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II. 4857 SAYILI İŞ KANUNU’NA GÖRE 2012 YILINDA UYGULANACAK İDARİ PARA CEZALARI . 26‐27
O Centro de Experimentação em Movimento (CEM) foi criado em 2002, no Theatro José de Alencar (TJA), por iniciativa da atriz e coreógrafa cearense Sílvia Jaqueline Moura de Oliveira, outra representante desta geração de coreógrafos de Fortaleza. A criação do Cem se deu a partir da escolinha de dança, ofertada pelo Colégio de Dança do Ceará para rapazes, que não eram iniciados na dança. Tratava-se, a princípio, apenas de uma formação continuada em dança sem propósitos de criação de um grupo, conforme afirmou Silvia Moura:
[,,,] Com a saída do diretor Flávio Sampaio do Colégio de Dança, a escolinha acabou. Achei uma pena eles pararem de dançar. Chamei os 28 rapazes para conversar e perguntar se gostariam de continuar o trabalho iniciado na escolinha. Três rapazes disseram-se desapontados e desistiram de dançar. Tive então a ideia de abrir uma turma para mulheres e, com a
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ajuda de alguns bailarinos voluntários, iniciamos as aulas. Aproveitando os 25 rapazes da escolinha, abri uma audição para receber dez pessoas para completar as vagas da turma. No dia marcado para a audição, estavam lá no TJA 118 pessoas; me desesperei! Pensei em ficar uma semana com essas pessoas, para ver quem desistia. O critério que utilizei para selecionar os bailarinos foi a frequência durante a primeira semana de trabalho. Ao final de uma semana, havia apenas uma desistência. Aí eu disse: “gente, o que é que eu faço com essas pessoas?” Eu não tinha coragem de mandar embora. Chamei então uns professores do Colégio de Dança e perguntei se eles topavam fazer um trabalho voluntário. Fiquei trabalhando com esse grupo de cem pessoas, que dividi em turmas, durante dois anos no TJA, dando aula todos os dias. A Wilemara dava aula de clássico em um dia, e eu dava aula de contemporâneo no outro. Por sugestão da Izabel Gurgel, que foi diretora do TJA, durante as duas gestões do governo Cid Gomes, o grupo foi nominado Cem (Centro de Experimentação em Movimento), que daria a ideia de movimento e a relação da coisa mais dinâmica, de entrar e sair, de não ser fixo como um grupo (Entrevista de Sílvia Moura).
A palavra Cem, portanto, de acordo com a diretora do grupo, é uma alusão à quantidade de pessoas integrantes do grupo por ocasião da sua formação inicial, após a audição que houve no TJA.
A diretora do Cem, conforme declarou, é atriz, coreógrafa, bailarina e professora e iniciou-se na dança na escola, com oito anos. Pouco tempo depois foi estudar na Pavlova103, como afirmou Sílvia Moura
Depois disso, eu comecei a fazer aula com outras pessoas. Foi o período em que começou a ter aulas de jazz, porque antes só tinha aula de balé clássico. Durante muito tempo eu fiquei fazendo as duas coisas (balé e jazz). Eu era uma aluna muito aplicada e com 15 anos comecei a dar aula de dança e fazia também aula com todas as pessoas que podia. Como não existiam, em Fortaleza, cursos de formação fora das academias de dança, com 18 anos, assim como outros bailarinos, comecei a ir para São Paulo uma, duas vezes ao ano, para fazer aula. Com vinte anos entrei para o teatro procurando alguma coisa que eu achava que me faltava na dança. Fiz o Curso de Arte Dramática (CAD), que era um curso de extensão da Universidade Federal do Ceará (Entrevista de Sílvia Moura).
A coreógrafa afirmou que durante muito tempo integrou o Grupo Dora Andrade, antes da criação da Edisca. Vale ressaltar que a bailarina Dora Andrade criou a Escola de Dança e Integração Social para Criança e Adolescente (Edisca), como já dito nesta dissertação. Quando deixou o grupo Dora Andrade, Sílvia Moura criou o Em Crise Companhia de Teatro e Dança, um grupo para atores e bailarinos que também recebia, de acordo com ela, “pessoas comuns”, que não era atores, nem bailarinos, como declarou Silvia Moura
103 Pavlova foi uma academia de dança e ginástica criada em Fortaleza nos anos 1980, por iniciativa
da bailarina Ana Virgínia, ex-aluna de Hugo Bianchi. A academia funcionava na Avenida Jovita Feitosa com a rua Pedro de Queiroz, no bairro Parquelândia.
