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Sediment Tanımı, Yapısı ve Kirleticileri

1. GİRİŞ

1.1. Sediment Tanımı, Yapısı ve Kirleticileri

O Brasil mantinha duas instituições características da fase colonial: a Monarquia e a Escravidão. Toda a América já era republicana e havia libertado seus escravos nos últimos quinze anos do século XI X. As nações que resistiam eram combatidas ostensivamente pelos formadores de opinião – intelectuais, políticos do Partido Liberal além da imprensa e profissionais liberais – na maioria dos casos educados na Europa, que buscavam um alinhamento ideológico com a Modernidade. A figura do imperador D. Pedro II , apesar de ser um estudioso das Ciências Naturais e muito chegado ao universo europeu, representava a manutenção da escravidão. Já havia um bom tempo, D. Pedro I I destinava a maior parte de seu tempo aos estudos e às viagens pelo país ou fora dele. A letargia e o desinteresse do chefe de estado para com os temas da rotina tradicional já motivavam charges na imprensa como demonstra a figura 01. As viagens oficiais, constantes e demasiado longas, deixavam as decisões do dia-a-dia para os assessores do imperador.

Figura 01- Charge publicada na Revista I lustrada: “D. Pedro dorme numa sessão do I nstituto Histórico e Geográfico Brasileiro”. FONTE: SCHWARTZ, 1998, p.420.

Gradativamente o regime monárquico foi se isolando politicamente. Salientava-se a sua fragilidade econômica. O país, eminentemente agrícola, mantinha a mão-de-obra sobre forte estrutura escravocrata, valorizando o sistema de monoculturas para exportação. A partir de 1874 o imperador começa a perder os seus aliados, entre eles a I greja Católica. Esta data marca a prisão de dois bispos –

D. Vital e D. Macedo Costas – que tentaram restringir as atividades da Maçonaria no Brasil. Somente no ano seguinte é que o imperador, ele próprio maçom, anistiaria os bispos; porém o abismo já estava criado entre o seu governo e a I greja.

Pressões abolicionistas também foram solapando as estruturas do império. A ação da oposição gradativamente ganhou o apoio de setores internacionais interessados no mercado interno brasileiro e instalou um crescente clima desfavorável. Em 1884 a escravidão foi abolida nas províncias do Ceará e do Amazonas, fissurando claramente o poder imperial. Mas foi somente em maio de 1888, durante nova ausência de D. Pedro I I em viagem à Europa para tratamento de saúde, que a Princesa I sabel assinou a Lei Áurea libertando cerca de 700 mil escravos do regime opressor. A falta de indenização aos proprietários rurais selou mais um rompimento com o Estado. Estes cafeicultores paulistas e cariocas, denominados de “republicanos de última hora”, passaram a engrossar as fileiras da oposição que reforçavam o anacronismo do império brasileiro (SCHWARCZ, 1998,p.433).

Os únicos aliados do imperador – além de sua tradicional Corte – eram os militares. Entretanto, após a Guerra do Paraguai (1865-1870), as forças armadas foram gradativamente proibidas de se expressar publicamente sobre temas políticos, pois defendiam os ideais positivistas. Assim, o isolamento político do imperador tornava-se irreversível não lhe restando mobilidade dentro do seu próprio país. Com a saúde de D. Pedro debilitada e a perspectiva de abdicação em favor da Princesa I sabel, gerava-se uma insegurança nos meios políticos que temiam o crescimento da influência estrangeira do Conde D’eu, marido da Princesa I sabel. Essa trama teve um desfecho no mínimo insólito, na noite do dia nove de novembro de 1889 o imperador reuniu cerca de três mil convidados a pretexto de saudar a Marinha Chilena em um baile na Ilha Fiscal. Este evento se tornaria emblematicamente a última grande festa do império, pois no dia 15 seguinte proclamava-se a República, restando ao imperador a partida para a Europa com sua família dois dias depois (SCHWARCZ, op.cit.,p.455). Na figura 02 – um quadro do pintor paraibano Pedro Américo – é retratada a festa, na verdade o último ato público do I mperador. A República seria proclamada seis dias depois e a família real se refugiaria na Europa.

Figura 02- O Baile da I lha Fiscal.

O panorama do final do século XI X no Brasil é um momento de transição entre o rural e o urbano, da transferência do poder político das elites agrárias e monarquistas para as elites pré-industriais e republicanas. O conflito desses grupos políticos encontra nas cidades o cenário adequado para o seu desenvolvimento. Além dos primeiros escravos alforriados, das populações rurais de migrantes nordestinos castigados pelas secas, contava-se também com a presença de imigrantes europeus e asiáticos, notadamente italianos, espanhóis, portugueses, poloneses, alemães e japoneses. Os estrangeiros, excedente da mão-de-obra especializada em seus países, chegam à América – Brasil, Argentina e Estados Unidos – no momento oportuno para serem absorvidos pela nascente indústria. Aqueles que se deslocavam para o campo, às lavouras de café, também lograram algum desenvolvimento. Mas foi na cidade que se desenrolaram as mudanças que interessam a esse estudo.

A herança dos republicanos, todavia, trazia os vícios da fase colonial. A soma dos investimentos públicos e privados – sob a forma de concessões desde o segundo império – estava restrita a alguns poucos centros urbanos situados no litoral do país. O interior desenvolvia atividades agrícolas, em sua maioria, ou mineradoras, enfrentando uma grave crise de mão-de-obra devido à recente abolição dos escravos e ao seu respectivo êxodo para as áreas urbanas, atraídas pelas promessas do novo regime político e econômico.

A queda do império brasileiro, com toda a sua estrutura centralizadora, causou uma série de desordens na vida nacional. Até o ano de 1895 vários levantes localizados nos estados foram se sucedendo. A nova estrutura

federativa, com larga autonomia administrativa, financeira e política demorarou a ser absorvida e controlada pelo sistema presidencialista. Aos empréstimos herdados do império, somaram-se emissões de papel moeda e o respectivo aumento da inflação. A economia do país passou a viver da emissão de títulos e da especulação. Era o que observava Caio Prado Jr. em 1988:

“Ao mesmo tempo agrava-se a situação da balança externa de contas. Embora os saldos comerciais se mantivessem no nível médio anterior, a geral retração dos capitais estrangeiros alarmados pela convulsão política e financeira em que se debatia o Brasil vai se refletir no equilíbrio das finanças externas do país. A mudança de regime, a agitação política, a desordem financeira, a impressão geral de anarquia que tudo isto provocava nos centros financeiros do exterior, determinam neles não somente a suspensão de remessas de novos capitais para o Brasil, mas ainda a liquidação apressada de todas as suas disponibilidades”(PRADO JR., 1988, p.220).

Essa situação começou a ganhar novos contornos no governo Campos Sales (1898-1902). O presidente decretou a moratória junto aos credores internacionais, estancando momentaneamente a sangria no Tesouro Nacional. O

London & River Plate Bank intermediou a transação junto ao mercado financeiro passando a ser o grande beneficiário destas reformas. Assim, a República chega ao seu décimo aniversário com um ambiente propício às alterações de base que refletiriam diretamente no cotidiano das cidades. As novas relações capitalistas que se cristalizavam substituíam gradativamente a mão-de-obra escrava pela assalariada; a economia mercantil exportadora pela capitalista industrial; a decadência da cultura do café pelo desenvolvimento dos setores secundário e terciário, reforçando o crescimento urbano. O Brasil entra no século XX com uma nova organização do Estado fortemente baseada nos valores burgueses e positivistas.

Benzer Belgeler