1. BAYRAK
1.4. Türk Bayrağı Kanunu
1.4.9. Sürekli Bayrak Çekilecek Yerler
Núcleo das Licenciaturas – Projeto de Criação.
Pró-Reitoria Departamento de Ensino e Avaliação CEHCOM Colegiado das Licenciaturas Cursos de Licenciatura Núcleo das Licenciaturas
Por meio do organograma e também das explicações concedidas pelas entrevistadas, percebe-se que o colegiado das diferentes licenciaturas mantém ou deveria manter uma comunicação bem próxima com o núcleo das licenciaturas, para a formação do futuro professor para a educação básica. No entanto, por conta das resistências encontradas em alguns departamentos esse trabalho ainda precisa ser solidificado. Segundo a coordenadora do núcleo, ainda há professores que chegam a ser categóricos com relação aos saberes pedagógicos, considerando esse um espaço perdido para o curso. No caso das áreas de História, Biologia, Geografia, Matemática, por exemplo, alguns professores chegam a afirmar, segundo ela, que as atividades desenvolvidas pelo núcleo ou pelos professores do núcleo são muito fáceis.
Balanço do saber: caracterizando e desvendando os primeiros elementos sobre a relação com o saberes profissionais dos professores formadores
Ao serem questionados sobre os motivos que os levaram à escolha da profissão docente, os professores fizeram referências à identificação com a docência, à influência dos amigos, professores e familiares, à falta de opção de cursos nas localidades onde moravam e até mesmo à questão financeira. Alguns professores explicaram que faziam o curso superior e precisavam pagar seus estudos, daí a escolha da docência, pois segundo uma professora “era possível trabalhar meio período, arrumar tempo para estudar e fazer as aulas na graduação‖ (Maria).
Os professores de Educação Física e Biologia responderam que a opção pela docência surgiu no próprio curso. Foram ―se apaixonando pela profissão‖, principalmente no período do estágio. O contato direto com o ambiente escolar acabou por atrair os professores para a docência, conforme afirmações que seguem:
Para minha sorte, essa passagem pelas escolas na época do estágio fez com que eu me apaixonasse pela docência. Poderia ser técnico de futebol, ter uma academia, mas a
docência me atraia. A recreação, a possibilidade de trabalhar com o elemento lúdico, as contribuições que eu poderia levar às comunidades carentes com que eu trabalhei, fizeram com que eu optasse pela parte pedagógica. Sempre gostei dessa parte no curso de graduação (José, Prof. Ed. Física).
Acho que foi no próprio curso, eu entrei pra fazer biologia e me encontrei professor. Mas, não um bom professor de biologia, porque eu podia dar aula de ciência, de saúde, então faltou aquele aprofundamento na própria graduação, na própria área específica, que a gente imaginava, era aquele sistema tradicional do três mais um. Você tinha as disciplinas específicas e no final você fazia as pedagógicas, a prática de ensino, a metodologia, que ensinava a ser professor. E acho que a minha primeira experiência de dar aula, era sobre aparelho digestivo, foi tão ruim que eu acho que aquilo se tornou um desafio pra mim, entendi que não é isso que é ser professor. É uma coisa muito mais séria muito mais complexa (Antônio, Prof. Biologia).
Algumas professoras declararam que desde criança se viam como professoras. Quando crianças brincavam de dar aulas para as colegas, para os vizinhos e até para os animais domésticos. Gostavam de ensinar os colegas na escola quando seus professores solicitavam. Dessa forma, a docência foi acontecendo, quase automaticamente. Afirmaram que não tiveram de pensar sobre o que iriam fazer profissionalmente. As experiências de vida as conduziram para a docência.
A admiração pelos professores também foi algo que se destacou nos textos:
Eu fui fazer o magistério, porque sempre fui uma aluna que admirava a professora, sempre gostei de ensinar os outros, brincar de escolinha, daí fiz o magistério. Na verdade o dia- a-dia é que vai te conquistando. Eu me via no lugar de minhas professoras. (Juliana, professora de Didática).
