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Reseptör-antikor etkileşiminin değişimi a p95HER2 (trunkat HER2)

TRASTUZUMAB DİRENCİ

1. Reseptör-antikor etkileşiminin değişimi a p95HER2 (trunkat HER2)

A carga ou potencial superficial determina os mecanismos envolvidos na adsorção dos reagentes de flotação nas superfícies dos minerais. O desenvolvimento de carga na superfície dos minerais levemente solúveis é controlado pela dissolução não estequio- métrica das espécies constituintes do mineral com readsorção das espécies carregadas resultantes das reações de hidrólise, bem como pela dissociação ou hidrólise anfotérica.

A dissolução do mineral em solução aquosa pode originar diversas espécies iônicas. As espécies iônicas comuns ao sólido e à solução, que são responsáveis por determinar o

pH cálcio fósforo fluoreto C o n ce n tr aç ão (m o l/L )

potencial na interface sólido/solução, são denominadas íons determinadores de potencial. No caso da apatita, o tipo de cálcio solúvel ou espécie de fósforo predominante depende das condições da solução e do seu domínio de estabilidade (CHANDER e FUERSTENAU, 1979).

Para minerais di-iônicos, como a calcita, o ponto de carga zero (PCZ) do sólido é estimado como o pH no qual a concentração total de íons negativos é igual à de íons positivos, supondo-se uma correlação com o ponto de carga zero da solução. O PCZ de 8,2 foi obtido para calcita por HANNA e SOMASUNDARAN (1976), SOMASUNDARAN et al. (1985) e MISHRA (1978). A determinação do ponto isoelétrico (PIE) da calcita obtida por SOMASUNDARAN et al. (1985) está ilustrada na Figura 3.4. O pH de aproximadamente 8,2 é o local onde cruzam as duas curvas, ou seja, a concentração total de íons positivos e negativos nesse ponto é a mesma. Os íons responsáveis por determinar a carga superficial na calcita são Ca2+, CO3-, OH-, H+, HCO3-.

Figura 3.4 – Determinação do PIE para calcita (SOMASUNDARAN et al. 1985).

Para sólidos tri-iônicos, como a fluorapatita (Ca2+, F-, PO43-), o mecanismo de geração

de carga envolve um grande número de reações de hidrólise e complexação, tais como:

Ca2+ + OH- ⇔ CaOH+ (3.5)

CaOH+ + OH- ⇔ Ca(OH)2 (3.6)

Ca(OH)2 (aq) ⇔ Ca(OH)2 (s) (3.7)

PO43- + H2O ⇔ HPO42- + OH- (3.8)

HPO42- + H2O ⇔ H2PO4- + OH- (3.9)

H2PO4- + H2O ⇔ H3PO4 + OH- (3.10)

Ca2+ + HPO42- ⇔ CaHPO4 (3.11)

CaHPO4(aq) ⇔ CaHPO4(s) (3.12)

Ca2+ + H2PO4- ⇔ CaH2PO4+ (3.13)

F- + H2O ⇔ HF + OH- (3.14)

Ca2+ + 2F- ⇔ CaF2 (3.15)

Ca2+ + F- ⇔ CaF+ (3.16)

Nesses sólidos tri-iônicos, a concentração de dois dos íons constituintes pode ser variada independentemente e ainda assim o produto de solubilidade ser constante. Desse modo, para obter a carga superficial experimentalmente plota-se a concentração de dois dos íons determinadores de potencial em eixos perpendiculares, gerando uma linha com uma série de pontos de carga zero.

CHANDER e FUERSTENAU (1979) determinaram um ponto isoelétrico para hidroxiapatita em pH igual a 8,7, considerando a concentração dos íons na superfície diretamente proporcional à sua concentração na solução. A Figura 3.5 mostra a determinação do ponto isoelétrico da hidroxiapatita para concentrações iguais das espécies iônicas positivas e negativas (H+, OH-, Ca2+, H2PO4-, HPO42-). De acordo com

eles, a carga positiva da superfície, para valor de pH menor que 8,7, é provavelmente adquirida pela adsorção dos íons Ca2+, ao passo que a carga negativa para pH maior que 8,7 é resultado da adsorção dos íons OH-.

