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1. GENEL BİLGİLER

1.3. Sismik İzolasyon Çeşitleri

1.3.10. Sürtünmeli Sarkaç Mesnet Sistemleri

Para o CEMPRE (2011), a PNRS é uma visão moderna na luta contra um dos maiores problemas da atualidade, o lixo urbano, e consagra ainda o viés social da reciclagem com a participação formal dos catadores organizados em cooperativas.

Esse viés social caracteriza-se pela presença de dispositivos que tentam defender espaços de atuação para as cooperativas de catadores (CCMR) em novo arranjo produtivo e de mercado que se forma. O primeiro dispositivo da lei neste sentido é o objetivo de “[...] integração dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis nas ações que envolvam a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto; [...]” (BRASIL 2010a, art. 7°-XII). Têm-se ainda dentre seus instrumentos “[...] o incentivo à criação e ao desenvolvimento de cooperativas ou de outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis;” (BRASIL 2010a, art.8°-IV).

Conforme se pode ler na lei, cooperativas e associações de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis são parte integrante do sistema de gerenciamento e de manejo dos resíduos sólidos, e sua participação nas soluções para a correta gestão dos resíduos sólidos deve constar nos planos de gestão de resíduos sólidos (PGRS).

Com essa imposição, a lei busca “defender” um espaço comercial para as CCMR. Cabe destacar, nesse sentido, que o Plano Nacional e os Planos Estaduais de Resíduos Sólidos devem apresentar metas para “a inclusão social e à emancipação econômica de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis;” (BRASIL 2010a art.15°-V). O decreto obriga a União a “criar, por meio de regulamento específico, programa com finalidade de melhorar as condições de trabalho e as oportunidades de inclusão social e econômica dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis.” (BRASIL 2010b, art. 43°).

Para os Planos Municipais de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, o artigo 18° da lei institui que os municípios que implantarem a coleta seletiva, com a participação de CCMR, terão prioridade ao acesso de recursos da União. O art. 44 do decreto institui a possibilidade de dispensa de licitação para a contratação de CCMR e ainda institui que as políticas públicas devem estimular a capacitação, a incubação e o fortalecimento institucional de cooperativas (BRASIL 2010b, art. 44). O art. 42° da lei diz que o poder público poderá criar linhas de financiamento para

atender prioritariamente, entre outras, as iniciativas de “[...] implantação de infraestrutura física e aquisição de equipamentos para cooperativas ou outras formas de associação de catadores [...]” (BRASIL 2010a, art. 42-III), embora a lei não diga qual será a origem destes recursos (LAGARINHOS 2011).

O art. 36° obriga os titulares de serviço público de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos a: “I - adotar procedimentos para reaproveitar os resíduos sólidos reutilizáveis e recicláveis [...]; II - estabelecer sistema de coleta seletiva; III - articular com os agentes econômicos e sociais medidas para viabilizar o retorno ao ciclo produtivo dos resíduos sólidos reutilizáveis e recicláveis [...];” (BRASIL 2010a art. 36°) e para implantar tais mecanismos, consta no §1° do mesmo artigo, que o poder público deve priorizar a organização e o funcionamento de cooperativas ou associação de catadores de materiais recicláveis. Consta ainda que a contratação de cooperativas ou associações pode ser feita sem licitação. Cabe destaque para a presença, nesse inciso, da possiblidade de as cooperativas serem remuneradas pelo poder público pelo serviço prestado. O decreto prioriza ainda a participação de cooperativas e associações nos sistemas de coleta seletiva e de logística reversa (art. 40).

Contudo, cabe salientar que embora esses instrumentos estimulem a integração dos catadores nas soluções que serão desenvolvidas, essa participação não é obrigatória e está condicionada à formalização dos catadores em cooperativas ou associações.

Conforme CEMPRE (2011, p. 2), os catadores, organizados em cooperativas, foram reconhecidos como agentes de gestão do lixo. Além disso, conforme apresenta Bonduki (2010, p. 28), a participação das cooperativas de catadores de materiais recicláveis nos PGRS dos empreendimentos está sujeita ao casos em que:

“I - houver cooperativas ou associações de catadores capazes técnica e operacionalmente de realizar o gerenciamento dos resíduos sólidos [...]

II - utilização de cooperativas e associações de catadores no gerenciamento dos resíduos sólidos for economicamente viável;

III – não houver conflito com a segurança operacional do empreendimento.” (BRASIL 2010b, art. 58, grifo nosso).

Portanto, conforme CEMPRE (2012), é primordial a capacitação dos catadores para desempenho de suas funções, o que engloba desde o conhecimento da separação dos materiais, “até praticas para aumentar a eficiência da produção, reduzir custos e garantir viabilidade econômica”.

Quanto aos planos (PGRS) que cabem às empresas, consta que será definido por regulamento a exigibilidade “relativo à atuação de cooperativas ou de

outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis;” (BRASIL 2010a, art. 21°§3-I). O art. 50° da PNRS estabelece que na falta de tal regulamento as cooperativas podem participar dos planos, contudo, não há exigência da participação delas nos planos das empresas.

No que se refere aos sistemas de logística reversa, o art. 33° §3° dá às empresas a opção (o termo da lei é “podendo”), de incluírem parceria com as cooperativas ou com outras formas de associação de catadores para cumprirem seus objetivos.

Assim, é importante salientar que na lei está explicito que a participação das CCMR nas soluções integradas está condicionada à apacitação técnica e de viabilidade econômica, aspectos esses que, portanto, precisam ser desenvolvidos e implementados pelas cooperativas.

Por fim, cabe destaque de que na lei há “[...] o reconhecimento do resíduo sólido reutilizável e reciclável como um bem econômico e de valor social, gerador de trabalho e renda e promotor de cidadania;” (BRASIL 2010a, art.6°), o que é relevante para o contexto das cooperativas, pois coloca o insumo de sua atividade, muitas vezes referenciado como lixo, na posição de bem econômico, equiparado aos demais insumos produtivos de outros setores da economia.

Benzer Belgeler