BĠREYLER VE YÖNTEMLER
4.10. Rejeksiyon Görülen ve Görülmeyen Hastalardaki Gen Ekspresyon DeğiĢimler
Iniciada em 1993, pela Prefeitura Municipal, por meio da SLU, a Coleta Seletiva vem sendo desenvolvida tendo como princípio a cogestão do poder público com a sociedade, priorizando os trabalhadores da reciclagem como agentes ambientais, destinando para suas organizações o material proveniente da coleta seletiva. Uma das ações do Programa é o projeto de
Comunicação e Mobilização Social, que visa ao processo de educação ambiental e a consequente sensibilização da população para adesão ao programa. A participação da população consiste em separar os resíduos e depositá-los nos Locais de Entrega Voluntária - LEVs. Há também o processo de coleta pública Porta a Porta em 30 bairros17.
Inicialmente, foi implantada na região Centro-Sul, por meio da instalação dos Locais de Entrega Voluntária – LEVs devido não apenas à grande concentração de atividade comercial e, consequentemente, maior geração de recicláveis, mas, principalmente pela existência de grande número de catadores trabalhando na região. Esta estratégia pressupõe que os cidadãos já sensibilizados, separarão seus resíduos e os levarão até um destes equipamentos, geralmente, instalados em praças, escolas e locais de maior circulação.
No entanto, há alguns problemas com a implantação dos LEVs. Um deles diz respeito à depredação e vandalismo que sofrem. O que aumenta seu custo de manutenção. Outro complicador são os catadores individuais que quebram a estrutura dos LEVs para retirarem os materiais depositados ali pela população. Além disso, em alguns locais, o material proveniente dos LEVs é de baixa qualidade, pois a população não coloca em seu interior apenas o material reciclável. Isso contamina o material reciclável existente, além de ser um problema para a saúde dos trabalhadores das associações e cooperativas. De modo que é necessária uma permanente ação de mobilização e educação ambiental para que a população deposite apenas os materiais recicláveis. Segundo reportagem do caderno Gerais do Jornal Estado de Minas de 31/05/06, há um alto nível de rejeição dos LEVs por parte da população, mesmo daqueles que participam da coleta seletiva, separando seu lixo. Isso porque, algumas pessoas jogam indevidamente lixo orgânico nos contêineres, o que gera mau cheiro e atrai insetos e ratos; outras quebram os equipamentos para retirar o material de dentro, deixando toda uma sujeira espalhada. Alguns vândalos depredam e ateiam fogo nos equipamentos, o que deixa o local com um aspecto ruim, além do barulho que ocasionam com a quebra dos vidros. Algumas vezes, os equipamentos também são usados como banheiro público.
Na estratégia da Coleta Porta a Porta, os materiais recicláveis são recolhidos por caminhão baú, nas residências, como já acontece com o lixo convencional, nos dias estabelecidos. A população é mobilizada e é realizado um trabalho de sensibilização para a separação do resíduo na fonte geradora.
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Fonte:
http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/comunidade.do?evento=portlet&pIdPlc=ecpTaxonomiaMenuPortal&app=sl u&tax=16506&lang=pt_BR&pg=5600&taxp=0& consultado em 10/07/09.
O programa de coleta seletiva vem sendo regionalizado gradativamente, desde 2003, ou seja, ações de mobilização e coleta seletiva vêm sendo desenvolvidas em algumas das nove Regionais do Município. A ampliação da coleta seletiva para outras áreas da cidade visa a garantir a sustentabilidade do programa de coleta seletiva e, nesta perspectiva, há algum tempo vem sendo discutida a instalação de pólos de reciclagem em algumas regiões da cidade face à distância geográfica em relação à área central e aos altos custos do transporte que tal distância representa, além da possibilidade de ampliação de postos de trabalho. É nessa perspectiva que, desde 2003, tem sido fomentada, pelo poder público municipal, a criação de novas associações e cooperativas de reciclagem. Tal projeto foi desenvolvido pela extinta Gerência de Desenvolvimento Econômico (GEDE/PBH) e promoveu a constituição de 5 cooperativas no município, distribuídas entre as regionais: a COOPERSOLI (no Barreiro), a COMARP (na Pampulha), COOPERSOL VENDA NOVA, COOPERSOL NOROESTE e a COOPERSOL LESTE. Interessante notar que cada uma delas teve uma trajetória peculiar. O empenho e parceria das administrações regionais foram decisivos, sendo assim, algumas contaram com maior apoio do poder público, outras, não tiveram qualquer apoio após sua constituição, tendo permanecido sem operar por longos anos. Houve também o surgimento de outras iniciativas, tais como a Coopemar, na região Oeste, a Associrecicle na região Centro- Sul e a Astemarp, na região da Pampulha.
