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3.5. Jidoka (Otonomasyon)

3.6.2. Poka-yoke’nin temel prensipleri

3.7.2.1. Sınıflandırma

A partir da edição da Lei nº 12.183/2005 e do Decreto nº 50.667/2006, a cobrança pelo uso da água já possuía um arcabouço legal base. No entanto, a referida lei previu, no art. 6º, que o Conselho Estadual de Recursos Hídricos deveria aprovar os limites e condicionantes para a cobrança pela utilização da água no estado de São Paulo, na forma de uma deliberação. Enquanto esta deliberação do CRH não saía, o tema da cobrança pelo uso da água já entrava para a pauta das reuniões do Plenário do Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê.

No primeiro semestre de 2006, as intervenções referentes à cobrança no Plenário do CBH-AT tratavam principalmente do processo para e elaboração e a promulgação do Decreto nº 50.667/2006, com participação prevalecente do Presidente, Secretário Executivo e de representantes da FABHAT. As intervenções se concentravam basicamente em informes sobre o andamento do processo e sobre a necessidade de acompanhá-lo para que, de acordo com o Presidente do CBH-AT “a regulamentação seja efetivamente dentro daquilo que todos

nós esperamos”32. Nota-se, portanto, que os representantes do Comitê do Alto Tietê consideravam ter certo poder de influência sobre esta regulamentação do CRH.

Nessas primeiras reuniões, a preocupação com a regulamentação das Leis Específicas para as Áreas de Proteção aos Mananciais já era latente, diante da recente especificação legal33 de que o Poder Executivo deveria propor a regulamentação das Leis Específicas referentes às APRMs das sub-bacias do Guarapiranga, Cotia, Billings, Tietê Cabeceiras e Juqueri-Cantareira dentro de vinte quatro meses. Diante da não aprovação dessas Leis Específicas, o provável montante arrecadado pela cobrança ficaria retido no FEHIDRO.

Na reunião realizada em 29 de junho de 2006, após a promulgação do Decreto nº 50.667/2006, o Secretário Executivo (DAEE) inicia uma discussão sobre a definição de um cronograma para regulamentação da cobrança pelo uso da água, apontando a exigência de ter aprovado o Plano de Bacia para a regulamentação da cobrança: “a primeira coisa que quero dizer é que estamos adiantados em relação ao resto, porque de todos os comitês só catorze têm o Plano da Bacia aprovado e somos um deles”34. Nesta reunião, portanto, o Secretário Executivo do CBH-AT expõe que já há um Plano de Bacia aprovado para o Alto Tietê que poderia ser utilizado como subsídio para a cobrança, não se constituindo, neste momento, como um gargalo do processo. O Secretário Executivo também diz que o DAEE está promovendo a melhoria dos cadastros da outorga, necessário para o processo de implementação da cobrança. Nessa reunião do CBH-AT, houve uma deliberação35 aprovando os empreendimentos a serem financiados pelo FEHIDRO, com previsão de recursos para a “Elaboração de Estudos e Serviços Técnicos em apoio à implementação da cobrança na UGRHI 6”, tendo como tomador o DAEE e com verba prevista de duzentos mil reais.

O CRH aprovou os procedimentos, limites e condicionantes para a cobrança dos recursos hídricos no estado de São Paulo por meio da Deliberação CRH nº 63, de 04 de setembro de 200636. Além disso, previu que a cobrança só poderia ser implantada em cada bacia se houvesse o Plano de Bacia Hidrográfica aprovado. No entanto, os Planos de Bacia aprovados até a data da deliberação serviriam de base para o início da cobrança a partir de 2007, o que corrobora com o argumento exposto pelo Secretário Executivo alguns meses

32 Ata da Reunião do Plenário do CBH-AT de 15/03/2006 33 Lei nº 12.183/2005, Art. 2º das Disposições Transitórias. 34 Ata da Reunião do Plenário do CBH-AT de 29/06/2006. 35 Deliberação CBH-AT nº 06, de 29 de junho de 2006.

