2. CNC TEZGÂH TASARIMINDA KULLANILAN BİLEŞENLER
2.3. Seri Haberleşme
As entrevistas com os atores mostraram que em 2002, quando a cidade se torna Estância Turística, o carnaval começa a se transformar eu evento, ou seja, passasse a se preocupar não apenas com a produção de um carnaval para a população local, mas a preocupação é sobre como o carnaval pode atender aos turistas, que frequentemente vão para a cidade em busca de carnaval. Já em 2002 o carnaval de São Luiz do Paraitinga é citado pelo Estadão como carnaval a moda antiga, tradicional e baseado na cultura local, os bonecões e personagens locais são citados (VIAGEM & AVENTURA, 2002).
Já em 2003 é a Folha de São Paulo que noticia o carnaval da cidade, dando ênfase ao fato de só tocar marchinhas na cidade, a reportagem traz a programação, cita os blocos e ressalta a ideia da tradição mantida durante a festa (COTIDIANO, 2003). Segundo a reportagem, no ano de 2003, cerca de 30 mil pessoas passaram pela cidade em apenas 2 dias.
Com o aumento da divulgação na mídia, entende-se quando Cristiane Bittencourt ressaltou a importância de se pensar no carnaval como evento, pois para receber um grande número de turistas é preciso que haja planejamento e que se entenda o carnaval como um evento.
Em 2004, mais uma vez, a Folha de São Paulo cita o carnaval de São Luiz do Paraitinga na sessão Turismo. Oliveira (2004) faz uma reportagem indicando destinos turísticos para o carnaval desse ano e a cidade é citada. Ressaltando a tradição e o fato do carnaval ser tipicamente de rua e embalado pelas marchinhas, mais uma vez o carnaval é lembrado pela exaltação da cultura local.
Em 2005 a Folha de São Paulo continua noticiando o carnaval da cidade, Magalhães (2005) acredita que São Luiz do Paraitinga cultive marchinhas. Dessa vez até o Festival de Marchinhas é citado.
Embalada ao som de marchinhas, São Luiz do Paraitinga cultiva um dos mais famosos carnavais de rua no interior paulista. A pequena cidade de 10 mil habitantes gaba-se por ter reunido mais de 1.500 marchas de Carnaval em duas décadas. E o número aumenta a cada ano. Com a realização do 20º Festival de Marchinhas de São Luiz do Paraitinga na última sexta e no sábado, novas músicas passaram a integrar o repertório carnavalesco da cidade (MAGALHÃES, 2005, p. 1).
A reportagem de 2005 conta um pouco da história do carnaval e do Festival de Marchinhas da cidade e tem grande ênfase nas marchinhas, mas também fala que o carnaval da cidade é uma brincadeira de rua, ressaltando essa característica preservada do carnaval de rua.
Em 2006, o foco da reportagem da folha é a cobrança de estacionamento que começou “ ” no carnaval da cidade. A partir de 2006 parece que o evento tomou grandes proporções e por isso medidas precisavam ser tomadas. Ainda assim Amato (2006) ressalta as características do carnaval local, citando a tradição e os blocos. Porém essa reportagem possibilita notar que o carnaval cresceu muito e passa a ser, também, motivo de preocupação.
Em 2007 a Folha de São Paulo continua noticiando o carnaval luizense e o foco volta a ser o carnaval que acontece de maneira tradicional. Com a programação e promovendo os blocos, a reportagem desse ano se baseia totalmente em mostra a cultura local e segundo Farias (2007) durante o carnaval a população da cidade chega a triplicar.
Em 2008 o carnaval da cidade aparece na Folha de São Paulo como um dos melhores do Sul do Brasil. São Luiz do Paraitinga é oferecida como opção de carnaval tradicional e de rua. Já o site G1 traz reportagem que mostra as características da cidade e comenta o grande número de foliões, segundo a autora Iskandarian (2008), nesse ano a cidade recebeu cerca de 130 mil turistas.
Em 2009 o site G1 volta a noticias a cidade de São Luiz do Paraitinga e ressalta suas características culturais e a tradição mantida pelo carnaval. As marchinhas e o Festival de Marchinhas também são citadas.
As marchinhas têm status de patrimônio público em São Luís do Paraitinga. Todos os anos a prefeitura realiza um concurso para escolher as três melhores. "Todo mundo faz música - do delegado ao açougueiro, tanto que hoje nós temos um 100% ” B G J C “ 1 500 ” (VIEIRA, 2009, p.1).
É frequente que se realcem as características locais, como os blocos e as marchinhas. Nesse ano, Ragazzi (2009) realiza uma pesquisa na cidade e começa a levantar dados sobre o carnaval, é o autor que chama a atenção para o grande número de turistas e para a falta de “Foram apontados aumento no consumo de drogas entre os adolescentes, poluição visual e sonora principalmente nos períodos de festas, comercialização excessiva e perda de autenticidade das manifestações culturais” (R G ZZI 2009 37) .
Formas esses problemas encontrados nessa primeira pesquisa que motivaram algumas mudanças que seriam implantadas em 2010. Porém o site G1 noticia o cancelamento do carnaval de 2010 devido as fortes chuvas que desabrigaram os luizenses e causaram sérios danos ao patrimônio histórico local. Cardilli e Bonadio (2010, p.1) entrevistaram o secretário “a prioridade, no entanto, é garantir o retorno seguro dos moradores às casas. Cerca de 4 mil pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas no município. Primeiro, será feita a avaliação das casas, para que os moradores possam voltar. Depois, vamos começar logo o processo de reconstrução de ”.
Em 2011 a Folha de São Paulo noticia o Carnaval da Reconstrução, que será realizado em São Luiz do Paraitinga após a suspensação do eventos em 2010. Ainda com forte apelo ao tradicional a reportagem dá ênfase a reconstrução da cidade no pequeno espaço de um ano. Nesse ano o evento vem com uma proposta sustentável e a reportagem mostra essa mudança.
Um dos mais conhecidos do Estado de São Paulo, o Carnaval de São Luiz do Paraitinga passou por modificações neste ano para se tornar mais sustentável. A festa mudou de local e foi redimensionada para que não ameaçasse os prédios do centro histórico parcialmente destruídos por uma enchente no ano passado. Neste ano, o carnaval foi levado para uma praça ao lado da rodoviária, onde foram montados o palco e quiosques e instalados dezenas de banheiros químicos (COTIDIANO, 2011, p. 1).
Em 2011 o grande foco da noticia foram as mudanças implementadas e o fato da cidade oferecer o evento em tão pouco depois de distancia do desastre natural.
Em 2012 as marchinhas voltam a ser tema da reportagem da Folha de São Paulo, o carnaval baseado nas tradições locais é noticiado e aos poucos parece que a enchente vai
sendo esquecida. Assim como as mudanças que aos pouco vão sendo implementadas, com foco na sustentabilidade do evento, vão sendo apresentadas aos turistas.
Em 2013 o evento é noticiado pelo site G1 com grandes mudanças na programação, porém as noticias vinculadas através da internet geram polemica, muitos foliões não querem as mudanças divulgadas na mídia e começam a questionar a prefeitura. Fernandes (2013) checa as noticias junto a prefeitura da cidade, que garante não ter sido comunicada sobre a programação divulgada. Por fim a prefeitura barra as mudanças e co carnaval ocorre “Depois da polêmica que barrou a realização de shows de funk, rock e música eletrônica planejados para o Carnaval de São Luiz do Paraitinga (a 182 km de SP), os foliões aproveitaram os ritmos das tradicionais marchinhas que atraem uma multidão à cidade todos os anos” ( LOGGI 2013 1) .