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KULLANILAN AMONYUM

3.8 Saf Enzimin Optimum Sıcaklık Değer

As dinâmicas urbanas não são apenas uma expressão da economia. Estão incluídas, também, numa trajetória de desenvolvimento territorial, tecnológico e social, promotoras tanto da interação, quanto da segregação. Esta circularidade é “extremamente complexa, ainda mais para os horizontes de tempo relativamente longo em que ela se desenrola” (STORPER et al., 2012).

Por conta disto, a análise populacional e das interações econômicas deve ser vista, conjuntamente, com uma apreciação de questões voltadas à dimensão social. Dos diversos indicadores que poderiam ser utilizados para retratar esta situação, foram escolhidos: a concentração de renda, o percentual de pobreza; o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH); e o Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS).

Os indicadores permitem mensurar e avaliar melhor as estruturas sociais e econômicas das cidades estudadas. Isto possibilita estabelecer uma leitura das desigualdades socioespaciais. Primeiramente, como foi tratado, anteriormente, de assuntos vinculados as relações entre trabalho e renda, é válido destacar que a pobreza e as desigualdades sociais, também, podem ser vistas como resultado da alta concentração de renda. Por isto, a análise deste aspecto é relevante para o entendimento da geração de outras formas de concentração: de riqueza e de pobreza. Isto vai ter expressão também na exclusão e fragmentação do espaço e da sociedade no conjunto da região metropolitana e dos espaços intra-urbanos. No Brasil, o alto grau de concentração ocorre em todos os níveis, e isto vai se expressar também na renda, como mostra a tabela 28, para o caso da região campineira.

Tabela 28: Percentual da renda apropriada por extratos da população em 1991 e 2010.

20 % mais

pobres 40 % mais pobres 60 % mais pobres 80 % mais pobres 20 % mais ricos

1991 2010 1991 2010 1991 2010 1991 2010 1991 2010 Americana 5.2 5.0 14.4 14.3 27.6 27.6 47.1 47.3 52.9 52.7 Artur Nogueira 4.8 5.2 13.3 14.8 25.1 28.4 44.2 47.4 55.8 52.6 Campinas 3.6 3.3 10.9 10.8 22.5 20.9 42.0 39.3 58.0 60.7 Cosmópolis 5.4 5.4 15.3 15.5 29.8 30.2 51.2 51.9 48.8 48.1 Engenheiro Coelho 5.0 4.9 13.7 14.1 26.3 27.7 45.7 48.5 54.3 51.5 Holambra 4.5 4.4 12.8 11.9 24.7 22.2 42.4 39.0 57.6 61.0 Hortolândia 5.8 5.7 16.4 16.1 31.4 31.3 53.0 53.4 47.0 46.6 Indaiatuba 4.8 5.2 14.1 14.2 27.5 27.0 47.7 46.3 52.3 53.7 Itatiba 4.7 4.9 13.4 14.0 26.3 26.7 46.0 45.7 54.0 54.3 Jaguariúna 3.7 4.5 11.0 13.5 21.5 26.3 37.2 44.7 62.7 55.3 Monte Mor 4.1 4.9 11.8 14.6 23.8 29.1 41.5 50.3 58.5 49.7 Nova Odessa 6.5 5.8 17.1 16.5 31.8 31.3 52.1 52.6 47.9 47.4 Pedreira 4.9 6.5 13.8 17.2 26.5 31.5 44.1 51.2 55.9 48.8 Paulínia 4.4 4.2 13.0 12.6 26.1 25.8 45.7 46.9 54.3 53.1 Santa Bárbara D'Oeste 6.4 6.2 17.5 17.0 32.6 31.8 53.5 52.5 46.5 47.5

Santo Antônio de Posse 4.7 5.5 11.7 15.7 22.3 30.0 38.1 49.7 61.9 50.3

Sumaré 5.5 5.0 15.6 14.7 30.0 28.8 51.1 49.2 48.9 50.8 Valinhos 4.6 4.1 13.4 11.3 26.3 22.1 45.8 39.8 54.2 60.2 Vinhedo 4.9 4.2 13.9 11.7 26.8 22.9 46.9 41.3 53.1 58.7 Fonte: PNDU – Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil, 2013.

