C. SEFEHLE BAĞLANTILI TERİMLER
1. Hacr
Quanto à experiência em magistério: 78,2% do grupo investigado, pertencente ao quadro funcional da SECD, possui mais de 20 anos de tempo de serviço no Magistério, enquanto apenas 79% das professoras vinculadas à SME ultrapassam o tempo previsto pela legislação possuem menos de 20 anos no magistério.
Tipo Estadual Municipal Total
Tempo de
experiência Freq (%) Freq (%) Freq (%)
Entre 2 e 9 anos de experiência 4 5,8 13 14,6 17 10,8 Entre 10 e 19 anos de experiência 11 15,9 41 46,1 52 32,9 Entre 20 e 29 anos de experiência 43 62,3 28 31,5 71 44,9 Entre 30 e 39 anos de experiência 9 13,0 7 7,9 16 10,1 Mais de 40 anos de experiência 2 2,9 2 1,3 Total 69 100,0 89 100,0 158 100,0
Tabela 4: Distribuição das professoras conforme a quantidade de anos de experiência no Magistério
e vínculo empregatício
Fonte: Elaboração própria (2008)
Os dados referentes à experiência em sala de aula revelam um tempo mais prolongado (mais de 25 anos de Magistério) pelo grupo da SEEC: muitas justificam a aproximação dos 40 anos em exercício pelo fato de encontrarem-se aguardando uma promoção vertical e horizontal, desde 1995 para darem entrada no processo de aposentadoria. Afirmam terem concluído seus Cursos em nível superior a algum tempo e terem permanecido no exercício de suas funções aguardando que a instituição cumpra o disposto no Estatuto do Magistério e torne real o disposto no
Plano de Cargos, Carreira e Salários que prevê direitos e benefícios pelo tempo de serviço.
Tipo Estadual Municipal Total
Tempo de
experiência Freq (%) Freq (%) Freq (%)
Entre 25 e 29 anos 4 5,8 19 21,3 23 14,6 Entre 30 e 34 anos 16 23,2 42 47,2 58 36,7 Entre 35 e 39 anos 40 58,0 24 27,0 64 40,5 Entre 40 e 44 anos 7 10,1 4 4,5 11 7,0 45 anos ou mais 2 2,9 2 1,3 Total 69 100,0 89 100,0 158 100,0
Tabela 5: Distribuição dos entrevistados segundo a quantidade de anos de experiência em sala de
aula e vínculo empregatício Fonte: Elaboração própria (2008)
Com relação à frequência em ações formativas, há um maior índice de participação do professorado da SME (60,9%), conforme dados apresentados na Tabela 6. O maior empenho das professoras em qualificar-se é atribuído à agilização dos procedimentos necessários à elevação de nível funcional e salarial na rede municipal, entre outros interesses pessoais, profissionais e sociais que justificam a maior presença desse grupo em cursos que são chamados de formação continuada.
Dentre os interesses sociais e profissionais merece destaque a necessidade sentida pelo/a professor/a em compartilhar com alguém as suas dificuldades e as demandas que surgem no cotidiano docente que, ao ser compartilhado com os seus pares, vai produzindo um movimento de articulação dos diversos saberes com o saber da experiência, a partir do quê e do como resolver os problemas que surgem na prática pedagógica. Assim, os anos de experiência adquirem um valor entre o professorado e poderá favorecer exercícios de reflexibilidade para a (re)construção das práticas tendo em vista a melhoria dos processos de ensino e de aprendizagem.
Na tabela 6 é possível visualizar que as professoras de rede municipal participam mais frequentemente de cursos e ações de formação continuada que os docentes da rede estadual de ensino.
VÍNCULO FREQUENTEMENTE ÁS VEZES NÃO Total
Freq (%) Freq (%) Freq (%) Freq (%)
SEEC 25 39,1% 34 45,9% 10 55,6% 69 44,2%
SME 39 60,9% 40 54,1% 8 44,4% 87 55,8%
TOTAL 64 100,0% 74 100,0% 18 100,0% 156 100,0%
Tabela 6: Demonstrativo de participação das professoras em cursos (formação continuada).
Fonte: Elaboração própria (2008).
No entanto, os dados da tabela 7, abaixo, revelam a presença de cursos estanques e aligeirados, deixando a desejar a consistência de conhecimentos teórico-práticos e a continuidade dos mesmos como poderemos identificar nas vozes das participantes da pesquisa na Parte 5 dessa investigação.
