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4. BULGULAR

4.12. Sitokinlerin Birbirleriyle Karşılaştırılmaları

4.12.1. Resistin-Chemerin İlişkisi

Considere-se, inicialmente, a Tabela 2 abaixo, que trata da rela- ção entre valência potencial e expressão dos argumentos.

Tabela 2 – Relação entre valência potencial e expressão argumental

V1 V2 V2-Ob Total N % N % N % N % A1 expresso 21 84,0 4 16,0 / / 25 14,0 A2 expresso / / 33 92,0 3 8,0 36 20,0 A1 e A2 expressos / / / / 5 100,0 5 3,0 A1 e A2 não expressos 38 33,0 53 46,0 24 21,0 115 63,0 Total 59 90 32 181

Observados os resultados gerais referentes ao total de nomina- lizações com a estrutura argumental apenas expressa em torno do núcleo do sintagma nominal (ver última coluna da direita), o trata- mento quantitativo mostra que raramente se expressa a valência do verbo primitivo correspondente. Com efeito, os casos de expressão formal mostram que:

(i) apenas 14,0% (25/181) dos nomes têm apenas o primei-

ro argumento (A1) expresso e apenas 20,0% (36/181) dos

nomes têm somente o segundo argumento (A2 ) formal-

mente expresso;5

(ii) há apenas 3,0% (5/181) de ocorrências com A1 e A2 expres-

sos simultaneamente;

(iii) esses índices significam que há uma incidência de 63,0% (115/181) de nominalizações sem expressão de ambos os ar-

gumentos, o que constitui a esmagadora maioria dos casos.6

5 Como seria estranho mencionar funções sintáticas de sujeito e de objeto para a nominalização, o uso de A1 e de A2 representa mais apropriadamente funções

semânticas de agente e paciente que nomes deverbais compartilham com o verbo por herança derivacional.

Apesar disso, argumentaremos, a seguir, com uma distribui- ção mais específica de dados, que o que ocorre com o português, e provavelmente com outras línguas, não é redução de valência, mas apenas expressão ou não do argumento subjacente por razões de natureza semântica e pragmática.

Considerando-se apenas a distribuição majoritária em relação ao total de argumentos expressos na última coluna da direita, ob-

serva-se que 84,0% (21/25) dos A1 são expressos na estrutura ar-

gumental de nome derivado de verbo monovalente ou intransitivo.

Considerando-se, por outro lado, o total de argumentos A2 mani-

festos, observa-se que 92,0% deles (33/36) são expressos na estru- tura argumental de nome derivado de verbo bivalente ou transitivo, e um conjunto pouco representativo de dados – todos os cinco casos

de expressão simultânea de A1 e A2 – ocorre na estrutura argu-

mental de um nome derivado de verbo transitivo oblíquo, o que

seria de esperar, em virtude de A2 herdar naturalmente a codifica-

ção gramatical de oblíquo do termo primitivo. Essa codificação é basicamente diferente da expressão com sintagma-de, codificação que incide somente sobre a nominalização para visibilizar os casos de sujeito e/ou de objeto do predicado verbal input.

Os dados sugerem que, no caso de estrutura bivalente, há uma forte competição em torno da expressão de um dos argumentos do nome, como prevê Dik (1985), e é o argumento paciente que vence. No caso de nomes derivados de intransitivos, em que não há competição, o argumento majoritariamente expresso é realmente

o agente ou equivalente para A1. Nos nomes derivados de verbos

transitivos diretos, quando pelo menos A2 é expresso, a competição

se resolve principalmente pela oposição entre sintagma-de para a

expressão de A2 e anáfora zero para a expressão de A1, como mostra

o exemplo (4-9a), ou sintagma-de para A2 e expressão indetermi-

nada de A1, como o exemplo (4-9b).

(4-9) a eles precisam pegar pele para se esquentar... e ter comida... para

comer e se defender dos outros animais... então as preocupações são MUITO... ahn::... de todo (o) DIA:: (EF-SP-405)

b de acordo com o edital a validade é de dois anos DA publica- ção... dos resultados... da lista de aprovados... (D2-SP-360)

Importante notar que os cinco casos de nominalizações que re- ceberam manifestação simultânea de dois argumentos são verbos bivalentes com complemento oblíquo, como (4-10a) e (4-11a) e a forma verbal correspondente em (4-10b) e (4-11b) respectivamente. (4-10) a toda e qualquer manifestação que a gente for procurar vai ter

que estar necessariamente ligada... a esta preocupação vital do

homem pré-histórico de... se conservar vivo... (EF-SP-405) b O homem pré-histórico se preocupa vitalmente com/em conser-

var-se vivo

(4-11) a Doc.: Dona I. além da participação do artista... no filme quais

os outros elementos importantes na sua opinião para que o filme seja bem-sucedido bem aceito pelo público? (DID-SP-234)

b O artista participa do (no) filme

Em (4-10) os dois argumentos da nominalização estão expressos como sintagma-de, situação que é geralmente evitada em portu- guês. No entanto, o falante altera a regência esperada do verbo, inserindo de em lugar de com, e o resultado não parece estranho porque o segundo argumento de preocupação não é um sintagma nominal, mas uma oração com verbo não finito.

