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Belgede SOSYAL GÜVENLİK KURUMU (sayfa 161-180)

Para desenvolver este tópico destaco as dificuldade em pinçar algo “novo” do tema conhecido desde a dissertação: o patrimônio, a infância e o território que em certa medida foram abordados. Desta forma, enveredamos pelas leituras da temática sobre território, patrimônio cultural e infância, adotando na tese a educação por via do território e patrimônio cultural africano-brasileiro, ou seja educação patrimonial. Neste caso ambos serão essenciais na promoção do processo educativo, onde não só a escola mas os territórios são educadores em conexão com a cidade. Ao fazer isso compreendi que o território, é tecido pelas história e memórias locais, que por via da tradição oral constrói o patrimônio cultural preservado pelos moradores.

Ainda mais, destacar nesta a redundância que aprofundando o conceito de território de maioria afrodescendente para os territórios de Salvador. Ela, pelo contingente de pessoas negras não pode conterem si um território de maioria negra e sim ser o território de maioria negra. Nos próximos parágrafos explicaremos melhores. Além disto, abordaremos a territorialidade e com ela dinâmica social, a globalização resultando na desterritorialização e consequente reterritorialização. As elaborações ou construções territoriais ocorrem de acordo com vários fatores. Eles atendem às necessidades locais e expressam relação de poder e muitas vezes tensionadas dependendo dos interesses envolvidos.

Os territórios também podem emergir de migrações e imigrações constantes, internas e externas com elas as territorializações erigindo em consequência a multiterritorialidade. Elas são tecidas em crescentes redes criadas pelas instituições privadas ou públicas, além das pessoas que, com suas histórias e memórias transmitidas pela tradição oral, músicas, danças, e trabalho constroem o patrimônio cultural seja ele material ou imaterial. Neste bojo emerge o enraizamento dos modus vivendi local, que se fortalece engendrando a tessitura constante e a autodefesa dos engenheiros dos territórios, que atuam em certa medida evitando os efeitos danosos do mundo globalizado, enfrentando as tensões do capitalismo. Tomemos o exemplo

de Plataforma em defesa da tradicional Lavagem da Igreja de São Braz e contra pelos moradores e a imobilidade dos mesmos quando se trata da gentrificação do utilização do Outeiro como área de especulação da Tenda Imobiliária.

Esta ausência de defesa territorial por parte dos moradores causada pela divisão dos moradores em blocos políticos partidários promove a imobilidade da população local repercutindo com desleixo com as “coisas” do território, ou seja com o patrimônio cultural. Constatamos que no ano de 2016 em Plataforma aconteceram três Lavagens da Escadaria da Igreja de São Braz, cada uma patrocinada por um político diferente. É digno de nota que a ausência dos moradores que tradicionalmente participam deste evento e organizam. Destaco que a festa de São Braz atualmente faz parte do calendário das festas populares de Salvador. E, no dia 14 de Fevereiro de 2015, foi publicada a Lei n. 93/13 que instituiu a Lavagem das Escadarias da Igreja de São Brás de Plataforma no Calendário de Festas Populares de Salvador. Esta se realiza no último domingo do mês de Janeiro. O projeto de Lei foi elaborado pelo Vereador J. Carlos Filho do Partido da Solidariedade Nacional (PSN).

Em Bom Juá diferente de Plataforma manifestações voltadas para a preservação do patrimônio cultural imaterial independe dos interesses políticos partidários. Por que? Os movimentos sociais em Bom Juá desde os finais das décadas de 1969 aos finais da de 1990 rejeitou a presença de políticos partidários em suas ações e atuando na associação de moradores. No caso de Plataforma sempre foi um reduto de políticos partidários, onde um dos mais marcantes positivamente foi Lourival Evangelista, sendo seguido por outros também citado neste texto. Um do políticos que iniciaram a sua vida política em Plataforma na associação de moradores com relevância no cenário político brasileiro é o ex-governador da Bahia Jacques Wagner (PT) com mandato entre 2007-2014, ele atuou como Ministro-chefe da Casa Civil (2015-2016).

