2. RESİM SANATINDA ÖZNELLİK KAVRAMI VE RESİMLERE
2.4. Sanatta İmge
E ESPECÍFICOS, PROCEDIMENTOS E RECOLHA DOS DADOS)
Concorda-se com Quivy e Campenhoudt (2005, p. 21) de que, é por meio de uma boa pergunta de partida que um investigador “(...) tenta destacar os processos econômicos, sociais, políticos ou culturais que permitem compreender melhor os fenômenos e acontecimentos observáveis e interpretá-los mais acertadamente”.
No Brasil, assim como em outros países, com a implementação das políticas de educação inclusiva, a inclusão das PNEE’s nas classes regulares tem sido encarada por grande parte da sociedade, especificamente, por grande parte dos profissionais da educação, como um problema.
Machado (2009, p. 14) entende a inclusão escolar “como uma inovação educacional, que decorre de um paradigma educacional que vira a escola do avesso!”. Nesse sentido, tem-se percebido o desafio que esta problemática apresenta para toda a comunidade escolar, em especial ao gestor, por exercer esse papel de gerir a escola e ter a responsabilidade de contribuir para o sucesso das políticas públicas educacionais, neste caso, as políticas públicas inclusivas.
Daí a necessidade de ir em busca de uma resposta para tal problema, analisando como tem sido o papel do gestor diante desse processo.
Procura-se descobrir, dentre outras questões, até que ponto tem havido comprometimento por parte desse profissional com a desconstrução da escola excludente e a construção da escola inclusiva? Uma escola capaz de atender às necessidades não apenas das pessoas que apresentam algum tipo de deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação mas, também,
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“(...) crianças com deficiência ou sobredotadas, crianças de ruas ou crianças que trabalham, crianças de população remota ou nómadas, crianças de minorias linguísticas, étnicas ou culturais e crianças de áreas ou grupos desfavorecidos ou marginais”. (Unesco, 1994, p. 6).
O esclarecimento dessa problemática será de grande relevância para esta autora, uma vez que, a partir desse esclarecimento será possível compreender os reais motivos de ainda haver discursos contrários à inclusão e, além disso, descobrir se as ações que o gestor escolar tem desenvolvido na escola, tem contribuído ou não para o sucesso da inclusão escolar.
Com isso, acredita-se que o profissional da educação, em especial o gestor, poderá refletir/repensar sobre suas práticas e analisar se está verdadeiramente empenhado na construção de sistema educacional inclusivo. Por fim, acredita-se que este resultado será importante, também, para a comunidade acadêmica que poderá ter acesso a mais um resultado do estudo de uma problemática tão discutida atualmente.
Para tanto, o caminho escolhido aqui é a investigação pois,
“(...) por mais que tentemos definir previamente o caminho que vamos seguir rumo ao objetivo que desejamos alcançar, o mais importante é aonde se quer chegar, e o percurso, ou o método, está rigorosamente relacionado às principais características da pesquisa ou do estudo que se pretende realizar para a investigação da hipótese que foi apenas indicada (Prestes, 2012, pp. 403-404)”.
Objetivos (gerais e específicos)
É por meio dos objetivos que o autor indica as metas que pretende alcançar no decorrer da pesquisa. Para tanto, deve-se estabelecer o objetivo geral, o qual deve apresentar uma visão geral da temática a ser estudada e, a partir deste, estabelecer os objetivos específicos os quais devem indicar quais caminhos percorrer para alcançar o objetivo geral.
Tem-se como objetivo geral:
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das escolas que aderiu ao Programa “Educação Inclusiva: direito à diversidade” em 2003 e que têm contribuído para a implementação das políticas de inclusão no interior da escola.
Com relação aos objetivos específicos, concorda-se com Marconi e Lakatos (2007, p.102) quando afirmam que os objetivos específicos “(...) apresentam um caráter mais concreto. Tem a função intermediária e instrumental, permitindo, de um lado, atingir o objetivo geral e, de outro, aplicar este a situações particulares”. Nesse sentido foram elaborados os seguintes objetivos específicos:
a) Fazer um levantamento dos principais Documentos Orientadores referentes ao Programa “Educação Inclusiva: direito à diversidade” que foram produzidos e disponibilizados, fisicamente e/ou eletronicamente, às escolas públicas brasileiras;
b) Verificar junto aos docentes e ao gestor escolar quais ações este último tem desenvolvido junto à comunidade escolar e que tem contribuído para a garantia, com sucesso, da inclusão das PNEE’s na escola;
c) Comparar a opinião do gestor escolar com a opinião dos docentes ambos participantes da pesquisa, no que se refere às ações desenvolvidas pelo primeiro, voltadas para o sucesso da inclusão escolar.
1.1 Método
Optou-se por iniciar este estudo a partir da consulta dos documentos referentes às políticas públicas de inclusão escolar elaboradas no âmbito federal, tendo como foco principal o Programa “Educação Inclusiva: direito à diversidade”.
Foi feito uma análise da bibliografia existente no que se refere à política de inclusão ligada ao Programa citado, pesquisando em diferentes fontes. Fez-se, ainda, um levantamento dos principais Documentos Orientadores produzidos a partir da implantação do Programa disponibilizados fisicamente e/ou eletronicamente.
