3. SONUÇLAR VE TARTIġMA
3.1. SONUÇLAR
3.1.1. Safran Kormlarından Sürgün Rejenerasyonu
As categorias a seguir foram organizadas em relação às respostas obtidas das perguntas, enumerada como 2, sendo “Os estudantes costumam fazer perguntas em sala de
aula? Que tipo de pergunta eles fazem?”.
Em relação à análise das respostas dos professores, emergiram duas grandes categorias: (Fig. 3).
FIGURA 3- Categorias sobre como a pergunta está presente na sala de aula, na percepção dos professores
Em relação à categoria “Perguntas sobre o conteúdo”, com 12 enunciados, foram destacadas as respostas associadas às perguntas que estão relacionadas ao conteúdo trabalhado em aula. Os professores afirmam que a maior parte das perguntas é para solucionar dúvidas, podendo ser uma curiosidade a respeito da prova ou vinculada a uma explicação anterior. Um professor relatou que o interesse está diretamente ligado à frequência das perguntas. Como disse o professor F: “De modo geral as perguntas são pertinentes ao conteúdo, ou se trata de
Alguns professores se referiram sobre a relação dessas perguntas com assuntos cotidianos, pois os estudantes, buscando contextualizar as aulas, fazem perguntas com intuito de compreender as aplicações habituais. Sobre isso, o professor N afirma: “Geralmente, eles
fazem perguntas com a intenção de contextualizar os assuntos abordados.”.
Um professor relatou que, algumas vezes, as perguntas dos estudantes expressam lacunas de conhecimento, como o enunciado do professor I: “Também aparecem muitas perguntas que denotam uma lacuna de conhecimento dos estudantes ao longo de sua vida
estudantil.”.
Em relação à categoria “Os estudantes não costumam perguntar”, apenas três professores relataram que seus estudantes não costumam perguntar, por vezes com medo de serem ridicularizados pelos outros colegas, ou pela falta de leitura, que impede uma elaboração prévia de questionamentos. Segue o exemplo no enunciado do professor H:
[...] muitas vezes algumas são ridicularizadas, sendo nesse momento necessário minha intervenção, em outros casos, as dúvidas não são expostas em sala de aula, os estudantes ou alguns poucos preferem fazer questionamentos após a aula.
Também isso ocorre pelo hábito de receberem os conteúdos prontos, como expõe o professor L: “os estudantes de hoje, em sua maioria, não perguntam, querem apenas
“receber” o que está pronto”.
Em relação à análise das respostas dos estudantes, emergiram duas grandes categorias: perguntas sobre o conteúdo; os estudantes não costumam perguntar (Fig. 4).
Em relação à categoria “Perguntas sobre o conteúdo”, foi possível observar que o questionamento dos estudantes ocorre sempre vinculado ao conteúdo transmitido pelo professor, podendo ser uma dúvida da explicação, dúvida sobre resolução de algum exercício ou solicitando exemplos ou exceções. Surge a afirmação mais comum entre eles: “não
entendi”. Como disse o estudante Q2: “Sim, fazem bastante pergunta. A maioria é de como fazer e porque disso e o porquê daquilo.”.
Os estudantes ainda afirmaram que o interesse em aula é fundamental para a frequência da pergunta, pois quanto mais interessados mais perguntam e buscam o aprofundamento na matéria. Isso está presente no enunciado do Estudante H1:
A frequência de perguntas em sala de aula é bastante significativa. O estilo de questionamentos varia muito, podendo ser acerca do não entendimento do conteúdo que está sendo visto, da possibilidade de ocorrência de algum exemplo formulado pelo estudante ou do interesse do mesmo no aprofundamento do assunto.
Ainda, houve relatos que relacionam a pergunta do estudante com ações cotidianas, pois nas perguntas eles buscam compreender qual a relação do conteúdo tratado com fenômenos cotidianos e quais as suas aplicações, como expõe o Estudante M3: “Comumente as perguntas se referem à aplicação do conteúdo no dia a dia, ou então sobre fenômenos que têm a ver com a matéria.”.
Sobre a categoria “Os estudantes não costumam perguntar”, um número menor de estudantes referiu que não costuma perguntar em aula. Essas perguntas não ocorrem, pois têm
“vergonha”, não compreenderam a matéria ou não possuem interesse em aprender, como
mostra o Estudante H2: “Os estudantes não querem aprender, não querem estar ali. Dois ou três na sala inteira participam na aula, o resto se contenta somente copiando a matéria sem o
mínimo de atenção.”.
As perguntas dos estudantes, tanto na visão dos próprios, como de seus professores, é basicamente sobre o conteúdo abordado em sala de aula, ainda que em alguns momentos se busque um enfoque cotidiano, as perguntas estão sempre vinculadas ao conteúdo. Porém, é notório que estudantes possuem o hábito de questionar, mesmo que alguns trouxeram o aspecto negativo da falta desse, a maioria ainda pergunta. O que se identifica é a falta do uso da pergunta como objeto de pesquisa, de investigação, na sala de aula e fora dela.
Sendo assim os autores dão suporte para compreender que existe uma falta de estímulo e de preparo do professor para administrar o questionamento em sala de aula. Contudo, é possível perceber que os estudantes sabem perguntar, porém esses também não parecem estimulados a construir uma aprendizagem a partir de seus questionamentos.
O que o professor deveria ensinar - porque ele próprio deveria sabê-lo- seria antes de tudo, ensinar a perguntar. E somente a partir de perguntas é que se deve sair em busca de respostas, e não o contrário [...] Não concebo que um professor possa ensinar sem que ele também esteja aprendendo; para que ele possa ensinar, é preciso que ele tenha de aprender. [...] Entretanto, se o ensinássemos a perguntar, ele teria a necessidade de perguntar-se a si mesmo e de encontrar ele próprio respostas criativamente. Ou seja, de participar de seu processo de conhecimento e não simplesmente responder a uma determinada pergunta com base no que lhe disseram.
Essa análise possibilita concluir que as perguntas ainda são muito mal aproveitadas na sala de aula, principalmente em relação à investigação na perspectiva de Demo (2007) e de Moraes, Galiazzi e Ramos (2004).
Na sequência da análise, após ter-se ideia de como a pergunta está presente na sala de aula, é importante compreender, na perspectiva de professores e estudantes, como as perguntas são tratadas, consideradas e valorizadas.