2.6. Tam Sayıların Öğretiminde Kullanılan Yöntemler
2.6.2 Modeller
2.6.2.2 Sayı doğrusu
A categoria, surgida em 1998, conforme Silva Jr. (2000), não é caracterizada pelo envolvimento de ferramentas de navegação, “trata-se mais do desenvolvimento de adequações formais, de conteúdos, que possam ser exibidos em qualquer navegador comum" (SILVA Jr., 2000, p.76). A diferença em relação a outros sites, segundo o autor,
[...] reside em elementos de análise muito subjetivos, já que um Portal é também um site. O que podemos colocar é que em um Portal, ocorre a concentração de um determinado núcleo temático, geralmente agregando serviços, e informações paralelas a esse núcleo. Enquanto que no site essa não é uma condição sine qua non. (SILVA JR., 2000, p.76)
O universo digital concentra diversos tipos de portais, motivo pelo qual Silva JR (2000) prefere distingui-los entre portais jornalísticos e portais genéricos. Este último, segundo o autor, se refere principalmente à utilização de informação jornalística agregada. Ele cita, como exemplo, o iG, um dos objetos deste estudo, onde “a ênfase é direcionada tanto ao portal, como ao veículo jornalístico Último Segundo”24. Reitera-se que o foco, aqui, será junto aos portais considerados “genéricos”. Mais adiante, retomaremos aspectos do jornalismo propriamente dito.
24 Nessa época, o canal de webjornalismo colaborativo Minha Notícia ainda não havia sido criado,
Barbosa (2004, p.162) descreve que os precursores dos portais, de maneira geral, foram “os velhos engenhos ou mecanismos de busca”, a exemplo do Google, MSN, Yahoo!. Tais ferramentas, que começaram a aparecer em sua forma mais simples, nos primeiros anos da década de 1990, nos Estados Unidos, foram, em função da disputa pela audiência, aos poucos, complexificando o “cardápio” de produtos e serviços oferecidos ao usuário, onde o jornalismo é apenas um coadjuvante. Tiveram, portanto, a ambição de abrigar, num mesmo ambiente eletrônico: e-mail, redes sociais, chats, blogs, horóscopo, agenda, notícias, esportes, previsão do tempo, turismo, cultura, finanças, calendário, religião, saúde, entre muitos outros. Tudo oferecido gratuitamente, sempre, é claro, com a finalidade de que o usuário (cliente) voltasse sempre.
Ainda a respeito do contexto histórico, Barbosa (2003) comenta que os portais brasileiros seguiram a mesma trajetória americana. Ela cita como exemplo, o Cadê, primeiro site de busca tupiniquim, estreado em 1995, e que logo virou portal, ao mesmo tempo que
[...] precisou agregar serviços diferenciados para competir com os grandes portais que estavam se consolidando, como UOL e ZAZ, além dos norte-americanos que estavam chegando, como Altavista, MSN, Yahoo!, todos com versões em português dos seus sítios, ou em vias de lançá-las como estratégia de expansão, entre os anos 1998 e 1999. (2003, p.165)
Assim, conforme Barbosa (2003), os portais viraram realidade brasileira no momento que foram adotados pelos provedores de acesso à internet, constituídos como tal a partir de 1996. Isso se deu, segundo a autora, muito em função da privatização da Embratel e pela abertura da legislação de provimento de acesso no Brasil.
Eles centraram os respectivos negócios no provimento de acessos e de conteúdos, ou só de conteúdos, serviços e entretenimento diversificados, dando ao internauta motivo para ele demorar mais tempo nos respectivos sítios. Portal, a partir de então, torna-se um ponto de partida, e, preferencialmente, deve ser o lugar de visita e de
estada do internauta toda vez que ele “entrar” na rede. (BARBOSA, 2003, p.164)
Caracterizado pela vasta gama de recursos, localizada num mesmo endereço, os portais no Brasil apostaram em cheio num público mais identificado como com o tradicional modelo da mídia de massa, como exemplificou bem a propaganda do AOL, que traz uma figura conhecida da televisão para ilustrar as vantagens e facilidades da “nova” ferramenta. Ou seja, o foco se dá no usuário comum25, apresentando-lhe produtos e serviços que facilitem a sua vida. Barbosa (2003) concorda que
O formato portal ganha força no Brasil, sobretudo pelo potencial para convergir grandes audiências, e, com isso, dar visibilidade para o seu conteúdo e serviços, atraindo publicidade e gerando possibilidades para o comércio eletrônico. (2003, p.166)
Como quase tudo na vida, os portais também oferecem vantagens e desvantagens. Se até agora foi citado que o grande público tende a se beneficiar dos recursos oferecidos pelos portais - Barbosa (2003) chega a afirmar que o modelo corresponde aos “meios de massa” da Internet – há também que considerar a existência de um caráter “aprisionador”, nesse modelo para a web. Lemos (2000), em seu manifesto “Morte aos Portais”, propõe uma crítica ao ambiente virtual em vários aspectos, mas, principalmente, no que tange à arquitetura de informações.
Para Lemos (2000), os portais, "febre da rede e paliativo contra o suposto excesso de informação", podem ser comparados a "currais", pois aprisionam o internauta num único ambiente. "Os portais-currais configuram-se numa estrutura de informação (conteúdo) que nos tratam como bois digitais forçados a passar por suas cercas para serem aprisionados em seus calabouços interativos". Esse modelo, na visão do autor, se move justamente na contramão da filosofia da rede, que tanto preza pela liberdade de navegação e pluralidade.
25 Utilizamos o termo "usuário comum" para ilustrar que os portais brasileiros, no ímpeto de ganhar a
Embora busquem agregar supostos conteúdos importantes, os portais nos tiram, enquanto fenômeno hegemônico, (é aqui que quero situar minha crítica) a possibilidade da errância, da ciber- flânerie, nos transformando em sufers-bois, marcados pelo ferro do e-business. Devemos reverter a hegemonia e a população desta nova prisão eletrônica que se configura com atual onda de portais- currais.” (LEMOS, 2000).