Figura 3.5 – Determinação do ponto isoelétrico para hidroxiapatita (CHANDER e FUERSTENAU, 1979).

MISHRA (1978) chegou às seguintes considerações sobre a carga superficial da calcita e da apatita:

i – na ausência de adsorção específica os íons H+ e OH- são responsáveis pela determinação do potencial na superfície da apatita e da calcita;

ii – o ponto isoelétrico da apatita variou numa faixa de pH de 3,5 a 6,7, dependendo da composição da apatita, enquanto o da calcita ocorre em pH igual a 8,2;

iii – o potencial zeta da apatita varia com o tempo de contato do mineral em suspensão aquosa, sendo o grau de variação influenciado pela composição eletrolítica da solução na qual o mineral está suspenso.

No caso da dolomita [(Mg,Ca)CO3], o ponto isoelétrico (PIE) ocorre aproximadamente

em pH 9. As espécies originadas da dissolução e das reações de hidrólise dos íons constituintes do mineral são Ca2+, Mg2+, CaHCO3+,MgHCO3+,CaOH+,MgOH+,HCO3-,

CO3-2 (EL-MIDANY et al., 2006; PUGH e STENIUS, 1985; FREIRE, 2003).

Como mencionado anteriormente, as espécies minerais dissolvidas, juntamente com o pH, influenciam marcantemente as propriedades superficiais dos minerais levemente

solúveis, dentre elas o comportamento eletrocinético da superfície mineral. Estudos eletrocinéticos, feitos no sistema heterogêneo calcita/apatita por SOMASUNDARAN e OFORI AMANKONAH (1985), demonstraram alterações na carga superficial desses minerais quando em contato com sobrenadante um do outro.

Os resultados de potencial zeta versus pH da calcita e da apatita, descritos na Figura 3.6, mostram o ponto isoelétrico (PIE) desses minerais praticamente alternados no sobrenadante um do outro. O PIE ocorre em pH 10,5 e 7,4, respectivamente, para calcita e apatita. Quando apatita é condicionada no sobrenadante da calcita o PIE muda de 7,4 para aproximadamente 10, próximo ao da calcita. A mudança no ponto isoelétrico dos minerais foi atribuída à precipitação de um mineral na superfície do outro.

Figura 3.6 – Efeito do sobrenadante no PIE da calcita e apatita (SOMASUNDARAN e OFORI AMANKONAH, 1985).

OFORI AMANKONAH et al. (1985) e SOMASUNDARAN et al. (1985) observaram que o dióxido de carbono atmosférico (CO2) afeta a solubilidade e as características

eletrocinéticas nos sistemas MeCO3 (Me = metal). O valor do ponto isoelétrico (PIE) da

calcita no sistema completamente aberto para atmosfera foi em pH igual a 8,2; enquanto que no sistema fechado o PIE mudou para pH igual a 11,3. O PIE da calcita depende da

pressão parcial de CO2 em equilíbrio com o sistema. O dióxido de carbono mostrou um

efeito bem menor na solubilidade da apatita sob condições alcalinas de pH.

Nos trabalhos citados anteriormente pode ser observada uma variação no valor do ponto isoelétrico da apatita. Isso deve-se ao fato de que na natureza as apatitas ocorrem com extensivas substituições isomórficas, e suas propriedades eletrocinéticas variam de acordo como o grau de substituição iônica da estrutura cristalina do mineral. Assim, apatitas de diferentes origens podem não ter pontos de carga zero essencialmente similares.

Outro fator considerado por SOMASUNDARAN et al. (1985) para diferentes valores no ponto isoelétrico da calcita, além da origem do mineral, é a diferença nas condições da solução nas quais os experimentos são realizados (sistema fechado ou aberto para a atmosfera, por exemplo), e também determinações em condições onde o equilíbrio do sistema não foi alcançado.

3.5.3 - Fatores que influenciam na seletividade da separação dos minerais

Benzer Belgeler