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Research on some mechanical properties of laminated veneer lumber (LVL) strengthened with glass fiber net

As concessionárias do setor elétrico, além de estarem submetidas aos dispositivos acima tratados, estarão sob a regência de disposições normativas voltadas especificamente às concessões de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica.

A regulamentação do setor elétrico brasileiro evoluiu juntamente com a utilização crescente de energia elétrica. O estabelecimento de regras claras constitui-se em premissa para a eficiência de qualquer setor da economia, garantindo o retorno dos investimentos realizados e o atendimento dos interesses dos consumidores, contribuintes, investidores e do próprio Estado.

As disposições normativas do setor elétrico foram formadas ao longo dos anos, sendo constituída por artigos da Constituição, leis complementares e ordinárias, decretos, portarias interministeriais, portarias do Ministério de Minas e Energia e do extinto Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (DNAEE), resoluções da ANEEL e do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA).

Os primeiros movimentos de regulamentação da atividade pelo Estado se concretizaram por meio da Lei nº 1.145, de 31 de dezembro de 1903, e do Decreto 5.704, de 10 de dezembro de 1904, os quais regulamentaram a concessão dos serviços de eletricidade quando destinados ao fornecimento a serviços públicos federais.

Na década de 1930 o Código de Águas, Decreto nº 24.643, 10 de julho de 1934, constituiu um marco institucional na intervenção da gestão energética, disciplinando sobre a propriedade das águas e sua utilização, além de dispor sobre a outorga das autorizações e concessões para exploração dos serviços de energia

elétrica. A União passou a deter a competência de legislar e outorgar concessões de serviços públicos de energia elétrica. A supracitada legislação encontra-se hoje em vigor naquilo que não contraria as últimas normas setoriais.

Na década de 1950 novos aspectos regulatórios são estabelecidos a partir da publicação do Decreto nº 41.019, de 26 de fevereiro de 1957, que regulamentou os serviços de energia elétrica, quais sejam a produção, a transmissão, a distribuição e a comercialização de energia elétrica, estabelecendo as bases conceituais e estruturais que norteiam a prestação do referido serviço público e que ainda está em vigência.

A regulamentação do setor reflete diretamente todas as transformações ocorridas na economia brasileira, as crises e as entradas de investimentos estrangeiros.

A figura do Estado, representado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), configura-se como responsável pela definição de políticas de planejamento e diretrizes para o setor de energia elétrica no Brasil.

Ressalte-se, entretanto, que a atuação estatal, como já anteriormente tratado, se realizará de forma indireta, pois conforme a Constituição de 1988 cabe às agências reguladoras as funções de normatização e fiscalização.

Na legislação atual, os serviços de energia elétrica recebem regulamentação particularizada na Lei nº 9.074, de 07 de julho de 1995, em seu Capítulo II. Nela se verificam restrições à atuação no mercado das concessionárias de energia, além de dispor sobre prerrogativas do consumidor quando da realização da compra de energia elétrica.

Nesta seara, destaca-se, ainda a Lei nº 9.427, de 26 de dezembro de 1996, que instituiu a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), disciplinando o regime das concessões de serviços públicos de energia elétrica, trazendo também providências sobre a possibilidade de delegação pela União da execução das atividades complementares de regulação, controle e fiscalização dos serviços e instalações de energia elétrica para os Estados e para o Distrito Federal, visando à gestão associada de serviços públicos mediante convênio de cooperação.

Destaque-se que tais atividades delegadas serão disciplinadas por meio de contrato de metas firmado entre a ANEEL e a Agência Estadual ou Distrital31.

Como já se afirmou a Lei de Concessão de serviços públicos e a Lei nº 9.427, de 1996, são fundamentais quando nos referimos ao aparato legislativo deste setor de energia elétrica.

Note-se que a edição de resoluções, o estabelecimento de procedimentos para o controle dos serviços prestados pelas concessionárias do setor elétrico e a atualização dos instrumentos normativos de regulação cabem à ANEEL, portanto, grande parte dos dispositivos que encontraremos foram criados sob a égide da referida agência.

Dentre as resoluções editadas, pela ANEEL, é de interesse a Resolução nº 456, de 29 de novembro de 2000, que estabelece as condições gerais de fornecimento de energia elétrica das concessionárias de serviço público de distribuição, junto aos seus consumidores. Nesta existem disposições referentes às estruturas tarifárias convencionais e diferenciadas, aos pedidos de fornecimento, nível de tensão, ponto de entrega, da unidade consumidora, da classificação e cadastro, dos contratos, faturamento e outros relacionados ao atendimento.

