DÜŞÜK GELİR Kötü Konut Koşulları
2.7. SAĞLIK ALGISI, YOKSULLUK VE KADIN
2.7.1. Sağlık Algısı ve Yoksulluğa Yönelik Literatür İncelemes
Segundo Leão (2004), Nalebuff e Brandenburguer (1997) e Azevedo (1999), as bases conceituais da teoria da coopetição são constituídas a partir da teoria dos jogos. Para Azevedo (1999), a teoria dos jogos é um conjunto de ferramentas criadas para auxiliar o entendimento dos fenômenos observados quando tomadores de decisão interagem. Logo, se os jogadores em situações de conflito de interesse, agem de forma racional, a teoria dos jogos seria o instrumento para o mapeamento e análise destas situações , através de ocorrências abstratas.
A teoria dos jogos na matemática e em sua formulação tradicional foi formada por Von Neumann e Morgenstern, em 1944, embora esta lógica já tivesse sido usada na segunda guerra mundial (WALEBUFF e BRANDENBURGUER,1996). Albert Tucker (1950), desenvolveu o dilema do prisioneiro, demonstrando de modo simples como a teoria dos jogos funcionava. Até a década de 70, porém, pouco progresso foi observado na evolução e aplicação desta teoria. Entretanto, em 1994 a busca por conhecimento e aplicação desta teoria tornou-se maior. Neste período, em 1994, os estudiosos Nash, Harsanyiand e Selten ganharam o prêmio Nobel de economia por suas pesquisas na área da
teoria dos jogos.
Atualmente, os gestores são muitas vezes colocados em momentos de decisões difíceis, que representam um verdadeiro dilema para a organização, como por exemplo: reduzir preços sem deteriorar as margens de lucro da empresa e mantendo o market share. Para isto, as empresas, ao buscarem prever as reações dos consumidores e concorrentes, agem em consonância com a teoria dos jogos.
Segundo Nalebuff e Brandenburguer (1997), a teoria dos jogos estaria explicando que a mudança com sucesso é mais do que uma coincidência; os negócios sobrevivem pela estratégia de valor adicionado e nenhuma outra estratégia poderia obter sucesso (LEÃO, 2004).
Autores como Leão (2004), Nalebuff e Brandenburguer (1997) e Azevedo (1999), destacam a importância desta teoria para a administração estratégica, já que deve-se observar como os concorrentes, os consumidores e até mesmo os fornecedores irão se comportar para se posicionar o negócio.
Por outro lado, Leão (2004), critica a teoria dos jogos afirmando que o jogo dos negócios é considerado por demais complexo para ser modelado por esta teoria e que a fonte da vantagem competitiva de uma empresa, segundo pesquisas teóricas e empíricas, pode se fundamentar em recursos internos, ao invés de em posicionamento ou táticas de interações externas, foco dos modelos de teoria dos jogos. Outro autor que se mostra cético em relação ä a teoria dos jogos é Armstrong (1997), ao dizer que seria difícil modelar situações reais pelos jogos.
Com o exposto pode-se inferir através da defesa da relevância da teoria dos jogos e de algumas criticas inerentes ä mesma, que o uso desta teoria não se aplica a todos os negócios, porém, as suas bases são muito importantes para a área de administração estratégica, visto que autores como Leão (2004), Nalebuff e Brandenburguer (1997) e Azevedo (1999), defendem que a teoria dos jogos ajudou a lançar as bases conceituais da teoria da coopetição formada pelos elementos competição e cooperação.
Na Teoria da Competição, defende-se que a intensidade da competição entre as empresas pode definir o desenvolvimento de novos produtos, processos e tecnologias. O ambiente de competição e rivalidade estimula a inovação. Deste modo, os concorrentes certos podem fortalecer, ao invés de enfraquecer, a posição estratégica do negócios, trazendo benefícios que para Porter (1989) se enquadram em quatro categorias: ampliar
vantagem competitiva, melhorar a estrutura atual, desenvolver novos mercados, e deter novos entrantes.
Para Porter (1989), uma empresa ganha vantagem competitiva sobre a outra quando exerce pressão e concorrência sobre a concorrente, ou quando oferece inovação, seja pelo lançamento de novos produtos, ou de uma nova forma de atuação.
Outros fatores como o prestigio e o orgulho dos executivos à frente das empresas também estimulam a competição e a auto-superação das empresas (BENGTSSON e KOCK, 2000). Neste contexto, o termo vantagem competitiva pode ser conceituado como ganho de posicionamento vantajoso frente à concorrência, ou desenvolvimento de competências centrais, que ajudem a empresa a diferenciar seus produtos ou sua atuação (PORTER, 1989; PRAHALAD e HAMEL, 1990).