De modo geral, as secretarias de educação do município de Natal e do Estado do RN oferecem cursos de ―capacitação‖ ao professorado. Quase sempre justificam as iniciativas como estratégia de implantação de inovação educacional, onde os modelos científicos são tornados ― modismos‖ e a prática dos professores não é objeto de reflexão. Caracterizam-se por ações descontínuas, interrompidas, ou mesmo alteradas, sem um monitoramento dos reflexos no agir educativo e sem a observância das avaliações dos participantes. As iniciativas quase sempre partem do pressuposto que a formação inicial foi insuficiente para o exercício da prática e que há necessidade de superar as lacunas advindas dessa formação docente e seguem um formato instrucionista que não leva em consideração a problematização da prática cotidiana, suas circunstâncias e proposições fundamentadas criticamente.
É preciso conceber o fazer pedagógico do/a professor/a como trabalho intelectual e a sua aprendizagem diferenciada da aprendizagem do aluno, haja vista sua natureza social e as possibilidades transformadoras implícitas nas práticas educativas não apenas nas aulas, mas em âmbito escolar, mediante a própria transformação do/a docente como intelectual crítico, profissional vinculado a uma instituição e como pessoa que tem uma vida comunitária e familiar.
Apesar das dificuldades apresentadas por algumas professoras que as impediram de participar de cursos, apreciam as experiências formativas propiciadoras de debates e verticalização de estudos sobre aspectos da prática pedagógica que favoreçam a melhoria da aprendizagem de seus alunos.
Nº Cursos Estaduais Escolas Municipais Escolas Total
Freq (%) Freq (%) Freq (%)
1 Alfa e Beta 4 3,2% 1 0,6% 5 1,7%
2 Alfabetização 1 0,8% 0,0% 1 0,3%
3 Arte 0,0% 1 0,6% 1 0,3%
4 Atualização em Ensino Fundamental 0,0% 1 0,6% 1 0,3%
5 Cat. Poema 2 1,6% 0,0% 2 0,7%
6 Conselho de Escola 0,0% 1 0,6% 1 0,3%
7 Coordenação 0,0% 1 0,6% 1 0,3%
8 Curso na área de Educação Profissional 0,0% 1 0,6% 1 0,3% 9 Curso Superior de Ensino Religioso 1 0,8% 0,0% 1 0,3%
10 Direito 0,0% 1 0,6% 1 0,3%
11 Diversidade Étnico Cultural 0,0% 2 1,2% 2 0,7%
12 Educação Ambiental 0,0% 1 0,6% 1 0,3%
13 Educação e Cidadania 1 0,8% 0,0% 1 0,3%
14 Educação Especial 1 0,8% 1 0,6% 2 0,7%
15 Educação Física na Infância 0,0% 1 0,6% 1 0,3%
16 Educação Infantil 0,0% 1 0,6% 1 0,3%
17 Educação para Sexualidade 0,0% 1 0,6% 1 0,3%
18 Educação Viária 1 0,8% 0,0% 1 0,3%
19 Educador Social 0,0% 1 0,6% 1 0,3%
20 EJA 1 0,8% 1 0,6% 2 0,7%
21 Ensino Afro-Brasileiro - UNB 0,0% 1 0,6% 1 0,3%
22 Escolas Particulares 0,0% 1 0,6% 1 0,3%
23 Especialização em Espanhol 0,0% 1 0,6% 1 0,3%
24 Formação 0,0% 1 0,6% 1 0,3%
25 Formação continuada para educação infantil 0,0% 1 0,6% 1 0,3% 26 Formação de Inclusão para coordenador 0,0% 1 0,6% 1 0,3%
27 Formageste 0,0% 1 0,6% 1 0,3%
28 Gestão Escolar 1 0,8% 0,0% 1 0,3%
30 Inclusão Escolar 2 1,6% 0,0% 2 0,7%
31 Inclusiva 1 0,8% 0,0% 1 0,3%
32 Informática 1 0,8% 2 1,2% 3 1,0%
33 Jornada Pedagógica da SME 0,0% 2 1,2% 2 0,7%
34 Leitura 0,0% 2 1,2% 2 0,7% 35 Leitura em Biblioteca 2 1,6% 0,0% 2 0,7% 36 Letramento 3 2,4% 1 0,6% 4 1,4% 37 Letras 0,0% 1 0,6% 1 0,3% 38 Libras 0,0% 3 1,8% 3 1,0% 39 Literatura Infantil 1 0,8% 0,0% 1 0,3% 40 Mediadores de Leitura 6 4,8% 4 2,5% 10 3,5% 41 Mídias na Educação 0,0% 2 1,2% 2 0,7% 42 Novas Tecnicas 0,0% 1 0,6% 1 0,3% 43 PCN em ação 0,0% 2 1,2% 2 0,7% 44 Piloto em teleeducação 1 0,8% 0,0% 1 0,3% 45 Práticas de inclusão 0,0% 3 1,8% 3 1,0% 46 Professor Leitor 0,0% 4 2,5% 4 1,4% 47 Proinfo 1 0,8% 0,0% 1 0,3% 48 Projeto de Leitura 0,0% 1 0,6% 1 0,3%
49 Projeto Oito Cidades 4 3,2% 4 2,5% 8 2,8%
50 Proletramento 13 10,4% 9 5,5% 22 7,6%
