B) İflâs Davasında Davalı
II- Takipsiz İflâs (Doğrudan Doğruya İflâs) 1) Alacaklının İstemiyle Doğrudan Doğruya İflâs
3) Sermaye Piyasası Kanununda Doğrudan Doğruya İflâs a) Sermaye Piyasası Kurumlarının İflâsı
A defesa do meio Ambiente é muitas vezes um paradoxo, porque o Estado vai defender o meio ambiente, mas ao mesmo tempo tem que permitir o exercício de atividades econômicas, que às vezes se mostram poluidoras.
Desde a revolução industrial até os dias atuais, percebe-se um grande avanço e evolução tecnológicos que propiciou aberturas de mercados, quebras de fronteiras comerciais e aumento da produção e consumo, provenientes de uma economia capitalista e globalizada que em busca da expansão do mercado e do lucro cresceu sem considerar a defesa e proteção
85
do meio ambiente , contribuindo com a degradação ambiental das reservas naturais sem limites, sem planejamento e sem o pensamento da sustentabilidade. Como consequência, colocou em risco o futuro e a sobrevivência dos seres humanos.
Mesmo que na atualidade a defesa do meio ambiente esteja em pauta, problemas ambientais continuam surgindo em grandes proporções, em virtude do consumo imoderado e não racional das reservas naturais que acarreta desequilíbrios visíveis nos ambientes naturais
como na fauna, flora, nos aspectos climáticos, dentre tantos outros “sinais” emitidos pela
natureza. Por essa razão, é necessário e urgente garantir eficácia e aplicabilidade às leis que regem e protegem o meio ambiente no nosso país.
Portanto, é importante fazer uma análise acerca da proteção jurídica que vem sendo fornecida pela legislação pátria em relação ao meio ambiente, fazendo-se um parâmetro entre as ações lesivas e a fonte poluidora, com ênfase na Constituição Federal que preconiza no seu Art. 225 o direito a todos de possuírem um ambiente ecologicamente equilibrado e o dever de defenderem e preservarem estes ideais em favor principalmente das gerações futuras. Nesse sentido, a elevação da defesa do meio ambiente como princípio da ordem econômica está intimamente relacionada ao desenvolvimento sustentável adotado pelo referido Artigo.
O meio ambiente instituído como princípio de ordem econômica, assegurou ser o Estado responsável pelo desenvolvimento e implantação de políticas públicas, objetivando a utilização consciente do ambiente e sua preservação, criando-se, com isso, um equilíbrio aos interesses econômicos.
Grau86 considera este princípio uma conquista social, conformada à ordem
econômica, destacando substancialmente os princípios da garantia do desenvolvimento e do pleno emprego, como sendo instrumentos necessários e indispensáveis para assegurar a todos existência digna diante dos ditames da justiça social.
É importante também destacar as lições de Ferreira Filho87 ao afirmar que o princípio
foi inserido em momento extremamente propício para preservar inclusive a própria sobrevivência humana.
Com isso, notou-se uma maior imposição de atribuições e responsabilidades aos detentores dos meios de produção, exigindo-se que os mesmos utilizassem o meio ambiente,
86 (GRAU, 1997, p. 251).
87
porém de maneira mais sustentável possível. Isso atribui um caráter social aos agentes econômicos, visando à preservação das futuras gerações.
No entanto, como mecanismo de preservação dos ditames constitucionais, a Constituição de 1988 assegurou ao Estado o direito de intervir na ordem econômica para garantir um equilíbrio concorrencial, mas dentro do poder de fiscalização e regulação do Estado. Porém, por meio de seus órgãos administrativos muitas vezes observa-se uma invasão aos direitos fundamentais do contribuinte, no caso da ação direta de inconstitucionalidade do Artigo 8º da Lei nº 9.960, de 28.01.2000, que introduziu novos artigos na Lei nº 6.938/81, criando a taxa de fiscalização ambiental (TFA), tendo sido alegada incompatibilidade com os
Artigos 145, II; 167, IV; 154, I; e 150, III, b, da Constituição Federal88.
A proteção ao meio ambiente e ao cidadão no âmbito constitucional não pode ser interpretada separadamente da necessidade de se manter o desenvolvimento econômico equilibrado, sem violações a direitos fundamentais da ordem econômica.
É mister observar que o que é previsto e determinado como princípio da ordem econômica é o equilíbrio entre a utilização destes bens naturais, no presente, obtendo-se seus lucros e vantagens, mas sem levar o meio ambiente ao esgotamento, degradação ou devastação irreversíveis que inviabilizariam sua utilização pelas gerações futuras.
Feitas essas considerações sobre os princípios da ordem econômica, visando adequá- los aos conceitos relacionados ao problema central da pesquisa, torna-se necessário adentrarmos no estudo dos conceitos relacionados à concorrência na ordem econômica.
88
Dispositivos insuscetíveis de instituir, validamente, o novel tributo, por haverem definido, como fato gerador, não o serviço prestado ou posto à disposição do contribuinte, pelo ente público, no exercício do poder de polícia, como previsto no Art. 145, II, da Carta Magna, mas a atividade por esses exercida; e como contribuintes pessoas físicas ou jurídicas que exercem atividades potencialmente poluidoras ou de recursos ambientais, não especificadas em lei. E, ainda, por não haver indicado as respectivas alíquotas ou o critério a ser utilizado para o cálculo do valor devido, tendo-se limitado a estipular, a forfait, valores uniformes por classe de contribuintes, com flagrante desobediência ao princípio da isonomia e dispensou, do mesmo tratamento tributário, contribuintes de expressão econômica extremamente variada. Plausibilidade da tese da inconstitucionalidade, aliada à conveniência de pronta suspensão da eficácia dos dispositivos instituidores da TFA. (MC Sessão Plenária, decisão unânime, DJ 12.05.2000).
3 A CONCORRÊNCIA COMO ELEMENTO FUNDAMENTAL DA ORDEM ECONÔMICA CONSTITUCIONAL
ordem econômica constante no texto da Constituição Federal é um conjunto de regras que regem as atividades econômicas, tendo o Brasil optado pelo modelo de ordem econômica de livre iniciativa, ou da liberdade econômica, o que resulta em um Estado dotado de supremacia constitucional nas políticas econômicas e que protege os entes das ações que contrariem os postulados constitucionais constantes no título da ordem econômica.
Por esse modelo escolhido pelo Constituinte originário, a Constituição de 1988 consagrou indiscutível opção política pela ordem econômica da livre iniciativa, gerando consequências no âmbito tributário, o que torna desprovido de validade jurídica qualquer ato do Estado, como também, da Administração Tributária que venha causar conflitos entre os princípios da ordem econômica e as regras constitucionais.
Com isso, os atos intervencionistas do Estado encontram óbice na proteção constitucional que assegura a livre concorrência e protege o individuo de qualquer imposição, por parte do fisco, que venha cercear o seu direito de competir no mercado sem violação da lei.