5. TARTIŞMA
5.5. Mikrobiyolojik Bulguların Değerlendirilmesi
5.5.2. Sıvı besiyerinde antibakteriyel etkinin oluşumunun
As decisões tomadas para a seleção do patrimônio digital são cruciais para o sucesso do projeto de preservação. Essa seleção abrange a escolha fundamentada do patrimônio digital, que precisa ser convertido para outro formato digital mais atual ou migrar de suporte, com vistas à longevidade. Deve-se decidir o que deve ser descartado, o que deve ser preservado e por quanto tempo (NLA, 2003), (KENNEY; RIEGER, 2000).
Embora a digitalização por si não constitua preservação, as razões que influenciam a conversão de materiais para o formato digital são também partes do processo de seleção para preservação digital. Dentre elas está a consideração fundamental de que a seleção deve se basear em fatores estabelecidos pela política de desenvolvimento da coleção, nas necessidades das partes interessadas, nos objetivos da instituição e no conhecimento dos materiais e de seu contexto (KENNEY; RIEGER, 2000).
Muitas instituições têm desenvolvido seus guias para seleção de materiais. Estes guias freqüentemente servem tanto para enunciar políticas e esboçar as intenções da instituição, quanto para apontar estratégias para o desenvolvimento de coleções digitais. Para criação destes guias e definição de critérios de seleção, deve-se ter uma preocupação com a autenticidade e com as estratégias empregadas, considerando-se o valor do material de acordo com a missão da organização responsável pela preservação, os custos, dificuldades prováveis para a manutenção e as necessidades da comunidade para a qual o material é conservado. Deve-se ainda ter um cuidado com a documentação registrada sobre o bem digital. Por exemplo, é possível prever que alguns programas terão que permitir aos usuários o uso de versões antigas de simuladores, jogos eletrônicos ou arte digital para reproduzir a experiência original ao invés da experiência acelerada que podem oferecer as tecnologias posteriores. Assim, quando os materiais digitais só podem ser compreendidos fazendo-se referência a conjuntos de regras, com informações contextuais, o processo de seleção também deve determinar qual documentação deve ser preservada (KENNEY; RIEGER, 2000).
Outros aspectos que podem auxiliar no processo de seleção foram levantados pela UNESCO, em forma de perguntas que devem ser feitas pela instituição responsável pela preservação (NLA, 2003, p. 70, tradução da autora):
• [...] Porque é válido conservar os materiais? O que os dá o valor que justifica o esforço para sua preservação? Este valor está vinculado com:
o Evidências, provas? o Informação?
o Fatores artísticos ou estéticos? o Uma inovação importante?
o Uma associação histórica ou cultural?
o O que um usuário pode executar alguma atividade utilizando o material? O que o usuário pode fazer com que o material faça?
o Características culturalmente significativas?
• O valor do material depende de sua aparência? (Ele deve ter seu valor perdido ou significativamente decrescido se aparentar diferença estética?)
• O valor do material depende do modo como ele funciona? O valor se perderia se certas funcionalidades fossem perdidas?
• O valor depende do contexto do material? O valor se perderia se as ligações (links) relacionadas ao material não funcionassem? Ou se o usuário não pudesse ver a prova de que o material está conectado com seu contexto original?
• Necessita de alguns elementos de navegação e funções de visualização, que não podem ser substituídas?
• Caso seja difícil de se definir as necessidades que devem ser mantidas, pode ser mais fácil considerar o impacto de um elemento que não se mantenha e determinar as funções ou os elementos que definitivamente não são necessários.
Mais fatores determinantes no processo de seleção estão citados a seguir (KENNEY; RIEGER, 2000), (GERTZ, 1998):
• O conteúdo intelectual, o valor literário dos materiais, ou valor duradouro;
• Importância histórica;
• Consonância com a missão da instituição;
• Prover acesso a uma coleção, evitando o manuseio e uso de materiais originais frágeis ou muito utilizados, que estão danificados ou correm risco de extermínio;
• O custo da preservação está compatível com o valor do item;
• Direitos autorais.
A manutenção de materiais digitais para conservação de originais analógicos é uma justificativa suficiente para a escolha de objetos para a preservação. Porém, a seleção baseada apenas no valor intelectual provavelmente não será motivo satisfatório para justificar a preservação de uma coleção, pois devem ser considerados fatores como a mensuração da quantidade de uso e o valor histórico do material. Mas, de modo geral, o conteúdo do material pode ser avaliado considerando-se o seu valor histórico e físico, se ele é um dos melhores dentro do assunto que trata, se o conteúdo é amplo, se é preciso e tratado com profundidade (KENNEY; RIEGER, 2000). O direito autoral merece especial atenção e será tratado a seguir.
