• Sonuç bulunamadı

Sekizinci Cümlenin Ayet Meallerinin Kavram ve İ’rab Açısından Karşılaştırılması

Na literatura relevante sobre VDs em uma perspectiva sincrônica, especialmente em H&K (2002) e Arad (2003), encontram-se testes para a identificação de estruturas em que há um estágio nominal anterior à formação efetiva do verbo. Esses testes servirão como base para as avaliações dos dados do PB.

De H&K (2002), utilizaremos os testes descritos abaixo, de T1 a T624.

T1 - Transitivização causativo-incoativa ou transitivo-intransitiva (automática) Se um verbo puder aparecer tanto em uma sentença transitiva quanto em uma sentença intransitiva com sentido incoativo, ou seja, de mudança de estado, ele será representado pela estrutura diádica composta (explicitada na seção 6.1). Esse teste

23

Foram colocados em “outros” prefixos com menos de 12 ocorrências: -ir, -icar, -oar, -ilhar, -açar, -alhar, -entar, -iscar, -grafar, -lhar, -ujar, -olhar, -oçar, -zoar, -uçar, -anhar, -ivar, -elar, -ichar.

24

34

identifica, assim, verbos ditos inacusativos de alternância. Os autores afirmam que a maioria desses casos apresenta uma estrutura de verbo deadjetival.

De outra forma, verbos como laugh e dance falham em participar da alternância, não apresentando uma contraparte transitiva; trata-se de verbos inergativos.

Uma questão surge quando os autores se deparam com a possibilidade de alternância de verbos do tipo location/locatum em alguns casos (v. seção 6.1), mas não em outros:

(12) Mud splashed on the wall. (A lama espirrou na parede)

(13) *Saddle soap smeared on my chaps. (O sabão espalhou nas minhas calças de couro).

Não são todos os verbos desse tipo que permitem a alternância. Os autores explicam as relações de ligação entre um núcleo e seus argumentos pela presença de traços [±proximativo] ou [±obviativo]25. Parece que é preciso que haja uma relação muito próxima entre o argumento interno e o verbo para que a alternância possa ocorrer. Nesse caso, o que prevalece é o traço [+proximativo] ([-obviativo]). Diferentemente, se a relação mais relevante for a que se dá entre verbo e argumento externo, esse traço será [+obviativo] ([-proximativo]). O verbo splash tem uma relação lexical mais próxima com mud do que com um possível argumento externo. Por outro lado, o verbo smear tem essa relação com o argumento externo, tanto que a ausência desse torna a sentença agramatical. Por isso, eles propõem a subdivisão em verbos de maneira do paciente (pacient-manner verbs) e verbos de maneira do agente (agent-

25Esses traços são traços de maneira semânticos e de caráter enciclopédico, que tentam representar a

“força” da relação do núcleo lexical com seus argumentos. O traço [+ obviativo] revela que o verbo é do tipo focado no agente e o traço [+ proximativo] revela que o traço é do tipo focado no objeto.

35 manner verbs). Deixamos o restante dessa discussão para a parte de observação dos resultados, se relevante26.

Enfim, é importante ressaltar para o momento que VDs, em geral, não participam de Alternância causativo-incoativa. A maioria das formações que permite essa alternância configura verbos deadjetivais:

(14) Lula criticou a seleção. (15) *A seleção criticou.

O suposto VD criticar não forma uma boa sentença quando colocado nesse tipo de alternância; por outro lado, o verbo apodrecer (podre), deadjetival, se comporta bem.

(16) O calor apodreceu a fruta. (17) A fruta apodreceu.

T2 - Alternância Média

A alternância de tipo Média está em geral disponível para as estruturas diádicas compostas projetadas em geral por verbos do tipo location/locatum, que são estruturas cujo núcleo é uma preposição que toma um núcleo nominal como seu complemento e, ainda, são conhecidas como denominais, justamente porque são derivadas, de algum modo, de um nome. É fato que preposições funcionais expressam uma relação e, por isso, pedem saturação de argumentos, projetando assim uma estrutura argumental:

(18) I shelved those small books. (Eu emprateleirei aqueles livros pequenos)

36

(19) Small books shelf easily. (Livros pequenos emprateleiraram fácil) (20) He saddled a quarter horse. (Ele selou um cavalo de corrida) (21) A quarter horse saddles easily. (Cavalo de corrida sela fácil)

Alguns VDs do tipo location/locatum tendem a permitir a alternância média. As estruturas deadjetivais também permitem essa alternância. Entretanto, outros tipos de VDs tendem a ficar estranhos.