Estes territórios e o patrimônio cultural africano-brasileiro, que consideramos as formas de expressões e saberes locais, uma vez estudados os propomos como condutores e dinamizadores da educação. Eles oportunizam também a educação política partidária e suas nuances que interferindo para o bem ou para o mal nas manifestações supracitadas. Quanto às referentes ao estudo das relações raciais também estão quase sempre, nas periferias55 dos

55 BARRETO, Rosivalda dos Santos; CUNHA JUNIOR, Henrique Antunes; YADE, Juliana de Sousa

Mavoungou. História dos afrodescendentes e prática docente com enfoque na população negra. POPULAÇÃO NEGRA. In: GRIOTS III COLÓQUIO INTERNACIONAL DE CULTURAS AFRICANAS,

currículos escolares, não sendo diferente em Bom Juá e Plataforma mesmo com trabalhos esparsos de algumas educadoras. De acordo com as informações dos(as) os(as) professores(as), diretoras e coordenador(a) de três das quatro escolas pesquisadas, apenas os professores militantes abordam as temáticas africano-brasileiras.

Apontamos então que no ano 2015, a proposta pedagógica da SMED voltou os seus olhares para a cidade e bairro, e atendendo a uma solicitação ministrei uma palestra numa das escolas pesquisadas e inseri a temática território e bairros. O resultado foi satisfatório tangível ao interesse dos discentes ao conhecerem a história do território e as pessoas que colaboraram para o desenvolvimento local. Sendo assim, constatamos que a educação patrimonial no caso positivará a visão do território, do que nele é produzido, assim como a dos(as) moradores(as).

Nesta palestra socializei informações sobre a cidade e o bairro como território. Tamanha foi a surpresa das crianças ao verem as imagens do bairro, o desenvolvimento do mesmo e as pessoas que trabalharam para torná-lo habitável. Observaram as transformações ocorridas e puderam constatar as conquistas dos(as) moradores(as) e a infraestrutura simples adquirida para torná-lo habitável, mantendo no mínimo a sobrevivência dos(as) moradores(as). No entanto ao que diz respeito à cultura e cosmovisão africano-brasilera na periferia, muitos não a compreendem como patrimônio africano-brasileiro, muito menos a dos povos autóctones. Nas escolas as contribuições do povo negro são folclorizadas56 como constataremos nos parágrafos posteriores quanto ao uso do tambor ou da aplicação da lei 10.639/03 para alguns professores, pais e responsáveis, até mesmo a estudantes na idade que selecionei para a pesquisa.

Atualmente as periferias brasileiras convivem com o fenômeno do crescimento das igrejas neopentecostais, e Bom Juá e Plataforma não são exceção. Desta forma, não só o tambor é vinculado à macumba57, mas todas as manifestações que emane do povo negro como 3., 2014, Natal. Caderno de Resumo III Colóquio Internacional de Culturas Africanas: Literatura,

História e Cultura Afro-brasileira e africana. Natal: Ufrn, 2014. v. 2, p. 90 - 90. Disponível em:

<https://drive.google.com/file/d/0B0c5ixIN2v3pZW5XbnZ2Qk55b00/edit?pli=1>. Acesso em: 3 nov. 2014. O texto final trata de como os estudantes do curso de Pedagogia da UFC/ FACED, turno noturno concluíram que os temas referentes às africanidades ficam nas periferias dos currículos segundo as suas experiências escolares. O que tange a imagem positivada do território se fez importante notar como este território é visibilizado de fora e assimilado por alguns moradores(as)

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Folcorizadas no sentido de compreender que muitas das atividades africano-brasileira são lendas e mitos.

