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Saçı ve Saçlı Deriyi İncelerken Kullanılan Araç Gereçler

Belgede Saç ve Cilt Analizi (sayfa 108-121)

2. SAÇ ANALİZİ

2.8. Saç ve Saçlı Derinin İnceleme Yöntemleri

2.8.2. Saçı ve Saçlı Deriyi İncelerken Kullanılan Araç Gereçler

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Freud, na ocasião do setuagésimo aniversário de Romain Rolland, escreve-lhe uma carta com a esperança de oferecer alguma contribuição científica que expressasse admiração e gratidão ao amigo. Entretanto, Freud se justifica: “sou dez anos mais velho que o senhor, e minha capacidade de produção está no fim. Tudo o que posso lhe oferecer é o dom de uma criatura empobrecida que viu dias melhores” (FREUD, 1936/1977, p, 293). Curioso é que Freud elege a interpretação de um “distúrbio de memória”, um “incidente” que vivenciou, os 48 anos de idade, quando visitou a Acrópole. Uma lembrança que perturbou Freud e, como ele diz: “depois que envelheci, agora que tenho de ter paciência e não posso mais viajar” (idem, ibidem, p. 303). Não é por acaso que Freud vai tratar de um “distúrbio de memória”, quando imagina estar no final da vida.

A lembrança foi a seguinte: depois de uma viagem longa, com ânimo deprimido no percurso, Freud e seu irmão chegam à Acrópole. Ao ver a cidade com os “próprios olhos”, ele não consegue acreditar na realidade, ou seja, uma dúvida pairou sobre suas próprias “impressões”. A realidade se apresentou confusa e distorcida. Esse fenômeno, Freud denominou de desrealização e explicou sob dois aspectos: (1) o Eu mantém a realidade insuportável e aflitiva afastada com o objetivo de defesa e (2) a desrealização depende de recordações do passado.

Ele se lembrou de seus desejos, nos tempos de colégio, de conhecer o mundo. Não imaginou chegaria tão longe, a Antenas, dada as condições financeiras da família. Assim, sua memória pareceu recusar o que não poderia ser real: a Acrópole. O sentimento de culpa durante o caminho também foi relacionado à distorção da realidade. Freud reconheceu que esse sentimento de culpa era um “respeito filial”. Acrópole, afirma ele, era a prova de algo errado: a superioridade dos filhos, já que seu pai tinha pouca instrução e essa viagem não lhe faria sentido.

141 O que Freud trata como “distúrbio de memória” quando se vê velho está intimamente relacionado à percepção e à realidade. Nota-se que a crença, do passado, de que seria impossível ver a Acrópole, “com próprios olhos”, distorce a realidade no presente. A “desrealização” depende de recordações do passado – da realidade psíquica. Ele articula uma rede (histórias de infância na escola, em casa, desejo de viajar, a função paterna) que determina a percepção. Chama a atenção, ainda, que o Eu – essa face imaginária, em termos lacanianos – afasta o sujeito da realidade. Não estaria um tanto disso em jogo na demência?

No percurso de realização desta tese, a discussão sobre a relação memória-linguagem envolve posicionamentos sobre dualismos filosóficos: homem-mundo, percepção-objeto, palavra-coisa. Envolve questões que têm respostas difíceis. Não pretendi “resolver” questões e sim abrir novos horizontes para discussões sobre esse tema tão exigente. Um percurso foi traçado. Do ponto de vista teórico, este trabalho procurou sustentar a ideia de que a relação memória-linguagem é “concomitante dependente” (uma expressão de Freud que ressignifica a relação psico-física de Jackson). Lacan esteve presente com seu R/S/I. Procurei abordar a questão da “memória” na Clínica de Linguagem com sujeitos demenciados. Pontos de vistas que se interpenetram, já que os efeitos clínicos que a demência produziu na minha escuta direcionaram o encaminhamento teórico.

Espero ter podido fragilizar o argumento presente nos estudos neuropsicológicos de que “o debate sobre as relações entre linguagem e memória não escapa a uma reflexão sobre a cognição” (CRUZ, 2004, p. 601- 604). A concepção de memória como arquivo e a relação hierárquica entre memória e linguagem colocam impasses diagnósticos, principalmente na delimitação entre o normal e o patológico. Observaram-se, ainda, resultados inconclusivos no que diz respeito ao funcionamento cognitivo subjacente. A sustentação do vínculo percepção-objeto, palavra-coisa, não abre espaço para questões clínicas sobre os efeitos plurais da demência no falante. O fonoaudiólogo filiado ao discurso da Neurospicologia está fadado à estimulação cerebral, porque não tem escuta para o “doente”.

Freud submete a memória ao aparelho de linguagem. Como consequência, a memória é dessubstancializada porque é efeito do jogo

142 associativo. A constituição da realidade psíquica e a suspensão do vínculo percepção-objeto ou palavra-coisa demandam um esforço teórico para se compreender o encontro do sujeito com a realidade, ponto nevrálgico que se instaura na demência. Isso porque, como já disse a demência dissolve lembranças e laço social; dispersa a unidade, o efeito de significação e a referência. Entretanto, algo resta de fala e de falante: recortes que a linguagem fez no mundo que, uma vez enunciados, em seguida, desfazer-se. A possibilidade de a linguagem recortar o mundo só se realiza quando “alguém diz alguma coisa”, como apontou Landi (2007). Ou seja, o referente não está destacado do falante.

No momento que o sujeito profere, “um mínimo de língua corresponde ao mínimo de realidade” (MILNER, 1983/2006, p. 35). Este enigma demanda mais um passo teórico (e clínico): passos que serão dados em trabalho futuro.

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Belgede Saç ve Cilt Analizi (sayfa 108-121)

Benzer Belgeler