1.6. Kök Ucu Dolgusunun Sızıntısı
1.6.1. Sızıntı Yöntemleri
O estabelecimento da ZEPH destacou o bairro da Ribeira no conjunto da cidade, o qual nessa década já se encontrava concorrendo com outros subcentros.
Apesar da importância dessa Lei, ao longo do tempo, construiu-se um consenso de que era preciso incorporar nesse zoneamento voltado à preservação de áreas históricas outros bairros além da Ribeira, começando pela Cidade Alta, onde se situa o núcleo de fundação da cidade e que se consolidou enquanto bairro antes da Ribeira.
O fato é que na referida década muito pouco foi realizado para viabilizar o objetivo maior da Lei n. 3.942. Ainda não estava claro, por exemplo, que tipo de investimento poderia beneficiar moradores, proprietários de imóveis, empresários e comerciantes da área zoneada; muito menos se desenharam, a partir dessa Lei, políticas capazes de integrar os diversos interesses dos atores sociais e políticos locais em relação ao bairro da Ribeira, as quais fossem efetivas nos resultados almejados no sentido da preservação do Centro Histórico.
Na verdade, a discussão foi retomada na agenda pública só em 1997, com o estabelecimento da Lei n. 4932/97, que dispõe sobre a Operação Urbana Ribeira (OUR), definindo o bairro como Área Especial de Operação Urbana. De acordo com o plano diretor da cidade de 1994, a definição de Área Especial, que se encontra no artigo 22, corresponde a: “[...] porções da Zona Urbana situadas em zonas adensáveis ou não, com destinação específica ou normas próprias de uso e ocupação do solo”. A categoria Área de Operação Urbana, no artigo 24 do referido plano, significa “[...] aquela que, embora passível de adensamento, apresenta valores histórico-culturais significativos para o patrimônio da cidade e que carece de formas de recuperação e revitalização” (NATAL, 1994).
No início da década de 1990, o bairro encontrava-se imerso num quadro que apresentava uma capacidade ociosa de infraestrutura. Propondo a reversão desse quadro, são incentivados os usos residenciais e estimuladas as atividades artísticas, culturais, turísticas e de lazer bem como a recuperação do patrimônio histórico- cultural, arquitetônico, urbanístico e a qualidade ambiental como um todo. Na disposição do artigo 1º dessa Lei, também se destaca que o processo deve ser desencadeado de maneira participativa:
Art. 1º - Fica aprovada a Operação Urbana Ribeira, compreendendo um conjunto integrado de intervenções coordenadas pela Prefeitura, através do Instituto de Planejamento Urbano de Natal – IPLANAT,
com a participação do Poder Público, nos níveis, federal, estadual e municipal, dos proprietários, moradores, usuários permanentes e investidores privados, visando à recuperação e revitalização da área do bairro da Ribeira, bem como determinadas transformações urbanísticas, com participação dos recursos públicos (NATAL, 2007c, p. 1).
A OUR, ao levar em conta a necessidade de participação para a efetivação da “revitalização” do bairro, configura uma proposição mais democrática do que a proposta do início dos anos 1990, ainda que o simples reconhecimento do papel da participação dos diversos atores sociais e políticos não tenha garantido o fomento a uma participação efetiva, muito menos o alcance dos resultados esperados com a operação.
Está previsto que a OUR deve ser revisada a cada três anos e seu primeiro prazo de validade encerra-se em seis anos, porém ela permaneceu vigente até 2007, quando, com a sua revisão, se ampliaram os limites do zoneamento, passando-se a ser denominada de Operação Urbana Consorciada (OUC) do Centro Histórico.
No Mapa 07, podemos perceber melhor que a proposta de limite para a OUC do Centro Histórico apresenta uma ampliação bastante significativa em relação ao perímetro previsto no zoneamento da ZEPH da Ribeira. Outra importante alteração trata-se da sua abrangência, que, em função da adequação do instrumento Operação Urbana com o Estatuto da Cidade, aprovado em 2001, passou a poder ser utilizado para
[...] promover melhorias urbanas, incentivar a função socioambiental da propriedade, promover a justiça social, gerar habitabilidade digna, preservar valores histórico-culturais, cênico-paisagísticos e ambientais significativos para o patrimônio da cidade, promover adequação viária, produção ou melhoramentos na infraestrutura, dos equipamentos coletivos e dos espaços públicos (NATAL, 2010, p. 22).
Nesse sentido, a criação de condições favoráveis a novos investimentos na área passa a ser fundamental para a requalificação do Centro Histórico de Natal, entre outras linhas de ação. Nesses marcos regulatórios, destacam-se a previsão de incentivos fiscais e a ampliação do potencial construtivo da área.
Embora não tenha tido resultados efetivos para a recuperação do patrimônio histórico, a principal ação realizada após a OUC do Centro Histórico foi a implantação do calçadão da Praça Augusto Severo, no bairro da Ribeira, inaugurado em 2008 (NATAL, 2010). Além do novo calçadão, a inauguração incluiu a calçada do Teatro Alberto Maranhão e o antigo terminal rodoviário, transformado no Museu de Cultura Popular Djalma Maranhão.
O “Largo do Teatro” ou “Largo Dom Bosco”, como ficou conhecida essa intervenção, proporcionou uma maior visibilidade do conjunto histórico da área e impôs a reorganização do sistema viário (NATAL, 2010). O custo total da obra foi de R$ 3,2 milhões. Nas fotografias 12 e 13, é possível visualizar a Praça Augusto Severo após a conclusão da intervenção.
As demais ações previstas ou não foram implementadas ou foram executadas parcialmente, como, por exemplo, o cabeamento subterrâneo da iluminação pública. Em relação à isenção do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), muito pouco foi concedido até 2007, mesmo caso da isenção do Imposto Sobre Serviços (ISS), que, como apresentado em Natal (2010, p. 28), tratou-se de isenção para a
[...] realização de eventos de diversão pública, em que o ISS cobrado reduz de 5% para 2%. Registre-se que esse tipo de concessão não está necessariamente atrelado à recuperação ou manutenção de imóveis de interesse histórico.
Embora com poucos resultados expressivos no que se refere à requalificação do Centro Histórico de Natal, podemos atribuir à OUC do Centro Histórico a manutenção da demanda por essa requalificação na agenda das políticas públicas municipais. Porém, não obstante a continuidade do tema na agenda pública, constatamos a ausência de uma gestão coordenada das ações referendadas pela OUC do Centro Histórico, como no caso da não instalação do comitê gestor da operação bem como da não institucionalização de espaços para a participação de moradores, proprietários e demais usuários do Centro Histórico.
Mapa 07 – Proposta de limite da Operação Urbana