Ao destinar os resíduos para as associações e cooperativas o Programa de Coleta Seletiva de Belo Horizonte incorpora os trabalhadores – catadores e trabalhadores desempregados como parceiros prioritários, dando assim, um fim socioambiental aos resíduos recicláveis. Há, entretanto, uma série de condições que tais empreendimentos precisam cumprir para que seja oficializada a parceria, com a assinatura do Convênio de Cooperação Mútua, entre eles e a SLU. É preciso a apresentação de um espaço de funcionamento adequado, o projeto de prevenção de incêndio, a formalização e a regularização do empreendimento e o acesso a equipamentos, tais como prensas e balanças. De toda forma, a condição de funcionamento dos empreendimentos é bastante precária, principalmente, dos que não contaram com nenhum ou pouquíssimo apoio, dificultando o acesso ao material.18
Embora o poder público destine o material da coleta seletiva aos empreendimentos, além de oferecer alguns subsídios, tais como a cessão de espaço para funcionamento e o custeio de algumas despesas (energia elétrica, água e serviço de vigilância), há uma reivindicação histórica por parte dos catadores de que o serviço de coleta desse material bem como a
sensibilização e a educação ambiental da população, que é realizado por eles, sejam pagos pelo poder público, da mesma forma como ele paga às empresas que realizam a coleta convencional. Esse pagamento daria autonomia aos empreendimentos, marcando o fim de posturas de assistência e de tutela por parte da prefeitura.
Atualmente, é evidente, principalmente nos países periféricos, que o desinteresse do grande capital por atividades vinculadas aos resíduos faz parte do passado. Hoje,
[...] o processo de globalização por parte do capitalismo global estende-se a atividades econômicas (por exemplo, a reciclagem de lixo) e a zonas geográficas que até o momento tinham permanecido à margem (RODRIGUEZ, 2002, p. 337). Como a reciclagem ganha espaço, tanto em função dos apelos ambientais quanto da sua lucratividade, desperta interesse também das grandes empresas. O mercado da reciclagem será detalhado a seguir, mas aqui cabe uma importante constatação de inversão de prioridades da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, quando decide terceirizar a coleta de resíduos sólidos, incluindo a coleta seletiva de recicláveis19. A PBH argumenta que, dessa forma, foi possível o aumento da abrangência da coleta seletiva para um número maior de bairros. No entanto, este fato tem provocado insegurança nos catadores que temem perder o acesso aos materiais de maior valor de mercado, com a terceirização. Além disso, eles não foram considerados, pela PBH, como agentes capazes de realizar a coleta seletiva e receber por ela. É evidente que as associações e cooperativas de catadores não estavam aptas a prestar o serviço de coleta, tal qual exigido no edital, não podendo participar, em pé de igualdade, em processo licitatório com tais empresas, pela própria condição peculiar de exclusão histórica de seus membros, pela falta de capital financeiro que caracteriza tais empreendimentos solidários de reciclagem e pela falta de apoio de toda sorte. Mas é nesse sentido de maior organização que caminham, mesmo que a passos lentos, estas iniciativas. Sobre este aspecto, Rech (2008) chama a atenção para a função social dos contratos, presente na Constituição de 1988 e consolidada pelo Novo Código Civil de 2002, que se refere à supremacia do interesse público sobre o privado e a prioridade do proveito coletivo em detrimento do individual no estabelecimento de contratos, assim como a necessidade do reconhecimento dos catadores enquanto agentes da ação pública. Tendo essas duas premissas, caberia ao poder público a responsabilidade de garantir que:
Os mais fracos sejam tutelados por normas jurídicas distintas tendentes a conferir- lhes isonomia e a realizar o que determina a Constituição quando diz que todos são iguais perante a lei. A igualdade pressupõe um tratamento diferenciado que leve em conta posições desiguais para torná-las iguais, porque não há liberdade e
possibilidade iguais de contratar quando há uma parte mais fraca ou tão economicamente mais vulnerável que não dispõe nem de liberdade de escolha e nem de garantir as condições mínimas que preservem seus interesses (RECH, 2008, p. 273).
Embora esta não tenha sido a linha de ação do poder público, registra-se que, segundo dados de um estudo de caracterização de resíduos realizado em 2003 pela SLU/PBH, o atendimento pelos serviços de coleta seletiva correspondia a apenas 1%20 da quantidade dos resíduos domésticos e comerciais destinados ao aterro, o que significa um potencial de crescimento enorme para a reciclagem. Em função dessa potencialidade e da posição desprivilegiada dos catadores na cadeia produtiva é que se fazem necessárias novas estratégias de organização e integração dos empreendimentos da reciclagem.
2.5 Os impactos da associação: o reconhecimento de si enquanto sujeito