3.8. Verilerin Çözümü ve Yorumu
3.8.3. Hipotezlerin Test Edilmesi
3.8.3.2. Regresyon Analizi
Os rios, enquanto entidades criadas a partir da interação entre o meio externo e interno da terra, são susceptíveis à degradação em decorrência da relação entre o meio biótico e o abiótico, embora o “ser humano” seja o maior predador da natureza, cabe a ele planejar o uso dos recursos naturais sem transformar a Terra em um planeta onde o homem não possa subsistir com boa qualidade de vida (ROSS, 1994).
Neste processo evolutivo das formas de relevo, os rios se transformam de maneiras distintas, em funfção de várias variáveis, onde a sociedade tem exercido um forte papel na transformação da paisagem, como citado por (1994).
Para Barros; Raposo; Magalhães Júnior (2009) as variáveis que denotam os danos ocorridos nos rio, podem ser notados a partir da modificação da formado rio, das características das sequências estratigráficas deposicionais, parâmetros físico- químicos das águas e variabilidade das vazões.
Neste contexto, a forma do canal fornece informações importantes, como as citadas por Ahmed & Fawzi (2009), os quais classificam como meandrantes (migração gradual do curso do rio e erosão marginal), embora isto ocorra de forma natural e pelas atividades humanas.
Por outro lado, Cunha & Guerra (1996) comentam que “umas das formas que o rio encontra para retornar ao equilíbrio anterior refere-se à intensa erosão das margens, assim como a mudança na topografia do fundo do leito”.
No que se refere ao modelado do canal, o desenvolvimento da forma “long profile” ou vale cruzado, está relacionado aos seguintes fatores: nível de base (ponto mais baixo de qualquer rio); aumento da descarga rio a jusante; diminuição do diâmetro do material carreado; aumento da descarga implica no aumento da área da seção, se mudança na relação canal x seção, tornando-se assim em um aumento eficiente, e; maior profundidade e transporte de materiais mais finos para a porção
26 mais macia do canal, para que a transformação de energia causada pela turbulência diminua, como se observa na figura 3 (WARN, 2011).
Vale salientar que o termo “long profile” ou vale cruzado, corresponde a uma seção muito elaborada ao longo do gradiente rio, desde a nascente à foz, enquanto um perfil transversal é traçado através do vale do rio em intervalos ao longo de seu curso (WARN, 2011).
Figura 3 - Fatores que enflunciam no vale cruzado (adaptado em WARN, 2011).
Doeglas (1962) comenta que os rios entrelaçados expõem amplas flutuações em suas descargas, onde tais variações ocorrem por conta das condições climáticas (árido e semi-árido, com precipitações pluviométricas de tempestandes e longos períodos de estiagem; em locais de climas em condições árticas, com longos períodos de degelo e congelamento rápido); impermeabilização do subsolo na área de captura e ao longo do rio; nenhuma água é perdida pela percolação no solo, porém sem nenhuma fonte de água contínua ocorre; vegetação de pequeno porte causando um escoamento superficial forte e baixa evaporação, e gradiente íngreme.
27 Quanto aos processos de erosão, transporte e deposição de sedimentos no leito fluvial, Cunha (2001) afirma que os mesmos alternam-se no decorrer do tempo e, que são, espacialmente, definidos pela distribuição da velocidade e da turbulência do fluxo dentro do canal, bem como, são processos interdependentes e que resultam não apenas das mudanças no fluxo, mas também, da carga existente.
A distribuição granulométrica exerce um papel importante da morfologia do rio, para o que Santos, Fernandez e Stevaux (1992) observaram a distribuição granulométrica das barras de canal do Rio Paraná, onde estes autores perceberam as seguintes características:
Próximo ao canal central – areia média a grossa; presença de estratificação cruzada, acanalada e planar; pouca matéria orgânica, e; forte erosão das margens;
Próximo às margens – areia fina a muito fina; estratificação cruzada de pequeno porte, marcas de ondas e “flaser”; abundância de matéria orgânica, e; baixa erosão das margens e canais de corte;
Barra unida às ilhas – areia fina a muito fina; estratificação cruzada de pequeno porte, marcas ondulares e “flaser”; pouco conteúdo de matéria orgânica, e; apresenta baixo nível de erosão.