36 Alterada pela Deliberação CRH nº 66, de 06 de setembro de 2006, que excluiu o coeficiente ponderador referente à existência de transposição na bacia, deixando assim em aberto para posterior definição pelos comitês de bacias hidrográficas.

antes de que a Bacia Hidro portanto, já estaria com esta A Deliberação CR ponderadores pelos comitês bacia e as metas propostas descritos pelo CRH nos do por modificações. Além dis coeficiente ponderador que propriamente pelos comitês da cobrança, as propostas d comitês de bacia deveriam s fevereiro, junho e outubro.

Essa deliberação implementação da cobrança

Figura 1 - Fluxograma para im (Autoria própria).

drográfica do Alto Tietê já possuía um Plano sta etapa cumprida.

CRH nº 63/2006 estabeleceu que a prop itês de bacias hidrográficas deveria considerar as pelo Plano de Bacia, devendo adotar os coef dois primeiros anos da cobrança, para depois d disso, o CRH também montou uma proposta co ue poderiam ser utilizados ao invés de uma itês. Essa deliberação também estabeleceu que

s de coeficientes ponderadores, valores, preços m ser encaminhados ao CRH até o dia 10 de um

o.

previu um fluxograma com os proced ça, ilustrado na figura abaixo.

implementação da cobrança. Fonte: adaptado da Delib

o de Bacia aprovado, e

oposta de coeficientes rar as características da oeficientes ponderadores is disso poderem decidir com os valores de cada a definição de valores ue, para implementação os e condicionantes dos um dos seguintes meses:

cedimentos-chave para

O fluxograma acima evidencia três tipos de processos para a implementação da cobrança, realizados por diferentes instâncias: processos deliberativos, concernentes ao CRH e aos comitês de bacias hidrográficas (aplicado aqui especificamente ao CBH-AT); processos operacionais, concernentes às atividades a serem desenvolvidas pelo DAEE, CETESB e/ou FABHAT para a execução da cobrança; processos do Executivo, relacionados à finalização do processo de regulamentação da cobrança por meio da assinatura e publicação do decreto com a cobrança para o Alto Tietê. No fluxograma também é possível perceber que nem todas as etapas são sequenciais, ou seja, há etapas operacionais que poderiam ocorrer simultaneamente com as atividades deliberativas, para que, ao fim, resultassem na emissão dos boletos e recebimento dos pagamentos efetuados pelos usuários.

Outra questão evidente sobre o fluxograma apresentado diz respeito à relação intrínseca das etapas a serem realizadas pelos entes deliberativos com as etapas a serem realizadas pelas entidades básicas (DAEE, CETESB e FABHAT), principalmente no que diz respeito às etapas de consolidação e atualização dos cadastros de usuários dos recursos hídricos. O processo para a implementação da cobrança, portanto, não dependia exclusivamente de ações do Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, havendo uma grande dependência com o cumprimento de outras etapas pelo CRH, DAEE, CETESB, FABHAT e até mesmo do Governador do estado de São Paulo, com a assinatura do decreto que finalizaria o processo de regulamentação da cobrança.

A partir da Deliberação CRH nº 63/2006, portanto, os comitês poderiam iniciar efetivamente o processo de definição dos valores dos coeficientes ponderadores, bem como dos demais assuntos de sua competência, como a diferenciação dos valores a serem cobrados aos usuários, a adoção dos mecanismos de compensação e incentivos para usuários que devolverem a água em qualidade superior e a definição dos três PUBs de referência – captação de água bruta, extração e derivação; consumo; lançamento de carga orgânica (DBO) – que poderiam ser aplicados de forma progressiva a partir da implementação da cobrança, caso o comitê assim determinasse. Além disso, as ações operacionais relacionadas às entidades básicas do sistema também poderiam ser iniciadas.

Em 05 de Outubro de 2006, uma reunião do Plenário do CBH-AT aprovou duas deliberações importantes, sem grandes dissonâncias. A Deliberação nº 07/2006 previu que os recursos do FEHIDRO destinados para o projeto de elaboração de estudos econômicos sobre a cobrança na Bacia Hidrográfica do Alto Tietê tenham o tomador alterado do DAEE para a Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica (FCTH), que efetivamente executaria o estudo. De acordo com o Secretário Executivo (DAEE),

A deliberação faz referência aos estudos técnicos de apoio a implementação da cobrança para o qual nosso Comitê, antevendo essa discussão no segundo semestre, reservou recursos do FEHIDRO oriundos do exercício de 2006 para contratação específica desse estudo. No sentido de tornar mais ágil essa contratação, a deliberação 07 propõe alteração do tomador para execução direta, no caso aqui para a Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica-FCTH, que tem experiência nesse assunto (Ata da reunião do Plenário de 05/10/2006).

