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2. ROBOT KAVRAMI VE ROBOTLARIN TARİHSEL GELİŞİMİ

2.2 Robotların Tarihsel Gelişimi

Relativamente à discussão dos resultados obtidos no estudo descritivo- correlacional verifica-se, desde logo, que no que concerne à prevalência do

delirium, o fenómeno foi observado em 3% das pessoas entrevistadas, de acordo

pessoas entrevistadas, no caso do método sensível de pontuação do CAM (mais utilizado para fins de rastreio), e em 5,1% dos entrevistados, no caso do método

específico de pontuação do instrumento (mais utilizado para fins de diagnóstico).

Estes números, em todos os casos, são inferiores aos que são apresentados pela APA (2002), que refere índices de prevalência de delirium, em pessoas internadas com mais de 65 anos, de cerca de 10% no momento da admissão, e 10% a 15% de casos de desenvolvimento de delirium durante a hospitalização. Em outros estudos, verificaram-se índices de prevalência de delirium na ordem dos 37,8% (em idosos, num serviço de Traumatologia) (Torres-Pérez et al., 2010), 10% (em pessoas com AVC recente, independentemente da idade) (Dahl, Rønning & Thommessen, 2010), 19,4% (em idosos, num serviço de Medicina Interna) (Tobar et al., 2010), 36% (em serviços de Medicina Interna e Cirurgia, independentemente da idade) (Speed et al., 2007), e 28% (em idosos, numa Unidade de Agudos de Geriatria) (Faezah, Zhang & Yin, 2008). Acima de tudo, os estudos revelam que os índices de prevalência de delirium variam de acordo com a população em estudo, sendo este mais frequente nos idosos, em pessoas com défice cognitivo pré- existente, com patologia médico-cirúrgica (insuficiência renal, fratura do colo do fémur, etc.), e em pessoas admitidas em Unidades de Cuidados Intensivos (Mattoo, Grover & Gupta, 2010). Assim, e pelo facto de alguns dos fatores de risco referidos (sobretudo o internamento numa UCI) surgirem de forma pouca relevante no estudo realizado, torna-se compreensível que os índices de prevalência de delirium detetados sejam algo inferiores àqueles que são apontados pela literatura.

Quanto aos fatores que podem influenciar o fenómeno (delirium), os resultados sugerem que que as caraterísticas sociodemográficas não revelam

uma associação significativa com o delirium (avaliado pelo CAM) em pessoas

idosas internadas. No entanto, um dos fatores (em específico, a idade), tem uma relação inversamente proporcional com a confusão aguda avaliada pela Escala de Confusão NeeCham, ou seja, a idades superiores correspondem scores inferiores

na escala, indo de encontro aos resultados obtidos aquando do estudo de

validação do instrumento para a população portuguesa (Neves, 2008). No entanto, esse mesmo estudo refere que a confusão aguda tem também relação com a escolaridade (desta feita, de proporcionalidade direta) sendo que, no presente trabalho, ainda que se verifique uma correlação positiva, esta não é estatisticamente significativa.

Quanto às caraterísticas clínicas, verifica-se a existência de relação entre a presença ou ausência de patologia do aparelho circulatório e a presença ou ausência de delirium (mediante avaliação com o método específico de pontuação

do CAM), sendo mais frequente a presença de delirium em pessoas que

apresentem, como motivo de admissão ao internamento, patologia do aparelho circulatório (o que pode ser explicável pelo facto de, neste grupo, se incluírem os

casos de AVC e de Insuficiência Cardíaca Congestiva, que levam a uma menor oxigenação cerebral e, consequentemente, maior risco de delirium) (Neves, 2008). Este dado vai de encontro ao que é referido na literatura, que considera o

delirium como uma complicação major em pessoas idosas que tenham tido,

recentemente, um AVC (situação bastante frequente na amostra em estudo), sendo mesmo verificada uma prevalência de delirium em 10% das pessoas idosas no período pós-AVC (Sheng et al., 2006; Dahl, Rønning & Thommessen, 2010). Relativamente à confusão aguda, verifica-se que os seus níveis são

superiores (mediante avaliação através da Escala de Confusão NeeCham) em

pessoas com patologia do aparelho genitourinário (potencialmente explicável pela libertação de toxinas urémicas e desequilíbrios eletrolíticos que podem ocorrer, por exemplo, em casos de insuficiência renal), e que se encontrem a tomar medicamentos para o aparelho respiratório (note-se que a confusão aguda é muito vulgar em casos de infeção respiratória), ligados à nutrição (explicável pela relação entre as carências vitamínicas e a confusão aguda), e corretivos da

volemia e das alterações eletrolíticas (explicável pela relação entre os

desequilíbrios eletrolíticos e a confusão aguda) (Phipps, Sands & Marek, 2003). Por outro lado, verifica-se a presença de níveis inferiores de confusão aguda em pessoas que se encontram a tomar medicamentos para o aparelho locomotor (tratando-se estes, frequentemente, de anti-inflamatórios não esteróides).