Observa-se que as conseqüências da competição são de muita relevância para as organizações. No entanto, se atuarem como rivais somente, as empresa podem acabar levando a soma do jogo para o resultado zero, ou até mesmo negativo, onde todos perdem. Segundo Brandenburger e Nalebuff (1996) o princípio da coopetição nasceu da idéia de que é possível competir e cooperar ao mesmo tempo, e que esta atitude na verdade é também uma forma de capacitação para a competição, visto que empresas rivais se complementam onde é possível cooperar buscando mais força competitiva para enfrentar as exigências do mercado.
Outra visão sobre o termo coopetição é defendido por Morgan (1996), que alega que assim como na natureza a colaboração entre os seres é tão comum quanto a competição e, mesmo assim, o ambiente não necessariamente tende à escassez de recursos. Nas organizações esta ordem não é distinta, e organizações rivais podem cooperar entre si, associando-se para a execução de determinadas atividades, buscando assim um futuro compartilhado.
As organizações vêm assim, de acordo com Castells (1999), cada vez mais transformando seu modo de atuação na busca de adaptação às condições de incerteza impostas pela nova ordem econômica global e competitiva. A competição vem se mostrando pouco adequada na atual sociedade onde os relacionamentos são fundamentais e, a cooperação vem despontando como uma prática eficaz na busca pelos resultados organizacionais (GULATI, NOHRIA e ZAHEER, 2000).
as empresas e, a intensidade desta competição entre as empresas, é um determinante crítico do desenvolvimento de novos produtos e tecnologias, visto que o ambiente de rivalidade estimula a busca por inovação, o que contribui para o desenvolvimento da empresa como um todo. Desta forma, de acordo com Porter (1989), os concorrentes certos podem fortalecer ao invés de enfraquecer a posição estratégica.
Conforme argumentam Tiesse e Linton (2000), o comportamento competitivo se caracteriza pela maximização dos ganhos individuais, pela maneira de agir em confronto e pela ocultação de informações relevantes. Isto na lógica empresarial é largamente explorado por tornar os colaboradores de uma empresa parte forte dos resultados da mesma comprometendo-os assim com os objetivos propostos pela organização.
Para Prahalad e Hamel (1990), o poder competitivo e a vantagem competitiva são tidos como posição vantajosa, na qual a organização pode construir e desenvolver competências que lhes possibilite oferecer produtos ou serviços superiores podendo, desta forma, se diferenciar dos concorrentes.
No entanto, embora as contribuições da competição sejam visíveis para as empresas, segundo Leão (2005) as empresas ao agirem exclusivamente de maneira competitiva tendem a levar os resultados para uma soma zero, ou para uma situação ainda pior que é a de resultado negativo. Isto, já que para que a estratégia competitiva seja mantida a longo prazo é necessário que exista um desdobramento das estratégias de competição abrangendo estratégias que usufruam também da cooperação.
O compartilhamento de oportunidades e a divisão de riscos nos aglomerados empresariais é um dos benefícios que a coopetição pode proporcionar às empresas, segundo afirma Porter (1999):
Uma empresa em um aglomerado compartilha muitas necessidades e oportunidades comuns e enfrenta muitas limitações e obstáculos coletivos à produtividade. A visualização de um grupo de empresas e instituição como um aglomerado acentua as oportunidades de coordenação e aprimoramento mútuos, em áreas de interesse comum, sem ameaçar ou distorcer a competição ou restringir a intensidade da rivalidade. O aglomerado proporciona um foro construtivo e eficiente para o diálogo entre empresas correlatas e seus fornecedores, governo e outras instituições de destaque. Os investimentos públicos e privados para a melhoria das condições dos aglomerados beneficiam muitas empresas (PORTER, 1999, p.218).
abordagem onde o foco de atuação deve estar centrado no parceiro de cooperação. Isso implica na modificação do paradigma clássico de competição (ganha-perde), onde necessariamente para uma empresa ganhar em competitividade ou lucro a outra deve perder, para uma ação conjunta que tem por finalidade o encontro de novas oportunidades, onde a complementação e reciprocidade são fatores-chave para uma atuação onde todos saem ganhando (ganha-ganha), mesmo sendo parceiros e competidores simultaneamente. Neste tipo de relação de cooperação as empresas deixam de competir isoladamente, e passam a unir forças, buscando através da complementação ganhos de competitividade para todas as empresas parceiras e a possibilidade de competirem de forma mais igualitária com grandes empresas que encontram-se no mercado atuando em áreas semelhantes ou até idênticas ao seu ramo de atuação. Dessa forma surge a necessidade de compreensão do termo cooperação, e de sua aplicabilidade no contexto em estudo.