Além de todas essas considerações, diante de recursos escassos para sustentação de uma grande coleção, será necessária uma seleção mais criteriosa, limitando o acervo a materiais de altíssimo valor. Os custos da preservação também estão vinculados a diversidade de problemas e formatos que devem ser administrados, de modo que, também pode ser razoável se limitar os tipos de materiais selecionados a poucos formatos (NLA, 2003).
2.2.1 Direitos Autorais
Os direitos autorais influem nas decisões para a seleção de materiais para preservação e devem receber primazia. Materiais com direitos muito restritivos a ponto de impedir a negociação de acordos sobre o acesso no futuro podem ser escolhidos para descarte na seleção para preservação, pois se tornaram inúteis no patrimônio (KENNEY; RIEGER, 2000).
As regras do direito autoral parecem bater de frente ao interesse público e ao direito da nação à cultura, uma vez que restringem o uso das obras, protegendo a propriedade do autor. No entanto, estas regras buscam incentivar a divulgação da obra e a expressão de seu criador. O autor, estando seguro da proteção de sua obra de usos ilícitos, a divulgará à comunidade (GARZON, 2006). É possível vislumbrar, portanto, um equilíbrio entre os benefícios da aplicação do direto autoral à sociedade e ao proprietário intelectual, pois ocorrem limitações e condições que beneficiam ambas as partes.
No Brasil, os direitos autorais correspondem ao direito exclusivo do autor sobre seu trabalho intelectual, literário, artístico ou científico, expresso por qualquer meio ou fixado em qualquer suporte, tangível ou não. Abrangendo portanto, entre outros, a música, a literatura, as artes plásticas e os programas de computador. Ele inclui o direito do autor de controlar a reprodução, cópia, performance, exibição e outros usos de um trabalho. E é mais abrangente do que o copyright (direito de cópia) por corresponder além do direito de exploração econômica aos direitos morais. Ele possui efeito a partir do momento da criação do objeto de direito, ou seja diante do ato de produção, quando a criação é expressa por qualquer meio (BRASIL, 1998).
Toda obra intelectual digital ou não, independente de seu meio (papel, Internet) tem a sua proteção válida dentro de um período. O direito patrimonial tem sua validade até setenta anos após a morte do autor, contados a partir de primeiro de janeiro do ano subseqüente ao do seu falecimento. Para obras audiovisuais e fotográficas a validade é menor, sendo de setenta anos, contado a partir de primeiro de janeiro do ano seguinte à divulgação do trabalho (MARTINS FILHO, 1998).
É necessária a autorização do autor para emprego de sua obra para, dentre outros usos, reprodução, edição, adaptação e tradução. No entanto, a utilização da obra não ferirá o direito de autor quando tiver seu uso permitido e em alguns casos, quando o nome do autor for mencionado, por exemplo (BRASIL, 1998).
A lei restringe sua validade ao seu território. Para proteger o direito do autor pelo mundo existem convênios internacionais (MARTINS FILHO, 1998). A importância do estabelecimento de convênios internacionais incorporados à legislação interna dos países teve sua importância agravada com a disseminação e o acelerado compartilhamento de conteúdo provocado pela Internet. A partir desse agravante, surgiram também estruturas colaborativas como os modelos de software livre e o projeto Creative Commons (bens comuns criativos), que vêem adequar os direitos autorais a uma nova realidade, permitindo ao criador a liberação de sua obra de acordo com a sua conveniência mediante licenças (GARZON, 2006). Muitos países já aderiram ao uso do Creative Commons. No Brasil, as licenças já se encontram totalmente adaptadas à legislação brasileira.
Os direitos do autor devem ser observados como um importante critério no momento da seleção para preservação digital, seja no momento inicial da formação do acervo digital, com a escolha de itens para digitalização, seja no instante de tornar o acervo acessível à comunidade. A instituição responsável pela preservação ao divulgar o seu acervo em meios como a Internet deve resguardar os direitos autorais, estando atenta aos modos de se proteger contra o mal uso de seu patrimônio e à melhor maneira de estabelecer um diálogo com a sociedade.