Eu não sei explicar o que me levou a ser professora. Pelo menos não assim. Eu tive exemplos, os exemplos me levaram a ser professora. Por exemplo, no ensino fundamental eu tive uma professora que eu adorava. Ela tinha um domínio, um jeito de trabalhar conosco que me encantava. Então quando eu tinha aula com ela eu sabia que queria ser professora. Embora eu não soubesse ainda de que. (Beatriz, professora de Letras)
As professoras Juliana e Beatriz, indicaram como afirmam André e Passos (2008, p 4), ―[...] uma fonte importante de saber dos docentes formadores para o exercício da profissão: os mestres-modelo‖. Como afirma Tardif (2002), ao longo de sua história de vida, o sujeito interioriza certos conhecimentos, competências, crenças, valores, que por sua vez estruturam a sua personalidade e suas relações com os outros, de forma que esses são utilizados e reutilizados com grande convicção em suas atividades profissionais.
Existe, nesse sentido, uma relação ativa do sujeito com o mundo à medida que desenvolve suas atividades sobre esse mundo. E esse processo de apropriação implica reproduzi-lo, mas também produzi-lo e transformá-lo. É uma relação temporal porque o processo de apropriação do mundo, a construção de si mesmo, e a relação com os outros requerem tempo e jamais acabam. Como afirma Charlot (2000, p, 79) ―[...] É o tempo da história, o tempo ―(...) ritmado por ‗momentos‘ significativos, por ocasiões, por rupturas; é o tempo da aventura humana, a da espécie, a do indivíduo‖.
Foi possível também constatar quais os aspectos que os professores consideram importantes na formação do futuro professor, aspectos esses, que podem ajudar a entender suas relações com os saberes profissionais. Dentre eles pode-se destacar: a preocupação com a realidade e o cotidiano escolar; o distanciamento existente entre o que se ensina nas instituições de formação e a realidade escolar; entre teoria e prática; e as formas de ensinar e aprender, os quais podem ser observados nos depoimentos abaixo:
A gente sente necessidade de ter mais um tempo, justamente de voltar a ser um professor mais investigador, mais questionador, ser um professor que investigue mais a realidade. Acho que é importante desenvolver uma prática também inter e multidisciplinar dentro da universidade, para que possamos entender a realidade da escola que nossos alunos estão fazendo o estágio, para ter uma coesão entre escola e o que ensino em sala de aula. [...] A gente nota pelos questionamentos de nossos alunos, sobre a falta de condições de trabalho, que na escola não tem muitas vezes, uma quadra, não tem bola, não tem tempo, não tem nada. Gostaria de aprender ainda mais sobre isso. Como trabalhar e ensinar o futuro professor a lidar com essas dificuldades. Às vezes a escola não tem uma política de educação física, mas uma política voltada para o desporto, ai não tem material ou condições física para isso. Assim nos
deparamos com muitas situações que nos levam a pensar que ainda temos que evoluir muito em termos de reflexão dentro das escolas principalmente pública no Brasil.(José/Ed. Física)
Então, ser professor é sempre estar atrás do conhecimento. Cito sempre que é preciso fazer uma leitura, de onde você vai trabalhar e disso buscar se inserir nessa comunidade para que a escola realmente seja algo de transformação daquela comunidade. A escola não deve simplesmente repassar os conteúdos, repassar os fundamentos básicos, ou repassar conhecimentos sem alterar essa comunidade, sem efetivar mudanças aonde ela está inserida. Por isso devemos conhecer a realidade na qual nossos alunos estão fazendo estágio ou estão trabalhando. (Profª Célia/Artes)
Alguns professores destacaram a aprendizagem voltada para a interpretação da realidade onde atuam como professores, bem como onde seus alunos fazem os estágios ou onde atuam como professores. Observa- se que os formadores têm preocupação em tomar conhecimento da realidade, pois na própria formação houve um distanciamento muito grande entre aquilo que aprenderam e a realidade das escolas nas quais foram trabalhar, como é possível também constatar no texto do professor José:
Bom, como eu já desde a graduação trabalhei no estágio com população carente, acho que o meu grande aprendizado foi isso. Como trabalhar com essas pessoas, na diversidade. Na verdade eu sempre procurei entender, ler sobre como trabalhar com esses sujeitos que tinha todas essas carências. O estágio possibilitou isso. Na graduação falava-se de um sujeito ideal, mas nas escolas a gente estava recebendo o sujeito real, e o sujeito real era sempre muito carente. Desde a parte alimentar até saúde, parte social e econômica. Então como dar conta disso? Então o que eu achei mais importante foi procurar entender o contexto onde eu estava inserido como professor. Para ir busca desenvolver meu trabalho.( José/Ed. Física)
Considera-se que tais preocupações dos formadores sejam fundamentais, pois a exemplo das experiências de estágio vividas no seu período de formação, podem rever suas estratégias de supervisão de
estágio para minimizar o hiato existente entre as escolas em que seus alunos vão estagiar e os conhecimentos trabalhados nas universidades.
