• Sonuç bulunamadı

Como indicado anteriormente, esta sessão de resultados foi construída com a finalidade de agrupar todos os dados coletados dos três procedimentos, para as três crianças, na tentativa de melhor ilustrar o efeito do programa de ensino nos repertórios individuais.

Para tanto, foram selecionados os dados dos pós-testes de cada procedimento, nas tarefas mais expressivas dos passos de treino, AC, ACs, AE e AEs, bem como CB, BC e CD, para verificar a emergência de leitura com compreensão. Um dado adicional foi o de CDs, adicionado por ter sido uma tarefa em que muitos erros foram encontrados durante o procedimento.

O grupo de figuras a seguir apresenta estes dados. Assim, a Figura 3 indica os dados de emparelhamento auditivo-visual de palavras (AC) e de sílabas (ACs), dados cujo desempenho não é testado no Procedimento 1. Como é possível notar, então, para a tarefa com palavras (AC), os índices foram virtualmente perfeitos para NANDA, atingindo 100% nas palavras de treino, nos dois procedimentos. Para KIKO ocorreu uma queda apenas na terceira unidade do Procedimento 3, tendo todos os outros índices alcançado 100%, inclusive os relativos a palavras de generalização. Os dados de SANDRA, na segunda unidade do Procedimento 3, apresentaram uma pequena queda em relação ao seu desempenho anterior, contudo ainda acima de 80%. Os resultados das palavras de generalização ficaram, para NANDA e SANDRA ligeiramente abaixo daqueles encontrados nas palavras de treino, porém, ainda assim acima de 80% para NANDA e de 60% para SANDRA.

Nas tarefas de ACs, com sílabas, para KIKO e SANDRA os índices alcançam 100% em todas as avaliações, nas palavras de treino, e ficam acima de 80% nos testes de generalização. Para NANDA estes resultados foram mais variáveis entre os procedimentos, ainda que altos, em todas as avaliações. Um único índice ligeiramente abaixo de 80%, de palavras de generalização no Procedimento 3 foi encontrado.

A Figura 4, por sua vez, apresenta os dados de escrita, isto é, ditados com letras (AE) e com sílabas (AEs), duas tarefas treinadas, lembrando que AE era treinado, mas não apresentava critério de avanço de passo no Procedimento 1.

Como pode ser visto, então, ambas as habilidades tiveram disribuições similares para cada criança. Para KIKO, fica visível o crescimento que esta tarefa encontrou através dos três procedimentos. Isto porque seus dados no Procedimento 1, tanto para

AE quanto para AEs foram bastante baixos, menos de 50% de acertos, tendo crescido enormemente no Procedimento 2, mas ainda com alguns índices próximos aos 80%, e alcançado, no Procedimento 3, 100% de acertos nas duas tarefas. Para NANDA os dados de AEs também mostram esta tendência, quando se compara os resultados altos mas mais variáveis no Procedimento 2 aos índices robustos de 100% de acertos para o Procedimeto 3. Na tarefa de AE, seus resultados foram mas baixos em todas as avaliações, tendo alcançado 100% somente no pós-teste de generalização do Procedimento 2. No caso de SANDRA, os dados encontrados foram bastante mais baixos que os das demais crianças, na segunda unidade e para as palavras de generalização, nas duas tarefas, tendo, inclusive, alcançado escores inferiores a 40% em um dos testes (generalização, no Procedimento 2).

A Figura 5 mostra as tarefas de emparelhamento palavra impressa-figura e figura-palavra impressa (CB e BC), para as três crianças. Estas tarefas não eram treinadas e somente faziam parte de testes ao final dos três procedimentos. Seus resultados, como é possível ver, foram bastante variáveis entre as crianças e também entre as duas tarefas, simétricas. Para KIKO, por exemplo, em BC as tarefas de palavras de treino foram mais baixas que as de generalização, fato que se inverte em CB, com as palavras de generalização alcançando escores bem mais baixos que as de treino. Para NANDA isto não acontece, pois, embora as tarefas BC de treino tenham tido índices mais altos que as de generalização, isso não acontece paa CB, que apresenta escores de 100% no Procedimento 2 para treino e generalização, mas não no Procedimento 3. Para SANDRA um dado interessante ocorre: ela alcança índices altos para BC, porém baixos para CB, tanto nas palavras de treino quanto de generalização.

Os dados apreentados na Figura 6 referem-se às tarefas de leitura, isto é, nomeação de palavras (CD) e sílabas (CDs). Estas tarefas eram testadas no treino (sendo CD apresentada no começo, somente como contextualização), mas não eram critério para avanço de passo. Como se vê, portanto, os dados de CD foram muito expressivos, tanto para KIKO quanto para NANDA, tendo as duas crianças alcançado índices perfeitos de 100% a partir do Procedimento 2, em todas as avaliações de palavras de treino. Nas tarefas de CD, os escores foram mais variáveis, porém todos acima de 80%, e, ainda, indicando claramente um crescimento através dos procedimentos, já que no último deles todos os índices foram perfeitos. O gráfico de SANDRA apresenta esta configuração, de escore nulo para todas as avaliações, porque, comojá mencionado, esta criança não se comunicava verbalmente, se negando a realizar as tarefas de nomeação.

Dados adicionais que devem ser apresentados são os relativos aos DLEs iniciais e finais das crianças. Como se sabe, este foi o primeiro e o último procedimento aplicado a elas, a fim de estabelecer uma comparação entre os dados abrangentes que o teste avalia, de várias habilidades relativas à leitura e á escrita.

A Figura 7 possibilita tal comparação, apresentando os dados das três crianças nas habilidades significativas de nas tarefas de nomeação de palavra (CD) e sílabas (CDs), emparelhamento auditivo-visual (AC), emparelhamento figura-palavra (BC), palavra-figura (CB) e ditado com letras (AE). As tarefas de ditado com sílabas (AEs) e emparelhamento com sílabas (ACs) não eram testadas no DLE.

Como se pode ver, então, para muitas habilidades observou-se um aumento no DLE final, quando comparado ao inicial. Estes aumentos foram, contudo, bastante variáveis, e atingiram um número de acertos limitado. NANDA foi quem alcançou escores mais altos, como um todo, com apenas AE tendo apresentado menos de 40% de acertos. De fato, os dados de ditado foram os mais baixos para todas as crianças, sem nenhum acerto para KIKO e SANDRA e somente um para NANDA.

A tarefa em que mais acertos foram encontrados para KIKO e NANDA, foi emparelhamento AC, enquanto que para SANDRA, foi BC.

Frente a isso, é necessário lembrar que o DLE foi delineado para testar as palavras e habilidades ensinadas no Programa 1, e sua configuração foi assim apresentada, ou seja, com letras minúsculas, e com palavras que haviam sido trocadas inicialmente pelo Procedimento 1. Isto pode, por sua vez, ter sido uma influência não controlável na discriminação das crianças.

100 80 60 40 20 0 100 80 60 40 20 0 DLE inicial DLE final KI KO NANDA SANDRA 100 80 60 40 20 0 P o rc e n ta g e m d e a c e rt o s CD CDs AE AC BC CB Nom eação Dit ado Seleção

Figura 7. Porcentagem de acertos nos DLE inicial e final, para os três participantes, KIKO, NANDA e SANDRA, nas tarefas de emparelhamento auditivo-visual (AC), Emparelhamento figura-palavra (BC), palavra-figura (CB), ditado com letras (AE), e nomeação de palavra (CD) e sílaba (CDs).

Benzer Belgeler