O IBGE está desenvolvendo uma linha de nivelamento geométrico na região de Presidente Prudente, SP, passando pela área de estudo, onde tem materializado uma referência de nível denominado RN 3109V, que estava previsto a sua utilização para a determinação da ondulação do geóide.
A referência de nível está implantada e, o IBGE disponibilizou a altitude ortométrica (provisória) da referida referência. Assim, a ondulação do geóide (N) foi obtida também nessa referência de nível.
Na Tabela 23 encontram-se as referencias de nível localizada no campus da FCt/Unesp (cisterna) e também da referência RN 3109V, com altitude ortométrica provisória, onde foram obtidas as coordenadas tri-dimensionais com uso do GPS, calculando- se assim a ondulação geoidal nesses pontos.
Tabela 23 – RN e a ondulação geoidal
RN h (m) H (m) NGPS/niv. (m)
3117Z 443,574 444,1792 -0,605
3109V 450,514 451,400 -0,886
De acordo com os dados da Tabela 23, constata-se que há diferença de 0,281 m entre as ondulações do geóide determinadas nas referências de nível, contudo, é necessário considerar o fato da RN 3109V estar com a altitude ortométrica provisória..
7 CONCLUSÕES
O principal inconveniente da altitude ortométrica reside no fato de que (gravidade média), da equação (13), não pode ser medido. Seu cálculo baseado em hipóteses simplificativas, tais como na altitude de Helmert (equação 14), dá margem ao surgimento de tantos tipos de altitudes ortométricas quantos forem os valores de g selecionados. Além A disso, exceto para o geóide, pontos situados na mesma superfície equipotencial não têm a mesma altitude ortométrica, ou seja, a altitude ortométrica da superfície não perturbada de um lago normalmente não é constante.
Os significados físico e geométrico da altitude normal são menos óbvios do que o da altitude ortométrica, que é mais intuitiva, visto que está totalmente referida ao campo da gravidade real. Porém, em vista da impossibilidade de efetuar observações entre o geóide e o geope, como também o não conhecimento da densidade de massas acima do geóide com suficiente precisão, dificulta a obtenção da altitude ortométrica e a torna de caráter puramente teórico.
Da Tabela 19, constata-se que as coordenadas planimétricas obtidas com estação total e com GPS não apresentam divergências significativas, como era de se esperar, pois os pontos estão em local que não apresenta obstrução de sinais provenientes dos satélites GPS, contudo, nota-se que em apenas um ponto há divergência significativa relacionada a determinação dos desníveis, P1-P5.
Constata-se analisando as Tabelas 28, 29 e 30, que apresentam as análises da exatidão e precisão nas áreas com pastagem, com seringueiras e eucaliptos, respectivamente, que nos levantamentos deve-se evitar o uso de receptores GPS quando há presença de cobertura vegetal, pois estas tendem a degradar a qualidade dos resultados do posicionamento, seja planimétrico ou altimétrico.
O cuidado que se deve tomar quando da utilização de receptores GPS nos levantamentos altimétricos é com relação a ondulação geoidal, pois nestes posicionamentos as altitudes determinadas são as geométricas.
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