• Sonuç bulunamadı

4. BULGULAR

4.1 Bölüm: Spermatophyta

4.1.99 Rumex acetosella L (Polygonaceae)

Nesta seção trago alguns dos comentários, relatos e entrevistas dos alunos quanto alguns aspectos da intervenção. A análise é feita tendo em vista não somente o ponto de vista dos alunos, mas também procuro demonstrar como esse ponto de vista influenciou e colaborou para a minha prática pedagógica e para o ensino e

aprendizagem de LI na escola pública.

4.9.1 Comentário dos alunos sobre a atividade “Map f rom school to home”

Esses comentários foram obtidos através do questionário de avaliação de atividades, dos quais também foram gerados os gráficos mostrados anteriormente. A razão de esses comentários estarem em uma seção separa é foco à suas análises.

Para facilitar a análise, os comentários foram divididos em três grupos:

negativos, positivos e oralidade.

a. Comentários negativos

Como demonstrado anteriormente, essa atividade teve boa aceitação entre os alunos, e a maioria a considerou de dificuldade razoável, portanto, essas opiniões refletem uma minoria dos responderam ao questionário, mas que, no entanto, não

devem ser ignorados. Segue o primeiro comentário:

“Difícil de fazer por que moro longe”

Eu classifico esse tipo de dificuldade do aluno como inadequação do tema, ou da atividade a realidade do aluno. Infelizmente, essa inadequação é mais recorrente do que gostaria que fosse, no entanto, dificilmente algum tema ou atividade poderia conseguir

unanimidade. Apesar de essa inadequação poder ser considerada como normal, repito, não se deve ignorá-la, é necessário que se faça algo para que se possa ao menos amenizar essa dissonância. Uma dos soluções possíveis, tem haver com a organização do ambiente de sala, a postura do professor, e a organização do modo como os alunos realizam as tarefas.

Quanto a organização do ambiente de sala de aula, trago novamente a figura 3, na qual ilustro o modelo de organização das carteiras, os alunos são distribuídos em grupos de cinco, e a maneira como as carteiras são organizadas permitem interação

entre os alunos, podendo eles se ajudarem. Esse formato também permite que o professor ande pela sala, mesmo em sala numerosas, pelo menos em minha experiência, sempre é possível deixar para que o professor caminhe pelos grupos, permitindo assim

uma assistência aos alunos mais personalizada, também como otimizando o tempo do

professor, pois são atendidos cinco alunos por vez.

Para que a organização do ambiente de sala de aula e a postura do professor funcionem, é preciso que o modo como as atividades são planejadas permitam esse tipo de trabalho. É ideal que sejam designadas tarefas para os alunos, de modo que eles estejam sempre ocupados enquanto o professor circula pela sala os auxiliando. É necessário também que sejam criadas e passadas instruções claras para que os alunos não se sintam confusos ao realizar suas tarefas.

b. Comentários positivos

Mesmo apesar da boa aceitação para essa atividade demonstrada pelos alunos, é importante analisar o que os levou a gostarem dessa atividade. Para isso, segue um comentário de um aluno:

“É um modo diferente e divertido de aprender a língua inglesa;”

Grande parcela da boa aceitação relatada para essa atividade é pelo fato de ela ser em formato de jogo. Muitos alunos esquecem que estão na verdade fazendo em uma aula, e se engajam de maneira surpreendente. Promover o interesse dos alunos pelas

atividades, seja por temas de interesse deles próprios, seja por atividades lúdicas e divertidas, demonstrou ser uma ótima maneira de angariar o interesse dos alunos e

conseqüentemente melhorar a participação e o comportamento em sala de aula.

c. Oralidade

No modelo de aulas desenvolvido para este projeto, muitas vezes a prática oral em LI fora preterida pelo trabalho de compreensão e análise dos temas. Apesar dessa dificuldade em balancear prática oral com outros objetivos pedagógicos, em muitas atividades foi dado foco na produção oral dos alunos. A atividade “Map from school to

home” é uma dessas delas, de forma simples m as eficiente os alunos tiveram produção

oral nesta atividade.

Pretendia-se com essa atividade fazer com que cada um dos alunos explicasse

em inglês para outro aluno, como chegar da escola até a sua casa. A solução encontrada

foi transformar a prática oral em prova. Na matriz EpC (o plano da aula seguido) aqui apresentada, as atividades aparecem separas, no entanto, em sua aplicação as duas atividades (Mapa e Prova oral) aconteceram quase que de forma simultânea, enquanto

alguns alunos ainda terminavam a confecção do mapa eu dei inicio a prova oral. Segue

o comentário de um aluno:

“Gostei, mas é muito demorada, é chato ter que ouvir os outros falando (outros 31 alunos...)”