A Deliberação CBH-AT nº 07/2006, por fim, visava acelerar a contratação de estudos econômicos para fundamentar a elaboração da cobrança pelo CBH-AT. Percebe-se pela fala do Secretário Executivo que há um empenho para que a cobrança seja estabelecida o mais rápido possível, daí a justificativa de alteração do tomador. Nesta mesma direção, o representante da sociedade civil ligado ao consumo do recurso hídrico para uso doméstico final aponta a necessidade do CBH-AT acompanhar a elaboração do termo de referência e a execução do contrato deste projeto.

Já a Deliberação CBH-AT nº 08/2006 aprovou diretrizes gerais para a elaboração da cobrança na Bacia Hidrográfica do Alto Tietê por meio da criação do GT-Cobrança:

Artigo 1º - Ficam estabelecidas as seguintes diretrizes para atuação do GT-Cobrança da Câmara Técnica de Planejamento e Gestão do CBH-AT:

I – Tomar conhecimento das experiências e acúmulo de conhecimento gerado com a implementação da cobrança pelo uso da água, ouvindo, especialmente, a Agência Nacional de Águas e representantes do CEIVAP e do CBH-PCJ;

II – Propor, no prazo de 30 dias, com o objetivo de promover discussões na área de atuação do CBH-AT, um cronograma preliminar, composto pelas atividades principais necessárias ao início da cobrança, as respectivas responsabilidades operacionais e uma metodologia sintética para realização das mesmas;

III – Realizar a revisão e aprovação final dos Termos de Referência do empreendimento indicado para contratação pelo FEHIDRO, constante do item 2, Anexo I, da Deliberação CBH-AT nº 06/2006, de 29/06/2006, cujo objetivo é a “elaboração de estudos e serviços técnicos em apoio à implementação da cobrança na UGRHI-6”;

IV – Realizar, se possível no âmbito do empreendimento mencionado no inciso III, as simulações preliminares para a cobrança, com os dados disponibilizados pelo DAEE e CETESB dos usuários urbanos e industriais cadastrados;

V - Promover, a partir da conclusão do previsto no inciso II, Seminários Técnicos na área de atuação de cada um dos 5 (cinco) Sub-Comitês do CBH-AT, no sentido de informar o cronograma preliminar, os procedimentos em andamento, apresentar informações de experiências de cobrança em andamento e colher subsídios;

VI – Promover, a partir da conclusão dos estudos mencionados no inciso III, uma nova rodada de Seminários nos cinco Subcomitês para discussão das propostas de preços e demais condicionantes pertinentes à cobrança na UGRHI-6;

VII – Propor estratégia e plano de comunicação no âmbito da UGRHI-6, com respectivos recursos financeiros e operacionais para a respectiva efetivação, a ser implementado de forma compatível e em apoio às atividades do DAEE previstas para o Ato Convocatório dos usuários, conforme estabelecido no Decreto nº 50.667, de 30 de março de 2006, com o objetivo de informar adequadamente a sociedade e contribuir com a eficácia do processo.

Além das diretrizes acima elencadas, outros dois aspectos desta Deliberação precisam ser destacados. O primeiro deles consiste na formalização do entendimento do CBH-AT de

que o Plano de Bacia vigente37 enquadra-se como etapa cumprida no fluxograma exposto “no sentido de possibilitar de imediato o desenvolvimento dos procedimentos para implementação da cobrança na área de atuação do CBH-AT”38. O segundo aspecto relevante diz respeito ao art. 3º, que estabeleceu o mês de março de 2007 para encaminhamento do cronograma de implementação da cobrança para votação em Plenário.

O ano de 2006, portanto, foi marcado pela discussão das bases gerais para o prosseguimento das ações para a implementação da cobrança no Alto Tietê, além do estabelecimento de diretrizes básicas para o processo.

Benzer Belgeler