Org.: Orlando Moreira Junior, 2014.

A concentração econômica está presente em todos os municípios. Porém, vale o destaque para Holambra, que tem 61% da renda apropriadas por 20% da população mais rica. O conjunto dos dados revela uma variação da concentração de tal modo – em grandes, médias e pequenas cidades – que fica difícil estabelecer uma relação com o volume demográfico.

No geral, enquanto poucos se apropriam de maior parte da renda, resta à maioria da população um pequeno “pedaço do bolo”. Porém, a concentração está presente, de forma acentuada, em todas as municipalidades, indiferente de seu porte populacional. Como a renda é fator fundamental, parcela considerável da população fica aquém dos bens necessários a uma sobrevivência justa, em todos os aspectos da vida social.

Outro indicador muito utilizado é o percentual de pobreza, que contribui para medir a desigualdade existente na distribuição de indivíduos, de acordo com a renda domiciliar per

capita. A pobreza é medida pela proporção de pessoas com renda domiciliar per capita

inferior a metade do salário mínimo vigente em agosto de 2000. Na figura 30 está representada a espacialização da pobreza na região em dois momentos.

Figura 30: Classes de municípios, por proporção de pobres, em 1991 e 2010. Fonte: PNDU – Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil, 2013.

Org.: Orlando Moreira Junior, 2014.

A pobreza, enquanto situação de privação por falta de recursos traduz-se em más condições de vida. Comparando os dois momentos, nota-se que muitos municípios mudaram de classe. Em 1991, a pobreza era mais acentuada na região, atingindo a marca de 25% em Monte Mor. No ano de 2010, os números revelam uma melhora significativa, sendo que os valores mais elevados foram registrados por Nova Odessa (9,9%), Monte Mor (8,1%) e Engenheiro Coelho (7,5%). Ressalte-se que, como os volumes de população são diferenciados, a proporção de pobres assume significados diferentes para as cidades de diferentes tamanhos populacionais.

Um indicador importante que não se refere apenas à vertente econômica, mas permite também combinar informações de domínios sociais, é o IDH. Ele, consiste numa medida comparativa que engloba as dimensões de longevidade, educação e renda. O índice varia de 0 a 1, sendo que quanto mais próximo a 1, melhor é o nível de desenvolvimento humano local, ou seja, melhor a qualidade de vida da população. Entretanto, ele demanda uma análise de detalhe, o que envolve a questão da comparabilidade. A tabela 29 traz os índices para os municípios da região em estudo nos ano de 1991 e 2010.

Tabela 29: Índice de Desenvolvimento Humano nos municípios da Região Metropolitana de

Campinas, nos anso de 1991 e 2010.

Municípios IDH IDH – Educação Longevidade IDH – IDH – Renda

1991 2010 1991 2010 1991 2010 1991 2010 Valinhos 0,597 0,819 0,391 0,763 0,746 0,850 0,729 0,848 Vinhedo 0,581 0,817 0,346 0,739 0,780 0,878 0,725 0,840 Americana 0,609 0,811 0,401 0,760 0,768 0,876 0,735 0,800 Campinas 0,618 0,805 0,408 0,731 0,746 0,860 0,775 0,829 Paulínia 0,597 0,795 0,388 0,727 0,765 0,864 0,718 0,800 Holambra 0,532 0,793 0,293 0,698 0,742 0,878 0,694 0,815 Nova Odessa 0,577 0,791 0,378 0,762 0,745 0,861 0,681 0,755 Indaiatuba 0,541 0.788 0,303 0,738 0,747 0,837 0,700 0,791 Jaguariúna 0,533 0,784 0,285 0,715 0,742 0,862 0,717 0,782