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Esse grupo durou um pouco mais de dez anos (1988-2000), Na verdade, eu nunca tive interesse em ter uma companhia de dança. Meu interesse era na formação para atores e bailarinos ou pessoas mesmo que não fossem especificamente bailarinos. Eu comecei com uma oficina para pessoas que tinham interesse em dançar ou entender a relação da criação junto ao movimento. A oficina durou alguns meses e aconteceu no TJA. Ela foi um processo tão forte, tão rico, que gerou um grupo. O encerramento da oficina foi um espetáculo. Depois do espetáculo a gente acabou se constituindo como um grupo, mas eu nunca registrei porque nunca tive interesse em ter uma companhia de dança, como falei. Algumas pessoas que participaram do Em Crise, hoje são bastante atuantes nas suas áreas: Fauller, Marconde Basílio, Sâmia Bittencourt, Gorete Pereira, Márcio Oliveira, Cristiano Castro. Muitos foram para o teatro de boneco e estão como grupo até hoje. Outros continuaram na dança. Sidney Souto, Danilo Pinho, Eusébio Slokovick, que faz um trabalho muito bom com artes visuais. Frederico Joca, que é produtor e foi por muito tempo da dança, entre outros. Alguns integrantes do Em Crise entraram junto comigo para o Colégio de Dança e os demais foram para outros caminhos. No Colégio de Dança, conforme falei, me envolvi com a escolinha de dança e depois criei o Cem (Entrevista de Sílvia
Moura).
O Cem iniciou suas atividades nas dependências do TJA, durante o Colégio de Dança, portanto, antes da criação dos editais municipais de fomento à dança. O Jornalista Joubert Arrais traz revelações sobre essa época, conforme declarou:
[...] Há alguns anos atrás, na época do extinto Colégio de Dança (1999-
2002), fiz parte de uma iniciativa singular e que somente hoje é possível avaliar alguns dos bons efeitos. De uma audição “mal” sucedida, fui convidado a fazer parte da chamada Escolinha de Dança, idealizada e coordenada por Flávio Sampaio, durante o ano de 2001, com cerca de 20 rapazes. Funcionava bem mais cedo, entre 7h30 e 9h, período em que tínhamos aulas de balé em uma sala de ensaio do Theatro José de Alencar, mesmo local das aulas dos alunos regulares do “Colégio” e com alguns dos quais, apresentamos no final do mesmo ano, a remontagem do Bolero de Ravel, de Maurice Bejart, na Praça Verde do Dragão do Mar. Com o fim do Colégio, a escolinha tornou-se o Centro de Experimentações em Movimento, o CEM, desde o início até hoje sob a orientação da coreógrafa Sílvia Moura. Foi nesse contexto que conheci pessoas e ideias da/de dança de um modo mais regular e que me fez confrontar desejos, construir pressupostos e questionar motivações em relação às limitações e potencialidades de um corpo que queria dançar. Foi nele também que recebi meu primeiro cachê, de entender que viver de dança não é coisa boba, mas uma realidade difícil no contexto brasileiro-cearense.[...] (Dança
que se faz (na) escola.104 (Depoimento do Jornalista Joubert Arrais).
Com se percebe nas declarações do jornalista, aspirante a bailarino, o Cem teve uma importância primordial para a dança cênica de Fortaleza pelo trabalho realizado de inclusão dos bailarinos que não conseguiram acesso ao Colégio de Dança. Após a formação inicial, o Cem permaneceu por dois anos no
104 Disponível em: <http//umjovemcriticodedancabrasileiro.blogspot.com/2008/12/dana>. Acesso em:
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TJA, até o início da gestão de Nara Vasconcelos, na direção do teatro, como declarou Sílvia Moura
[...] O TJA mudou de direção e entrou a Nara Vasconcelos e nos mandou
sair. Nós chegamos um dia para trabalhar e tinha um aviso na porta, dizendo que aquele projeto não interessava mais ao TJA e foi uma coisa! Uma confusão enorme. O guarda bateu em aluno e isso foi matéria de jornal. Foi uma confusão! Aí o Sesc nos chamou para lá e nós fomos
(Entrevista de Sílvia Moura).