57 Macumba, é uma árvore nobre africana da espécie da lecitidácas, destaca-se pela sonoridade para confecção

de instrumentos musicais e é um antigo instrumento de percussão que recebe o mesmo nome. Era outrora usado em terreiros de cultos afro-brasileiros, uma espécie de reco-reco. O macumbeiro era a pessoa que tocava o instrumento. Maiores informações disponíveis em: Cinco coisas que você não sabia sobre

a tradicional Lavagem na Festa de São Braz em Plataforma, assim como a Festa de Sant'Anna em Bom Juá. Em Plataforma existem mais de 40 igrejas entre as evangélicas e pentecostais, três Católicas e 58 terreiros de candomblé. Em Bom Juá, bem menor que Plataforma, 15 entre as evangélicas e pentecostais, duas Católicas e dois terreiros o terceiro foi desfeito, apenas algumas pessoas, as mais íntimas frequentavam, esta líder religiosa frequenta a Igreja Batista, ela mantinha sigilo absoluto sobre a sua pertença religiosa,. Neste território, na década de 1970 o candomblé reinava impoluto, mas o que levou ao seu quase que desaparecimento? Vejamos a seguir.

Um dos primeiros motivos foi o crescimento populacional, e o “mato acabou” segundo Degoli (2005-2006). O segundo a compra pela ASCFB dos terrenos onde se localizavam os terreiros, em seus lugares foram construídos os prédios da creche, escola e igreja católica bonjuaense. Neste caso, a luta pelos direitos sociais terminou por dizimar parte da ancestralidade africano-brasliera local. O terceiro, a emergência das igrejas evangélicas e neo-pentecostais. No que tange ao continente africano sempre é representado paisagisticamente pela fauna e flora, e os(as) africanos(as) à Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA) e atualmente ao vírus Ebola. Todos os pontos em conjunto formam a ideia de atraso africano até a atualidade.

No entanto, sabemos que África, africanos(as), africano-brasileiros(as) e povos autóctones são muito mais que meros estereótipos58. Estas populações promoveram e promovem elaborações sociais, culturais importantes que identificam o Brasil como um território de dimensões continentais por seu tamanho e principalmente pela sua diversidade geográfico-cultural. Em Salvador, os(as) africanos-brasileiros são visibilizados em propagandas publicitárias sempre nos períodos das festas populares e do carnaval pantomimizados. Nestes época os(as) negros são ainda mais folclorizados(as) como foi no ano

macumba<http://www.ultracurioso.com.br/5-coisas-que-voce-nao-sabia-sobre-macumba/>. Você conhece macumba? <http://www.perfilnews.com.br/brasil-mundo/arvore-de-macumba-voce-conhece>.Acesso em: 15 nov. 2015.

58 Não esquecemos aqui da população autóctone que também esteve presente na formação da história do Brasil

e nunca foi submissa. Disponível em: BARRETO, Rosivalda dos Santos. IV FÓRUM IDENTIDADESE ALTERIDADES: EDUCAÇÃO E RELAÇÕES ÉTINCORRACIAIS, 4., 2010, Itabaiana. Fórum

Identidades e Alteridades: IV Fórum Identidadese Alteridades: educação e relações étincorraciais.

Itabaiana: Gepiadde/ufs, 2010. 1190 p. Disponível em: <http://200.17.141.110/forumidentidades/Ivforum /textos_completos.htm>. Acesso em: 10 nov. 2010. em <http://200.17.141.110/forumidentidades/Ivforu m/textos/ Nadja_de_Souza_Castro.pdf>

de 2014 na publicidade que anunciou a mudança do nome do Shopping Iguatemi para Shopping da Bahia.59

No vídeo publicitário os(as) negros(as) são representados(as) as mulheres fazendo limpeza de corpo e ofertando flores a Iemanjá; vendendo acarajé, com cestos de fores na cabeça, duas delas, jovens ostentam lindos turbantes. O Homens são capoeiristas, jogam dominó, fazem saltos mortais e carregam tambor nas costas, pescam e confeccionam as suas redes, todos, inclusive as crianças sempre sorrindo, além de cortejar as mulheres brancas. Mesmo o cantor Márcio Vitor, aparece sentado, sorrindo no momento em que o turbante dos Filhos de Gandhy é confeccionado em sua cabeça, enquanto se balança sentado numa cadeira ao som trilha sonora, e depois em pé ao som do afoxé Filhos de Gandhy junto a outros componentes gandhyanos.

Neste aparecem três pessoas dentre elas uma mulher negra e ela é uma segurança. Os(as) brancos(as) sempre felizes usufruindo o que Salvador oferece, um ambiente propício para namorar e passear. Eles(as) comem acarajé, saboreiam sorvetes, tomam banho de mar, surfam e todos(as) demonstram plena satisfação em conhecer Salvador. Os cantores Bell Marques bebe água de coco num prédio no Pelourinho, Saulo curte o sol na praia, joga futebol e anda de bicicleta, enquanto que Durval Lélys faz Ioga num local bucólico. Conclusão existe um lugar idealizado cristalizado pela mídia para o(a) negro(a) na sociedade soteropolitana, o lugar do trabalho, usufruindo o mínimo do lazer que a cidade oferece. Logo, observamos então como é elaborada a folclorização do povo negro. Salvador se candidatou para compor AICE, mas como pode ser educadora se não concebe outra perspectiva para a população negra, principalmente por via da propaganda que cristaliza sempre este estereótipo supra citado nas mentalidade das pessoas soteropolitanas? Neste sentido partindo para a construção da identidade que acerca a população negra é construída de fora para dentro é o lugar do trabalho e da criminalidade e nunca o da cultura, diversão e intelectualidade.

Utilizei os exemplos anteriores para inserir nos parágrafos posteriores o debate sobre a valorização do território e do patrimônio cultural africano-brasileiro pelos moradores de Bom Juá e Plataforma, em especial às crianças. Principalmente para estudantes e professores compreenderem quando, e como os(as) africano-brasileiros(as), sob o pretexto

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Video publicitário disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=0ZCopLEA-7o>. Acesso em: 03 jan. 2015.

baianidade construída pelos(as) negros(as) soteropolitanos(as), são utilizados como objetos promocionais do empresário branco no sistema mercadológico onde quem menos lucra é a população negra. Também a valorizar o seu território podendo aprender e usufruir dele e de seu patrimônio cultural. É digno de nota que tal debate implica na interconexão entre a cidade e o território.

O território se origina e é elaborado no espaço segundo os fazeres saberes dos seus habitantes. Ele se transforma de acordo com as necessidades e adquire sua identidade que receberá ou terá a feição construída na coletividade de segundo as características locais, nele ainda verificamos presenças e transformações e ausências decorrentes das transformações sociais e políticas. Cremos como Sousa Junior (2011), que o território africano é plural e as suas territorialidades extrapolam o chão em que se pisa e que significa toda a terra. Ou seja o Aiyê num sentido amplo, desde as cidades africanas fundadas pelos antepassados as quais os orixás (ketu), voduns (jejes) e inkices (angola) são representantes, nesta tese até o chão de Salvador, Bom Juá e Plataforma. Ou o Orun, toda a Terra.

Ainda conforme Sousa Junior (2011) os territórios e as territorialidades formam as identidades negras brasileiras que estão diretamente ligada ao espaço e lugar. Contudo, estas identidades se fragmentaram com o evento do tráfico desumano e criminoso de africanos(as), e continuaram promovidas pela fomentação e perpetração do racismo camaleônico brasileiro. No que tange ao lugar, para o mesmo autor, ele nos permite pensar o mundo de outra maneira com as representações do nosso patrimônio cultural material e imaterial africano-brasileiro, ele se expressa em diversos países da diáspora africana pela dança, música e nos antigos quilombos rurais a forma de organização social, militar e política. E para minimizar a negativação da identidade africano-brasileira que nesta tese focalizaremos a infância, o patrimônio africano-brasileiro e o território pelo respeito à nossa cultura e a verdadeira democracia racial.

Para Sousa Junior (2011), no que tange ao lugar nele é que se vive, se fala e se constrói identidades. Para o entendimento de como ela se constrói tomamos como exemplo o vídeo publicitário supra citado nas formas de representação do negro soteropolitanos, apresentando-o “hospitaleiro” na sua receptividade aprisionada ao trabalho e à submissão, além de atrativo para o turista. Além disto, o autor acima ainda evidencia os terreiros de candomblé como as mais completas representações de identidade, espaço e lugar de

identidades africano-brasileira. Neles estão as árvores, a exemplo do orixá Loko; o mato, os orixás, a dança a música, a arte e o espaço onde se reuniram os mais diferentes antepassados e convivem há mais de 100 anos no mesmo terreiro sem conflitos. Soares apud, Prandi (2011, p. 25) destaca uma grande árvore africana Iroco, espírito das árvores que recebe oferenda de uma grande gameleira-branca, manifestando-se em transe, a cada dia se independentiza em relação à árvore.

