• Sonuç bulunamadı

SAHNE SGANARELLE DIŞ SES- Ertesi gün Üç Tilki Han’ında…

III . PERDE

9. SAHNE SGANARELLE DIŞ SES- Ertesi gün Üç Tilki Han’ında…

O ambiente social e econômico em que vive a criança e sua família tem sido reconhecido como um importante determinante das condições de saúde e nutrição na infância. Logo, considera-se a taxa de mortalidade infantil como uma importante variável que analisa as condições de saúde de uma região, além de ser considerada bastante sensível à pobreza.

Segundo Marmont (2002), os principais determinantes de alta mortalidade infantil são aqueles associados à pobreza de condições materiais: falta de saneamento básico, desnutrição, habitação de baixa qualidade, superlotação, e a falta de cuidados médicos, incluindo cuidados antes, durante e após o parto.

Para França e Lansky (2009), a mortalidade infantil ocorre como consequência de uma combinação de fatores biológicos, sociais, culturais e de falhas do sistema de saúde. Desse modo, as intervenções dirigidas à sua redução dependem tanto de mudanças estruturais relacionadas às condições de vida da população, como também de ações definidas pelas políticas públicas de saúde.

Contudo, grande parte da população brasileira ainda convive com problemas de saúde precária e pobreza. Estas são, a propósito, duas características marcantes de países em desenvolvimento socioeconômico. No entanto, cabe destacar as recentes melhoras segundo pesquisas sobre saúde e pobreza. De acordo com Andrade et al (2013), mudanças mais acentuadas foram observadas para as taxas de pobreza no Brasil. Em 1990, a taxa de pobreza era de 41,92% caindo para 11,60% em 2009. Essa redução se deu em todo o país, mas não de forma homogênea entre as regiões. Quanto à saúde, Gragnolatiet al (2011) afirma que de 1950 a 2010 a taxa de mortalidade infantil no Brasil sofreu redução de 135 para 20 mortes por mil nascidos vivos.

Diversos autores, como Tejada, Jacinto e Santos (2012), demonstram que a relação entre saúde e pobreza é possivelmente bi-causal, uma vez que um baixo nível de renda causa

saúde precária, e essa, por sua vez, tende a causar um baixo nível de renda, criando um círculo vicioso conhecido como armadilha saúde-pobreza.

Sachs (2002) evidenciou que não é coincidência que os lugares pobres também apresentem uma população carente do sistema de saúde. Os pobres e os países pobres não têm recursos materiais nem o dinheiro necessário para adquirir bens e serviços de saúde tais como: consultas médicas, medicamentos e planos de saúde, entre outros.

Sendo assim, famílias de menor renda procuram menos os serviços de saúde, seja pela dificuldade de acesso geográfico, pela falta de recursos para transporte, e para consultas e remédios, seja até mesmo por falta de esclarecimento sobre a necessidade de procurar os serviços de saúde a partir de determinados sintomas de enfermidade (MEDICI, 1994).

Por conseguinte, Assis et al (2007) aponta que as precárias condições de vida se expressam na baixa renda da unidade familiar, no limitado poder de compra, especificamente dos alimentos; nas precárias condições de saneamento do domicilio e do meio ambiente. Portanto, os pobres não têm condições de dispor de exames preventivos e, muitas vezes, quando diagnosticada uma doença, não têm acesso ao tratamento adequado e necessário. Vivem em áreas superpopulosas, sem acesso à água potável, esgotamento sanitário e serviços públicos de saúde.

Essas adversidades imprimem um padrão de mortalidade na infância, caracterizado por altas taxas de doenças infecciosas, parasitárias e carências, particularmente a desnutrição. Mesmo existindo bens e serviços públicos de saúde, os pobres algumas vezes não têm acesso a esses serviços. Logo, é mais provável que os pobres não tenham acesso a tratamentos e, portanto, careçam de uma saúde desejável. Vários são os mecanismos que explicam como a pobreza e o subdesenvolvimento econômico causam deficiências na saúde. Mas a causalidade também existe em outra direção.

A saúde afeta a pobreza no sentido em que a renda é determinada pela saúde de acordo com os modelos de crescimento econômico que incorporam capital humano (educação e saúde). Tejada, Jacinto e Santos (2012) definem que capital humano é o insumo associado com a capacidade da força de trabalho, e assim se relacionam com: força, habilidade, capacidade intelectual, elementos que deixam o trabalhador mais produtivo, aumentando assim o crescimento econômico.

Desse modo, a teoria econômica sugere que a saúde tem efeitos sobre o crescimento econômico por meio do capital humano. Pessoas doentes são menos produtivas comparadas às saudáveis. Além disso, pessoas com saúde precária diminuem a oferta de trabalho, além

degerar baixa produtividade. Esse mecanismo tende a reduzir os salários, assim como a renda agregada à economia.

Portanto, a igualdade no acesso aos serviços de saúde é uma preocupação presente nos países desenvolvidos e nos países em desenvolvimento. De acordo com o princípio de igualdade, o acesso aos serviços de saúde deve ocorrer de acordo com a necessidade de cuidados independentemente da condição socioeconômica dos indivíduos (ANDRADE et al, 2013).

Para Alves e Andrade (2003), quanto maior o nível de saúde de uma pessoa, maior a sua disposição ao trabalho, havendo, portanto, uma relação positiva entre o nível de saúde individual e o nível de renda. Apesar dessa relação de causalidade entre saúde e pobreza, Sachs (2002) comenta ainda que existem discussões sobre o motivo de lugares pobres possuírem população com saúde precária. Uma corrente de pensadores defende que lugares pobres têm que aumentar o nível de renda para melhorar a saúde da população. Já outros argumentam que, para combater a pobreza, é necessário melhorar o nível de saúde da população.

Benzer Belgeler