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5. MATERYAL VE YÖNTEM

5.1 Regresyon Analizi İle İlgili Genel Bilgiler

estampas para tecido feitas com objetos do universo da costura”, dedicado a apresentar um

“projeto de estampas para tecidos feitas com imagens de objetos do universo da costura”, estampas tais “que enfatizam os aspectos positivos dos objetos – textura, simbologia e ex-

pressão” com vistas à obtenção de “um conjunto de doze estampas representativas da ampli- WXGHGHUHVXOWDGRVJUi¿FRVREWLGRVQRHVWXGR”. Também é o caso de “Brasil vestido de sol”,

artigo que trata da “criação de estampas para têxteis, com base no Chitão - tecido com carac-

WHUtVWLFDVEUDVLOHLUDVGHYLGRjVVXDVFRUHVYLEUDQWHVHVXDVIRUPDVÀRUDLVH[DJHUDGDV” visan-

do a criação de “uma futura coleção de roupas de verão feminina”. É ainda o caso do artigo 72<$57RGHVLJQGHXPSHUVRQDJHPEUDVLOHLUR” que “apresenta o tema Toy Art, defende-o como objeto de design e desenvolve a proposta de um produto que contemple as peculiari- dades deste.”

3RU¿PDOJXQVDUWLJRVGDDPRVWUDJHPDQDOLVDGDDVVRFLDPRGHVLJQDRIXQFLRQDPHQWRGH sistemas, embora não explicitamente ao funcionamento do mercado. São artigos que vinculam a racionalidade do designer a um funcionamento sistêmico equivalente ao mercado em termos HVWUXWXUDLVFRQ¿UPDQGRRHVWDWXWRLQVWUXPHQWDOUHFRQKHFLGRQHVVHDJUXSDPHQWRGHDUWLJRV São exemplos desta visão os artigos: “$FRQ¿JXUDomRGDLQIRUPDomRGRVLVWHPDGHVLQDOL]DomR do Terminal Integrado do Centro de Florianópolis”; “Criação de mobiliário para sala de ar- tes a partir da recuperação de móveis e reutilização de materiais” e “2'HVLJQDSOLFDGRj TXDOL¿FDomRGRVLVWHPDGHWUDQVSRUWHS~EOLFRHP3RUWR$OHJUH”.

Em tais textos, os sistemas em questão são ligados à manutenção da ordem dos espaços S~EOLFRVVHQGRWDLV¿QDOLGDGHVDSUHVHQWDGDVFRPRMXVWL¿FiYHLVHPVLPHVPDVHQmRH[DWD- mente em favor de grupos sociais ou do bem-estar da coletividade. Esses são outros interesses defendidos em abordagens elaboradas no âmbito do campo acadêmico do design, sem que eles exatamente se contraponham ao caráter instrumental do design, conforme demonstram as análises a seguir.

a desConsideraçãodomerCadoeaprimaziadovalordeuso

Embora todos os 123 textos analisados tenham sido publicados nos anais do 9o Congresso

P&D sob uma mesma categoria temática – a categoria denominada “Projetos”— suas posições a respeito da relação design-mercado variam bastante, entre a aceitação tácita desse pressu- posto (conforme a discussão precedente) e a sua desconsideração, passando por interpretações que propõem a harmonização entre os interesses mercantis e os valores humanitários, ambi- HQWDLVVRFLDLVHWFRTXHVHUiGLVFXWLGRQREORFR¿QDOGHVWHFDStWXOR

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O agrupamento das tomadas de posição que não incluem o mercado em suas formu- lações tratam de associar explicitamente as práticas do designer ao atendimento de demandas SDUWLFXODUHVGHVXMHLWRVHVSHFt¿FRVVHPTXHVHMDFRQVLGHUDGRRLQWHUHVVHHPSUHVDULDOQHP HPWHUPRVGHVXDD¿UPDomRHQHPGHVXDFRQWHVWDomR(PWDLVWH[WRVDUDFLRQDOLGDGHGRGH- signer é vinculada ao valor de uso de objetos e sistemas e aos sujeitos portadores de necessi- dades substantivas de variados matizes. Este é o caso do artigo “Acessibilidade em Sistemas de

6LQDOL]DomRSDUD8VXiULRVFRP'H¿FLrQFLD”, que apresenta critérios e abordagens para pro-

MHWRVGHVLQDOL]DomRTXHVHMDPFRPSUHHGLGRVSRUSRUWDGRUHVGHGH¿FLrQFLDVHUHVWULo}HVD¿QV Também é o caso do artigo “(VWLPXODU%ULQFDQGR´TXHSURS}HR³GHVLJQFRPRIHUUDPHQWD de inclusão” de “LQGLYtGXRVFRPGH¿FLrQFLDVFRPLGDGHPHQWDOHQWUHHDQRV” por meio da

