2.4 Sinterleme
2.4.2 Sıvı faz sinterlemesi
Foram analisadas três Regiões de Desenvolvimento: Agreste Central, Metropolitana e São Francisco. O padrão observado para o estado de Pernambuco se repetiu, ficando o risco financeiro com maior representatividade, seguido pelos riscos de mercado e operacionais, com médias próximas.
Observa-se que, no segmento Agreste Central, os riscos operacionais ficaram ligeiramente acima dos de mercado. Já a região Metropolitana foi a que apresentou menores médias para todos os riscos analisados (Gráfico 6).
Gráfico 6: Importância dada à gestão de riscos por Região de Desenvolvimento. Fonte: Pesquisa feita pelo autor em indústrias do estado de Pernambuco.
Aparentemente, a Região de Desenvolvimento Metropolitana apresentou
maior quantidade e diversidade de elementos amostrais. Assim, estaria menos suscetível a erros causados Pela influência de alguma atividade sobre as outras. Tais fatores podem ter contribuído para a obtenção de respostas mais variadas, não significando necessariamente menor preocupação com os riscos. A análise dos demais quesitos do questionário deverá reforçar ou refutar esta percepção.
4.1.2.1 Importância dada aos riscos, por Região e Porte
4.1.2.1.1 Agreste Central
As médias dos riscos operacionais e de mercado mantiverem-se bastante próximas e sem variações relevantes em função do porte. A maior mudança foi observada para os riscos financeiros que, no segmento Médio Porte, ficou nos patamares dos outros riscos e fora do padrão observado nos demais subconjuntos de elementos, onde tais riscos figuraram sempre com média superior. Tal situação sugere que as indústrias de médio porte, na RD Agreste Central, possuem uma percepção mais equilibrada entre os riscos estudados (Gráfico 7).
Gráfico 7: Importância dada à gestão de riscos na Região de Desenvolvimento Agreste Central, em função do porte.
4.1.2.1.2 Metropolitana
Observa-se mais uma vez o padrão das médias para o estado de Pernambuco, com os riscos financeiros acima, seguido dos riscos de mercado e operacionais, em patamares próximos.
Entretanto, percebe-se uma influência positiva, nas médias dos riscos analisados, em função do Médio Porte, exceto para o caso dos riscos operacionais, que se mantiveram no mesmo nível (Gráfico 8).
Gráfico 8: Importância dada à gestão de riscos na Região de Desenvolvimento Metropolitana, em função do Porte.
Fonte: Pesquisa feita pelo autor em indústrias do estado de Pernambuco.
4.1.2.1.3 São Francisco
Neste segmento, verifica-se também uma relação direta entre o porte e o grau de importância atribuído aos riscos. Ou seja, o Médio Porte apresentou as maiores médias para todos os riscos: 9,8 para financeiros, 9,0 para os de mercado e 8,0 para os operacionais. A média para os riscos financeiros (9,8) foi a maior verificada em todos os subconjuntos de elementos estudados. Observa-se, igualmente, maior distanciamento entre os riscos de mercado e os operacionais. Estes últimos, aliás, obtiveram crescimento discreto, passando de 7,9 para 8,0.
Por outro lado, o Pequeno Porte mostrou médias menores em relação à Região de Desenvolvimento São Francisco, exceto para os riscos operacionais, que se mantiveram na mesma média (Gráfico 9).
Gráfico 9: Importância dada à gestão de riscos na Região de Desenvolvimento São Francisco, em função do Porte.
Fonte: Pesquisa feita pelo autor em indústrias do estado de Pernambuco.
A Região de Desenvolvimento São Francisco foi fortemente impactada pelas atividades Alimentos e Bebidas, segmentos que, conforme discutido anteriormente, possuem maior regulação no que se refere ao controle dos processos. Tal fato pode ter contribuído para que as indústrias de médio porte manifestassem, com maior intensidade, a importância dada à gestão de todos os riscos pesquisados.
Em síntese, o estado de Pernambuco apresentou média total dos riscos acima de 8,0, ficando os riscos financeiros em 8,6, os riscos de mercado em 8,0, e os riscos operacionais em 7,9. Isto, mais uma vez, segue a correlação demonstrada entre os riscos financeiros e os de mercado (0,82) que se mostrou superior às correlações envolvendo os riscos operacionais (ver Apêndice C).
Com relação às atividades, os segmentos de Alimentos e Vestuário apresentaram médias semelhantes, enquanto Bebidas resultou em valores mais elevados. A alta regulação das indústrias de alimentos e bebidas pode explicar o desempenho deste último segmento (Bebidas), mas não em relação ao primeiro (Alimentos).
O maior porte das indústrias indicou maior importância dada aos riscos. No caso dos Alimentos, todos os riscos tiveram elevação de pontuação dentre as empresa de médio porte, resultado adequado em função da maior regulação do setor. No caso de Bebidas e Vestuário, o primeiro apresentou crescimento, exceto para riscos operacionais, e o último, menor variação entre os três riscos. Das Regiões de Desenvolvimento estudadas, a Metropolitana apresentou distribuição de notas mais diversificada, resultando em médias menores que as duas outras, Agreste Central e São Francisco. Este resultado ocorreu possivelmente por tal região possuir maior quantidade e variedade de elementos, ficando menos suscetível ao viés causado por alguma das atividades.
A variável Porte Médio também impactou o resultado observado nas Regiões de Desenvolvimento. Neste segmento, Agreste Central apresentou as médias mais equilibradas dos riscos, sendo 8,4 para os riscos financeiros e de mercado, e 8,2 para os riscos operacionais. A Metropolitana mostrou crescimento nas médias de riscos, exceto riscos operacionais, e São Francisco resultou nas maiores médias de todos os subconjuntos estudados: 9,8 para riscos financeiros, 9,0 para riscos de mercado, e 8,0 para riscos operacionais. Esta última Região de Desenvolvimento foi fortemente influenciada pelas atividades Alimentos e Bebidas.
O padrão verificado em quase todos os subconjuntos, com riscos financeiros seguidos pelos riscos de mercado e operacionais, não coincide com a pesquisa realizada pela KPMG, em 2003, com 2.000 indústrias no Brasil (KPMG, 2004), e com a pesquisa Gestão de Riscos na Iniciativa Privada e na Administração Pública, realizada em 2007 com 136 empresas privadas e 62 entidades e órgãos da administração pública (CICCO, 2007). Em ambos os estudos, os riscos considerados mais importantes foram os riscos de mercado, seguidos pelos riscos operacionais e, em último, os financeiros.