Um exemplo do uso da geomorfologia na engenharia de rios é o de Gilvear (1999), no qual as características citadas acima podem ser melhor observadas. Quanto à dinâmica das margens, as áreas com bancos estão sujeitas à erosão e os canais mais recentes ficam preenchidos pelo sedimento depositado (SARMA; BORAH; GOSWAMI, 2007).
A velocidade das águas de um rio depende da declividade, volume de água, viscosidade da água, largura, profundidade e forma do canal, bem como, da rugosidade do leito (CHRISTOFOLETTI, 1980).
A declividade influencia no escoamento da água, aumentando a velocidade do fluxo e, consequentemente, uma maior ou menor quantidade de solo arrastado (BIELAVSKY, 2002), transportando as partículas dos solos e nutrientes (PINESE JUNIOR; CRUZ & RODRIGUES, 2008) ao longo do terreno, embora possa ser condicionado pelo uso e ocupação e pelas características dos solos (REGO, 1978).
28 Gilsanz (1996) correlacionou o grau de inclinação das vertentes e os diferentes problemas geotécnicos que podem acontecer, onde a erosão, por exemplo, está relacionada aos ângulos de 2° a 35°, nas morfologias do tipo fundo de vales (levemente inclinados) a escarpas montanhosas estruturadas.
Segundo Ross (1996) a fragilidade potencial do relevo está relacionada à morfologia, morfometria, arranjo morfol-estrutural, tipo de solo, aspécto climático, bem como, a cobertura vegetal.
Tonello et al. (2006) comentam que a declividade média de uma bacia hidrográfica é importante para o planejamento ambiental e dinâmica hídrica; que a ausência de cobertura vegetal, classe de solo e intensidade de chuvas, dentre outros, associada à maior declividade, conduzirá à maior velocidade de escoamento, menor quantidade de água armazenada no solo e resultará em enchentes mais pronunciadas, sujeitando a bacia à degradação; e que a magnitude dos picos de enchentes ou a menor oportunidade de infiltração e suscetibilidade à erosão dos solos dependem da rapidez com que ocorre o escoamento superficial, que está fortemente relacionado com o relevo.
Gilsanz (1996) considera vertente retilínea como tendo ângulo limitado entre 3° e 5°; côncava é tida como uma superfície com inclinação constante e crescendo com a altura, ao passo que a convexa decresce com a altura.
A morfologia da encosta é um fator importante e de acordo com Troeh (1965) apud Miranda (2005), existem associações entre ela e os diversos tipos de erosão.
A figura 4 apresenta uma compartimentação taxonômica feita por Ross (1992) sobre as diversas formas de relevo que ocorrem no interior das bacias, como também, suas respectivas formas das encostas, embora tenha adotado a grande maioria delas, por conta de suas especificidade .
29 Figura 4 - As diferentes variações das formas das vertentes (adaptado de TROEH, 1965
apud ARAUJO, 2011).
No caso da área de estudo, o local apresenta variações, como sendo retilínea (desembocadura com o Ribeirão das Cruzes), e nas demais áreas, convexa- côncava e côncava-côncava.
Outra combinação sobre o relevo, foi feita de forma mais detalhada por Ross (1992), através de uma perspectiva taxonômica geossistêmica, onde a figura 6, representa os arranjos composicionais, da maior a menos forma de relevo encontrado no interior de uma bacia sedimentar (a área de estudo faz parte de uma bacia sedimentar metamorfisada).
Ross (1992) apresenta uma classificação taxonômica das formas de revelos que podem ser encontradas na natureza, que de acordo com sua posição no interior de uma bacia sedimentar (ver exemplo 6) é segmentada em 4 taxos distintos (Unidade Morfoescultural, Tipos de formas de relevo, Tipos de vertentes e formas de processos atuais).
30 Figura 5 - Classificação taxonômica das diversas formas de relevo (ROSS, 1992).
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