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2.SAHABE KAVLİ

2.2. Sahabe Kavli

2.2.1. Sahabe Kavlinin Anlamı

Algumas considerações sobre as posições dos autores podem ser colocadas, relacionando-as com conceitos de outros autores importantes da área do design, como Papanek (1995); Baxter (2000); Löbach (2001); Bürdek (2006); e Bonsiepe (2011) 31, estabelecendo associações comparativas e contextuais.

A complexidade dos produtos desenvolvidos a partir da segunda metade do século XX foi uma das razões para o surgimento de estudos pioneiros sobre os métodos de projeto de produtos nas décadas de 1950 e 1960. Até os anos 1970, a metodologia de projeto em design seguia o método de Descartes (1637), no qual soluções específicas resultam em uma solução geral. Esse modelo serviu bem aos propósitos e aos conceitos do período funcionalista, mas mudanças sociais, econômicas e filosóficas exigiram novas abordagens.

Os anos de 1970 foram marcados pelo esforço em estabelecer o design como ciência, alterando a configuração de proposições metodológicas mais descritivas para a elaboração de modelos de regras gerais para o campo (BÜRDEK, 2006). Traços atemporais e a flexibilidade estrutural parecem ter se tornado premissas para os métodos da época.

30 Este método é tido como referência para as proposições desta pesquisa, que buscam incorporar

requisitos ambientais na metodologia do design tendo em vista o uso da ACV no contexto brasileiro.

31 A pesquisa não buscou analisar os métodos destes últimos autores, visto que os conceitos por eles

CAPÍTULO 2 | METODOLOGIA DE PROJETO DE PRODUTO EM DESIGN

O livro de Jones (1970) é tido como uma das principais publicações em metodologia de projeto de produto, sendo utilizado ainda hoje para o ensino do design, visto que traz um questionamento sobre seus reais propósitos e objetivos. Pela primeira vez, a ergonomia e o usuário (em conjunto) foram foco de estudo do design, considerando sua evolução paralelamente às evoluções da engenharia, articulando critérios de projeto e sua aplicabilidade prática, de acordo com as demandas culturais e tecnológicas recém-instauradas.

Traçando um paralelo, Baxter (2000) apresenta um esquema de projeto semelhante ao de Jones, só que orientado às necessidades contemporâneas do consumidor e do mercado. A ACV é colocada pelo autor como uma técnica analítica que pode ser útil ao design para gerar novos conceitos no desenvolvimento de produtos, considerando todas suas etapas. Tendo em vista que as proposições ocorreram em tempos distintos, existe a possibilidade de que Jones (1976) tenha o influenciado indiretamente, já que o autor não faz referência ao primeiro, mas alguns dos métodos e ferramentas inseridos são coincidentes.

A metodologia projetual, um tema que hoje em dia não provoca mais polêmica, foi alvo de muito interesse. [...]... O processo projetual era considerado um processo decisório e de resolução de problemas. Tratava- se de libertá-lo da aura de subjetividade e encontrar procedimentos seguros para ajudar a resolver problemas complexos. Claramente, foi reconhecido que a criatividade só tem valor quando estiver associada à competência e ao know-how profissionais. Na perspectiva atual, o ponto fraco desse enfoque da metodologia tradicional está na deficiência para detectar e localizar problemas (BONSIEPE, 2011, p. 191).

Na citação acima, Bonsiepe coloca a metodologia de projeto em design como forma de controle da subjetividade, ou seja, como sistematização do pensamento projetual. As reflexões do autor explicam, em parte, o constante posicionamento da metodologia como um exercício acadêmico e não como peça fundamental para a atividade profissional do designer. Em análise, os métodos de projeto tradicionais devem evoluir e ser complementados, o que já ocorre de modo informal na prática, visto que as condicionantes temporais, tecnológicas, ambientais e geográficas se encontram em rápida transformação.

CAPÍTULO 2 | METODOLOGIA DE PROJETO DE PRODUTO EM DESIGN

Para Papanek (1995), o futuro do design está intimamente ligado às várias disciplinas que constituem a matriz “socioeconômico-política”, da qual este faz parte. Os produtos futuros devem ser mais atemporais, tendo em vista a amplitude dos problemas ambientais.

De acordo com Löbach (2001), o design está diretamente relacionado à solução de problemas, sendo definido como uma atividade de projeto, plano ou ideia que se traduz em forma de produto, cuja configuração corresponde a uma demanda pré-determinada. Seguindo este raciocínio, pode-se dizer que os problemas ambientais necessitam de soluções de design para reduzir o gasto de materiais durante os processos produtivos, por exemplo.

Segundo Bonsiepe (2011), as principais diferenças existentes entre os métodos de projeto em design propostos nos anos de 1960 a 1980 e os métodos propostos a partir de 1990 estão relacionadas ao surgimento do ecodesign, quando a priorização dos critérios de preservação do meio ambiente se tornou efetiva. Kazazian é um dos precursores na propagação deste conceito, defendendo que os sistemas produtivos devem ser vistos a partir de uma “ecologia industrial”, permanecendo análogos aos sistemas naturais, a fim de gerar um fluxo fechado para economia de recursos naturais em todas as etapas do ciclo de vida do produto.

Vezzoli e Manzini (2008), por sua vez, trabalham com o conceito de Life Cycle Design (LCD), ou “design do ciclo de vida”, que considera todas as etapas do produto (pré-produção, produção, distribuição, uso e descarte) durante o projeto, a fim de evitar impactos ambientais que podem ser identificados previamente à produção industrial. Sob esta ótica, o design passa a ter uma abordagem sistêmica, em oposição à estrutura linear de projeto dos métodos mais tradicionais.

Considerou-se, assim, a defasagem de tempo entre as metodologias e as questões ambientais contemporâneas significativas ao campo do design. Por este motivo, os métodos selecionados não são comparáveis, uma vez que cada um foi desenvolvido em um contexto particular, que envolve recortes temporais, locais, políticos, sociais, dentre outros.

CAPÍTULO 2 | METODOLOGIA DE PROJETO DE PRODUTO EM DESIGN

Benzer Belgeler