY (1A22).

Poder viajar (1 A26). Conhecer o mundo (1 A30).

Quem sabe, viajar para os estados unidos (1 A3). Viaja muito pelo mundo (1 A9).

... talvez viajar, conhecer pessoas novas (1 B20). ... talvez ser interprete e viajar outros países (1 A3).

Pra mim entera mais uma matéria, si um dia eu tiver que viajar para o exterio estarei siente (1 A17).

Poder se um dia trabalhar fora do Brasil e poder mudar minha vida (1 B8). Saber me comunicar clara mente c/ estrangeiros e poder usar isso ao meu favor em futuros serviços e possíveis viagens (1 B13).

Viajar, conhecer pessoas e lugares diferentes que sabendo uma língua facilita muito (1 B20).

Quando questionados sobre o que esperavam ser capazes de fazer com os conhecimentos construídos nas aulas de Inglês, muitos dos alunos mencionaram poder viajar. Uma das primeiras associações que fazem com a língua estrangeira é a utilidade que tem na situação real de uso, e muitos repetem a máxima que “só se aprende se viajar para um país falante do Inglês”. No entanto, os alunos vêem a possibilidade de viagem associada ou ao conhecimento do Inglês, ou por um desejo pessoal, ou atrelado à oportunidade de trabalho.

O terceiro subtema relacionado ao tema motivação é inclusão, conforme os trechos selecionados ilustram:

Eu quero ser um bom cidadão (1 A29).

Não passar apertado em alguns lugar por ex. computador, entender na tv, etc (1 B4).

Não adianta ver uma noticia e não saber ler (1 A20). Sem estudo me sinto à margem da sociedade (1 A7). Eu estou ficando a traz da vida (1 B4).

Através do estudo posso sonhar com um futuro melhor (1 B10). Nos faz alçar vôos mais altos... (1 B13).

O inglês é a lingua que abre portas para muita coisa (1 B20).

Em relação à motivação, os alunos trazem informações a respeito da possibilidade que percebem no inglês de contribuir para uma inserção nas atividades corriqueiras da atual sociedade, como utilizar o computador, ouvir e compreender músicas, assistir a filmes e conseguir entendê-los.

Pude identificar que, contribuindo para a auto-estima do aluno, aprender, ou saber uma língua estrangeira, como o inglês, pode proporcionar sua inclusão na sociedade – um sentimento de inserção na sociedade ativa e participativa. De acordo com Araújo (2006:57), procurar a escola é uma das maneiras que jovens e adultos encontram de buscar uma inserção social. Para Oliveira (1999:60) a questão exclusão/inclusão é relativa pois, uma vez excluídos da educação regular, são acolhidos na educação supletiva. Concordo com Araújo (2006:57) e com Abreu (2005:65) que a escola pode ser uma oportunidade de inclusão, visto que, como menciona Abreu (2005:65) os alunos já provêm de profissões desvalorizadas pela sociedade, porém com expectativas de melhora. A respeito do mesmo tema, a Proposta Curricular para EJA (Brasil, 2002a:67) reconhece o papel da língua inglesa no tocante a possibilitar o acesso a informações disponíveis na atual sociedade. Celani (2008:421), em suas considerações sobre o ensino de língua inglesa no sistema educacional brasileiro, argumenta que expor os alunos a situações de aprendizagem que lhes faça sentido pode fazer a diferença entre a exclusão e a inclusão no atual panorama da sociedade que muda freqüentemente.

Benzer Belgeler