4.2 Kaymaz Altın Yatağı Sıvı Kapanım Çalışmaları
4.2.5 Sıvı Kapanım Sonuçlarının Çeşitli Yataklarla Karşılaştırılması
O Estado, de forma pacífica e companheira, acomodará seu poder nas áreas dominadas por facções criminosas. É, portanto, com esse propósito que a gestão do programa é confiada ao Comando do Exército (CRIVELLA, 2007b)
Em 13 de Setembro de 2007, o senador do Partido Republicano Brasileiro Marcelo Crivella (PRB/RJ) fez uma proposta de sua autoria intitulada como “Programa de Melhoria Habitacional em Áreas Urbanas de Risco com participação do Comando do Exército”. Nela entende-se por área urbana de risco “as favelas localizadas nas áreas urbanas com índices de criminalidade superiores à média local” (CRIVELLA, 2007b).
O objetivo do Programa é a execução de “obras de recuperação, adequação, conclusão, reforço estrutural e melhoria de habitações individuais e coletivas”. Os recursos seriam provenientes da conta do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social e de parte do Orçamento Geral da União. A justificativa da implantação do projeto, segundo o senador carioca, é que:
Nas periferias ‘enfaveladas’, predominam altos índices de criminalidade, numa brutal realidade de violência e mortes. É certo que a maioria dos crimes, no País, acontece em vilas e favelas dos grandes centros urbanos. Ademais, pesquisas indicam que, no Brasil, grande parte dessas mortes podem ser atribuídas à sangrenta realidade do tráfico de drogas. Assim, o Programa de Melhoria Habitacional em Áreas Urbanas de Risco além de proporcionar a melhoria da qualidade de vida das famílias que habitam comunidades carentes, reveste-se, também, de importante estratégia para o assenhoreamento territorial. Por seu intermédio, o Estado, de forma pacífica e companheira, acomodará seu poder nas áreas dominadas por facções criminosas. É, portanto, com esse propósito que a gestão do programa é confiada ao Comando do Exército, que além de atender à questão estratégica, tem larga experiência em obras de engenharia. Por essas razões, o programa difere positivamente dos demais programas habitacionais tradicionais. (CRIVELLA, 2007b, grifo no original)
No Senado, o PLS 541 de 2007 tramitou na CRE (Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional), na qual o relator foi o senador Almeida Lima (PMDB-SE), depois seguiu para a CAS (Comissão de Assuntos Sociais), na qual coube a ela a decisão terminativa que foi favorável. Dessa forma, o Projeto Social não foi levado ao Plenário, isso porque a decisão terminativa é tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado. Cabe esclarecer que alguns projetos não vão a Plenário, são enviados diretamente à Câmara dos Deputados e encaminhados à sanção, sendo promulgados ou arquivados. Eles somente serão votados pelo Plenário do Senado se houver um recurso com esse objetivo, assinado por pelo
menos nove senadores e for apresentado ao presidente da Casa. O PSL 541 não recebeu nenhum recurso contrário e foi aprovado.
Para a implantação do Projeto Cimento Social em 782 casas foi realizado um convênio de 12 meses entre o Exército, do Ministério da Defesa, e o Ministério das Cidades, assinado no dia 31 de janeiro de 2008 - em pleno ano eleitoral. Segundo os dados divulgados pela Agência Brasil, órgão oficial do Governo, as obras seriam executadas pelo Batalhão Escola de Engenharia do Exército e pela Comissão Regional de Obras da Primeira Região Militar e a verba, no valor de R$ 12 milhões, viria do Ministério das Cidades. Porém, a operação teve início no dia 13 de dezembro de 2007, quando cerca de 200 soldados subiram o Morro da Providência. Ou seja, ela aconteceu cerca de 50 dias antes de o acordo ser assinado oficialmente. Vale lembrar que o Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar, unidade de elite da polícia fluminense, ocupou o Morro dois dias antes “para garantir a segurança nos locais das obras, uma vez que a favela é dominada por uma facção criminosa” (AGÊNCIA BRASIL, 2007b). Posteriormente, a segurança dos canteiros das obras ficaria a cargo da Nona Brigada de Infantaria Motorizada do Exército e da Secretaria Estadual de Segurança. Essa foi a segunda vez que o Exército subiu no Morro da Providência para a realização de uma tarefa. Na primeira, em março de 2006, foram recuperados 10 fuzis roubados de um quartel após tiroteios com traficantes.
A justificativa para a presença do Exército é a de garantir a segurança dos trabalhadores, materiais e equipamentos. A reação dos moradores foi compatível com a recente lembrança dos tiroteios que houvera cerca de dois anos antes. Uns estavam em pânico, mas outros até apostavam na missão positiva que o Exército estava disposto a fazer. Segundo o morador Elson Vieira de Oliveira, em entrevista para a Agência Brasil (2007a): “Se for para ter melhoras, vamos gostar e aplaudir. Mas para piorar, é melhor deixar como está”. E, na mesma matéria, o coronel do Comando Militar do Leste, Carlos Barcellos explicou que a participação do Exército “é ser a mão amiga. Vamos realizar ações cívicas e sociais. Trazer nossos médicos e dentistas, fazer recreação com as crianças, recuperar creches e associação dos moradores. Tudo para estreitar os laços com a comunidade” (AGÊNCIA BRASIL, 2007a).
Em um discurso no Senado no dia 05 de dezembro de 2007, anterior à subida do Exército no Morro da Providência, o autor do projeto PSL 541 Marcelo Crivella (PRB/RJ) ressaltou os pontos positivos agregados à implantação do Cimento Social:
Esse projeto prevê o resgate histórico de revitalização daquelas casas, colocação de telhados para que não haja ali naquelas lajes a proliferação da
dengue, que é um caso de saúde pública nacional cada vez mais grave; ele também evitará o crescimento vertical das comunidades, em cujas casas estarão sendo trocadas todas as esquadrias, portas, janelas, fazendo emboços, o que daria melhores condições de habitabilidade, melhorando os acessos e possibilitando também acesso à Internet, à banda larga. (CRIVELLA, 2007a) O projeto abrange, ainda, a urbanização do local e o reflorestamento, como a instalação de postes de iluminação e um sistema de proteção para a rede elétrica e telefônica. Entre os outros benefícios do projeto e da presença do Exército no Morro, estão a desativação de pontos de vendas de drogas e o fim da circulação de olheiros e soldados armados do tráfico. O Exército aproveitou a sua instalação no Morro por um ano inteiro e patrocinou uma ação cívico-social junto à região com início em 19 de fevereiro de 2008. Nessa ação estaria envolvidos outros 150 militares das áreas de saúde e infra-estrutura, que ofereceriam “consultas médicas, atendimento odontológico e entregas de medicamentos aos moradores, além da restauração de equipamentos públicos, como praças, igrejas e a caixa-d´água principal” (AGÊNCIA BRASIL, 2008a).
Em 28 de março, um mês e alguns dias após a instalação dessa iniciativa do Exército, o Ministro das Cidades Marcio Fortes de Almeida, o Vice-Presidente da República José Alencar e, seu companheiro de partido, o senador Marcelo Crivella visitaram as obras do projeto e conversaram com moradores locais. Na ocasião, o Ministro declarou que “o Exército não é inimigo. Aqui ele não sobe com arma, ele sobe com flor, porque ele está coordenado as obras que vão reverter em qualidade de vida” (AGÊNCIA BRASIL, 2008b).