Mais um diploma a ser destacado de essencial importância no processo de remodelagem do setor de energia elétrica é o Decreto nº 5.163, de 30 de julho de 2004, que regulamenta a comercialização de energia elétrica, o processo de outorga de concessões e de autorizações de geração de energia elétrica, e dá outras providências.

Para finalizar este item, ressaltamos ainda o fato de que todas as concessionárias do setor elétrico assinam junto à Agência Nacional de Energia Elétrica um contrato de concessão para geração, transmissão, distribuição ou comercialização de energia elétrica. Neste instrumento estão definidas as respectivas áreas de atuação do concessionário, as características dos empreendimentos, bem como os direitos, deveres e obrigações legais dos

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31 No Ceará a ARCE, Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Estado do Ceará, tem

papel preponderante nesta atuação conjunta com a ANEEL para promover e zelar pela eficiência econômica e técnica dos serviços públicos, propiciando aos seus usuários as condições de regularidade, continuidade, segurança, atualidade e universalidade, atuando na regulação e fiscalização dos serviços públicos no Estado do Ceará.

concessionários junto ao poder concedente, a ANEEL, a outras instituições legais, e em relação aos usuários.

O contrato de concessão estabelece, ainda, regras a respeito de tarifa, de regularidade, de continuidade, de segurança, de atualidade, de qualidade dos serviços e do atendimento prestado aos consumidores. Da mesma forma, define penalidades para os casos em que a fiscalização da ANEEL constatar irregularidades. Ao assinar o referido instrumento a concessionária se obriga a cumprir as normas regulamentares do Poder Público concedente.

Destaque-se que nos novos contratos de concessão do setor elétrico, especialmente na área de distribuição, há a priorização ao atendimento abrangente do mercado, sem que haja qualquer exclusão das populações de baixa renda e das áreas de menor densidade populacional, prevendo o incentivo à implantação de medidas de combate ao desperdício de energia e de ações relacionadas às pesquisas voltadas para o setor elétrico32.

Em linhas gerais, houve uma evolução na normatização do setor elétrico desde a sua implantação até os dias atuais, com o incremento dos atos regulatórios, autorizativos e institucionais.

Ocorreu a edição dos Decretos nº 24.643, 10 de julho de 1934, o chamado Código da Águas; nº 41.019, de 26 de fevereiro de 1957, de regulamentação dos serviços de energia; nº 62.724, de 17 de maio de 1968, com disposições Normas gerais de tarifação; nº 86.463, de 13 de outubro de 1981, especificamente sobre Tarifas horo-sazonais33; nº 2.335, de 06 de outubro de 1997, que constituiu a ANEEL; nº 2.655, de 02 de julho de 1998, que regulamenta o Mercado Atacadista de Energia Elétrica e define as regras de organização do Operador Nacional do Sistema Elétrico.

Nesta evolução foram promulgadas as Leis nº 8.631, de 04 de março de 1993, referente aos níveis de tarifas, extinguindo a remuneração garantida e instituindo os Conselhos de Consumidores; nº 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, já tratada, que dispõe sobre o regime de concessão e permissão de serviços públicos;

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32 Disponível em: <http://www.aneel.gov.br> Acesso em 27 abr. 2010.

33 Estrutura tarifária horo-sazonal: estrutura caracterizada pela aplicação de tarifas diferenciadas de

consumo de energia elétrica e de demanda de potência de acordo com as horas de utilização do dia e dos períodos do ano. (Resolução nº 456, ANEEL).

nº 9.074, de 07 de julho de 1995, de outorga e prorrogação de concessões; nº 9.427, de 26 de dezembro de 1996, que instituiu a ANEEL; nº 10.438, de 26 de abril de 2002, com dispositivos sobre a expansão da oferta de energia emergencial e recomposição tarifária extraordinária; nº 10.848, de 15 de março de 2004, de comercialização de energia elétrica e tantas outras.

Editaram-se inúmeras portarias e a resoluções, dentre elas a que dispõe sobre as condições gerais de fornecimento de energia elétrica, já tratada neste capítulo.

3 AS CONCESSÕES NO ÂMBITO DO SETOR DE ENERGIA ELÉTRICA