4. SAÇ BOYALARI VE RENK AÇICILAR
4.2. Saç Açıcılar
4.2.3. Renk Açıcıların Çeşitleri
Não há carência para esta espécie de prestação previdenciária, conforme determina o artigo 136 do Decreto 3048/99.
Art.136. A assistência (re)educativa e de (re)adaptação profissional, instituída sob a denominação genérica de habilitação e reabilitação profissional, visa proporcionar aos beneficiários, incapacitados parcial ou totalmente para o trabalho, em caráter obrigatório, independentemente de carência, e às pessoas portadoras de deficiência, os meios indicados para proporcionar o reingresso no mercado de trabalho e no contexto em que vivem.grifamos
79 RUSSOMANO, Mozart Víctor. Comentários à consolidação das leis da Previdência Social:
aprovada pelo decreto 77.077, de 24.1.1976, e atualizada face às normas subseqüentes, inclusive quanto às Leis 6.367, de 19.10.1976, 6.439, de 1977, e 6.887, de 10.12.1980 / Mozart Victor RUSSOMANO. – 2.ed. – São Paulo: Ed. Revista dos Tribunais, 1981. Pag. 239
Não tem como haver carência por inúmeros fatores, pois se a pessoa com deficiência sem vínculo com a Previdência Social tem direito ao programa de reabilitação e habilitação profissional, porque o segurado não teria direito, vez que este realiza a contribuição social e o outro não?
O exemplo acima não seria o de maior importância para não existir carência ao processo de reabilitação e habilitação profissional.
O motivo maior de não existir a carência no programa de reabilitação e habilitação profissional é o de fazer com que o segurado incapacitado retorne ao mercado de trabalho, resgatando a dignidade da pessoa humana, e mais, fazendo com que o mesmo deixe de receber o benefício previdenciário e retorne com suas contribuições previdenciárias.
Já, para àquelas pessoas com deficiência, uma vez reabilitadas ou habilitadas, que eram sem vínculo previdenciário, possam ingressar no sistema previdenciário, consequentemente contribuindo com a Previdência Social e passam a ter vínculo previdenciário.
Ainda em se tratando de pessoas com deficiência80, se tiverem a chance de passar pelo processo de habilitação, além de serem resgatadas da margem do pré-conceito profissional, OBRIGATORIAMENTE ingressarão ao mercado de trabalho diante da previsão legal do art. 9381 da Lei 8213/91.
80 Decreto n.o 129, de 22 de maio de 1991 promulga a Convenção nº 159, da Organização
Internacional do Trabalho - OIT, sobre Reabilitação Profissional e Emprego de Pessoas Deficientes.
ARTIGO 1
1 - Para efeitos desta Convenção, entende-se por "pessoa deficiente" todas as pessoas cujas possibilidades de obter e conservar um emprego adequado e de progredir no mesmo fiquem substancialmente reduzidas devido a uma deficiência de caráter físico ou mental devidamente comprovada.
2 - Para efeitos desta Convenção, todo o País Membro deverá considerar que a finalidade da reabilitação profissional é a de permitir que a pessoa deficiente obtenha e conserve um emprego e progrida no mesmo, e que se promova, assim a integração ou e reintegração dessa pessoa na sociedade.
3 - Todo País Membro aplicará os dispositivos desta Convenção através de medidas adequadas às condições nacionais e de acordo com a experiência (costumes, uso e hábitos) nacional.
4 - As proposições desta Convenção serão aplicáveis a todas a categorias de pessoas deficientes.
81 Art. 93. A empresa com 100 (cem) ou mais empregados está obrigada a preencher de 2% (dois por cento) a 5% (cinco por cento) dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência, habilitadas, na seguinte proporção:
I - até 200 empregados...2%; II - de 201 a 500...3%; III - de 501 a 1.000...4%; IV - de 1.001 em diante. ...5%.
Pois uma vez o beneficiário com deficiência reabilitado, segundo o dispositivo descrito em nota de rodapé ressalta que: A empresa com 100 (cem) ou mais empregados está obrigada a preencher de 2% (dois por cento) a 5% (cinco por cento) dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência, habilitadas.
Ora, então que a Previdência Social aplique o programa de habilitação profissional para que as pessoas com deficiência possam ter a oportunidade e a chance de habilitação gratuita, consequetemente, terão garantido o emprego, sabemos que talvez, nunca conseguissem trabalho, diante do pré-conceito existente.
Outro ponto importante da habilitação sem carência para as pessoas com deficiência, é fazer com que ingressem no sistema previdenciário, e venham construir seu patrimônio social para obterem um dia sua digna aposentadoria.
Pois se não ocorrer o processo de habilitação profissional para pessoas com deficiência sem carência, não terão garantidos seus empregos por força do art. 93 da Lei 8213/91, logo, não contribuirão para com a Previdência Social, portanto, nunca terão suas aposentadorias, consequentemente receberão um benefício assistencial, o que é um prejuízo ao Brasil.
O que é melhor ao País e à pessoa com deficiência?
Opção 1 Opção 2
- Deixar a pessoa com deficiência sem oportunidade de ter sua habilitação profissional;
- Oportunizar à pessoa com deficiência a habilitação profissional;
- Não ter seu emprego garantido, por não ter a habilitação previdenciária;
- Ter seu emprego garantido, por ter havido a habilitação previdenciária;
- Ela não fazer parte do sistema previdenciário, logo não contribuir para Previdência Social;
- Ela fazer parte do sistema previdenciário, logo contribuir para Previdência Social;
- E depois receber um benefício - E depois receber um benefício
§ 1º A dispensa de trabalhador reabilitado ou de deficiente habilitado ao final de contrato por prazo determinado de mais de 90 (noventa) dias, e a imotivada, no contrato por prazo indeterminado, só poderá ocorrer após a contratação de substituto de condição semelhante. § 2º O Ministério do Trabalho e da Previdência Social deverá gerar estatísticas sobre o total de empregados e as vagas preenchidas por reabilitados e deficientes habilitados, fornecendo-as, quando solicitadas, aos sindicatos ou entidades representativas dos empregados.
assistencial; previdenciário; - Não ter a dignidade da pessoa
humana garantida; - Ter a dignidade da pessoa humana garantida; Óbvio que é melhor a opção 2, o País economizará em pagamento de benefícios assistenciais, e a pessoa com deficiência terá seu emprego garantido e poderá ter uma aposentadoria digna diante de seu labor e principalmente ter resgatado o princípio da dignidade da pessoa humana.
O quadro serve também ao segurado incapacitado que não tem carência para recebimento do auxílio-doença previdenciário e/ou aposentadoria por invalidez previdenciária.
A norma é perfeita, logo, é um grande feito do legislador, ou seja, em garantir o processo de reabilitação e habilitação profissional sem carência.
Pela omissão da aplicação da norma, é um dos motivos que a tese está sendo desenvolvida, para despertar a comunidade jurídica e a sociedade que o processo de reabilitação existe e que podemos cobrar e lembrar a Previdência Social da sua obrigação de fazer, pleiteando o pedido desta importante prestação previdenciária administrativamente e/ou judicialmente, cumulada de Dano Moral se não concedida.