FULDomRHRXDGDSWDomRGHEULQTXHGRV”. É ainda o caso do artigo que apresenta o “Projeto de Troféu realizado pelo curso de Design da UFSC para o Campeonato Catarinense 2010 de Futebol”, e também do artigo “AJURI, um experimento de interação”, que discute “técnicas de realidade aumentada e o caráter lúdico dos processos interativos”, que visam “experimentar novas formas lúdicas de aprendizagem.”

 0XLWRVDUWLJRVH[SULPHPMiHPVHXVWtWXORVDHVSHFL¿FLGDGHGRVYDORUHVGHXVRVHP a consideração explícita aos valores de troca dos objetos e sistemas em questão, conforme se depreende dos exemplos enumerados abaixo:

1. “Desenvolvimento de produto para a realização das manobras de higiene brônquica”; 2. “Jogos de mesa para idosos – análise e considerações sobre o dominó”;

3. “Bicicletas para uso personalizado: recomendações antropométricas”;

4. “Apontamentos de problemas ergonômicos e de usabilidade em sapatilhas de ponta”; 5. “Análise de instruções visuais sobre aplicação de insulina” ;

6. “'HVHQYROYLPHQWRGHPHWRGRORJLDHOHWURPLRJUi¿FDSDUDDSOLFDomRGH'HVLJQQR conforto do sentar”;

7. “A otimização do uso no desenvolvimento do vestuário para dança de salão”.

Porém, embora os artigos representativos desta concepção não mencionem a instância do mercado em suas formulações, os artefatos e sistemas apresentados são plenamente assimi- láveis às dinâmicas mercantis, indicando a dupla verdade das práticas do designer, como for- mulador da dimensão do valor de uso dos artefatos e, em consequência, do incremento do va- lor de troca das mercadorias, e que é denominado, em muitos casos, de “valor agregado”. Esta dualidade se exprime, por exemplo, no artigo “3URMHWRGHPRELOLiULRKRPHOLEUDU\FRPSDFW´,

que apresenta “um móvel prático e diferenciado, agregando valor estético, com uso de cores e

formatos geométricos”. Também está presente no artigo “Análise de interface do produto mi-

cro system”, cuja conclusão é que a maioria dos modelos existentes “exclui parte da população

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trangeiros”. Esta ideia está presente ainda no artigo “Escrivaninha com Prateleira Multiuso”,

que descreve “um móvel infantil, de estudo e lazer para crianças (…) onde seu diferencial são

suas diferentes formas de uso, com o objetivo de fazer as crianças se divertirem e ao mesmo tempo despertar o interesse pelos estudos”. E ainda no artigo “Representações visuais: uma análise em jogos digitais educacionais”, que buscou “investigar se as representações tra- GX]HPRVLJQL¿FDGRGRTXHSUHWHQGHPTXHQRFDVRGHMRJRVHGXFDFLRQDLVpRFRQWH~GRSH dagógico.”

u

maharmonizaçãopossível

:

sistemas efiCientesedesenvolvimentohumano

Um terceiro agrupamento de artigos da amostragem analisada sugere que uma das ca- pacidades fundamentais do designer é a conciliação ou harmonização entre os interesses mer- cadológicos e os interesses de natureza não-mercantil. Segundo tais to-madas de posição, a racionalidade do designer é vinculada a um duplo atendimento: de um lado, as demandas do mercado e do mundo empresarial; de outro, as demandas de ordem social/inclusivista/hu- manitária, educacional, cultural/identitária, ergonômica, tecnológica, subjetiva/emocional/ psicológica, ambiental e/ou urbana (agrupadas sob a noção de sustentabilidade) etc. São to- madas de posição que aderem ao mercado, ao mesmo tempo em que propõem intervenções de diferentes intensidades, visando compatibilizar o atendimento de demandas substantivas GHVXMHLWRVGLYHUVRVDJHUDomRGHOXFURV¿QDQFHLURVSDUDRHPSUHVDULDGRHWDPEpPDPLQL- mização dos efeitos negativos da produção seriada de bens sobre a sociedade, o indivíduo e o meio-ambiente.