Outro aspecto salientado pelos professores formadores, nos balanços do saber envolve discussões relativas à contraposição entre teoria e prática, que é permeada por tensões e dificuldades, o que pode ser ilustrado no texto da professora Juliana/didática:
Hoje eu posso dizer que uma coisa importante é saber interpretar as realidades, os cotidianos e fazer essa interação, essa interlocução com a teoria, acho que esse é o grande saber, aquele que me mobiliza todos os outros quando você consegue estar sempre se questionando, sobre a prática e a teoria, saber que isso é interativo, indissociável.
Essa professora aparentemente entende a teoria numa perspectiva que envolve a reflexão, o desenvolvimento de um saber e a própria intervenção no cotidiano. Como afirmam Pimenta e Lima (2004), nos cursos de formação de professores tanto as disciplinas de fundamentos quanto as didáticas devem contribuir para sua finalidade, que é formar o professor a partir da análise e da crítica, assim como da proposição de novas maneiras de fazer educação, pois não há como negar que todas as disciplinas são ao mesmo tempo ―teóricas‖ e ―práticas‖. Afinal a ação docente é uma prática social que envolve capacidades complexas, que por sua vez envolvem diferentes perspectivas intelectuais, afetivas e culturais.
As professoras Célia e Beatriz revelam uma preocupação com a articulação entre teoria e prática. Como atestam suas palavras:
Acho que ainda preciso aprimorar minhas técnicas, preciso dinamizar mais. Sou muito teórica, eu acho importante essa base, mas eu não consigo atingir os alunos. Eu digo pro alunos: olha vocês tem as disciplinas específicas de formação docente, de metodologia de ensino, então meu papel aqui é dar uma base pra vocês, porque vocês precisam saber mais que seus alunos, mas eles não entendem a teoria. (Beatriz/Letras).
Eu vejo que os fundamentos teóricos são importantes, são os que dão significado a minha prática, e também não
adianta você saber teoria se não sabe aplicar na prática. Hoje eu vejo os absurdos que eu fazia com as crianças no início da profissão, aquela coisa do construtivismo, de deixar a criança fazer o que ela queria, pois eu entrei nessa. Faltou o conhecimento teórico. (Célia/Artes)
Por meio dessas afirmações, é possível verificar, uma relação conflituosa dos professores com os saberes teóricos/ práticos da profissão. Pela forma como escrevem sobre os saberes que consideram mais importantes em sua própria aprendizagem, é possível perceber que ora teoria e prática se entrecruzam como práxis, ora se relacionam, mas parece que pertencem a caminhos diferentes.
Para alguns dos formadores há lacunas abertas em relação aos saberes que adquiriram ao longo de sua formação acadêmica, visto que para eles essa foi uma formação muito ―teórica‖, desconectada da realidade.
Acho que na minha época era muito fragmentado, havia muito pouco saída de campo, cada professor vinha entrava e dava a sua aula e ia embora. Justamente a ecologia que na época estava iniciando, aparecendo os primeiros problemas ambientais, dava essa possibilidade de ir a campo. Mas isso não acontecia. Nosso conhecimento era mais restrito a sala de aula, nos conhecimentos teóricos. O campo... era só no último ano. No antigo sistema três mais um, com o estágio. Nem sempre dava tempo de ver a realidade das escolas, ou dos ambientes. Aí, no inicio eu dava aula de ecologia mesmo achando que estava fazendo educação ambiental. (Antônio/Biologia)
O professor Antonio indica explicitamente a separação entre os conteúdos específicos e os pedagógicos, entre teoria e pratica na sua formação. Por que então agora reforça o valor dos conteúdos entre as aprendizagens importantes para a formação do futuro professor? Essa contradição também foi evidenciada no estudo piloto quando ao descreverem o que aprenderam, os professores se ativeram mais freqüentemente a conteúdos disciplinares.