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Ainda na fase de levantamento bibliográfico, sabendo-se da adesão ao Programa por parte de vários municípios brasileiros, foram identificadas narrativas de experiências de profissionais da educação relacionadas com este processo numa tentativa de encontrar relatos de possíveis ações implementadas, especificamente, por gestores escolares.
Após essa etapa passou-se à seleção do material encontrado. Dentre os materiais selecionados chamou a atenção desta autora o estudo realizado em Portugal, por Rita (2016), o qual apresenta como tema “Atitudes e práticas de professores do ensino secundário face à inclusão dos alunos com Currículo Específico Individual”.
O estudo de Rita (2016) apresenta uma estreita relação com o estudo ora apresentado. Daí o motivo de, no decorrer deste trabalho, ser possível perceber em alguns momentos, apenas adaptações ao que a referida autora apresenta.
Com relação à problemática a ser estudada, cabe ao investigador definir uma metodologia que envolva os procedimentos mais viáveis para realização do seu estudo. É por meio da metodologia que se delineiam os procedimentos a serem adotados pelo investigador.
A esse respeito, Quivy e Campenhoudt (2005, p. 92) referem que
“A escolha dos métodos de recolha dos dados influencia, portanto, os resultados do trabalho de modo ainda mais direto: os métodos de recolha e os métodos de análise de dados são normalmente complementares e devem, portanto, ser escolhidos em conjunto, em função dos objetivos e das hipóteses de trabalho”.
Nesse contexto, optou-se neste estudo, pela investigação descritiva, visto que, conforme aponta Carmo e Ferreira (2008, cit in Rita, 2016, p. 44), “(...) esta área da investigação procura estudar, compreender e explicar a situação atual do fenômeno que pretendemos estudar”.
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Por meio de tal abordagem a pretensão foi fazer a caracterização sócio- profissional dos professores e do gestor que compõem a amostra; identificar as ações desenvolvidas pelo gestor escolar na implementação das políticas públicas inclusivas e identificar as dificuldades sentidas pelos professores e pelo gestor escolar nesse processo.
1.2 População e amostra
A população delimitada nesta investigação foram os professores que lecionam do 6º ao 9º ano no Ensino Fundamental e o gestor, ambos de uma escola da rede pública de ensino que aderiu em 2003 ao Programa Educação Inclusiva: Direito à Diversidade tornando-se uma das cinco escolas-piloto que iniciaram o processo de inclusão no município de Imperatriz, no estado do Maranhão, Brasil.
Assim, com base na literatura consultada e no objetivo deste estudo, foram (re)formulados dois questionários com questões fechadas, um para ser respondido pelo gestor e outro pelos docentes da escola objeto de estudo (Anexos III e IV).
Antes da sua aplicação, os questionários, foram apresentados a peritos não participantes (gestores e docentes) para validação (Anexos I e II). Por não terem sugerido nenhuma alteração, iniciou-se a coleta dos dados, para posteriormente efetuar a análise.
Tal validação faz-se necessária porque corresponde ao “(...) grau de precisão com o qual o conceito é representado por enunciados particulares num instrumento de medida” (Fortin, 2009, p.355). O que significa dizer que, por meio desse instrumento o pesquisador verifica se é possível ou não recolher as evidências necessárias para o seu estudo.
Após essa etapa e não sendo indicada nenhuma alteração ao questionário, por parte dos professores e gestor validadores, apresentou-se a Carta de Apresentação encaminhada pela Professora Orientadora (Anexo VII) e com o consentimento da gestora da escola (Anexo VI), iniciou-se a pesquisa na escola.
Participaram deste estudo 11 dos 13 professores que trabalham na escola foco desta pesquisa e a gestora escolar. Ambos responderam, individualmente, de maneira
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voluntária ao questionário impresso. Com o intuito de caracterizar os elementos da amostra, levou-se em consideração as informações contidas na parte I do questionário, tendo como indicadores: idade, gênero, formação acadêmica, situação profissional, experiência profissional em classes inclusivas e tipo de vínculo com o poder público.
1.3 Instrumentos e procedimentos
Considerando o questionário elaborado por Rita (2016), o qual apresenta basicamente a estrutura do que se pretendia investigar, optou-se por reelaborá-lo/adaptá- lo à realidade desta autora, conforme já informado acima.
Assim, o questionário foi dividido em quatro partes. Na primeira, buscou-se a obtenção dos dados biográficos dos participantes, bem como, formação acadêmica e experiência profissional, tanto na escola atual como experiência com PNEE’s, incluindo, ainda tipo de vínculo que estes possuem com o poder público.
Na segunda parte, buscou-se verificar junto aos docentes, o perfil do gestor da escola em que trabalham, a opinião que têm com relação às ações do gestor frente ao processo inclusivo. Com relação à terceira parte, procurou-se verificar o tipo de relação existente entre os docentes participantes e o gestor fora do ambiente escolar. E na quarta parte, teve como objetivo verificar a concordância ou discordância dos docentes, referente a questões voltadas para a inclusão das PNEE’s na turma do ensino regular.
Para a análise estatística utilizou-se o software IBM SPSS versão 17 e a elaboração dos gráficos foi feita com o software Excel®, versão 2010.
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III - APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS