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BÖLÜM 4: 1980 SONRASI TÜRK İSLAMCILIĞININ MEDENİYET ALGISI

4.2. Rasim Özdenören’in Medeniyet Algısı

A avaliação da confiabilidade de um sistema de potência significa o cálculo de um conjunto de indicadores do desempenho. Um exemplo de um indicador é o número médio de vezes por ano que algum ponto de carga deixa de ser fornecido com energia elétrica. Basicamente, há dois conjuntos distintos dos indicadores: indicadores locais e indicadores do sistema.

Os indicadores locais são calculados para um ponto específico no sistema, por exemplo : • O tempo médio por ano durante o qual um gerador não pode alimentar a rede; • A duração média das interrupções em um barramento;

O custo médio de interrupção por o ano associado a uma carga específica.

Os indicadores do sistema expressam o desempenho do sistema como um todo, por exemplo: • A quantidade média de energia por ano não entregue às cargas;

A quantidade média de interrupções por ano, por cliente; • Os custos anuais médios de interrupção.

A análise da confiabilidade do sistema de potência é principalmente a análise de um conjunto de estados não desejados do sistema que podem ocorrer . O resultado dessa análise de estados do sistema é utilizado para calcular os vários indicadores de desempenho.

O diagrama básico do procedimento do cálculo é descrito na Figura 6, que mostra o estado operacional saudável do sistema, no qual todos os componentes se encontram em condição de operar. A avaliação da confiabilidade cria os eventos que levam o sistema a um estado de mau funcionamento, que será analisado. Quando esta análise mostra que o sistema não pode mais atender a demanda, um conjunto de resultados intermediários é enviado a um analisador de resultado. Isto é repetido para todos os estados de mau funcionamento relevantes do sistema.

43 Finalmente, o analisador de resultado processará aqueles recolhidos a fim de calcular os vários indicadores de desempenho.

Figura 6 – Esquema Básico de Avaliação da Confiabilidade

O processo de avaliação de confiabilidade começa com a criação de eventos relevantes do sistema, de tal maneira que seja possível perceber os resultados da análise do efeito da falha. Os eventos mais prováveis com resultados mais intensos apresentam, evidentemente, impacto maior nos índices de desempenho do que menos prováveis com conseqüências menos relevantes.

Estado Operacional Saudável

Eventos

Análise dos Efeitos da Falhas

Analisador de resultados

44 Criar classes de eventos de maneira a se atribuir importância é possível pelo uso de modelos estocásticos de componentes. Estes modelos permitem ordenar os possíveis estados do sistema e calcular as correspondentes probabilidades de ocorrência.

A MCC tem o propósito de “preservar as funções do sistema, identificar os modos de falha que afetam essas funções, determinar a importância das falhas funcionais [...] e selecionar as tarefas aplicáveis e efetivas na prevenção das falhas” (Smith, 1992).

A MCC analisa se a função desempenhada pelo equipamento não está atendida, a ocorrência das falhas e, principalmente, suas conseqüências. Como definem Fleming et al (1997), a MCC envolve:

“Uma consideração sistemática das funções do sistema, a maneira como essas

funções falham e um critério de priorização explícito baseado em fatores econômicos, operacionais e de segurança, identificam as tarefas de manutenção aplicáveis tecnicamente e os custos eficientes no combate a essas falhas.” (p. 53)

A MCC é estruturada com o princípio fundamental de que toda tarefa de manutenção deve ser justificada antes de ser executada. O critério de justificativa envolve a segurança, a disponibilidade e a economia em postergar ou prevenir um modo específico de falha.

Para a MCC, são as conseqüências que influenciam mais fortemente o processo de prevenção de cada falha, a ponto de Moubray (2000, p. 91) afirmar que:

“As conseqüências das falhas são mais importantes que suas características técnicas

[...] a principal razão para fazer qualquer tipo de manutenção pró-ativa é evitar, reduzir ou eliminar a conseqüência das falhas [...] isto ajuda a assegurar que qualquer gesto em manutenção será onde trará o maior benefício”.

Portanto, a estratégia de manutenção não deve somente estar dirigida para prevenir as falhas, mas sim, principalmente, para evitar ou minimizar as conseqüências dessas falhas.

45 Para a MCC, as falhas ocultas ou defeitos, com conseqüências para a segurança e/ou meio- ambiente, são mais importantes que as falhas com conseqüências operacionais. A MCC atribui alta prioridade à avaliação e prevenção de defeitos, que não se tornam evidentes para o ONS ou profissional de manutenção da Transmissora, a menos que um defeito ocorra. A MCC apenas apresenta uma sugestão de cálculo para a determinação da periodicidade das falhas ocultas ou defeitos. Para as demais tarefas baseadas no tempo e na condição, são encontradas recomendações no sentido de analisar o histórico de falhas, pesquisar bancos de dados genéricos, obter informações com os fabricantes e de equipamentos similares (Oliveira e Diniz, 2001). Moubray (2000) comenta que em relação à atenção dedicada à coleta de dados de falhas, a inferência estatística com objetivo de prevenção da ocorrência das falhas, fica prejudicada, pois as falhas mais importantes são menos freqüentes.

Moubray (2000) sugere a adoção de um intervalo inicial, para a periodicidade de inspeção das formas de manutenção, diferente das tarefas de busca de falha, a serem refinadas a partir da execução da manutenção ao longo do tempo. Tal recomendação reforça a afirmativa que a MCC apresenta indicação de cálculo apenas para a periodicidade das tarefas de busca de falha. A esse respeito (Smith, 1992; Nowlan e Heap, 1978) a freqüência de inspeções deve evoluir com a experiência da realização da manutenção, ou seja, a MCC define a tarefa, mas não define a sua periodicidade. Para tanto, outros modelos são adotados na elaboração do modelo de priorização da manutenção.

MCC é, portanto, uma técnica de análise para determinação do método de manutenção de melhor custo e mais eficiente, conduzidos por grupos multidisciplinares, que avaliam as características dos equipamentos e seus componentes, dentro do sistema produtivo no qual estão inseridos, determinando todas as conseqüências da ocorrência de uma falha.

46 "A MCC envolve uma consideração sistemática das funções do sistema, a maneira

como essas funções falham e um critério de priorização explícito baseado em fatores econômicos, operacionais e de segurança para a identificação das tarefas de manutenção aplicáveis tecnicamente e custos eficientes no combate a essas falhas."

Na a aplicação da MCC devem ser desenvolvidas as seguintes etapas, conforme Figura 7, a seguir:

Figura 7 - Etapas de Implantação da MCC (Fonte: Fleming et al., 1997, p.54)

Etapa 1 - Delimitação dos sistemas e equipamentos a serem analisados;

Etapa 2 - Definição das funções (primárias e secundárias) e falhas funcionais associadas aos componentes, equipamentos e sistemas delimitados para análise;

Etapa 3 - Aplicação da ferramenta estatística FMEA para identificar os modos de falha associados aos componentes e equipamentos e apurar os efeitos associados a cada um desses modos; Etapa 1 Delimitação dos sistemas e equipamentos. Modularização Etapa 2 Definição das funções e falhas

funcionais Análise dos modos Etapa 3 de falha e seus

efeitos (FMEA) Etapa 4 Diagrama de Decisão das Tarefas de Manutenção Etapa 5 Agrupamento das tarefas de manutenção

47 Etapa 4 - Definição das tarefas de manutenção através do Diagrama de Decisão do CCM (por exemplo: Árvore Lógica de Decisão e Diagrama de Seleção de Tarefas, propostos por Smith, 1992);

Etapa 5 - Seleção e agrupamento das tarefas de manutenção, com as respectivas freqüências definidas, com base na otimização da utilização dos recursos humanos e materiais e minimização de indisponibilidade associada à execução das tarefas de manutenção.

Segundo MOUBRAY (2000), independentemente da forma de aplicação, o processo da MCC implica em sete perguntas sobre cada um dos itens sob análise, quais sejam:

- Quais são as funções e padrões de desempenho de um ativo no seu contexto presente de operação?

- De que forma o ativo falha em cumprir suas funções?

- O que causa cada falha funcional?

- O que acontece quando ocorre cada falha?

- De que forma cada falha importa?

- O que pode ser feito para predizer ou prevenir cada falha?

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