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Sağımızda ve solumuzda bulunan kötülükleri yazmakla görevli meleklerdir

KIYAMET VE YENİDEN DİRİLİŞ(BAS) Kıyamet kavramı, sözlükte;

IV- Sağımızda ve solumuzda bulunan kötülükleri yazmakla görevli meleklerdir

Conforme versamos na seção anterior, a abordagem fenomenológica54 sustenta a noção de um pensamento criativo, ligado a nossas orientações corpóreas e interações com o mundo, que dá base a uma noção de linguagem.

Em 1987, Mark Johnson publica a obra The Body in the Mind e discute a ideia de que o mundo é compreendido também a partir de estruturas organizadoras de nossa experiência que operam a nível perceptual e motor. Ou seja, são essas gestalts experienciais que nos ajudam a entender e a praticar a manipulação de objetos do mundo, nossos movimentos, e, inclusive, nossa forma de pensar. Assim, Johnson define esquemas de imagens como “um padrão recorrente, dinâmico das nossas interações perceptuais e programas motores que nos dão coerência e estruturam nossa experiência” (JOHNSON, 1987, p. xiv). Ou ainda, “estruturas esquemáticas que estão constantemente operando em nossa percepção, movimentos do corpo no espaço e em nossa manipulação de objetos” (1987, p. 27).

53 The neural structures of our brains produce conceptual systems and linguistic structures that cannot be

adequately accounted for formal systems that only manipulate symbols” (LAKOFF; JOHNSON, 1999 p. 6).

54 O termo fenomenologia remonta aos estudos de Edmund Husserl e Merleau-Ponty (A Fenomenologia das

Percepções de 1945) e diz respeito à descrição do mundo sem precisar recorrer a explicações das ciências. Mas,

Johnson (1987) postula que os modelos de esquema de imagens são caracterizados pelas nossas experiências sensório-motoras vivenciadas desde idade tenra, que envolvem os objetos mais centrais e comuns ao nosso convívio. Essas experiências, estruturadas anterior e independentemente de quaisquer conceitos, podem influenciar e impor estruturas futuras daquilo que nós vivenciamos.

Nesse sentido, Gibbs (2005, p. 113) defende que “os esquemas de imagens representam a cola essencial que une experiência corpórea, pensamento e linguagem”, visto que estudos comprovam seu papel na descrição de uma variedade de estruturas linguísticas e de comportamentos. Para esse autor (2005), os esquemas de imagens são aspectos essenciais do pensamento que emergem momentaneamente a partir de interações do cérebro, corpo e mundo. Em outras palavras, são padrões sensório-motores que são internalizados em função de nossa interação com o mundo, uma simulação da experiência usando o corpo (2005).

Dentre os esquemas mais básicos e mais centrais à nossa experiência humana, identificados por Johnson (1987), estão:

a) esquema RECIPIENTE: devido à natureza pré-conceitual dos esquemas de imagens, eles são representados geralmente em forma de diagramas. O esquema RECIPIENTE pode ser representado por uma fronteira/borda que divide a parte interior da exterior. Conforme destaca Johnson (1987), conceber o corpo como recipiente é algo primário e origina-se da nossa experiência enquanto seres que ingerem, expelem, inspiram, expiram, por exemplo A partir dessa orientação, Scheld (2000), baseado em Johnson (1987), indica que outros acarretamentos são licenciados: a) a experiência do recipiente implica proteção de forças externas, ou resistência a elas; b) o recipiente limita e restringe as forcas dentro de si; c) logo, um objeto posicionado dentro do recipiente está relativamente fixo dentro dele; d) esta localização implica que o objeto está acessível ou inacessível; e) de acordo ainda com o principio da transitividade, se B está em A, todo o conteúdo de B está em A. Logo, a partir do esquema RECIPIENTE, que é significantemente representativo para as pessoas em virtude de nossas experiências corpóreas, podem ser feitas projeções metafóricas com seres inanimados partindo da perspectiva de DENTRO-FORA, como, tirar pasta de dente do tubo ou para seres animados, como em “sair da vida de alguém”, expressão muito observada em nossas análises.

b) esquema PARTE-TODO: surge da nossa experiência corpórea de sermos seres completos formados por partes. Para nos movimentarmos no mundo, precisamos estar conscientes da nossa estrutura PARTE-TODO, assim como a estrutura PARTE-TODO de outros objetos ao nosso redor. A lógica básica desse esquema é assimétrica; se A é parte de B, então B não é parte de A e irreflexiva; A não pode ser parte de A. Além disso, não há casos em que existe o TODO sem que existam as PARTES. Porém, as PARTES podem existir sem constituir um TODO. Se as PARTES existirem em uma CONFIGURAÇÃO, então haverá um TODO. Consequentemente, se as PARTES forem destruídas, o TODO também será. Se o todo está localizado em P, as PARTES também estão (LAKOFF, 1987).

