BÖLÜM 4: MAKEDONYA’DAKİ BULGAR KOMİTELERİNİN FAALİYETLERİ ve
4.3. Bulgar Komitelerinin Makedonya’daki Faaliyetleri
4.3.3. Selanik Suikastları
O processo político de conscientização ambiental em nível global, marcado pelos acontecimentos mencionados no item 2.1.1., intensificou os debates em torno da relação entre meio ambiente e desenvolvimento, em especial a partir da realização da Conferência de Estocolmo, em 1972, até chegarmos ao conceito atual de desenvolvimento sustentável, contribuindo, também, para uma alteração das políticas públicas governamentais de enfrentamento da questão ambiental que, segundo
BARBIERI (2006), até a década de 1970, eram quase exclusivamente de caráter corretivo, ou seja, os governos enfrentavam os problemas ambientais somente após o surgimento destes, resultando em ações fragmentadas, apoiadas em medidas pontuais, pouco integradas e de baixa eficácia.
O Relatório Nosso Futuro Comum, elaborado pela Comissão Brundtland, em 1987, já advertia que os objetivos do desenvolvimento sustentável deveriam integrar todas as políticas e planejamento dos diversos setores do governo, com a integração da economia e da ecologia nos processos decisórios e legislativos, sendo importante, ainda, o fortalecimento da capacidade e das funções das agências de proteção ambiental e de administração de recursos.
No tocante às atividades industriais, o relatório afirma que é importante o estabelecimento de metas, regulamentações, incentivos e padrões ambientais bem definidos para as indústrias, priorizando os problemas de saúde pública ligados à poluição industrial e aos rejeitos perigosos, bem como o aperfeiçoamento das estatísticas ambientais e sua base de dados referentes a essas atividades. As regulamentações que impõem padrões de desempenho uniforme são essenciais para garantir que as indústrias façam os investimentos necessários para assegurar a proteção do meio ambiente, posto que, diante da concorrência entre elas, há limites para o que se pode esperar que façam voluntariamente (CMMAD, 1991).
A consideração do desenvolvimento de qualquer sociedade como sustentável, afirmam PHILIPPI et. al. (2005), está atrelada à maneira como o capital natural (a base de recursos naturais renováveis e não renováveis) e o capital produzido pelo ser humano (tecnologia, capital, conhecimento) se inter-relacionam, as formas de substituição e compensação entre ambos, bem como “a existência de uma política pública ambiental que reconheça essa relação em todos os setores e por fim que ela seja regida por várias disciplinas com implicações no meio natural e no antrópico” (p. 793).
Sem adentrar nos aspectos históricos do surgimento e evolução do Estado até chegarmos à concepção atual de Estado Social, o principal papel do Estado, em sua conformação conceitual, que permanece válida para a atualidade, é o de promover o bem comum. Trata-se do denominado Estado de Bem-Estar social, no qual cabe ao Estado promover a melhoria das condições de vida da população, reduzindo as
diferenças e eliminando os motivos de conflitos, pelo desenvolvimento econômico homogêneo, produzindo, como conseqüência, outros benefícios, de caráter material ou não, criando-se uma situação generalizada de bem-estar, fundamentada na garantia de liberdade e igualdade para todos. É a afirmação da ‘sociedade de todos’ (DALLARI, 2001).
No momento atual, em que a promoção do desenvolvimento sustentável passou a ser mais que uma aspiração - uma necessidade do ser humano - a realização do bem comum ou do bem-estar social envolve, forçosamente, a preservação e conservação do meio ambiente. Portanto, hoje, a busca de um convívio harmonioso e justo do elemento humano e do elemento natureza, proporcionando às comunidades humanas um ambiente de qualidade passou a ser um dever do Estado. Nesse aspecto, a existência de políticas públicas ambientais adequadas, com a integração da questão ambiental em todos os setores do governo, constitui condição necessária para a materialização do desenvolvimento sustentável (PHILIPPI e BRUNA, 2004).
BARBIERI (2006) define política pública ambiental como “o conjunto de objetivos, diretrizes e instrumentos de ação de que o Poder Público dispõe para produzir efeitos desejáveis sobre o meio ambiente” (p. 60).