Em suma: há uma baixa incidência de casos de nominalizações bivalentes com os dois argumentos expressos, como exemplificado em (4-10a); esses casos correspondem a predicados verbais input cuja estrutura subjacente já contém uma preposição, conforme ilus- trado em (4-10b). Tais aspectos indicam claramente que a ausência de expressão formal dos argumentos é uma característica muito marcada dos dados, principalmente porque é um fenômeno geral que se aplica também aos predicados monovalentes.

Nota-se também algumas ocorrências de A2 sem sintagma-de,

como por exemplo (4-12), em que o uso de sobre em lugar de de pode ter sido semanticamente motivado.

(4-12) que no final das contas toda a evolução humana... não deixa de

ser exatamente a evolução do domínio que o homem tem sobre a

natureza... (EF-SP-405)

Prevalece a noção de posição superior que sobre sustenta, mesmo quando a noção concreta não mais se aplica, como se observa em (4- 12), em que a seleção do nome domínio pode ter ativado no falante o conceito similar e mais abstrato de domínio, que não passa de uma abstração da noção espacial mais concreta.

Além disso, o mesmo exemplo apresenta uma ocorrência de

nome deverbal em que a expressão de A1 aparece sob a forma de adje-

tivo. Essa expressão formal certamente tem pouco a ver com a com-

petição entre A1 e A2 por ocupar a posição de possuidor, mas exerce

uma função textual extremamente relevante, que é retomar como adjetivo o SN o homem (do paleolítico superior). Há um número reduzido de ocorrências desse tipo, que se manifestam majoritaria- mente no contexto de verbo intransitivo subjacente, como (4-12), e, em menor escala, no contexto de verbo transitivo, como em (4-13) e (4-14).

(4-13) porque isso a gente vem dizendo até agora certo? se ela foi cria-

da... para um FIM... OUtro... que NÃO... a contemplação esté-

tica... (EF-SP-405)

(4-14) ah::: por parte do público... depois de uma representação teatral? (DID-SP-234)

Para nomes como contemplação e representação, a arena típica para competição argumental não ocorre com dois argumentos expressos, como nos exemplos de (4-10), já que, por indeterminação referencial

do argumento A1 do predicado transitivo de (4-13) e do argumento

A2 do predicado transitivo de (4-14), não há relevância pragmática

em especificá-los formalmente. Além disso, a inserção de adjetivo para a representação de valência torna o predicado nominal dever- bal mais próximo de um membro prototípico da classe dos nomes.

Outro caso possível é A1 receber forma de pronome em posição

pré-nominal e A2, expressão pronominal em posição pós-nominal,

que é a regularmente indicada para esse tipo de modificador. Assim a referência a possuidor não se restringe a sintagmas adposicio- nais. Os dados apontam para um único caso de expressão prono-

minal de A1 e, até um pouco aparentemente estranho, para um caso

de expressão de A2, como mostram respectivamente os exemplos

(4-15) e (4-16).

(4-15) agora neste momento eu vou trabalhar com barro vou fazer mi- nhas criações ou eu vou pintar um quadro... (EF-SP-405) (4-16) enquanto na/ não for resolvido esse projeto não o projeto que

tem... sabe? para os procuradores uma lei... nossa uma regulamen- tação nossa (D2-SP-360)

É necessário observar que a referência pronominal em (4-15), tanto do pronome pessoal eu quanto de sua recuperação anafórica no contexto da sintaxe interna da nominalização como o posses- sivo minhas, tem uma referência genérica, implicando qualquer ser humano. De qualquer modo, este, que seria um caso típico de bloqueio do argumento sujeito por compartilhamento semântico, acabou recebendo expressão argumental justamente em virtude da diferença de manifestação formal, o que torna um tanto enfático, focal, o uso do possessivo no nome deverbal.

O mesmo se aplica ao exemplo (4-16), em que o possessivo nossa é também empregado num sentido genérico, mas implicando uma classe de pessoas, a de procuradores, que também inclui o falante. O nome regulamentação também nesse contexto seria desprovido de expressão argumental, mas a expressão pronominal que recebe não é redundante, já que o possessivo acrescenta uma informação relevan- te por mostrar que o falante se inclui na categoria dos procuradores. Uma explicação possível para a alta taxa de não especificação formal é que não há relevância discursiva para expressar valência, que é, em geral, suprida pela organização do discurso. Se já há in-

formação contextual e cotextual suficiente sobre os argumentos, é descabido expressá-los na estrutura interna do predicado nominal. Nesse caso, a ausência de expressão formal não significa redução argumental no processo de derivação do verbo para o nome; ao contrário, significa competição entre expressão por anáfora zero e por sintagma adposicional.

Benzer Belgeler