c) esquema de LIGAÇÃO: pode ser explicado a partir da nossa experiência corpórea com o cordão umbilical, bem como nossa experiência em usar cordões ou fios para assegurar a conexão entre coisas ou seres. Logo, a lógica desse esquema é que duas entidades A e B são ligadas entre si por um elemento de ligação, um elo (LAKOFF, 1987).

d) esquema CENTRO-PERIFERIA: Lakoff (1987) explica que concebemos nossos corpos como algo que tem centro (o tronco e órgãos internos, por exemplo) e periferia (dedos, cabelo). Da mesma forma, árvores e outras plantas são compostas de um tronco, galhos e folhas. Os centros são vistos como mais importantes do que a periferia, pois os danos causados ao centro apresentam maior risco, portanto, são mais graves. Além de vital, o centro define a identidade do indivíduo, enquanto a periferia não, continua Lakoff (1987): quando uma árvore perde suas folhas, ela permanece a mesma árvore, quando cortamos o cabelo, ainda somos a mesma pessoa. Desse modo, a periferia é vista como parte do centro, mas o centro não é visto com parte da periferia.

e) esquema ORIGEM-PERCURSO-META: é estruturado a partir da nossa experiência de deslocamento de um lugar (origem) para outro (destino) . Esse esquema também pode ser considerado um dos mais importantes dentro da nossa pesquisa, pois caracteriza o ato da agressão, pois “entendendo-se que os atos violentos sejam dirigidos a

algo ou a alguém, então é possível que o esquema ORIGEM- PERCURSO-META possa estar presente como princípio da categoria” (FELTES, 2007, p.260).

f) esquemas EM CIMA – EMBAIXO: Conforme Johnson (1987), nossa experiência com a lei da gravidade, que assegura que objetos caiam no chão, geram o esquema imagético “EM CIMA- EMBAIXO”. Além disso, a assimetria do nosso eixo vertical nos possibilita a inclinação para baixo para apanharmos objetos caídos, assim como estender a mão em busca de algo que está no alto, promovendo uma interação harmoniosa com o mundo no qual estamos inseridos. Por exemplo, ao dizermos “estou pra baixo”, relacionamos o sentimento do tipo tristeza ou decepção à posição corporal que adotamos ou percebemos nos outros quando nos sentimos assim. Diferentemente, quando estamos felizes, pulamos de alegria, nosso estado está PRA CIMA.

g) esquema de FORÇA: esse esquema envolve uma interação com relação de causalidade e consequência, que podem ser de ordem física ou metafórica. Esse esquema inclui outros esquemas de força, como: a força de COMPULSÃO, na qual um vetor F age em uma entidade u, conforme observamos abaixo:

Figura 4: COMPULSÃO

Esse esquema também pode ser considerado um dos mais importantes dentro da nossa pesquisa, pois caracteriza o ato da agressão. F1 é a força que incide sobre uma entidade, nesse caso, representado pelo quadrado.

Outro esquema de FORÇA também importante para nosso trabalho é o de BLOQUEIO, pois caracteriza as forças paralisantes que impedem as vítimas de pedirem de agirem. O BLOQUEIO seria, nesse caso, a força paralisante e é representado na figura abaixo pelo retângulo:

F1

Figura 5: BLOQUEIO

Uma terceira força descrita por Johnson (1987, p. 46) é a contra- força, definida como um aglomerado de forças, igualmente fortes e determinadas, que se encontram e “batem de frente:

Figura 6: CONTRAFORÇAS

Outra força também descrita por Johnson (1987) e que nos interessa em nosso trabalho é a força de REMOÇÃO DE BLOQUEIO, que diz respeito à remoção de uma barreira, ou à ausência de uma estrutura da experiência, que impede a ação. Esse esquema sugere, então, um caminho aberto, cuja passagem estava sendo fechada por esse obstáculo:

Figura 7: REMOÇÃO DE BLOQUEIO

Além desses esquemas, há mais um que caracteriza uma força que age livre de barreiras. Essa FORÇA diz respeito à noção de nossa capacidade de ação, de movimentação e

F1

Fonte- Retirado de Johnson (1987, p. 45)

F1

F2

Fonte: Retirado de Johnson (1987, p. 46)

F1

de manipulação de objetos. Johnson (1987) explica que, apesar de não existir um vetor de força nessa figura, há vetores em potencial presentes, pois existe um sentido de direcionamento (directedness), ou seja, existe uma ideia de capacidade de ação, sem barreiras presentes:

Figura 8: HABILITAÇÃO

Em nossas análises, inferimos que o esquema FORÇA estrutura não apenas conceitos, como, o de VIOLÊNCIA, mas que ele também subjaz os mecanismos que governam os movimentos de empatia que ocorrem na interação estudada nesse trabalho.

Benzer Belgeler