Para PHILIPPI e BRUNA (2004), política pública “é o conjunto de diretrizes estabelecido pela sociedade, por meio de sua representação política, em forma de lei, visando à melhoria das condições de vida dessa sociedade” (p. 691). Quando esse conjunto de diretrizes está relacionado com a proteção do meio ambiente, tem-se a política pública ambiental.
Pelo menos três premissas devem ser observadas para a construção de políticas públicas sustentáveis, as quais, segundo MERICO (2001) constituem a própria essência da sustentabilidade. A primeira delas é a equidade intrageração, uma vez que não é possível construir uma relação equilibrada com a natureza em uma sociedade com profundos desequilíbrios sociais. A segunda premissa a ser observada é a equidade intergeração, pela qual, por motivo de justiça, as políticas públicas devem garantir a estabilidade dos ativos ambientais através dos tempos, para que as gerações futuras recebam uma herança pelo menos igual, ou superior, à herança que nossas gerações receberam. Por último, é preciso considerar sempre as incertezas do conhecimento humano sobre a dinâmica dos processos naturais e a irreversibilidade
de muitas das alterações produzidas pelas atividades antrópicas. Assim, conforme o autor, no processo de tomada de decisões, é necessário considerar a capacidade de suporte e o nível de resiliência (possibilidade de retornar ao estado anterior depois de sofrer pressão) na relação entre sociedade e ambiente natural, bem como adotar a precaução quanto a quê tipos de alterações podem ser aceitas e quais representam risco para a sociedade.
Contudo, não basta a construção de um aparato legal e institucional. É necessário criar condições para a implementação das políticas públicas ambientais que venham a ser definidas. Para alcançar uma implementação consistente, SOUZA (2000) argumenta que a política ambiental deve apresentar os seguintes elementos: os objetivos e pressupostos, que estabelecem ‘o que’ deve ser perseguido; os instrumentos, que são os meios ou o ‘como’ implementar a política; e a definição dos aspectos institucionais, que define os atores responsáveis pela implementação ou ‘quem’ implementa a política.
BARBIERI (1997) afirma que “a eficácia de uma política pública ambiental dependerá sempre do grau de importância que a sociedade atribui às questões ambientais. Dependerá também dos seus instrumentos e da maneira como eles se articulam entre si e com as demais políticas públicas, notadamente as de ciência e tecnologia, energia, transportes, saneamento básico, educação, ocupação do solo e recursos hídricos” (p. 75), sendo que, a longo prazo, somente a educação ambiental será capaz de produzir os frutos necessários à efetiva implementação do desenvolvimento sustentável.
A participação efetiva da população na elaboração de uma política pública, afirma (MACHADO, 2003), além de envolver um princípio democrático, representa a construção de uma nova forma de encarar a gestão de recursos públicos caros e escassos, tais como os recursos naturais, envolvendo o pressuposto de que a aceitação é maior quando existe participação em todo o processo de gestão de uma política ou processo. Estando envolvida na tomada de decisão, a população estará mais comprometida com a sua implantação, tornando-se agente e não paciente desta.
Para SÁNCHEZ (1998), as políticas públicas ambientais são vitais, ainda, para a mudança de comportamento das corporações no trato das questões ambientais, exercendo mesmo um papel central na melhoria do desempenho ambiental das
empresas. O Poder Público, afirma o autor, não age sozinho. Por trás das políticas públicas estabelecidas estão o amplo contexto de degradação ambiental global e a pressão pública. As políticas públicas e regulamentações, inclusive aquelas estabelecendo graves punições aos degradadores, tais como penas de prisão por danos tidos como crimes ambientais, criam a necessidade de melhorias tecnológicas, bem como de implementação de sistemas de gestão ambiental eficientes, favorecendo a resposta das indústrias ao desafio da sustentabilidade.
O conceito de política pública ambiental adotado como referencial teórico neste trabalho, dada à sua abrangência, é aquele trazido por PHILIPPI e BRUNA (2004) como o conjunto de diretrizes estabelecido pela sociedade, por meio de sua representação política, para a proteção do meio ambiente e, conseqüentemente, das condições de vida dessa mesma sociedade.