(22) Processo de cassação engaveta rapidinho (23) Cavalo manso sela rápido.

(24) *Seleção brasileira critica muito.

T3 - Expressões perifrásticas com verbo leve + nome formador

A observação da possibilidade de obter formas analíticas a partir de certos verbos pode levar à identificação de estruturas argumentais. Verbos inergativos como laugh e dance, podem aparecer em estruturas como make DP laugh e make DP dance, enquanto verbos inacusativos como redden e clear podem aparecer em estruturas como turn red e turn clear. Ainda, VDs do tipo location/locatum podem figurar em estruturas como put the books on the shelf ou get the horse with a saddle, respectivamente, como já observado.

Por possuírem, em sua constituição interna, um estágio nominal antes de serem categorizados por um núcleo verbal, os VDs podem ser parafraseados por um verbo leve e o substantivo que o formou. Vejamos o exemplo com o verbo fazer + nome:

37

T4 - Ocorrência de Objeto Cognato

VDs do inglês, que são do tipo inergativo, possibilitam, em geral, a ocorrência de um objeto cognato na posição do nome formador. O mesmo acontece em português com o verbo dançar, por exemplo, em Ela dançou uma dança esquisita. Entretanto, em PB, há verbos transitivos que também podem possibilitar a ocorrência de objetos cognatos27. Nesse sentido, verificamos que alguns VDs que não são inergativos podem ocorrer com Objetos Cognatos, outros não:

(26) O sorteio agrupou três grupos de times bons. (27) *Ela praticou uma prática de yoga tranquila.

T5 - Ocorrência de Adjunto Cognato

Em sentenças com VDs e adjuntos associados, o nome que formou o VD pode ser retomado de forma morfologicamente idêntica no adjunto.

(28) Lula criticou a seleção com uma crítica construtiva.

T6 - Ocorrência de Adjuntos hipônimos e hiperônimos (semanticamente relacionados)

Em sentenças com VDs e adjuntos associados, o nome que formou o VD pode ser retomado por um nome semanticamente associado ao nome formador, mas não morfologicamente idêntico.

(29) Lula criticou a seleção com um parecer negativo. (crítica é um tipo de parecer, opinião).

38

Em suma, os testes 1 e 2 identificam qual a estrutura sintática do verbo, se ele pode sofrer alternância ou não, enquanto os testes 3 a 6 revelam o tipo de relação que se estabelece entre nome primitivo e o suposto verbo denominal formado a partir dele. Quanto mais positivo for o comportamento de um verbo frente aos testes 3 a 6, em especial, mais haverá uma relação denominal sincrônica.

Além dos testes de H&K, Arad (2003) propõe, mais do que testes, três critérios para distinguir palavras derivadas de raízes e palavras derivadas de outras palavras existentes na língua, são eles:

C1 – Critério de identidade morfológica; C2 – Critério de identidade fonológica; C3 – Critério de identidade semântica.

Haveria, então, pistas morfológicas, fonológicas e semânticas para investigar se há um nome presente dentro de um verbo.

A forma de seleção dos dados relevantes para esta pesquisa já nos garantia que todos os nomes tivessem identidade morfológica e fonológica com os verbos. Dessa forma, fez-se necessária somente a checagem de identidade semântica, que pode ser contemplada, especialmente, por meio dos testes de Expressão Perifrástica, da presença de objetos cognatos e de adjuntos cognatos e metafóricos, de H&K.

Submetemos todos os dados obtidos através da seleção aos seis testes de H&K (2002), formando assim seis sentenças para cada verbo a partir de uma sentença base. Em seguida, todas as sentenças formadas a partir dos 95 verbos foram submetidas aos julgamentos de falantes nativos de português brasileiro. Para os verbos apontar, traçar e processar foram formadas duas sentenças em cada um dos testes, sendo uma com cada sentido que esse verbo pode possuir, como mostram os exemplos em seguida:

39

(30) O desenhista traçou o desenho no papel. (31) O técnico traçou a estratégia.

(32) O funcionário processou o chefe. (33) O computador processou os dados.

(34) O aluno apontou o lápis.

(35) A comissão apontou falhas no projeto.

Benzer Belgeler