51 Proletramento em Língua Portuguesa 3 2,4% 1 0,6% 4 1,4% 52 Proletramento em Matemática 1 0,8% 0,0% 1 0,3%
53 Recreador Infantil 0,0% 1 0,6% 1 0,3%
54 Relações Humanas 1 0,8% 0,0% 1 0,3%
55 Saber e Prática 1 0,8% 0,0% 1 0,3%
56 Tecnologia Assestica 0,0% 1 0,6% 1 0,3%
57 Um Salto para o Futuro 6 4,8% 2 1,2% 8 2,8%
58 Virtus 5 4,0% 1 0,6% 6 2,1%
59 PROFA 3 2,4% 27 16,6% 30 10,4%
61 PROLER 20 16,0% 16 9,8% 36 12,5%
62 GESTAR 3 2,4% 11 6,7% 14 4,9%
63 PROFORMAÇÃO 5 4,0% 1 0,6% 6 2,1%
64 CAC 27 21,6% 26 16,0% 53 18,4%
Total 125 100,0% 163 100,0% 288 100,0%
Tabela 7: Distribuição dos Cursos frequentados pelas participantes da pesquisa conforme o vínculo
empregatício
Fonte: Elaboração própria (2008).
Os cursos elencados constatam a afirmativa de algumas professoras que se reportam à variedade, fragilidade e descontinuidade dos mesmos que objetivam, muitas vezes, a utilização de recursos oriundos do MEC. Diante do elenco de cursos de natureza variada indagamos: que elementos concorrem para a composição desse quadro? Que modelos de formação poderiam contribuir para a continuidade de estudos, responder as demandas formativas docentes e dos alunos, favorecendo a melhoria das práticas, tendo em vista a aprendizagem e o sucesso escolar de todos?
Essas questões poderão nortear outras investigações. Não serão respondidas neste espaço, haja vista a delimitação da pesquisa e o nosso objeto de estudo.
5 CRUZANDO MARES E DESCORTINANDO HORIZONTES
[...] há dois modos segundo os quais nós já devemos ter algum conhecimento: de algumas coisas nós já devemos acreditar que elas existem, de outras, nós devemos compreender quais são os pontos sobre os quais se fala (e de algumas coisas, devemos saber ambos os casos). Por exemplo, do fato de que tudo é verdadeiramente afirmado ou negado, nós devemos acreditar que assim é; do triângulo que ele significa isso; e da unidade, ambos (tanto o que ele significa, como o que ela é).
(Aristóteles)
Nesta parte, apresentaremos como os passageiros28 da viagem náutica representam formação continuada, recorrendo aos faróis que iluminaram o percurso investigativo e as paisagens. Em suas trajetórias, como pessoas e como profissionais as professoras apresentam representações sociais de formação continuada que se configuram em função de outras tantas, emancipadas e polêmicas, distinguindo-se de uma visão individual e subjetiva. As representações consensuais são influenciadas pelo modo como vivenciam seus processos formativos e as suas atitudes, deixando emergir as suas expectativas em torno do objeto em estudo que podem ser motivadoras ou não. Segundo Denise Jodelet, as representações sociais, como fenômeno cognitivo,
[...] envolvem a pertença social dos indivíduos com as implicações afetivas e normativas, com as interiorizações de experiências, práticas, modelos de condutas e pensamento, socialmente inculcados ou transmitidos pela comunicação social, que a ela estão ligadas (JODELET, 2001, p.22).
A investigação, nos moldes em que foi planejada e explicitada na parte 3, permitiu a escuta das professoras por meio dos seus registros individuais no questionário e a ocupação de um espaço institucional que favoreceu o emergir de suas representações sociais de formação vivenciada e desejada (em continuidade e expressividade), decisivas na produção de significados que concorrem para a postura assumida ante o processo de aprendizagem de seus alunos.
Os resultados coletados pela TALP são apresentados no Gráfico 1, que propicia uma leitura representacional das variações semânticas culturais na organização do campo espacial. Essa leitura revela aproximações e oposições das modalidades, conforme poderá ser observado no item seguinte.