• Sonuç bulunamadı

4. ARAŞTIRMA SONUÇLARI VE TARTIŞMA

4.2. Laboratuvarda Süne’nin yumurta bırakma süresine etki eden

4.2.3. Sünenin postovipozisyon süresine etki eden faktörlerin

Berger e Luckmann (1978, p. 176) apontam que o indivíduo "não nasce membro da sociedade. Nasce com a predisposição para a sociabilidade e torna-se membro da sociedade”.

Além disso, existe um velho ditado que diz: Se queres conhecer uma pessoa por inteira, observe e analise a sua família. Significa dizer que ela diz tanto da pessoa que através das características peculiares de cada uma é que se formará a identidade de seus membros. Existem famílias fechadas, abertas, humanas, preponderantes, com virtudes e defeitos, formadoras de valores que nortearão princípios morais de cada integrante. Sendo assim, afere- se a esta, a responsabilidade de educar seus filhos desde criança, para quando se tornarem adultos seja capaz de respeitar o outro, incluindo os idosos, com atitudes de afeto e solidariedade.

São atitudes como essas, que permitem a inversão do papel idoso no espaço de sociabilidade familiar, no qual hora assume a posição de ”estorvo” e, em outro momento assume a figura frágil, necessitada de atenção e cuidado, por fim, o papel de provedor do lar, pois em muitos casos, é a aposentadoria o único recurso para sustento da família.

Sobre isso, Camarano (2002, p. 62) revela que:

Foi observado que as famílias brasileiras com idosos estão em melhores condições econômicas que as demais. Por isso, reconhece-se a importância dos benefícios previdenciários que operam como um seguro de renda vitalício. Em muitos casos, constitui-se na única fonte de renda das famílias.

Além das mulheres idosas exercerem o papel de cuidadora dos netos e os homens de alguns serviços como a jardinagem, cuidar dos animais, fazer mandados ou pequenos bicos para complementar a renda, entre outros.

Quanto às relações familiares, todos os idosos entrevistados nesse estudo, disseram manter bons vínculos com a sua família. No caso de seu Francisco por ter se casado três vezes diz possuir um tronco numeroso, pois consideram os membros da família de suas esposas falecidas, seus parentes.

Dona Terezinha diz que a sua família é o maior tesouro que possui, por fazerem de tudo para o seu bem estar e alegria. Ela fala que vive uma relação de reciprocidade com os mesmos. Horas eles a ajuda, em outra, é a vez dela. Adora os netos e gosta de estar pertos deles, responder as suas inquietações, presenciar a descoberta do mundo por eles. Isto a satisfaz, conforme a mesma, “é nesta hora que agradeço a Deus por ter vivido muito”.

Quanto ao Seu Pedro diz continuar sendo a autoridade maior de sua família. Todos o escutam, seguem seus conselhos, é uma relação de respeito. “num perdi o controle ainda não!... quando vejo que tão fazendo coisa errada, brigo, falo sério e ninguém tá doido de me responder! Eu ainda sou o chefe da casa!”.

Assim, vão ressaltando a exigência do respeito para com eles. Quando o assunto é exclusão familiar, todos disseram ter conhecimentos de casos ocorridos com algum conhecido onde o idoso não tem mais autonomia em sua casa, porém, nenhum deles admitiu ter sofrido, pois ambos dizem existir sim as divergências familiares, mas tudo que não se possa resolver através de uma boa conversa. “abandonado não! Nunca!”. Deste modo falou seu Pedro.

Na verdade, muitos idosos se encontram abandonados dentro de sua própria casa, deixados sozinhos ou entregues aos cuidados de asilos, quando a família se nega a cuidar. Aliás, esse espaço é um lugar visto por eles como um terror, espaço esse, aos quais jamais pretendem viver, “prefiro morrer a viver num abrigo”, diz seu Pedro.

Sobre essa atitude em relação ao idoso, Adler (2006) diz que, a situação dos idosos que moram fora do seu contexto familiar pode gerar um sentimento intenso de estranheza, na medida em que evocam ansiedades precoces decorrentes das vivências de desamparo e abandono, inescapáveis à condição humana.

Conforme a fala de nossa entrevistada, dona Terezinha de 75 anos, a maioria dos idosos conhecidos por ela, que foram viver em abrigos, são totalmente esquecidos. Ela diz que em muitos casos, com o afastamento prolongado, logo ficam depressivos e, para que o idoso não morra logo de angustia e solidão, as famílias são convocadas para visitá-los ao menos uma vez por semana. Mas infelizmente muitas vezes não comparecem. As desculpas são as mesmas, “estou muito ocupada”, “qualquer dia eu passo ai”. Fato esse que a entristece.

Sobre o merecido respeito ao idoso, Bosi (1994), afirma que:

A moral oficial prega o respeito ao velho, mas quer convencê-lo a ceder seu lugar aos jovens, afastá-lo delicada, mas firmemente dos postos de direção. Que ele nos poupe dos conselhos e se resigne a um papel passivo. Veja-se no interior das famílias a cumplicidade dos adultos em manejar os velhos, em imobilizava-los da liberdade de escolha, em torná-lo cada vez mais dependentes os a sair de seu canto, a mudar de casa e, por fim, submetendo- os à internação hospitalar. Se o idoso não cede à persuasão, à mentira, não se hesitará em usar a força. (BOSI, 1994, p. 74).

A família como instituição provedora da atenção e cuidado, em sua maioria, esquece o quanto aquele membro, seja pai ou mãe, tio ou tia, avô ou avó, batalharam para dar sustento, a educação, moradia, o quanto se dedicaram, foram afetivos e orgulhosos por tê-la construída. Por sorte, ainda existem núcleos familiares que movidos por valores invioláveis repassados de geração a geração, aprenderam a respeitar seus idosos. Nestas, o êxito de seus idosos são percebidos por serem resquícios das atitudes familiares de valorização e encorajamento.

Benzer Belgeler