A professora Letícia/Letras descreve seu processo de aprendizagem da docência:
Desde que pensei em ser professora com certeza aprendi muitas coisas com relação à atividade docente: Conteúdos de disciplinas que eu poderia lecionar; Formas de ensinar (procedimentos, metodologias);Concepções sobre ensino e aprendizagem; Concepções de linguagem; Concepções de infância; Concepções de currículo, didática, metodologia; perspectivas teóricas (de caráter sociológico, filosófico, psicológicos) que embasaram essas concepções. Ainda há muitas coisas que gostaria de aprender, por exemplo, estudar um pouco mais a área de psicologia do desenvolvimento e a área de artes. Penso que quanto mais aprendemos, mais nos damos conta que precisamos aprender muito mais!
Observa-se que os professores escreveram muito a respeito dos conteúdos dispostos na matriz curricular. Aparentemente dão atenção especial às questões que estão prescritas em um determinado documento, que enuncia regras ou conteúdos a serem ensinados.
Com relação a isso, Charlot (2005), afirma que a constituição do profissional tem a ver com as maneiras de ver e ler as coisas, as pessoas, os acontecimentos, o mundo. Para o autor o mundo não é um lugar apenas em que se atua, mas um universo de sentido. A formação não é somente uma relação de eficácia com uma tarefa. Afirma ainda, que o ensino não é a simples transmissão de um saber, mas sim uma intenção cultural. Do mesmo modo, a formação não é simples aprendizagem de práticas, ela é também acesso a uma cultura específica.
Há também nos relatos escritos, referências aos fundamentos filosóficos, sociológicos, políticos voltados para o desejo de ampliar o olhar frente à formação dos futuros professores, o que foi explicitado pela professora Helena/História:
A formação ampla em fundamentos sociológicos, filosóficos e políticos alem da própria história seria muito bom e contribuiria muito na formação dos futuros professores. Isso eu ainda tenho que aprofundar, mas é muito difícil e complicado levando em consideração as atividades que faço como professora.
Como aprendizagens futuras foi mencionada pelos professores a necessidade de entender as novas tecnologias, entre elas a educação a
distancia – EAD - a avaliação e o aprender a ensinar. Nesse sentido, escreveram sobre as aulas serem muito ―expositivas e teóricas‖ ou como um dos professores escreveu ―(mono) dialogadas‖.
Entre os saberes que ainda gostariam de aprender, destaca-se a busca de estratégias para que o aluno possa aprender. Parece haver um sentimento de angústia e até mesmo certa decepção frente ao desejo de realmente ensinar os alunos e as dificuldades que ainda percebem ter em termos de metodologias, como é possível constatar nas palavras que seguem:
Gostaria muito, muito mesmo, de aprender como ensinar, ou melhor, como fazê-los aprender de forma que não seja através de aulas expositivas (mono) dialogadas. Estratégias de ensino em que o professor não dá aulas, mas o aluno usa as aulas para aprender a buscar o conhecimento, e o professor orienta esse movimento. (professor Paulo – Biologia)
Tais afirmações, convergem com as palavras de Roldão (2007, 95), quando afirma que ensinar nas sociedades atuais é caracterizada ―[...] pela figura da dupla transitividade e pelo lugar de mediação‖. E ―[...] é essencialmente como a especialidade de fazer aprender alguma coisa ( que chamamos de currículo, seja de que natureza for aquilo que se quer ver aprendido) a alguém ‖.