De acordo com a diretora do Cem, a mudança gerou uma significativa evasão de integrantes do grupo e de professores colaboradores, interferindo na sua organização. Com a saída do grupo do TJA para o Sesc, permaneceram no Cem pouco mais de quarenta integrantes, como declarou Silvia Moura
[...] Ele levou quatro a cinco anos para se transformar num grupo porque o
Cem não era um grupo. Tinha essa coisa de multidão. Depois que nós fomos para o Sesc, pelas condições do próprio Sesc, pelo fato de não ser o TJA, mudou tudo. Nós perdemos os professores e mais de sessenta alunos
(Entrevista de Sílvia Moura).
No Sesc, em 2004, portanto, após a implementação da política nacional de cultura do governo Lula e também da implementação dos editais estaduais de fomento, o grupo se estabeleceu por um longo período e participou do projeto de formação de plateia em dança, chamado “Terça se Dança”. Esse projeto foi responsável, segundo Sílvia Moura, pela renovação do grupo. De acordo com a coreógrafa, as pessoas assistiam às apresentações e pediam para entrar no Cem que, por não apresentar critérios seletivos para ingresso, acolhia sempre os interessados pela dança-teatro.
A parceria que o Cem firmou com o Sesc, antes da conquista do prêmio de fomento municipal, foi ressaltada num artigo publicado na página 71, da primeira edição da Revista de Dança do Ceará Olharce, que tem o seguinte título Sesc:
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O corpo se move, o mundo também, E neste movimento, o Sesc cria formas de atuar em torno do rigor da formação artística, no envolvimento e dinamização de artistas e público”. É com este entendimento que Dane de Jade, a gerente de cultura do Sesc Ceará, anuncia: o espaço do Sesc Senac Iracema, em Fortaleza, tem um espaço especial para a dança. Em setembro foi aberto o projeto Momento Dança. Trata-se de uma ação mais sistemática para esta linguagem, promovida pelo Programa Cultura do Sesc. Os espetáculos da coreógrafa Lia Rodrigues, do Rio de Janeiro, Encarnado e Daquilo de que somos feitos, que interligaram o Palco Giratório, abriram o projeto que surgiu com uma série de apresentações de artistas cearenses. Desde então, nas segundas-feiras o Sesc Senac Iracema sedia o Encontro para Dançar, reunindo bailarinos, coreógrafos, professores e teóricos formando a fruição e reflexão. São ações que se
interligam a residência fixa do CEM – Centro de Experimentação em
Movimento, coordenado pela coreógrafa Sílvia Moura, que realiza apresentações no projeto Terça se Dança, desde 2003. “Essas ações partem de um trabalho fundamentado no movimento de dança no Ceará, de uma percepção nossa da necessidade de expansão e realização de atividades que atendem o segmento dança”, explica Dane de Jade, gerente de Cultura do Sesc Ceará. A proposta é norteada pela integração em rede com a participação de técnicos, gestores, produtores, artistas e comunidades, visando atender suas demandas e consequentes ações que têm como foco uma referência crítico-criativa na produção das artes
(Comentário da Revista Olharce sobre o Cem).
Como se percebe, a parceria que o Sesc firmou junto ao Cem contribuiu para organização do grupo e promoveu importantes ações para a dança local, sobretudo no que diz respeito ao projeto de formação de plateia “Terça se Dança”, que favoreceu a fruição da dança ali produzida.
Segundo Sílvia Moura, os trabalhos artísticos do grupo Cem relacionam a dança contemporânea com o teatro; portanto, se enquadram na proposta do edital e se direcionam para diferentes espaços alternativos (escolas, presídios, hospitais, ruas, quintais...), que Silvia Moura reconhece como espaços não convencionais. As coreografias tratam de questões ligadas ao cotidiano das pessoas, com baixo poder aquisitivo, definidas por Moura como “oprimidos” ou “excluídos”.
A produção do Cem tem uma estreita relação com a formação artística de sua diretora, que como foi dito iniciou-se no grupo Dora Andrade, hoje Edisca. A Escola de Dança e Integração Social para Crianças e Adolescentes trata em sua produção de questões relacionadas à inclusão social e outros temas afins. Certamente, a permanência de Sílvia Moura no grupo criado pela bailarina Dora Andrade, no início de sua carreira, tenha contribuído para seu processo de construção artística.