Santa Bárbara d’Oeste 0,532 0,781 0,304 0,731 0,742 0,867 0,669 0,752 Itatiba 0,554 0,778 0,326 0,708 0,741 0,844 0,702 0,788 Pedreira 0,551 0,769 0,315 0,701 0,757 0,864 0,703 0,750 Cosmópolis 0,529 0,769 0,293 0,697 0,742 0,876 0,679 0,746 Sumaré 0,506 0,762 0,261 0,705 0.759 0,845 0,655 0,744 Hortolândia 0,493 0,756 0,250 0,703 0,743 0,859 0,645 0,716 Artur Nogueira 0,519 0,749 0,288 0,681 0,709 0,827 0,686 0,745 Monte Mor 0,460 0,733 0,204 0,639 0,741 0,863 0,646 0,713 Engenheiro Coelho 0,472 0,732 0,225 0,668 0,711 0,815 0,659 0,720

Santo Antônio de Posse 0,484 0,702 0,231 0,576 0,721 0,838 0,681 0,718

Fonte: PNDU – Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil, 2013. Org.: Orlando Moreira Junior, 2014.

O IDH é um importante indicador quando se procura comparar municípios considerando sua qualidade de vida. Entre 1991 e 2010 a educação foi a dimensão que mais cresceu, em termos absolutos, nos municípios da região. Os valores registrados no índice de longevidade são mais elevados.

De forma geral, observa-se uma variação no IDH entre os municípios de diferentes tamanhos populacionais. Mesmo assim, é possível estabelecer uma relação direta entre o tamanho populacional dos municípios desta região e o índice de desenvolvimento humano. Porém, esta relação deve ser avaliada, também, a partir do desenvolvimento econômico de cada um. Holambra, Jaguariúna e Pedreira possuem níveis mais elevados. São justamente os municípios que possuem especialização produtiva. Em contrapartida, os outros quatro municípios apresentam-se nas ultimas colocações, do ranking, no cenário regional.

Isto expõe as diversidades no conjunto da região, apontando que as diferenças na qualidade de vida representa um desafio ao desenvolvimento do território. O que significa considerar que a análise do crescimento econômico regional deve ser acompanhada do entendimento da dimensão social. Desta forma, o foco se transfere da compreensão econômica para a dimensão da qualidade de vida da população e da diferenciação em sua espacialização no conjunto da região metropolitana.

Seguindo o paradigma do IDH, a Fundação SEADE elaborou o Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS). Este é um indicador que preserva as três dimensões componentes do IDH – renda, escolaridade e longevidade –, tendo por “objetivo avaliar a qualidade de vida nos municípios paulistas e fornecer subsídios para os gestores na formulação de políticas públicas” (SÃO PAULO, 2013). A metodologia utilizada permite que o índice seja atualizado a cada dois anos, na qual se considera a aplicação de uma análise de agrupamentos, propiciando uma tipologia que classifica os 645 municípios do Estado de São Paulo em cinco grupos. Na figura 31, estão identificados os grupos do IPRS para os municípios da Região Metropolitana de Campinas.

Figura 31: Índice Paulista de Responsabilidade Social nos municípios da Região Metropolitana de Campinas, no ano de 2010.

Fonte: Fundação SEADE.

Nota: Grupo 1 - Municípios com nível elevado de riqueza e bons níveis nos indicadores sociais;

Grupo 2 - Municípios que, embora com níveis de riqueza elevados, não exibem bons indicadores sociais; Grupo 3 - Municípios com nível de riqueza baixo, mas com bons indicadores nas demais dimensões; Grupo 4 - Municípios com nível de riqueza baixo e nível intermediário de longevidade e/ou escolaridade; Grupo 5 - Municípios mais desfavorecidos, tanto em riqueza quanto nos indicadores sociais.

Org.: Orlando Moreira Junior, 2014.

Este levantamento aponta que, no conjunto dos grupos do IPRS, a região metropolitana não apresenta os piores níveis de desenvolvimento social. Porém, vale destacar

as particularidades para cada caso, em especial no que diz respeito aos municípios com população inferior a 50 mil habitantes.

No grupo 1 estão os municípios de Holambra, Jaguariúna e Santo Antônio de Posse, com nível elevado de riqueza e bons indicadores sociais. No grupo 2, encontram-se Engenheiro Coelho e Monte Mor, com bons níveis de riqueza que não se refletem igualmente nos indicadores sociais. Enquanto, no grupo 3, estão Artur Nogueira e Pedreira, com nível de riqueza baixo, mas com bons indicadores nas dimensões escolaridade e longevidade.

