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6. BULGULAR VE TARTIŞMA

6.2. RSM Metodu Kullanılarak DR•243‟ün Adsorpsiyon Kapasitesinin İstatistiksel

O Problema

Nosso cenário foi composto pela complexidade do trabalho no campo da saúde. Deste cenário, nosso recorte foram as práticas assistenciais1 realizadas por enfermeira/o, especialmente configuradas num cenário de trabalho exemplar – a UTI, e nosso tema foi a constituição da/o enfermeira/o neste contexto.

O domínio de análise da experiência de si são as práticas, pois o ser mesmo do sujeito - sua ontologia, é histórica e culturalmente contingente; e é singularmente constituída2.

A experiência de si é algo que deve ser transmitido e aprendido através de um certo repertório cultural: "uma cultura inclui os dispositivos para formação de seus membros como sujeitos [...] 'sujeito', como seres dotados de certas modalidades de experiência de si"3.

Esses recursos são muito mais amplos que os contidos nas instituições de ensino; estão presentes nas práticas sociais, nas quais se aprende a participar e se aprende, ao mesmo tempo, o que significa ser um participante: "aprendendo as regras e o significado do jogo, a pessoa aprende ao mesmo tempo a ser um jogador e o que ser um jogador significa"4.

O jogo aqui considerado é a prática assistencial, na qual se indaga sobre a forma- sujeito enfermeira/o.

Tendo como objeto esta forma-sujeito enfermeira/o, nosso problema se centra nos processos de subjetivação (as tecnologias do eu e seus dispositivos) no trabalho em UTI.

1

Nos cenários do trabalho em saúde considera-se o emprego de práticas e saberes assistenciais, gerenciais e de ensino em enfermagem. Nosso recorte foram as práticas e saberes assistenciais.

2

LARROSA, 2002. 3

Ibid, p.45. 4

A referência teórica central para esta investigação são as tecnologias do eu que constituem o sujeito, tendo como base Foucault e estudos foucaultianos. O conceito de dispositivos de produção e mediação da experiência de si é fundamentado em Larrosa (2002)5. Nossa proposta é complementada por autores que contribuem para esta discussão, sempre dentro dos estudos pós-estruturalistas.

Problematizamos a própria noção de sujeito uno e a procura na enfermagem por uma definição do sujeito enfermeira/o, buscando, nos atuais cenários do trabalho, desconstruir esta noção pela genealogia de Foucault. Nosso problema metodológico se delineia nas perguntas:

- Que subjetividades estão sendo constituídas no trabalho em saúde, especificamente no trabalho em enfermagem em Unidade de Terapia Intensiva? Ou, que forma- enfermeira/o está sendo constituída neste cenário exemplar das práticas assistenciais? - De que forma (como) são dados sentidos a esta forma-sujeito enfermeira/o?

Conceitos

Conceitos teóricos centrais: - O sujeito (a experiência de si)6:

ƒ resultado de um complexo processo de fabricação no qual se entrecruzam discursos que definem a verdade do sujeito enfermeira/o, as práticas que regulam seu comportamento e as formas de subjetividade nas quais se constitui sua própria interioridade.

- Tecnologias do eu7:

ƒ jogos de verdade através dos quais a/o enfermeira/o dá seu ser próprio à pensar quando se percebe, se reconhece, se julga como tal.

- Dispositivos de produção e mediação da experiência de si8:

5 Op. cit. 6

Com base em Larrosa (2002). 7

ƒ mecanismos nos quais se constrói e se medeia a experiência de si do sujeito enfermeira/o, no qual a experiência de si pode ser analisada como resultado do entrecruzamento de tecnologias óticas de auto-reflexão, formas discursivas de auto-expressão, mecanismos jurídicos de auto-avaliação e ações práticas de auto-controle e auto-transformação.

Pressupostos

Consideramos, com base no referencial teórico-metodológico adotado, que o poder é um fato social e político inescapável pela sua própria natureza produtiva, sua relação com o saber e seu papel na constituição do sujeito. Interessa-nos particularmente como o poder se exerce, como produz identidades e subjetividades.

O poder, no exercício da governabilidade, reveste-se de diversas tecnologias: tecnologias de dominação e tecnologias do eu, sendo que o eu é constituído na interseção destas tecnologias. As tecnologias do eu constituem uma genealogia dos modos pelos quais os indivíduos se deixam envolver no governo de si próprios; são essenciais para o agir do indivíduo, pois o agir supõe um sentido de autogoverno.

O eu é essencialmente contingente e é um construto das linguagens e das práticas que habita e modifica; desta forma, a identidade é contingentemente negociada e moldada. Se discursos e práticas diversas constroem, regulam e controlam sujeitos, é possível interrogar em práticas particulares estes eus contingentes.

A assistência em saúde é a prática onde se conectam formas de saber, tecnologias de poder e modos de constituição do eu; ou seja, onde se conectam tecnologias de dominação e tecnologias do eu. Desta forma, é possível interrogar nesta prática as tecnologias do eu / processos de subjetivação que constituem a/o trabalhadora/o enfermeira/o. Esta interrogação é

8

possível através dos dispositivos de produção e mediação da experiência de si mesmo; ou seja, consideram-se tais dispositivos como constitutivos da subjetividade - e não há lugar para os universais antropológicos, pois estes dispositivos são contingentes e historicamente situados.

Desta forma, temos como pressupostos que:

- A forma-sujeito enfermeira/o é histórica, contingencial e relacional, constituída por complexos processos de subjetivação, mediados por tecnologias de dominação e tecnologias do eu.

- O trabalho em saúde compõe domínios de saber, configura relações de poder e constitui processos de subjetivação, produzindo sujeitos - enfermeiras/os.

- Esta versão de enfermeira/o pode ser compreendida em sua materialidade discursiva e não discursiva em um cenário de trabalho exemplar – a UTI, e é este o caminho para sua investigação.

Objetivos

Descrever e analisar os processos de subjetivação inscritos na constituição da experiência de si da/o enfermeira/o, nas práticas assistenciais de um cenário de trabalho exemplar – a Unidade de Terapia Intensiva.

Analisar as tecnologias do eu que constroem e medeiam a experiência de si da/o enfermeira/o na prática assistencial em Unidade de Terapia Intensiva.

Apreender os dispositivos que constituem as tecnologias do eu, em suas várias dimensões e em suas diversas modalidades concretas de mecanismos nos quais se efetivam.

Indagar das possibilidades de governo de si da/o enfermeira/o, nos atuais cenários do trabalho.

5. A VIA DE PESQUISA – O CAMINHO METODOLÓGICO

Benzer Belgeler