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f-)Aksiller lenf nodülü metastazı

5.6.10. Sentinel Lenf Nodülü Biyopsisi (SLNB)

5.6.10.1. Sentinel Lenf Nodülü Biyopsisinde Görüntüleme Yöntemler

5.6.10.1.2. Sentinel Lenf Nodülü Biyopsisinde Mavi Boya Tekniğ

Porque, se é verdade que a razão fundamental de ser de um lugar de memória é parar o tempo, é bloquear o trabalho do esquecimento, fixar um estado de coisas, imortalizar a morte, materializar o imaterial [...] para prender o máximo de sentido num mínimo de sinais, é claro, e é isso que os torna apaixonantes: que os lugares de memória só vivem de sua aptidão para a metamorfose, no incessante ressaltar de seus significados e no silvado imprevisível de suas ramificações. (NORA, 193, p. 22)

Entendido como lugar de memória o livro didático de história media e legitima um conhecimento escolar elaborado a partir do encadeamento de acontecimentos considerados significativos para determinadas narrativas – e determinadas memórias. Nesse sentido, entendemos que o livro ―fixa um estado de coisas [...] para prender o máximo de sentido num

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mínimo de sinais‖. Estratégia que faz com que a especificidade de seu lugar seja definida em

um duplo movimento: por serem concebidos eles mesmos como lugares de memória e ainda por selecionar os acontecimentos – fundadores e espetáculo – que irão divulgar em seu texto, evidentemente silenciando ou secundarizando outros tantos; acontecimentos esses considerados por Nora também como lugares de memória

E os grandes acontecimentos? Somente dois tipos dentre eles são relevantes, que não dependem, em nada, do seu tamanho. De um lado os acontecimentos, por vezes ínfimos, apenas notados no momento, mas aos quais, em contraste, o futuro retrospectivamente conferiu a grandiosidade das origens, a solenitude das rupturas inaugurais. De outro lado, os acontecimentos onde, no limite, nada acontece, mas que são carregados de um sentido simbólico e que são, eles próprios, no instante de seu desenvolvimento, sua própria comemoração antecipada [...]. O acontecimento fundador e o acontecimento espetáculo. Mas em nenhum caso o próprio acontecimento; admiti-lo dentro da noção significaria negar a especificidade. É, ao contrário, sua exclusão que a delimita: a memória perdura-se em lugares, como a história em acontecimentos. (NORA, Pierre.1993, p. 25)

Podemos observar que nos textos dos livros didáticos analisados nessa pesquisa, alguns acontecimentos são retomados com a mesma regularidade, num encadeamento que faz com que a História de Minas Gerais se constitua a partir de algumas rupturas inaugurais repletas de sentidos simbólicos.

A análise da formação de Minas Gerais oferece indícios interessantes para pensarmos como a variação de escalas interfere na elaboração do conhecimento histórico sobre Minas Gerais e sobre seus acontecimentos fundadores, que se encadeiam tendo em vista explicar a formação dessa região a partir da descoberta do ouro e em função da exploração mineral.

Mesmo o reconhecimento do período pré-histórico na região das Minas Gerais, ou da importância das atividades agrícolas também no decorrer do século XVIII e da indústria têxtil no século XIX – temáticas presentes nos sumários – , não relativiza o valor simbólico de uma história que se ancora no século XVIII – que tem por epicentro o século XVIII. A primeira hipótese para essa escolha é que são os acontecimentos fundadores entretecidos na trama histórica desse período que conferem a Minas Gerais seu caráter particular no contexto brasileiro: o ouro e as dinâmicas sociais, econômicas, políticas e culturais engendradas por ele dão contornos de singularidade à história mineira, e, como aponta Arruda, o espírito mineiro encontra-se profundamente entretecido de história (1990, p.108). Ou seja, esse parece ser o passado das Minas que mais interessa às narrativas fundadoras e ao seu pertencimento à nação sob a singularidade de uma coincidência regional-nacional. A outra questão refere-se ao

134 tempo presente e aos modos legitimados de contorno da auto-imagem dos mineiros: ainda que alguns dos traços da mineiridade floresçam de nossas sementes caipiras assentadas nos sertões das gerais, esse espírito mineiro forjou-se na zona mineradora, sendo advindas das minas a origem de nossa primitiva mineiridade (ARRUDA, 1990). Nesse sentido, entendemos que existe terreno, no presente, para permanência desses supostos, sendo, então, um presente que também interessa aos viventes ou que funciona diante deles ou, ainda, que lhes confere diferenciação. Mesmo Guimarães Rosa, escritor que amou e poetizou o sertão mineiro, dizendo das muitas gerais que há em minas, também reconhece o centro minerador como irradiador de uma formação particular

Essa — tradicional, pessimista talvez ainda, às vezes casmurra, ascética, reconcentrada, professa em sedições — a Minas geratriz, a do ouro, que evoca e informa, e que lhe tinge o nome; a primeira a povoar-se e a ter nacional e universal presença, surgida dos arraiais de acampar dos bandeirantes e dos arruados de fixação do reinol, em capitania e província que, de golpe, no Setecentos, se proveu de gente vinda em multidão de todas as regiões vivas do país, mas que, por conta do outro (sic!) e dos diamantes, por prolongado tempo se ligou diretamente à Metrópole de além-mar, como que através de especial tubuladura, fluindo apartada do Brasil restante. (ROSA, 1957)

Essa memória das Minas, sustentada por lugares e discursos, também se alimenta da História. História que é mediada de forma particular pelos livros regionais aqui sob análise, oferecendo importantes indícios de como, em um jogo de escalas, algumas temáticas são revisitadas e, mesmo em sua tradicionalidade, podem oferecer outros elementos para problematizar a formação Histórica de Minas Gerais.

A seguir analisamos o contexto no qual a formação de Minas Gerais é abordada pelos livros História de Minas Gerais, Contos e Encantos Mineiros, Minas Gerais-História, considerando esse movimento relacional que, em um jogo de escalas, orienta também a composição do texto didático, no qual imagens, atividades e texto escrito são conjugados como recursos mediadores do saber histórico escolar. Nesse contexto, de que forma ajustes diferentes permitem visualizar aspectos variados sobre esses acontecimentos que podem ser considerados fundadores?

4.3.Variações de escalas e constituição de fronteiras nos livros didáticos de História

Benzer Belgeler