6. SIVI METALLERİN ÖZDİRENCİNİN HESAPLANMASI
6.1. Sıvı Metaller İçin Form Faktörü
Neste viés do âmbito educacional da liturgia, ou mais propriamente dito, pedagógico, citamos o exemplo do episcopado italiano e sua real necessidade de apontar para a pedagogia da fé a partir das celebrações como uma das preocupações, publicando em suas orientações pastorais para o decênio 2010-2020 o tema da liturgia como um recurso educacional249.
Examinemos a avaliação destas orientações na visão de liturgistas e pedagogos. Na opinião desses especialistas, a sensibilidade litúrgica orientada para seu recurso pedagógico, manifestada na referida publicação, constata que uma vez que
a liturgia representa um singular recurso na resposta à vocação educativa da Igreja, parece próprio de sua tarefa que seus ofícios diocesanos são chamados a recuperar um próprio peculiar protagonismo no serviço às Igrejas locais neste âmbito250.
Na conceituação deste episcopado, longe de ser um lugar considerado somente como uma escola, a liturgia se propõe como um instrumento, digamos que, pedagógico, para ir orientando os fiéis e aqueles a quem dela se acercam, como que num itinerário, pelo qual possam conjugar fé e vida. É o que Catella denomina de “entrelaçamento vital”,
Pois então, me parece que a ação de educar se insere exatamente neste ponto: educar é instaurar um diálogo destinado não já a transmitir competências ou produzir adestramento. Trata-se de realizar a atenção do cuidado. O recurso educativo é “diálogo”; ou melhor, é “entrelaçamento vital” do destino de duas pessoas251.
A esperança vital que carrega cada pessoa passa pelo senso religioso que cada uma compõe em si. Assim, quando se celebram os mistérios da fé, a Igreja, em sua liturgia decanta de forma ritual a mesma necessidade mistérica que cada ser humano carrega,
249 Educare ala vita buona del vangelo, 2010-2020, perspectivas pastorais para este decênio, do episcopado
italiano [EVBV]. Op. cit.: REPOLE, Roberto. Di fronte alle sfide educative: parole e gesti dela fede. In: Rivista litúrgica, nº 98. Padova: Messaggero, 2011, pp. 216-230.
250 M
ANIAGO, Claudio. Liturgia, singolare risorsa educativa. Alcune conclusioni. In: Rivista liturgica. Padova: Ed.
Messaggero, nº 98, 2011, p.332-334.
251 C
ATELLA, Alceste. La dimensione educativa dela liturgia. In: Revista liturgica. Padova: Messaggero, marzo- aprile 2011, p. 210.
sempre numa atitude de fazer-se participante do divino. Na opinião de Catella, esperança e Igreja se coadunam, de forma que
na Igreja, que é uma via privilegiada para se descobrir quem é o ser humano, se trata daquela esperança fundamental para cada cristão que é a celebração. A esperança constituída do “celebrar” é lugar capaz de fazer conhecer a pessoa humana a si mesmo qual ser dialógico. É “lugar” capaz de educar à dialogicidade. Sob este perfil está um singular “paradigma educativo”252.
No entender de Catella, existe uma dinâmica manifestada na comunicação entre o emitente e o emissor. No caso da liturgia, Deus e seu povo. Deus que se comunica e o povo que ouve, o que é realizado ele por meio de palavras, gestos e ações simbólicas, sob a perspectiva ritual, na linguagem dos sinais sensíveis [aqui, o inverso também é válido]. Neste sentido, para Catella, educar sob a tutela da liturgia, é o mesmo que faz uma mãe, pois a liturgia Deus exerce o papel de mãe.
Outra consideração que faz esse autor é a de que
na Palavra de Deus há um projeto de salvação destinado à pessoa, por isso o processo educativo se comporta à adequação de que a pessoa entre nesse “jogo’, aceite essa proposta a partir do círculo de comunicação253. A
celebração litúrgica se reconhece nessa dinâmica254.
Comunicar então é a destinação esperançosa cuja finalidade e natureza tem a liturgia, numa espécie que Catella considera como sendo um “círculo comunicativo”, ou uma espécie de “jogo litúrgico”255.