Esse comentário explicita a dificuldade em se trabalhar a oralidade em salas

muito numerosas. A atividade fora transformada em prova oral de modo que o professor

Infelizmente, o trabalho com a oralidade foi uma dificuldade não superada. O grande número de alunos, a falta de materiais e recursos adequados para a prática oral, e

a própria recusa dos alunos em praticar a fala acabaram por tornar secundária dentro dessa proposta.

4.9.2 Relato de uma aluna para a atividade “Images and Words”

A atividade “Images and Words”, descrita na Matriz EpC (anexo 17) é inspirada no jogo de tabuleiro “Imagem e Ação”28, e geralmente é bastante apreciada pelos

alunos. No entanto, ao aplicar essa atividade a turma, um grupo inteiro não participou em nenhum momento da aula, como demonstra o relato do diário a seguir:

“Alguns alunos se recusaram a virem para a frente da sala para fazer a mímica ou o desenho,em especial, um grupo inteiro de cinco alunos não marcou sequer um ponto. Iisso significa que além de eles não representarem nenhuma vez, provavelmente também não foram capazes de compreender o que estava sendo feito. Fiquei muito preocupado com esses alunos desde o início da aula, tentei colocar uma aluna mas extrovertida junto ao grupo na tentativa de unirem forças, mas também não funcionou.”(01/03/2005).

A minha grande preocupação com esse grupo, era por se tratar de alunas que, tradicionalmente, realizavam muito bem todas as outras atividades, e que, no entanto, nessa atividade específica simplesmente se recusaram a participar.

No intuito de compreender porque aquele grupo não estava participando da aula, eu pedi para elas me trazerem por escrito sugestões de como elas gostariam que fosse a

aula. Segue a sugestão de uma aluna:

28 “Imagem e Ação” é um jogo de adivinhação, onde um dos jogadores tira uma carta com uma palavra

dentro de um tema e deve fazer uma mímica ou um desenho para que os outros jogadores adivinhem a palavra

“Está legal sua aula, mas como tenho muit a dificuldade em Inglês gostaria que você explicasse um pouco mais.

É chata para uns matéria na lousa, mas para outros como eu prefiro,

pois tenho como estudar.

Digo isso porque sou tímida demais para ir na frente de todos principalmente agora que já não estou mais entre pessoas que tenha amizade”.

Obrigada pela atenção(1/03/2005)

Esse relato me chamou a atenção para o fato de que alguns alunos eram novos nessa turma, e que ainda não haviam se socializado. Nesse caso, estão envolvidos alguns fatores fora do controle do professor, como a timidez e preferências sociais dos alunos. Por outro lado, esse tipo de atitude demonstra deficiências nas inteligências Interpessoal, demonstrada pela dificuldade em se relacionar com os novos colegas de classe, e Intrapessoal, demonstrada pela falta de confiança relatada pela aluna.

A análise dos resultados do Inventário de IM (gráfico 1) já dava pistas de que poderia haver alunos com dificuldades nas inteligências Interpessoal e Intrapessoal. Para procurar atender à essas necessidades, foram propositalmente planejadas várias atividades nas quais fosse realmente necessário o trabalho em grupo, e também, algumas nas quais pudesse ser trabalhada, pelo menos de forma indireta, a auto estima

dos alunos.

Dentro de um grupo de alunos existem múltiplas possibilidades de aprendizado

e nem sempre é possível atender a todas. No intuito de amenizar as diferenças entre os alunos, a solução encontrada foi planejar aulas nas quais várias habilidades dos alunos possam ser atendidas, seja através de uma seqüência de aulas diversas, seja pela divisão de funções dentro de cada grupo em cada atividade.

A maior contribuição que esse relato trouxe para o modelo de planejamento de aulas aqui apresentado, é quanto à organização das atividades e a maneira como as instruções das atividades são passadas aos alunos. Para que os alunos não se sintam perdidos, todas as instruções, procedimentos e seqüências são passadas na lousa antes de começar as atividades. Também, quando se trata de aulas temáticas, todos os objetivos estabelecidos para a atividade, sejam os objetivos norteadores, sejam os objetivos específicos, são passados aos alunos, de forma que eles sempre saibam porque estão fazendo as atividades e também para que possam sugerir mudanças, se necessário.

4.10 As perguntas de pesquisa

1-) Como se configura uma proposta de ensino e aprendizagem de LI no Ensino Médio da escola púbica, tendo como ferramenta norteadora a teoria das Inteligências

Múltiplas?

Para responder a esta pergunta, trago novamente o esquema da figura 2, que demonstra todas as abordagens utilizadas para dar um direcionamento para uma proposta de ensino e aprendizagem utilizando as IM. O processo pelo qual passei para montar essa proposta de ensino levou-me a utilizar todas as abordagens apresentadas nesse esquema. Como resultado final desse processo, minha prática de ensino é hoje perpetrada por esse modelo apresentado.

A seguir, demonstro como cada um dos elementos age dentro deste esquema, em

Benzer Belgeler