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1.2. Antik Yunan ve Roma Tiyatrosunda Erotik Uygulamalar

1.2.2. Roma Tiyatrosunda Erotizm

De modo geral, as definições do que seja rural e urbano não possuem o mesmo parâmetro. As realidades dos países são diversas, tanto do ponto de vista da formação territorial, da dinâmica social quanto da trajetória de desenvolvimento seguida por cada um. De acordo com Favareto (2006), as definições do que seja rural nos países europeus, por

exemplo, giram em torno de categorias como: o tamanho da população, a densidade demográfica, as formas de utilização do solo e as dinâmicas socioeconômicas.

No caso do Brasil, existe uma normatização jurídica, o Decreto-Lei 311/38 que define como cidade toda sede de município. A vigência dessa tipologia instituída ainda no período do Estado Novo suscita críticas, seja pela caducidade seja pela inadequação com a realidade vigente. Acredita-se, nesse sentindo, que trazer do passado parâmetros para o ordenamento territorial do Brasil atual induz à imprecisão os pesquisadores de várias áreas que se interessam pelo tema, assim como para os formuladores de políticas governamentais para o planejamento territorial do país (REIS, 2006; VEIGA, 2003).

Áreas urbanas e rurais são definidas pelo IBGE de acordo com a situação de domicílio, classificado como urbano ou rural. Mediante essa classificação, área urbana corresponde ―às cidades (sedes municipais), às vilas (sedes distritais) ou às áreas urbanas isoladas‖. A definição do limite entre área urbana e rural se dá pela linha demarcatória do perímetro urbano, a considerar que as áreas rurais coincidem justamente com toda abrangência que esteja fora desse limite estabelecido pelas legislações municipais (IBGE, 2015).

Para além das normas técnicas e leis, existem outras discussões atuais sobre a relação entre os espaços rurais e urbanos e as funções que ambos os espaços desempenham. Perde espaço também as análises pautadas nas visões dicotômicas que pretendiam enxergar diferenciações estanques entre o meio rural e o meio urbano. Logo, assim como assevera Reis (2006), a noção de continuum em oposição à noção de dicotomia entre os espaços tem superado esta última, e se apresenta como a mais adequada perspectiva de compreensão para a presente realidade em estudo.

De modo geral, o período compreendido entre as décadas de 1940 e 1980 foi significativo para as mudanças territoriais no Brasil. As áreas urbanas assistiram a uma virada demográfica carreada por maciços investimentos, oriundos, sobretudo, do setor público para subsidiar a industrialização do País. Esse desiderato representou a consolidação do País como país industrial, mediante a implantação de empresas estrangeiras em espaços selecionados, que ofertassem infraestrutura para suportar o adensamento futuro dessas atividades e o seu desdobramento posterior. Advieram daí as raízes da macrocefalia das cidades, a constituição das metrópoles, assim construídas por se tornarem atrativas devido à oferta de empregos e serviços, bem como alternativa para a população em processo de expulsão do campo.

Por outro lado, esse movimento populacional tornou-se interessante para as indústrias, pelo fato de estar ali constituída uma reserva de mão de obra. Caracterizou-se, assim, o acelerado processo de declínio demográfico, pois o processo de migração se intensificou em direção aos núcleos urbanos. De fato, a década de 1960 anunciou mudanças profundas no território brasileiro, que culminaram em transformações na divisão territorial do trabalho, e repercutiram de modo amplo e significativo nas relações das mais diversas instâncias da vida social. A partir de então, a categorização oficial sobre o rural e o urbano passa a se tornar defasada.

Nesse panorama, a partir da década de 1970, inicia-se uma mudança na fisionomia das atividades rurais. Vislumbram-se e põem-se em prática políticas e programas de fomento a agropecuária empresarial, custeada pelo capital internacional, como foi o caso do Jica- Prodecer, de capital japonês. É nesse contexto que diversos pesquisadores referenciam essa data como marco para a modernização agrícola no Brasil, por causa da introdução das fases avançadas do capitalismo monopolista no campo.

A partir de 1980, pesquisas dão conta das transformações significativas vivenciadas no espaço rural brasileiro com novas formas de produção e sobrevivência, que efetivamente não mais correspondem ao contexto das atividades agropecuárias, puramente. Esse seria o caso do trabalho rural não agrícola. A expansão da urbanização das áreas rurais no Brasil muda a configuração do significado do campo, inclusive mudando a tendência da alocação de atividades preponderantemente urbanas, como a indústria, o comércio e os serviços (REIS, 2006). Essas atividades econômicas se espraiam em direção ao meio rural, e tornam complexa a configuração espacial, as relações de trabalho, as vivências e demais segmentos da organização da vida social.

Observa o autor que novas atividades, como turismo, lazer e outras mais pertencentes ao setor terciário, e típicas da vida urbana, denotam o que se refere como pluriatividade do meio rural, que se desenha no Brasil desde então, e que ocorre também em países desenvolvidos, no entanto, de forma menos contundente (REIS, 2006). O fato é que, no caso brasileiro, a nova dinâmica de pluriatividade no campo condiz com a possibilidade de se vislumbrarem ―alternativas de ocupação e renda para um grande número de pessoas que sofrem com o desemprego urbano‖ (REIS, 2006, p. 7), além daqueles que recorrem a lugares menos caóticos que as metrópoles, do ponto de vista de mobilidade e habitação.

Ainda com base em Reis (2006), deve-se sublinhar que a diversidade econômica nas áreas rurais do Brasil manifestou-se inicialmente nas regiões Sul e Sudeste, e, posteriormente,

no Centro-Oeste. Foram esses espaços que inauguraram a modernização e transformação fundamental nas funções do meio rural do Brasil.

Mediante esse cenário, Reis afirma que se verifica, a partir de então:

A emergência de um espaço rural multidimensional com a introdução de uma maior diversificação econômica, em meio a novas formas de produção e subsistência, em visível contraste com o que dominava no passado. A expansão do tecido urbano sobre as áreas rurais e o crescimento do número de pessoas ocupadas em atividades consideradas até então como exclusivamente urbanas, indicam a existência de um novo paradigma socioespacial no Brasil (REIS, 2006, p. 2).

Adiante, o referido autor enfatiza que:

O espraiamento do fenômeno urbano faz surgir novos limites entre as áreas urbanas e rurais, difíceis de serem percebidos e cada vez mais indefinidos. Sendo assim, a linha que divide o perímetro urbano dos municípios torna-se um mecanismo de separação cada vez mais grosseiro e distante da realidade socioespacial (REIS, 2006, p. 8).

Diante desse panorama, uma mudança metodológica e jurídica se faz necessária. Dessa forma, acredita-se que tratar espaços urbanos e rurais tão somente a partir de dados demográficos quantitativos, estanques ou dicotômicos transformou-se em uma estratégia obsoleta. O relacionamento cada vez mais tênue entre esses espaços permite procurar traçar um esboço do nível ou grau de ligação entre as atividades desenvolvidas em cada um. Nesse sentido, compreender essa dinâmica requer a compreensão das ligações existentes entre eles, a correlação desses fatores que se desenvolvem em escala local sem, contudo, descuidar dos circuitos superiores da economia mundial que orquestram essas manifestações locais.

Doravante, com o desígnio de relacionar a conjuntura decorrente da introdução da

Benzer Belgeler