3. TÜRKİYE’ DE İNŞAAT, ENERJİ VE İLETİŞİM SEKTÖRLERİNDE
3.3 Modelin Kurulması
3.3.2 Regresyon Analizinde Amaçlar, Varsayımlar ve E-views
Para que se tenha uma noção mais clara da relação entre o Estresse e a Dignidade Organizacional, serão correlacionadas as variáveis relativas aos dois temas, cabendo salientar que as ferramentas adotadas na pesquisa são voltadas à mensuração do estresse no trabalho.
4.4.1 Relação entre o nível global de Estresse da atividade e o de Dignidade Organizacional Inicialmente, foram correlacionadas as variáveis NEP – Nível de Estresse Percebido – , que mensura o quanto o colaborador acha a atividade dele estressante e NDO – Nível de Dignidade Organizacional –, que questionou as pessoas quanto ao nível de dignidade organizacional da empresa.
Os resultados indicaram correlação negativa entre as variáveis. O coeficiente de correlação de Pearson apontou para r = −0,202 ao nível de significância α=0,01 e n = 398. Isto indica que o nível de dignidade organizacional da empresa percebido pelo colaborador relaciona-se de maneira inversa, leve e significante ao nível de estresse da atividade. Em suma, é possível que as variáveis se relacionem de maneira oposta.
4.4.2 Relação entre o nível global de Estresse e as práticas de Dignidade Organizacional Além das variáveis encarregadas de analisar os níveis globais, também foram pesquisadas escalas sobre os temas.
A variável NEP (global de Estresse) foi, então, relacionada às 5 dimensões das práticas de Dignidade Organizacional, apresentando como resultado a Tabela 12:
Tabela 12 – Correlação entre NEP e Dimensões de PDO Práticas de Dignidade Organizacional Dimensão
1 Dimensão 2 Dimensão 3 Dimensão 4 Dimensão 5 NEP
Correlação de Pearson -0,195** -0,207** -0,117* -0,183** -0,164**
Sig. (2 extremidades) ,000 ,000 ,020 ,000 ,001
n 398 398 398 398 398
**. A correlação é significativa no nível 0,01 (2 extremidades). *. A correlação é significativa no nível 0,05 (2 extremidades).
Da mesma forma que ocorreu com a variável global sobre dignidade organizacional, o Estresse global relacionou-se negativamente com todas as dimensões das práticas de dignidade (−0,207 < r < −0,117), evidenciadas pelas variáveis PDO. De forma similar, as
relações foram leves, mas significantes.
Destaca-se a “Dimensão 2 – Oferece produtos e atendimento de qualidade”, que teve maior correlação (r = −0,207 / p < 0,01 ) com o estresse percebido na atividade. Ou seja, segundo os dados, dentre as dimensões de práticas de dignidade, a que mais aparenta ter relação negativa com o estresse na atividade é a dimensão relacionada à oferta de produtos e atendimento de qualidade.
4.4.3 Relação entre as práticas de Dignidade Organizacional e o Estresse no trabalho
Continuando a verificação, as práticas de Dignidade Organizacional (PDO) foram relacionadas à variável NET (Nível de estresse no trabalho). Os resultados estão exibidos na Tabela 13, abaixo:
Tabela 13 – Correlação entre NET e Dimensões de PDO
Práticas de Dignidade Organizacional
Dimensão 1 Dimensão 2 Dimensão 3 Dimensão 4 Dimensão 5
NET
Correlação de Pearson -0,482** -0,361** -0,247** -0,274** -0,337**
Sig. (2 extremidades) ,000 ,000 ,000 ,000 ,000
n 401 401 401 401 401
**. A correlação é significativa no nível 0,01 (2 extremidades). Fonte: Dados da Pesquisa (2014)
O resultado corrobora em parte os achados da variável NEP, mas evidencia que a relação é mais profunda que o apresentado por ela.
Os achados revelam correlação entre média e fraca do Estresse no trabalho com as práticas de Dignidade Organizacional (−0,482 < r < −0,247 / p < 0,01), com destaque para a “Dimensão 1 – Promove o desenvolvimento do empregado”. A correlação com relevantes valores negativos sugere que a relação mantida entre Estresse no trabalho e práticas de Dignidade Organizacional existe no sentido inverso, ou seja, o aumento de uma está relacionado à redução da outra.
4.4.4 Relação entre o nível global de Dignidade Organizacional e o Estresse no trabalho Por fim, a variável global de Dignidade Organizacional (NDO) foi correlacionada com a escala de Estresse no trabalho (NET). O resultado indicou média correlação negativa entre as variáveis (r = −0,461 com p < 0,01 e n = 401). Ou seja, a dignidade global percebida na empresa está fortemente liga ao Estresse no trabalho.
4.4.5 Variáveis de controle
Apenas a variável cargo ocupado apresentou relevância para as correlações exclusivamente da variável NEP.
Segundo a análise parcial da correlação, considerando a variável de controle que indicava se os respondentes eram ocupantes de cargo de gestão, quando o cargo é gerencial as correlações tendem a ser mais baixas (menor poder) se comparadas aos não detentores de cargo gerencial. O grau das correlações de NEP com os fatores PDO teve intervalo de −111 < r< −207 para os Gerentes, enquanto que para os não gerentes de −172 < r< −266. Exceto para o fator 3 que teve
r
= −111 para os gerentes com p < 0,05, todos os demais fatores foram aceitos com α=0,01.O achado revela que, para os gerentes, a relação entre Dignidade e Estresse é menor que para os não gerentes.
4.4.6 Discussão dos achados da relação entre Estresse e Dignidade
Os dados trazidos à tona pela pesquisa indicaram que o Estresse e a Dignidade Organizacional, aquele relativo ao trabalho e esta através das práticas, têm relação oposta entre si, ou seja, tendem à inversão proporcional.
Os achados são compatíveis com Pandey et al. (2011), que relataram efeito negativo do estresse ocupacional no comportamento de cidadania organizacional.
Também ressaltam os potenciais resultados indesejáveis do Estresse nas organizações quanto à incompatibilidade de modelos de atuação empresarial baseados em valores. Ayres; Cavalcanti e Brasileiro, (2001, p. 10) encontraram em seus achados que problemas de comunicação, falta de participação nas decisões e de comprometimento são os sintomas mais comuns do Estresse na organização. Os achados deles parecem compatíveis com esta
pesquisa, pois a Dignidade Organizacional, que tem como pressuposto a existência da comunicação a partir da racionalidade comunicativa (TEIXEIRA, 2008), aparentemente é afetada pelo Estresse.
Veloso e Pimenta (2005, p. 122) também encontraram problemas de comunicação relacionados ao Estresse, especificamente nos bancos. De forma semelhante, relataram a impossibilidade de atender bem no ambiente estressante do banco. Os achados deles parecem corroborar a relação negativa entre o Estresse e a dimensão “Oferece produtos e atendimento de qualidade”. Os mesmos autores ainda identificaram como fonte de pressão geradora de Estresse a falta de treinamento (2005, p. 123), que também ratifica a relação oposta com a dimensão “Promove o desenvolvimento do empregado”.
Todas as correlações foram refeitas comparando-se as diferenças nas variáveis de controle (correlações parciais). Apenas a variável cargo ocupado na empresa teve relação significativa, com os gerentes indicando que, para eles e segundo os dados apresentados, o Estresse no trabalho tem menor ligação com as práticas de dignidade que para os não gerentes.
4.5 Qualidade da relação de Mentoria e suas funções, entre o colaborador interno e o