(PWDOFRQMXQWRGHUHVXPRVpSRVVtYHOLGHQWL¿FDUGLIHUHQWHVJUDXVGHLQWHUYHQomRSUR- jetual, relativos aos limites dessa harmonização; tais propostas variam de intensidade, desde intervenções brandas de caráter técnico-reformista, até as intervenções de caráter messiânico, heróico ou demiúrgico, nas quais as capacidades do designer são apresentadas como essencial- PHQWHKXPDQL]DGRUDVVDOYDFLRQLVWDVRXPHVPRUHGHQWRUDVHPWHUPRV¿VLROyJLFRVFRUSRUDLV culturais/sociais, existenciais/emocionais/psicológicos e/ou ambientais. Alguns exemplos desta ênfase heroicizante são os artigos enumerados e comentados abaixo:

1. “Projetos de iniciativa estudantil e transformação social”, que discute tais possibilidades por meio da realização de projetos junto a produtores de baixa renda e cooperativas populares, além de propor o exercício “da sensibilidade social que pode enraizar e se estender cada vez mais na

SUR¿VVmR”

2. “Slow shopping: Por um consumo mais sustentável”, artigo que busca repensar “os valores

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consciente e sustentável” por intermédio da “UHFRQ¿JXUDomRGHVHUYLoRVHGDDSUHVHQWDomRGRV produtos no espaço físico” das lojas, de maneira a proporcionar “ao usuário uma experiência diferenciada, adequada à necessidade atual de otimização de recursos e negócios sustentáveis no âmbito econômico, ecológico e, principalmente, social”.

3. “‘1yQD*DUJDQWD¶(VWXGRHPStULFRVREUHFRQIHFomRGHDGRUQRVFRUSRUDLVDSDUWLUGHUHVtGXRV têxteis”; trata-se de um artigo que propõe “alternativas sustentáveis e criativas para o destino de resíduos têxteis” por meio da “união entre o design, o patrimônio cultural do artesanato e o (FRGHVLJQSUHRFXSDQGRVHFRPDTXDOL¿FDomRGRSURGXWRDUWHVDQDOWUDGLFLRQDLVHVXDLQVHUomR QRPHUFDGR´;

4. “Design sustentável aplicado à decoração de Natal do Shopping Popular de Curitiba”, artigo que apresenta “DIRUPDFRPRRGHVLJQSRGHVHUXWLOL]DGRQDUHFRQ¿JXUDomRGHSURGXWRVVXD importância, métodos e resultados” por meio de “uma metodologia baseada em questões sociais, DPELHQWDLVH¿QDQFHLUDV”;

5. “Desenvolvimento de produtos sustentáveis para produção em comunidade de baixa renda”, artigo que discute sobre “o design para sustentabilidade voltado para geração de trabalho e ren-

da de forma não assistencialista”;

6. ³&RPXQLGDGHVFULDWLYDV´, artigo que faz “XPDUHÀH[mRVREUHRSDSHOGRGHVLJQQRGHVHQYROYL- mento de pequenas comunidades (…), discutindo como as recomendações e as diretrizes globais da sustentabilidade podem ser aplicadas a um contexto local e como as experiências de comuni- dades criativas locais podem ser compartilhadas para ampliar o conhecimento sobre a relação entre design e sustentabilidade em um contexto global”;

7. “Eco-design e embalagens artesanais: uma experiência com foco na geração de renda”; trata- VHGHXPDUWLJRTXHDSUHVHQWDXPDYDULDQWHHVSHFt¿FDGDSUiWLFDJHUDOGRGHVLJQ±RFKDPDGRHFR design – cujo objetivo principal é “SURMHWDUSURGXWRVTXHPLQLPL]HPRLPSDFWRDPELHQWDO´YLVDQ- do “atingir o desenvolvimento sustentável” e ainda – nesse caso – promover a inserção econômica

de um grupo de mulheres, embora o resumo enfatize abordagens produto-centradas, por meio da “GH¿QLomRGDVPDWpULDVSULPDVGHVHQKRGDVHPEDODJHQVYLVDQGRGLIHUHQFLDOHVWpWLFRLGHQWLGDGH do grupo, e aperfeiçoamento das técnicas de produção”;

8. “Pedra São Thomé: valorização regional por meio da revitalização da paisa-gem e da identi-

dade cultural”; trata-se de um artigo baseado na ideia de que o design é uma “área abrangente, de caráter generalista e humanizador, [e] pode ser considerado elemento de mediação, na busca pelo atendimento das neces-sidades dos diferentes atores envolvidos”; a intervenção em debate

no artigo propôs “agregar valor à região [de São Thomé das Letras] por meio da revitalização

da paisagem e da re-apropriação da identidade local, por intermédio do desenvolvimento da “marca São Thomé”;

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Benzer Belgeler