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4.2 Bulgular ve Yorumlar

4.2.7 Regresyon Analizi Bulguları

Ao contrário da crença laica, o arquivo é uma entidade de natureza

dinâmica, que cresce na ordem direta das atividades desempenhadas pelo

órgão cuja estrutura representa. Da observância desta peculiaridade deriva a

amplamente conectada à idéia de que os documentos, durante sua tramitação,

cumprem também determinados ciclos ou etapas de permanência.

Nos arquivos, o ciclo vital dos documentos, conforme indica Bellotto

(1991), compreende o cumprimento de três etapas essenciais:

a) Primeira Idade ou Arquivos Correntes: onde os documentos se

encontram em uso e cumprem as funções administrativas,

jurídicas ou legais, pelas quais foram criados. A permanência

nesta etapa depende da sua tipologia ou função e dura em média

de 5 a 10 anos, quando ocorre a transferência à outra fase;

b) Segunda Idade ou Arquivos Intermediários: fase na qual os

documentos ultrapassaram os valores jurídico-administrativos

iniciais, mas ainda podem ser solicitados, permanecendo

separados dos anteriores e cumprindo prazos legais, até que sejam submetidos à Avaliação, que determinará sua eliminação

ou recolhimento. O período médio de permanência nesta fase é

de 20 anos;

c) Terceira Idade ou Arquivos Permanentes: fase em que os

documentos remanescentes das etapas anteriores são recolhidos

à instituição ou órgão designado para efetivar a guarda

permanente. São os registros de valor histórico. Chegam a essa

A fala da autora pode ser reforçada por algumas considerações. Os

documentos, de uma fase a outra do ciclo, além da transferência, eliminação e

recolhimento, sofrem também, em cada ato de passagem, um procedimento de

Avaliação arquivística, imprescindível às decisões que dizem respeito à sua

destinação. Portanto, o amplo conhecimento e o planejamento destes

procedimentos são fatores preponderantes no desempenho das atividades d e

gestão, porque através da sua realização se obtém a eficiência no controle e

na racionalização da documentação que tramita em uma instituição, seja ela de

origem pública ou privada.

Em princípio, o documento é criado para atender aos trâmites

exigidos, segundo as atividades ou funções desempenhadas pelo órgão. Logo,

será a natureza destas atividades ou funções que irá justificar sua maior ou

menor utilização e, em última análise, determinará o seu tempo de

permanência em cada etapa.

Portanto, não é possível fixar um prazo rígido de manutenção dos

documentos, nessas etapas, de forma a dar-lhes tratamento uniforme. Há que

pesquisar a natureza do órgão e da atividade que motivou a sua criação e

tramitação, para então decidir sobre o momento adequado para q ue tal

transferência se processe, dentro dos planos de destinação estabelecidos.

Paralelo a isso, é importante frisar que os documentos de terceira idade - que passaram pelo crivo da Avaliação e adquiriram o status de

permanentes - não se caracterizam exclusivamente pelo valor histórico,

embora este seja um aspecto importante de sua natureza. A eles pode estar

exija sua manutenção prolongada, independente do valor em geral relacio nado

à pesquisa, mas evidentemente relacionado ao ato que o gerou.

Muito embora a teoria das três idades dos arquivos seja o foco de

discussões acadêmicas e tenha uma ampla aceitação teórica, em nível

mundial, sabe-se que na prática, longe do seu lugar de origem, os EUA, nos

anos 40, ainda não encontra a difusão pretendida. De modo que caberia ao

menos tentar elucidar a razão deste distanciamento.

De certa forma, Jardim (1995 b) lança luz sobre o tema, ao avaliar o

caso brasileiro. Segundo ele, as instituições arquivísticas públicas do país têm

constituído acervos permanentes, ignorando os princípios de gestão dos

documentos. Isto se dá, porque elas orientam seus processos de avaliação em

função de uma lógica que privilegia os aspectos relacionados a circ unstâncias

isoladas, em detrimento do estabelecimento de políticas de recolhimento. Assim, conclui, guardam documentação supostamente de valor histórico, sem

que tal valoração tenha se efetivado com base em algum processo científico de

análise. A tudo isso ainda acrescenta o problema da indisponibilidade de

recursos humanos, materiais e tecnológicos. Então, o resultado é o descontrole

do ciclo da informação arquivística e a ambigüidade na política informacional

oficial do país, traduzida, ora pela opacidade ora pela transparência

informacional do Estado 17.

Portanto, ainda são relativamente grandes, no Brasil, as dificuldades

que afastam teoria e prática. Talvez, a principal delas seja o desconhecimento

ou mesmo o conhecimento fragmentado dos princípios e métodos, bem como

práticas desviantes no cotidiano das instituições, especialmente aquelas de

caráter público, nas quais por questões de outra ordem os problemas tendem

muitas vezes à amplitude.

Por outro lado, esses aparentes métodos de avaliação ventilados

pelo autor, se traduzem em critérios circunstanciais, que refletem os interesses

de grupos dominantes. Estes tendem a dar maior visibilidade a um tipo de

história factual, traduzida nos documentos oficiais, que em geral representam

uma elite social. Desta forma, as camadas menos privilegiadas da sociedade

acabam sendo excluídas desta política de informação burocrática, que faz do

método de Avaliação um procedimento visivelmente seletivo.

Deste ponto em diante, os esforços tenderão a se concentrar na

conceituação e problematização dos procedimentos metodológicos de

abordagem dos conteúdos arquivísticos. Eles contribuem para o domínio mais

ampliado do conteúdo intelectual do acervo e, numa visão contemporânea,

facilitam a realização dos processos de busca e de recuperação da informação.

Além disso, demonstram a validade do processo de Avaliação arquivística,

enquanto método de reabilitação condigna da memória dos grupos sociais. As

próximas intervenções se encaminharão dentro desta perspectiva.

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4.3 Os procedimentos teórico-metodológicos de abordagem arquivológica

Benzer Belgeler