4.5. Beşinci Alt Probleme Ait Bulgular ve Yorumlar
4.5.4. Sınıf Öğretmeni Adaylarının Ailelerinin Öğrenim Durumuna Göre
Mudanças fundamentais ocorrem na hidrologia dos rios devido às modificações na superfície urbanizada. Grande parte da bacia hidrográfica urbana passa a ser pavimentada e se torna impermeável; o solo se torna compacto devido às construções, causando redução significativa da capacidade de infiltração; os sistemas urbanos de drenagem de águas pluviais aumentam a velocidade do escoamento em direção ao rio, devido ao aumento em sua magnitude e ao aumento, à frequência e à duração dos picos de vazão; a infraestrutura implantada obstrui o escoamento; a deposição de lixo e sedimentos obstrui canais; projetos de obras inadequadas de drenagem não chegam a eliminar o impacto de inundações (POMPÊO, 2000; CENTER FOR WATERSHED PROTECTION, 2003; TUCCI, 2004; TUCCI, 2006; BORBA et al, 2012; URBAN FLOOD/EU, c.201315). Na Figura 5, estão representados os efeitos da urbanização frente à área de pré-desenvolvimento urbano: o aumento da vazão máxima das cheias, a antecipação do pico de vazão e o aumento do volume do escoamento superficial, os níveis de ocupação do solo urbanizado, os efeitos da impermeabilização do solo e o limite da área de inundação frente à zona sem ocupação urbana. Os alagamentos são a entrada da água em residências e demais edificações características do ambiente urbano: indústrias, comércio, vias públicas, locais de recreação, hospitais, empresas, escolas e equipamentos sociais, entre outras.
Enchentes em áreas ribeirinhas que atingem a população assentada junto ao leito maior dos rios ocasionam danos aos sistemas urbanos existentes. Tucci (2004) diferencia as inundações ribeirinhas das inundações devido à urbanização e à incapacidade da drenagem urbana. As inundações ribeirinhas ocorrem quando a precipitação é intensa e é menor a capacidade de infiltração no solo. Neste caso, o excedente não drenado da água ocupa as planícies fluviais de
15 A página do Projeto URBAN FLOOD da União Europeia disponibiliza sua produção científica, apresentações e
demonstrações sobre inundações urbanas. http://www.urbanflood. Eu/Pages/ScientificPublications. Aspx. Acesso janeiro 2013.
acordo com a topografia. As inundações devido à urbanização e à incapacidade da drenagem ocorrem devido à impermeabilização do solo e à canalização, aumentando e acelerando o escoamento superficial e tornando insuficientes os sistemas de drenagem.
Figura 5 - Urbanização e inundação Fonte: Schueler, 1987, apud Tucci 2002
Nas áreas de florestas ou de cobertura do solo onde plantas, fungos e material orgânico em decomposição absorvem a umidade e facilitam a infiltração, aproximadamente 50% da água de precipitação é absorvida e somente 10% escoa em direção aos cursos d‟água e outros
corpos hídricos para a alimentação de raízes e restos de plantas. Christofoletti (1974) sugere que em solos não urbanizados apenas 1/8 das águas de um rio escoam para o mar ou para o interior enquanto 7/8 das águas são infiltradas
Nas bacias urbanas, os níveis de infiltração são baixos, o escoamento superficial é de maior volume e a evapotranspiração16 é reduzida, conforme ilustrado pela Figura 6.
Figura 6 - Efeitos da impermeabilização do solo em áreas urbanas Fonte: OECD, 1986 apud Tucci, 2002.
Em realidade, esta é apenas uma aproximação de níveis de impermeabilização e suas conseqüências quanto ao escoamento superficial, à infiltração rasa e profunda e à
16Evapotranspiração pode ser definida como a combinação da evaporação – a água perdida da superfície do solo para a
atmosfera – com a transpiração – a água perdida das folhas de plantas para a atmosfera. http://ga.water.usgs. Gov/edu/watercycleevapotranspiration. Html
evapotranspiração. Shuster e colaboradores (2005) estudaram as diferenças entre os vários tipos de superfície impermeabilizada e seus impactos na hidrologia de uma bacia e descrevem a maneira como essas superfícies são avaliadas frente aos presumíveis impactos. Concluem que são grandes os impactos das superfícies impermeáveis, já que a modificação do ciclo hidrológico em áreas urbanas pela atividade humana impacta o escoamento superficial da água, sua infiltração e a evapotranspiração. São efeitos contínuos, assim como o efeito da contaminação e da poluição das águas. Sua observação deve trazer resultados importantes para a adoção de medidas de controle.