Estes dados vêm, em certa medida (ainda que com algumas reservas, sobretudo devido ao reduzido número de casos avaliados na UCI), contrapor os resultados obtidos no estudo de tradução e validação da Escala de Confusão NeeCham para Portugal (Neves, 2008), que sugere a existência de um maior número de casos de confusão aguda dependendo do serviço de internamento (com maior prevalência na UCI e, sobretudo, na Medicina Interna e Neurologia). Esse mesmo estudo (Ibidem) refere que há relação entre a confusão aguda e a patologia diagnosticada, mas aponta para uma maior prevalência nos casos de doenças do aparelho respiratório ou circulatório, não estabelecendo qualquer ligação com a patologia do aparelho genitourinário.

Ainda assim, existem estudos que vão de encontro aos achados obtidos no presente trabalho. Assim, desde logo, verifica-se a existência de evidência que aponta para a ligação entre a confusão aguda e a insuficiência renal (patologia frequente na amostra estudada, e integrante do grupo “patologia do aparelho genitourinário”), quer por consequência da eventual realização de hemodiálise,

quer pela medicação prescrita para a patologia (Sousa, 2008). Relativamente à ligação entre a confusão aguda e os medicamentos para o aparelho respiratório existem estudos (Takeuchi et al., 2005) que fazem referência a uma prevalência de 10% de casos de confusão aguda em pessoas com patologia respiratória (habitualmente, aquelas que tomam medicamentos para esse efeito), sendo ainda ressalvada a relação entre a confusão aguda e a hipóxia (frequente em casos, por exemplo, de insuficiência respiratória). Quanto à ligação entre a confusão aguda e os medicamentos com fins nutritivos, existem diversos estudos que relacionam a confusão aguda, por exemplo, com os défices de Vitamina B12 (Lerner & Kanevsky, 2002), apresentando a Vitamina B1 como tendo efeitos positivos no seu tratamento (Mayo-Smith et al., 2004). Na literatura, está igualmente bem analisada a relação entre a confusão aguda e a desidratação (condição muito frequente nos idosos internados e para a qual são, frequentemente, prescritos corretores da volemia e das alterações hidroeletrolíticas), sendo especificado que a desidratação é um fator predisponente de confusão aguda, sobretudo nos idosos (Popkin, D’Anci & Rosenberg, 2010). Finalmente, e ainda que não se consiga ainda comprovar a eficácia dos anti-inflamatórios na prevenção do delirium, existem estudos que corroboram os achados obtidos no presente trabalho, referindo que a acetilcolina (neurotransmissor), que está fortemente implicada na patogénese dos casos de confusão aguda, pode ser um ponto central tanto para a inflamação como para os estados confusionais agudos, pelo que a toma de medicamentos anti- inflamatórios pode funcionar como uma medida preventiva dos mesmos (Tabet & Howard, 2009).

Os resultados obtidos no presente estudo acabam ainda por, de certa forma, contrapor os estudos anteriores em que se verificavam relações entre o delirium e algumas caraterísticas sociodemográficas e clínicas. Assim, a título de exemplo, existem trabalhos que sugerem a relação entre um conjunto de caraterísticas sociodemográficas e clínicas e a ocorrência de delirium (ainda que, algumas delas, não tenham sido avaliadas no presente estudo): défice cognitivo (Feldman et al., 1999; Chávez-Delgado et al., 2007; O’Mahony et al., 2011); idade mais avançada; (Chávez-Delgado et al., 2007); residência anterior em lar de idosos; demência (Vazquez et al., 2010); piores resultados ao nível da avaliação das atividades de

vida diária; maior mortalidade hospitalar; maior período temporal de internamento (Feldman et al., 1999; Vazquez et al., 2010); maior número de complicações durante o internamento (Feldman et al., 1999); mau estado nutricional; polifarmácia (Feldman et al., 1999; O’Mahony et al., 2011); desidratação e obstipação; hipóxia; processo infecioso ativo; imobilidade ou

mobilidade limitada; dor; défice sensorial; distúrbios do sono (O’Mahony et al.,

2011).

Benzer Belgeler