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Sadakat Yükümlülüğüne İlişkin Pozitif Bir Düzenlemenin Bulunmaması ve

Os materiais vulcânicos efusivos mais comuns são fluxos de lava, vulgarmente designados por “mantos”, “derrames” ou “escoadas lávicas”. Por arrefecimento, originam rochas de litologia, estrutura interna e morfologia distintas, mediante a variação dos seguintes factores:

• composição e viscosidade do líquido magmático; • taxa de efusão no centro eruptivo;

• variações de temperatura durante a sua deposição;

• características do terreno por onde a lava se desloca, isto é, o seu declive, existência de obstáculos ou barreiras, teor de humidade, entre outras;

• modo de escoamento: em área, ao longo de um canal confinado ou através de um tubo de lava.

Assim, tendo em conta a sua composição, as escoadas podem classificar-se em básicas (basálticas) ou ácidas (andesíticas, rioliticas).

As escoadas basálticas, emitidas a altas temperaturas, possuem um elevado grau de fluidez e podem estender-se a muitos quilómetros de distância19 do centro eruptivo.

19 - As frentes destas escoadas podem avançar a velocidades da ordem dos 10 km/h nas encostas

íngremes, porém, a taxa de avanço é, normalmente, inferior a 1 km/h nas encostas mais suaves. Quando uma escoada basáltica se encontra confinada a um canal lávico, ou tubo de lava, numa encosta com declive acentuado, pode atingir velocidades superiores a 30 km/h.

CAPÍTULO IV – VULCANISMO

Património Natural da Ilha da Madeira. Estudo de um local de interesse geológico: o Cone de Piroclastos da Sr.ª da Piedade 81

As escoadas andesíticas e riolíticas, mais viscosas, formam frequentemente derrames muito espessos e pouco extensos, que avançam a velocidades de alguns metros por hora ou, ainda, formar domos sobre a conduta eruptiva.

IV.9.2.2. Estrutura interna das lavas

Ao arrefecerem, as lavas sofrem uma forte contracção, uma vez que o volume que ocupam quando solidificadas é menor do que quando se encontram no estado líquido. Este efeito de arrefecimento irá determinar uma reorganização da sua estrutura interna, originando sistemas de fracturas que se formam nas zonas de retracção, denominadas disjunções. Existem dois tipos de disjunções: prismática e em lajes.

A disjunção prismática, ou colunar, origina-se quando praticamente cessou o fluxo e a lava está quase em repouso. A diferença de temperatura entre o centro (mais quente) e o topo e base da escoada (já arrefecidas) permite a geração de células de convenção no seu interior. Estas células são dispostas perpendicularmente à base da escoada e originam uma estrutura de retracção interna que individualiza prismas colunares, normalmente hexagonais ou pentagonais ( Fig. IV.41). Como se sabe, estas formas geométricas são as que correspondem ao melhor arranjo espacial e as que apresentam a melhor relação perímetro/área em termos de ocupação do espaço20.

A disjunção em lajes é originada quando o fluxo de lava sofre variação de velocidade, por exemplo, como resultado de um aumento da taxa de efusão no centro emissor. Durante o processo de arrefecimento geram-se planos de retracção paralelos à direcção de avanço da escoada, ao longo dos quais as bolhas de gás se concentraram, originando vesículas de forma elíptica com o eixo maior orientado segundo a direcção de fluxo. Esta disjunção é mais notória no centro da escoada ( Fig. IV.42).

Fig. IV.41. Disjunção prismática ou colunar. Faial, ilha da Madeira.

Fig. IV.42. Disjunção em lajes na Ribeira de S. Jorge, ilha da Madeira.

Fig. IV.43. Disjunção esferoidal, Paul da Serra, ilha da Madeira

Fig. IV.44. Disjunção esferoidal. Ponta de São Lourenço, ilha da Madeira

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A disjunção esferoidal não é uma estrutura de retracção. Com efeito, trata-se de uma “descamação em bolas” que resulta de processos de meteorização que actuam sobre a rocha vulcânica. Na origem deste fenómeno está a presença de uma trama composta por descontinuidades planares (disjunções de retracção ou diaclases) pré-existentes, que constituem zonas preferenciais de circulação da água e humidade, consequentemente, de alteração da rocha. Com os processos de meteorização a actuarem ao longo desta trama, a rocha adquire uma forma aproximadamente esférica (em bolas), com a parte exterior mais alterada e um núcleo relativamente são ( Fig. IV.43; Fig. IV.44).

IV.9.2.3. Morfologia das escoadas lávicas

As lavas, conforme a sua composição e o tipo de arrefecimento (lento ou rápido) a que foram submetidas, podem apresentar à superfície aspectos morfológicos muito variados. Assim sendo, surgem:

1) lavas encordoadas ou “pahoehoe” (designação havaiana) - caracterizam-se nuns casos por superfícies de aspecto liso ou ligeiramente ondulado, noutros casos apresentam uma superfície com rugas, pregas e dobras retorcidas; durante a consolidação surge inicialmente uma fina crosta superficial ainda dúctil, debaixo da qual a lava continua a fluir enrugando-a e dando-lhe a forma final de um encordoamento. São típicas de erupções efusivas ( Fig. IV.45);

2) lavas escoriáceas ou “aa” (designação havaiana) - caracterizam-se por apresentarem uma superfície rugosa e escoriácea, com saliências pontiagudas; têm origem em lavas menos fluidas, com elevada percentagem de gases, que solidificam rapidamente. O seu interior pode ser maciço mas formam-se frequentemente brechas na base e no topo da escoada ( Fig. IV.46);

Fig. IV.45. Derrames lávicos basálticos do tipo pahoehoe: superfícies de aspecto liso ou ligeiramente ondulado (foto à esquerda); superfícies encordoadas. Fonte:

http://volcanoes.usgs.gov/.

Fig. IV.46. Escoadas basálticas do tipo aa, sobre derrames pahoehoe. Fonte:

http://volcanoes.usgs.gov/.

Fig. IV.47. Lavas em almofada (pillow lavas), formadas em erupções submarinas. Fonte: http://volcanoes.usgs.gov/.

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3) lavas em almofada ou “pillow-lavas” - caracterizam-se pelo seu aspecto tubular ou em rolos; são típicas dos derrames submarinos ( Fig. IV.47). Um mesmo derrame lávico pode ser constituído por escoadas do tipo aa, que passam em continuidade a escoadas do tipo pahoehoe.

Por vezes as escoadas correm sobre solos de alteração argilosa e, devido à sua temperatura elevada, provocam o seu cozimento; este aspecto identifica-se facilmente por originar níveis de cor avermelhada. Uma vez que os solos se desenvolveram durante períodos de inactividade eruptiva, um dado nível de cozimento marca o início de uma nova erupção.

IV.9.3. Materiais vulcânicos explosivos