Importante ressaltar que os municípios encontram-se no mesmo grupo, porém existem diferenciações entre eles. Nesta direção é válido identificar qual o nível de igualdade existente, como pode ser observado na tabela 30.

Tabela 30: Municípios da Região Metropolitana de Campinas por dimensão do Índice Paulista de

Responsabilidade Social, em 2010.

Grupo Município Riqueza Longevidade Escolaridade

GRUPO 1 Americana 42 74 62 Holambra 42 73 63 Hortolândia 46 69 51 Indaiatuba 45 73 61 Itatiba 42 70 52 Jaguariúna 50 75 64 Nova Odessa 44 76 54 Paulínia 57 76 61

Santa Bárbara D'Oeste 40 70 59

Santo Antônio de Posse 40 66 56

Sumaré 45 73 52

Valinhos 47 73 61

Vinhedo 53 78 60

GRUPO 2 Campinas Engenheiro Coelho 48 40 74 70 46 47

Monte Mor 44 64 59

GRUPO 3 Artur Nogueira Cosmópolis 33 38 73 68 56 52

Pedreira 36 70 61

Estado de São Paulo 45 69 48

Fonte: Fundação SEADE.

Org.: Orlando Moreira Junior, 2014.

Nota: Riqueza: até 39 (baixa); 40 e mais (alta) / Longevidade: até 65 (baixa); 66 a 68 (média); 69 e mais (alta) / Escolaridade: até 49 (baixa); 50 a 53 (média); 54 e mais (alta)

Dentro de um mesmo grupo existem variações nos valores, evidenciando que a distribuição da riqueza e dos indicadores sociais ocorre de modo diferenciado. Santo Antônio de Posse, por exemplo, está no grupo 1, porém possui valores bem inferiores a Paulínia e Vinhedo. Isto revela que a dimensão social possui agravantes distintos tanto nas cidades quanto no conjunto da região.

Numa análise comparativa com o IDH e a pobreza, observam-se algumas caracterizações de resultados. Em 2010, Monte Mor tinha uma das maiores proporções de pobres entre sua população (8,1%) e um dos piores IDH, porém encontra-se no grupo 2 do IPRS. Enquanto que Pedreira que apresentou melhores índices em relação ao IDH e À proporção de pobres, está no grupo 3 do IPRS.

Fica evidente, portanto, que as questões sociais assumem dimensões diferenciadas. De modo geral, considerando este cenário economicamente mais dinâmico, não se encontram valores expressivos para a análise, diferentemente daquilo que foi apontado no primeiro capítulo, quando se verificou que os municípios com piores IDH estão na classe de populações inferiores a 50 mil habitantes. Todavia, as informações registradas, neste capítulo, evidenciam um fato: no caso da região em estudo, com exceção de Holambra e Jaguariúna, as demais cidades pequenas estão presentes em algum dos grupos com piores índices sociais e econômicos. Isto revela, de um lado, que não se podem traçar generalizações devido às especificidades que cada cidade assume no contexto regional. De outro, a questão social pode assumir feições particulares, cuja expressão espacial pode assumir significados diferentes.

Em suma, a partir da análise do comportamento que as dimensões econômicas e sociais revelaram, pode-se concluir que, em certa medida, a institucionalização da região metropolitana não gerou um desenvolvimento – econômico e social – equilibrado entre os municípios. A concentração e polarização ainda representa um desafio para a consolidação da região metropolitana, enquanto fenômeno espacial.

O estudo geográfico das interações entre dinâmica demográfica e questões socioeconômicas revela novas nuanças em relação à distribuição e mudanças espaciais ocorridas. Assim, pensar as cidades pequenas requer sempre considerar o cenário no qual elas estão inseridas e os processos que as geraram. No caso de uma região metropolitana, o perfil demográfico não é um quadro definitivo, pronto ou acabado. Neste contexto, as cidades pequenas podem representar espaços que mudam muito rapidamente ao ampliar sua população, seu desempenho econômico, seus papéis e, por conseguinte, sua mancha urbana.

Benzer Belgeler