Por isso a necessidade de que a liturgia não se feche à realidade de cada um, mas que se coloque a serviço de todos que dela participam e ainda daqueles que estão fora dela. É para isso que concorrem os diversos carismas e ministérios: reciprocidade e abertura à vida. Logo, a educação litúrgica comporta sentir-se responsável pela salvação do outro, a partir da pertença à comunidade cristã, também visível na ação celebrativa.
252 C
ATELLA, Alceste. La dimensione educativa dela liturgia. In: Revista liturgica. Padova: Messaggero, marzo-
aprile 2011, p. 211.
253 C
ATELLA, Alceste. La dimensione educativa dela liturgia. In: Revista liturgica. Padova: Messaggero, marzo- aprile 2011, p. 211-212.
254 C
ATELLA, Alceste. La dimensione educativa dela liturgia. In: Revista liturgica. Padova: Messaggero, marzo-
aprile 2011, p. 212.
255 C
ATELLA, Alceste. La dimensione educativa dela liturgia. In: Revista liturgica. Padova: Messaggero, marzo- aprile 2011, p. 212.
Repensar esse jeito de educar-se a partir do dado narrativo bíblico é repensar a tarefa da Igreja num contexto multicultural e multirreligioso. É assim que pensa Roberto Repole256. Para ele, Jesus é o protótipo do educador por excelência, e assim o faz a Igreja (EVBV, pp.17-18). Por isso a finalidade da educação cristã é a vida segundo o Espírito, assim como Jesus disse (EVBV, p. 22).
Portanto, a liturgia realiza o seu cumprimento educando, notando, fazendo-se entender por si mesma257, revelando-se, e ao mesmo tempo revelando o rosto de quem quer
ser revelado, o próprio Jesus Cristo258. A finalidade de uma vida cristã é uma vida humana, aquela vida requerida por Deus. A liturgia então revela a finalidade da educação cristã, e tem a ambição de revelar e realizar a finalidade do humano259. Revela a esperança do humano,
de sua precariedade, do que o ser humano é por si próprio.
Mas a Igreja, vista como educadora da fé, também é capaz de mostrar o cuidado do corpo em suas diversas passagens e estágios, sobretudo na liturgia dos sacramentos, que dão ao corpo o sinal sagrado da presença divina atuando neles, pela graça que a partir deles opera260. Assim, o ser humano não consegue realizar-se por si só, para que chegue à realidade divina. A liturgia pode se encarregar disso. Ela é empenhada a um desafio educativo. Os sacramentos e sacramentais ajudam pedagogicamente nesta perspectiva da condução do ser humano, do experimentado sacramentalmente pelo rito ao vivido existencialmente.
Por isso, Repole considera que a liturgia é o lugar institucional por excelência da educação cristã, já que ela educa para o sentido de comunidade, de pertença ao povo de Deus261. No seu modo próprio, a liturgia manifesta tudo que nela mesma se realiza. O mesmo conceito destinado aos sacramentos é também destinado à liturgia262. Repole toma
256 R
EPOLE, Roberto. Di fronte alle sfide educative: parole e gesti dela fede. In: Rivista liturgia nº 98. Padova:
Messaggero, 2011, pp. 216-230. Neste artigo Repole analisa o texto EVBV.
257 R
EPOLE, Roberto. op. cit., p. 219.
258 Cf. GS, 22: a liturgia revela a vocação humana, que se cumpre na filiação divina e na fraternidade humana,
pois, o homem perfeito, Cristo, faz-se revelar na liturgia, para ele tende toda a humanidade.
259 R
EPOLE, Roberto. op. cit., p. 219.
260 Cf. R
IVA, S. Espiritualidade litúrgica. In: Dicionário de Espiritualidade. São Paulo: Paulinas-Loyola, 2012, p.
1959, Vol III.
261 R
EPOLE, Roberto. Di fronte alle sfide educative: parole e gesti dela fede. In: Rivista liturgica nº 98. Padova:
Messaggero, 2011, p. 226.
262 Cf. R
como princípio a fala de Paulo VI em que considera a liturgia como uma pedagoga, a escola por excelência da vida espiritual263.