Ainda que seja difícil a exata medida do impacto da impermeabilização, pesquisadores são unânimes com relação ao efeito da urbanização e da impermeabilização sobre a hidrologia dos rios (HOLLIS, 1975; KONRAD, 2003; CENTER FOR WATERSHED PROTECTION, 2003; TUCCI, 2004; FRAZER, 2005; SHUSTER et al., 2005; VENDRAME, 2005; WHITE & KEITH, 2005; CRUZ & TUCCI, 2008). Além de alterar o ciclo da água, podem levar a mudanças no formato e tamanho dos corpos hídricos, e reduzir a qualidade da água, contribuem para o aumento e o rigor das inundações, das erosões e da destruição do habitat aquático. São transformações hidrológicas que comprometem o funcionamento dos cursos d‟água. Do ponto de vista da Geomorfologia, a intervenção antrópica em áreas urbanizadas provoca o assoreamento das redes naturais de drenagem, os escorregamentos, os sulcos profundos, as ravinas, as perdas de volume das formações superficiais, exposição de horizonte C 17, entre outras causas indicadas por Lima (1990).
A gravidade do problema se situa, ainda, na poluição das águas do escoamento superficial em área urbana, onde há um acréscimo na produção de sedimentos e material sólido devido às construções de edifícios, vias públicas, e limpeza de terrenos para novos loteamentos. Acrescenta-se a isto a consequência da poluição difusa formada, sobretudo, por detritos que impregnam as vias públicas e que, após os primeiros momentos de chuva, escoam para os cursos d‟água. São, sobretudo, restos de freios de automóveis; resíduos de pneus; resíduos de pinturas em geral; fezes de animais; resíduos de ferro, zinco, cobre, alumínio e asbestos e
17Horizonte C – rocha madre em erosão. A – solo, B- subsolo. A => superficial, enriquecido com material orgânico. B
=> intermediário, que surge entre A e C. C => mais próximo do mat. de origem (rocha alterada). Composição do Horizonte C:Camada mineral de material inconsolidado, ou seja, por ser relativamente pouco afetado por processos pedogenéticos, o solo pode ou não ter se formado, apresentando-se sem ou com pouca expressão de propriedades identificadoras de qualquer outro horizonte principal.
OBS: Processos pedogenéticos são reações ou mecanismos de caráter químico, físico e biológico que produzem no interior do solo zonas características, correlacionadas com os chamados fatores de formação.
outros provenientes de materiais de construção; deposição seca e úmida de particulados de hidrocarbonetos, restos de vegetação, derramamentos de óleo de comércio de mecânicas, fuligem, poeira, enxofre, pesticidas, nitritos e nitratos, cloretos, fluoretos, silicatos, cinzas, compostos químicos e resíduos sólidos, bactérias e vírus patogênicos (PORTO, 1995; TUCCI, 1997; TUCCI, 2004). Com isso, quer-se deixar claro que os problemas relativos a alagamentos não se referem somente à quantidade de água extravasada. Em igual proporção, referem-se a sua qualidade, fundamental para a saúde humana. A Lei 9.433 de 1997, que instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos – PNRH (BRASIL, 1997), é clara quanto ao fato de serem quantidade e qualidade da água indissociáveis. Um dos objetivos da PNRH é assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade de água, em padrões de qualidade adequados aos respectivos usos (Art. 2º, inciso I), e uma de suas diretrizes de ação propõe a gestão sistemática dos recursos hídricos, sem dissociação dos aspectos de quantidade e qualidade (Art. 3º, inciso I).
Como qualidade de vida e preservação do meio ambiente são indissociáveis, conclui-se que não há qualidade de vida em ambientes poluídos. A percepção que se tem é que as cidades brasileiras cresceram, mesmo a sua parte formalizada e regularizada, sem qualquer planejamento integrado e de maneira espontânea para atender a outras demandas que não a de um meio ambiente equilibrado e de qualidade de vida digna. Dados do Censo demográfico realizado pelo IBGE indicam que, em 2010, 84,37% da população brasileira vivia em área urbana 18.
Inundações em áreas onde é densa a ocupação, onde moram e trabalham as pessoas, são consideradas „crises‟ ou uma séria ameaça às estruturas básicas e aos valores e normas fundamentais de um sistema que, sob a pressão do tempo e de circunstâncias altamente incertas, exigem a tomada de decisões vitais (BRITO, 1926; WHITE, 1945; ROSENTHAL et al, 1989, apud KOLEN, 2012.; RUBY, s.d.; KONRAD, 2003; FRAZER, 2005;).