A trajetória artística de Sílvia Moura, iniciada em 1976, com a dança- teatro e a experiência na Federação de Teatro Amador (FESTA), da qual assumiu a
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presidência durante o biênio 1991/1992, conforme declarou, permitiu seu acesso à primeira turma do Colégio de Direção Teatral do Instituto Dragão do Mar, durante o ano de 1997, e do Colégio de Dança do Ceará, em 1999.
O Cem produziu muitos trabalhos antes mesmo da conquista do prêmio do I Edital para manutenção de grupos e artistas de dança em Fortaleza. De acordo com Sílvia Moura, o Cem produziu trinta e sete trabalhos, muitos dos quais criados a partir de pesquisas realizadas em diferentes penitenciárias do estado e que renderam várias premiações. A diretora do Cem participou do Projeto “Cenas em Celas Abertas”, mantido pelo Ministério da Saúde e Inclusão Social, no período de 2002 a 2005, conforme declarou Sílvia Moura:
[...] A gente começou a falar sobre os oprimidos e para os oprimidos. Então
a gente tinha que sair de dentro dos teatros porque somente a elite tem acesso aos teatros. E quando a gente saiu dos teatros também tivemos que abrir mão de uma série de coisas, que interfeririam na estética de nossa produção. Fomos abrindo mão de uma série de coisas e nos preocupamos em trazer o público para muito perto da gente. Para um espaço de igualdade e não de diferenciação. Isso nos levou a fortalecer outras relações. Roupas simples, espetáculos com baixo custo, sem grande ostentação para que as pessoas, que formam o nosso público pudessem se sentir iguais ou parecidas com a gente (Entrevista de Sílvia Moura).
Como se pode perceber, os trabalhos produzidos pelo Cem têm uma abordagem na dança-teatro e podem ser apresentados em diversos locais. Neste sentido, o baixo custo da produção permite que a realização de várias apresentações possam ocorrer com um mesmo espetáculo.
Em 2002 foram criados os seguintes espetáculos: Quando eu era criança; Preliminares; Sobre amor; Identidades; Perguntas; Negrada. No ano seguinte, o Cem produziu: A chuva também molha; Eu quero; Minhas memórias em Vivaldi; Parafuso; Sem sono. Em 2004, portanto, após o lançamento dos editais estaduais de fomento, foram realizadas as seguintes produções: Cem título; Como ver o mundo; Desculpa; Três histórias para gente grande e gente pequena; De volta para casa. No ano de 2005, quando a política de editais foi lançada pela prefeitura, na gestão Alexandre Barbalho, o Cem criou as seguintes obras: Cala-te corpo; Eles e elas; Corpo negro; Vidas no escuro; Corpos aprisionados. Seguiram-se as seguintes produções, em 2006: Movimentos sobre água e sangue; Corpos e cárceres; Mentiras sinceras.
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municipal de fomento, em 2006. O prêmio, de acordo com a diretora, foi o primeiro edital que o grupo ganhou e embora o texto do edital previsse que o recurso recebido deveria “prever atividades durante o período de um ano”, no Cem o recurso do edital foi utilizado durante dois anos para a manutenção do grupo, conforme descreveu Sílvia Moura
Com o dinheiro que nós ganhamos, em vez de trabalhar um ano, nós trabalhamos dois. Economizamos e conseguimos manter a artelaria e manter os bailarinos com ajuda de custo, que não era um salário, mas ajudava nas despesas com manutenção e transportes. Os bailarinos, eram pessoas jovens que estavam no começo de suas carreiras e tinham muita dificuldade para se manter. A artelaria é o espaço que a gente mantém desde 2006 até hoje, com o intuito de ter aulas, de ter espetáculos de dar para as pessoas oprimidas algumas experiências no campo das artes. É para mim um oásis no centro da cidade, precisamente no Benfica, onde as pessoas que não têm acesso podem ter. A artelaria demarca um espaço, com uma possibilidade de existência artística, sem ser vinculado ao governo. Isso também é uma coisa importante (Entrevista de Sílvia Moura).
