6. ROBOT BALIK PROTOTĠPĠNĠN DENEYSEL ÇALIġMALARI
6.2. Hareket Kabiliyeti
6.2.2. Sağa ve Sola DönüĢ Hareketleri
Enquanto escola de pensamento contemporâneo, a fenomenologia possui como precursor Franz Brentano, sendo, no entanto, considerado o filósofo Edmund Husserl, 1859- 1938, o formulador das principais linhas dessa abordagem, abrindo caminho para outros pensadores contemporâneos como: Martin Heidegger, Karl Jasper, Jean Paul Sartre, Maurice Merleau-Ponty, dentre outros. (COLTRO, 2000).
Existem duas linhas centrais na fenomenologia: a fenomenologia descritiva e a interpretativa que se conjuga a hermenêutica. A fenomenologia descritiva foi desenvolvida, inicialmente por Husserl (1962), sua filosofia enfatizava as descrições dos significados da experiência humana. Ele estava interessado na questão: “O que entendemos como pessoa?” Já Heidegger, aluno de Husserl, diferentemente do seu mestre optou pela fenomenologia interpretativa. Sua questão crítica era: “O que é ser?” Ele destacou a interpretação e a compreensão - não somente a descrição - da experiência humana. (POLIT; BECK; HUNGLER, 2004).
De acordo com os autores, a pesquisa fenomenológica visa à descrição da experiência tal como vivida e as percepções que ela faz surgir. Os quatro aspectos da
experiência vivida, objeto de interesse para os fenomenologistas são: o espaço vivido, ou a “espacialidade”; o corpo vivido, ou a “corporalidade”; o tempo vivido, ou a “temporalidade” e a relação humana vivida, ou o “relacionamento”. (POLIT; BECK; HUNGLER, 2004, p. 207). Acreditam que a existência humana seja importante devido:
À consciência das pessoas dessa existência - a incorporação (fator que reconhece a pessoa no mundo físico), sendo este o conceito que identifica os laços físicos da pessoa no mundo, pois estas, pensam, vêem, ouvem, sentem e estão conscientes através da interação de seus corpos com o mundo. (POLIT; BECK; HUNGLER, 2004, p. 207).
Diferentemente desses, Merleau-Ponty (1945 apud MOREIRA, 2004, p. 447) retoma a crítica Husserliana a “Descartes e Kant, que diferenciam sujeito e objeto e para quem as relações não são bilaterais, mais o mundo é reconstruído pelo sujeito”.
De acordo com Boss (1977 apud COLTRO, 2000, p. 39), um método pode ser chamado fenomenológico:
Quando em seu enfoque ele se detém exclusivamente nos fenômenos a estudar. Assim, tal método visa somente trazer à luz de modo cada vez mais diferenciado, o que se mostra dos próprios fatos observados, o que se apresenta por si mesmo ao observador e ouvinte.
Para Triviños (1987, p. 43), a fenomenologia “é o estudo das essências, buscando no mundo aquilo que está sempre aí, antes da reflexão, como uma presença inalienável, e cujo esforço repousa encontrar este contato ingênuo com o mundo”.
A pesquisa fenomenológica parte, portanto, da compreensão do viver e não de definições ou conceitos; embora mantenha com eles uma conexão e uma compreensão voltada para os significados do perceber, ou seja, “[...] para expressões claras sobre as percepções que o sujeito tem daquilo que está sendo pesquisado, as quais se expressam pelo próprio sujeito que as percebe”. (MARTINS; BICUDO, 1994, p. 93).
O método fenomenológico tem como objeto de investigação o fenômeno, tal qual como se mostra a si e em si. A intuição aparece como principal instrumento de conhecimento; segundo Husserl (1962), as essências são dadas intuitivamente e esta passa a ser compreendida com uma visão intelectual do objeto do conhecimento. Neste caso, visão torna-
se uma forma de consciência que se dá a algo. É um ato intencional onde a empatia não pode deixar de existir para que a penetração da percepção ocorra mutuamente. (COLTRO, 2000).
Finalmente cabe dizer que num trabalho realizado segundo a trajetória fenomenológica não haverá a parte relativa à generalização e conclusão. Não haverá conclusão propriamente dita uma vez que o fenômeno estará sempre se desvelando e se ocultando numa visão dialética. Compreensão implica não em saber mais, ou melhor, mas compreender num sentido diferente, e o verdadeiro sentido do texto não se esgota no que o autor diz, nem um determinado ponto; mas implica num processo infinito de surgimento e constantes fontes de compreensão. (MERLEAU-PONTY, 1984).
Quanto ao Discurso Hermenêutico, o termo hermenêutica, do grego hermeneuein, significa interpretar e também anunciar e é o mais adequado para caracterizar esse método das ciências do espírito, uma vez que essas, buscam uma compreensão ou uma interpretação dos fenômenos humanos e sociais. Caracteriza-se, portanto, pela “busca de uma verdade histórica, sempre aberta e mutável, apropriada ao agir e pensar humanos, diferentemente do método de explicações causais, adequado ao estudo de fenômenos naturais”. (AZEVEDO, 2004, p. 124).
Ampliando a compreensão do termo hermenêutica e procurando explicar sua prática como método de investigação, Minayo (2002) esclarece que a hermenêutica designa, tradicionalmente, a arte de compreender e interpretar textos, mas que em sentido mais amplo define-se como a capacidade humana de se colocar no lugar do outro, no presente, mediado pela linguagem nem sempre transparente em si mesma.
A hermenêutica tenta encontrar não a intenção ou a vontade do autor, mas ir além dele, considerando que os textos num sentido amplo dizem muito mais do que quem os escreveu pretendeu dizer. Os textos (uma entrevista, por exemplo), têm, então, uma vida própria, por assim dizer, ultrapassando as pretensões e desígnios de seus autores originais. Os textos, os discursos e as informações de um modo geral, “produzem-se e inserem-se num contexto sócio-histórico e adquirem ressonância cultural, significados e sentidos, que escapam ao controle de quem os produziu” (AZEVEDO, 2004, p. 130). Neste ponto, é que entra o diálogo com a teoria.
Acreditamos que por meio da hermenêutica vislumbramos a possibilidade de compreender os significados atribuídos pelos sujeitos ao objeto da pesquisa e por meios de sua linguagem, em relatos, chegar à compreensão de sua ação.
Portanto este estudo qualitativo é interpretativo do ponto de vista crítico discutido na hermenêutica, por que desejo compreender a percepção dos usuários associando-os com a materialidade em que se produzem e é também de caráter exploratório, porque na literatura e nos embasamentos teóricos não encontrei estudos qualitativos significativos que abordassem o fenômeno em investigação - Percepções dos usuários referentes à Visita Domiciliária como componente da Estratégia Saúde da Família no Município de Fortaleza.