Libâneo (2003) afirma que o ensino precisa ajudar o aluno a desenvolver habilidades de pensamento e identificar procedimentos necessários para apreender. A metodologia de ensino, não diz respeito unicamente às técnicas de ensino, mas sobretudo ao fato de você ajudar o aluno a pensar com os instrumentos conceituais e os processos de investigação da ciência que você ensina. O autor afirma ainda que,
[...] o modo de lidar pedagogicamente com algo, depende do modo de lidar epistemologicamente com algo, considerando as condições do aluno e o contexto sociocultural em que ele vive (vale dizer, as condições da realidade econômica, social, etc.) [...] No meu ponto de vista, o ensino hoje, em todos os níveis, precisa unir a lógica do processo de investigação com os produtos da investigação. Ou o contrário, dá na mesma. Trata-se de nem só aprender a
lógica do processo nem só os conteúdos. (LIBÂNEO, 2003, p. 2)
Daí a preocupação do professor, quando afirma: ―[...] os alunos chegam na universidade sem saber pensar. Precisamos ensinar a pensar. Como vão tomar decisões, organizar suas atividades pedagógicas se não sabem pensar?‖ (professor Paulo de Biologia).
Perguntou-se também, aos professores formadores o que é ser professor hoje? Aparentemente, as idéias dos professores em alguns aspectos convergem com a idéia de Charlot (2005, p. 75), quando afirma haver ―universais17da situação de ensino18 [...] características que estão
relacionadas à própria natureza da atividade e da situação de ensino, quaisquer que sejam‖. Entre as respostas dadas pelos professores formadores foram observadas muitas semelhanças no que se refere a idéia do que seja formar o professor na atualidade, ilustradas pelos depoimentos das professoras Juliana e Helena:
A função do professor não é diferente hoje daquela que foi ontem. É auxiliar as novas gerações na apropriação do acervo cultural organizado em pensamento científico para dar a eles bases de continuação, crítica ou decisão de acordo com que essas novas gerações resolvam ter e fazer. (Helena/História)
Acho que a função do professor sempre foi a mesma, as demandas, as necessidades mudam, mas a função sempre é a mesma. Buscar de alguma forma estar contribuindo com o desenvolvimento humano de outras pessoas. Acho que isso sempre foi e vai continuar sendo. O dia que isso mudar, deixar de ser importante, não há porque da existência dessa função. (Juliana/Didática)
Os depoimentos indicam que para os formadores, o professor deixa de ser apenas um transmissor de conteúdos para voltar-se à formação do sujeito no seu sentido mais amplo. O professor contribui seja em que tempo
17 Universais:Características relacionadas à própria natureza da atividade docente e da
situação de ensino ( CHARLOT, 2005,p75).
18 Situação de ensino: atividades dos professores: ―o professor trabalha numa instituição
de ensino, recebe um salário,colegas, respeita um programa curricular e dá aulas para vários alunos‖( CHARLOT, 2005, p.75).
for para a formação do aluno em sua totalidade - consciência, caráter, cidadania, tendo como mediação fundamental o conhecimento, visando à emancipação humana.
Considera-se que essa emancipação está relacionada indubitavelmente com o triplo processo de desenvolvimento humano mencionado por Charlot (2000, p 53), que implica processos de hominização ( tornar-se homem), de singularização ( tornar-se um exemplar único de homem), de socialização (tornar-se membro de uma comunidade, partilhando seus valores e ocupando um lugar nela).
Os professores também revelam sentimentos ambíguos sobre a profissão, pois consideram que a docência é um projeto de vida, um trabalho que tem como objetivo maior a transformação do estudante e da sociedade, mas lembram da precarização por que vem passando a profissão docente:
É um projeto de vida, porque não é muito fácil. Você é desvalorizado, a proletarização do trabalho é muito grande, a gente tem visto por meio de pesquisas que tem professor aí trabalhando em três escolas, carga horária de 40, 50 horas. É no município, no Estado e a rede privada, com salários baixos. Como o professor vai estudar, já que isso é fundamental na vida de um professor?[...] Mas, esse é o meu sonho é o meu trabalho, e é no que eu acredito. Na transformação, que é possível. Como se diz se é impossível cabe a nós torná-lo possível. Esse é um dos lemas que eu tenho, apesar de ver os professores desmotivados, revoltados. (Prof. Antônio/Biologia)
As palavras do professor Antônio remetem a questões bem visíveis da