O m ét odo escolhido para o desenvolvim ent o do t rabalho foi o “ fluxogram a analisador” propost o por Merhy ( 1997) , que se const it ui num inst rum ent o que perm ite a análise na m edida em que int erroga os para que; os que e os com o dos processos de t rabalho, e ao m esm o t em po revela a m aneira de governá- los.
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Os com o revelam qualit at ivam ent e o m odo de operar o
cotidiano da construção de um cert o m odelo de atenção em serviços concretos, os que revelam o que os produt os dest e m odo de t rabalhar, perm it indo que se ident ifiquem t am bém os result ados obt idos; os para quê revelam os interesses efetivos que se im põem sobre a organização e a realização cotidiana dos m odelos de atenção nos diferentes serviços, sendo um m om ento favorável para se int errogar os princípios ét icos- polít icos que com andam a exist ência de um serviço de saúde ( Merhy, 1997) .
O contato com o m étodo se deu a partir da realização de proj eto de iniciação científica durante o curso de graduação em enferm agem , cuj a tem ática foi a reorganização da assist ência à saúde no Program a de Saúde da Fam ília a part ir do uso do “ Fluxogram a Analisador” . ( Barboza, Fracolli, 2005)
A escolha desse m ét odo para o t em a em quest ão diz respeit o à perspect iva de com preensão e análise com vistas aos processos em ancipat órios do cam po da prom oção da saúde.
“ o ‘fluxogram a analisador’ é um inst rum ent o capaz de captar a estrutura do processo de t rabalho desenvolvido, evidenciando as lógicas present es nos m esm os, bem com o os saberes e prát icas predom inant es. ( ...) sendo um inst rum ent o pot ent e para operar na direção de se produzir serviços e profissionais de saúde m ais responsabilizados e criat ivos com seu processo de t rabalho” ( Barboza, Fracolli, 2005: 1042) .
0 "fluxogram a analisador" é um diagram a m uito usado por diferent es cam pos de conhecim ent o, com a perspect iva de "desenhar" um cert o m odo de organização de um conj unt o de processos de t rabalho, que se vinculam entre si, em torno de
27 um a cert a cadeia de produção. Alguns dos sím bolos ut ilizados para a const rução desse diagram a, são padronizados universalm ent e.
Por exem plo, com o desenho de um a elipse, ret rat a- se t ant o o com eço da cadeia produt iva, quant o o fim , cham ando a isso um a representação da entrada e da saída do processo global de produção em análise.
Por m eio de um ret ângulo, retrata- se o m om ento nos quais se realizam et apas de t rabalhos im port ant es da cadeia produt iva, em que se realiza o consum o de recursos e produção de produt os bem definidos, que vão servir para abrir novas et apas na cadeia.
Através de um losango representam - se m om entos em que a cadeia produt iva enfrent a processos de decisão, de cam inhos a serem seguidos, que aparecem norm alm ent e após cada etapa, e são sem pre m om ent os de decisões e de possibilidades de percursos para se at ingirem et apas seguint es e dist int as.
Nest e est udo t am bém são ut ilizadas cores a fim de diferenciar os diferent es âm bit os de desenvolvim ent o das ações, sendo caracterizadas, pela cor verm elha as ações desenvolvidas em um a unidade de pront o- at endim ent o da região; a cor azul identifica as ações no âm bito da atenção básica, desenvolvidas na unidade de saúde da fam ília; a cor verde caract eriza as ações realizadas, em hospit al de at enção secundária, fora da região de referência da UBS; e, as ações desenvolvidas em unidade pert encent e à área de referência, ficam caract erizadas pela cor am arela.
28 Os m om ent os em que, a part icipação do Depart am ent o de Enferm agem em Saúde Colet iva, da Escola de Enferm agem da USP, foi decisiva no processo de t rabalho esquem atizado, est ão caract erizados por figuras com linhas duplas.
A seguir, a legenda produzida para est e estudo, ilust ra as caract erizações dos m om ent os de início, t érm ino, produção e decisão do processo de t rabalho, assim com o os cam inhos seguidos e as possíveis direções a serem t om adas.
Os casos ut ilizados para o desenvolvim ent o desse est udo foram est ruturados na form a de um fluxogram a analisador, os inícios e fins do processo de trabalho foram selecionados e ident ificados conform e a legenda acim a, a seguir, t odas as AÇÕES DESENVOLVI NAS NO PRONTO SOCORRO
AÇÕES DESENVOLVI DAS NA UBS AÇÕES DESENVOLVI DAS EM HOSPI TAL
FORA DA REGI ÃO
AÇÕES DESENVOLVI DAS EM HOSPI TAL DE REFERÊNCI A
I NDI CA I NÍ CI O E TÉRMI NO DO PROCESSO DE TRABALHO
I NDI CA OS MOMENTOS DE TOMADA DE DECI SÃO DO PROCESSO DE TRABALHO APRESENTA OS MOMENTOS DE PRODUÇÃO
DO PROCESSO DE TRABALHO
I NDI CAM A DI REÇÃO DO PROCESSO DE TRABALHO I NDI CAM POSSI BI LI DADES DE DI REÇÃO DO
PROCESSO DE TRABALHO
I NDI CA MOMENTOS ONDE A PARTI CI PAÇÃO DA USP FOI DECI SI VA NO PROCESSO DE TRABALHO
29 et apas do processo de t rabalho de enferm agem realizado foram organizadas conform e a ordem dos acontecim entos seguindo o m esm o padrão de caract erização.
4 .3 CEN ÁRI O
A adm inist ração do Município de São Paulo é dividida em 31 subprefeit uras ( ANEXO I I ) , sendo a do Butantã a responsável pela adm inist ração do Dist rit o de Raposo Tavares, onde se localiza a Unidade Básica de Saúde Jd Boa Vist a, na qual se desenvolveram as ações de enferm agem ut ilizadas nesse est udo.