Antes da conquista do I edital de fomento da PMF, o grupo Cem, assim como a Cia Dita, era mantido com os cachês de suas apresentações e de alguns recursos provenientes da bilheteria de suas montagens. Com o edital houve investimento no espaço (Artelaria) e na produção, contribuindo, segundo sua diretora, para melhoria da qualidade dos trabalhos produzidos e apresentados e para ampliar a visibilidade artística do grupo na cena da dança local.
Após a conquista do I Edital Municipal de Fomento à Dança, que habilitava participar da seleção “artistas, grupos e companhias com no mínimo 3 (três) anos de existência em atividades profissionais em dança cênica”, a coreógrafa Sílvia Moura, que atendia a essa exigência do edital, expandiu sua produção artística, levando sua obra para além dos limites geográficos de Fortaleza e do Brasil. Assim, entende-se que com a implementação dos editais municipais o grupo Cem, como ocorreu com a Cia Dita, assegurou suas produções, dada a garantia do financiamento anual. Uma destas ações foi a participação no projeto “Quarta em Movimento”, com o trabalho Corpos e Cárceres.
Para efetivar a inscrição junto a Funcet para concorrer ao prêmio de fomento municipal, a coreógrafa Sílvia Moura, como os outros proponentes, apresentou - “em um envelope lacrado, identificado com o título do projeto, a categoria a qual concorria, nome e endereço do proponente” - a seguinte documentação: “formulário de inscrição, com cópias da identidade, CPF,
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comprovante de endereço, currículo artístico, certidão negativa de débitos municipais e último pagamento do ISS”, previsto no texto do edital de fomento da PMF. Junto à documentação exigida, o texto do edital previa que o proponente deveria apresentar sua proposta
em formulário próprio, disponibilizado no site da PMF, sob a forma de um projeto técnico com preenchimento dos campos relativos ao título, resumo, objetivos gerais e específicos, justificativa, estratégia de ação, plano de comunicação, contrapartidas, orçamento detalhado, críticas de jornais, material de imprensa, fotos, vídeos, programas, cartazes, cartas e/ou depoimentos de artistas de reconhecido mérito.
O texto do edital declarava a obrigatoriedade para todos os contemplados no edital para emitir relatórios trimestrais, “tanto durante o desenvolvimento quanto ao final dos trabalhos, acompanhados de registros fotográficos e/ou de outro suporte material hábil a comprovar a realização do projeto.”
Em 2007, o Cem produziu duas obras: Engarrafada e Ind gente - uma dança para a solidão. Foi também, de acordo com Sílvia Moura, durante esse ano que ocorreu a primeira experiência internacional, no Japão. Tratava-se de uma colaboração artística da coreógrafa Sílvia Moura para a montagem do espetáculo Dream Regime – Reflection, com o grupo japonês Gekidan Kaitaisha, que resultou em apresentação em Tóquio, no Japão.
Ainda em 2007, conforme declarou Moura, ela apresentou-se em Amsterdam, com o solo A cadeirinha e Eu. O trabalho teve uma apresentação no Studio Garcia Lorca em Bruxelas, na Bélgica, no mesmo ano e, no ano seguinte, de acordo com Moura, o Cem criou o trabalho Contra-tempo.
Foram produzidos pelo grupo Cem, em 2009, três trabalhos: Deserdados105, Dúvidas, entalos e inquietações e Corpos aprisionados II. Nesse ano, a diretora do Cem também participou da residência “Composição em Tempo Real”, ministrada em Fortaleza pelo artista e pesquisador português João Fiandeiro.
Em 2010, o grupo produziu “Cem + de 30” e participou de outra experiência internacional: uma ação da Bienal Internacional de Dança em Cabo Verde, em que foram apresentados três trabalhos produzidos pelo Cem. Ainda em 2010, Sílvia Moura foi eleita para compor o colegiado Setorial de Dança no MinC e no Conselho Nacional de Políticas Públicas (CNPC) durante o biênio 2010-2012.
105 O espetáculo consistia em uma participação do Cem, sobre a releitura da obra homônima
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Três obras foram criadas em 2011: Frágil, Nelson vive e Em busca. E, em 2012, duas: Eu me importo e Me suja de branco e dança comigo. De acordo com Sílvia Moura, o último trabalho produzido pelo grupo Cem foi Vida, morte e ressurreição, em 2013 e, nos últimos anos, o grupo reapresentou algumas obras do