Estes também inicialmente foram e são territórios simbólicos africanos que estiveram representados no outeiro de Plataforma quando os(as) africanos(as) cultuavam o orixá Okê na época da escravidão. Este mesmo território se transformará no condomínio fechado Residencial Mar Azul (FIGURA 24) onde vemos o desmatamento desde o interior desta área verde. A (FIGURA 25) o projeto da Tenda Imobiliária, resultado do processo de gentrificação do outeiro por parte da prefeitura mostrado. Na (Figura 4) mostramos o valor paisagístico da área.

Fonte: Google mapa (2017).

Por outro lado, sem as árvores as casas em Bom Juá, atualmente representam e concretizam esta religiosidade e o simbolismo supracitado combinados às manifestações católicas. Em algumas destas residências são realizadas homenagem a Santo Antonio com as trezenas do dia 1º ao 13º, ou tríduos dos dias 11 a 13 do mês de Junho. Em Bom Juá mantém esta tradição Arleide Primo, D. Judite Ribeiro, e Sonildes Barreto, nas duas últimas casas no 13º dia é oferecida uma feijoada. Santo Antonio é sincretizado com Ogum no candomblé da Bahia, nos terreiros, é oferecida uma feijoada completa para os convidados. Pudemos observar então que ambas as festas seja ela católica ou candomblecista existe um ponto em comum a oferenda da feijoada para os visitantes e rezadeiras, uma refeição coletiva.

Nessa tese mostramos os territórios e os seus multiterritórios, já citados anteriormente conjuntamente com as suas tessituras, nós e redes tecidas pelos próprios atores. Observamos também as tensões contrárias ao poder político, capitalista racista, violento e opressor. Aqui também evidenciamos como os territórios que chamamos de africano- brasileiros foram formados e organizados no Brasil a partir das simbologias sustentadas nas bases da cosmovisão dos povos africanos que povoaram Salvador conforme às argumentações de Sousa Junior (2011). Elas foram senzalas, terreiros, quilombos e favelas, ou quilombos urbanos60. Nos quilombos rurais a cultura de de base africana se manifestaram pela

60 Este manuscrito explicita a identidade negra em Cajazeiras e a sua formação a partir da cosmovisão africana

se constituindo desde o quilombo do Urubu, este que nos estudos atuais e nesta tese evidencia que ele também abrangia o território do subúrbio ferroviário de Salvador. Disponível em: BARRETO, Rosivalda

Fonte: Google mapa (2017).

agricultura, pecuária, organização social, cultural, militar e comércio, no caso dos urbanos a forma como o lazer é fruído, em certas formas de organização social, religiosa, nas relações sociais e em Bom Juá e Plataforma além destas em suas formas de expressões.

No que tange aos territórios acima citados os compreenderemos como territórios educadores61, e somos os primeiros a utilizar este conceito, pensamos os pensamos como aqueles que num processo de interconexão com a cidade e suas construções são capazes de educar seus habitantes, tendo o patrimônio cultural africano-brasileiro como foco presente no ambiente, e que inserido no currículo escolar, dinamiza o processo educativo. Este aborda a cidade e os demais territórios como áreas de interesse educacional com possibilidade educativas.

Mas é digno de nota que a nossa pesquisa é a primeira traz este conceito atrelado ao patrimônio cultural africano-brasileiro associado à educação. Existem outras que tratam-no como educativos, os bairros-escola, como por exemplo na Espanha debatido na Roda de Conversa: Cidades Educadoras e Educação Integral – o que o Brasil pode aprender com a experiência de Barcelona? São Paulo em 201562 Para Helena Singer (2013, p.1) eles “reconhecem o exercício do potencial educador dos diversos agentes, ampliando e diversificando as oportunidades educativas para todos criando espaços de cultura na comunidade onde todos podem aprender adultos, adolescentes e crianças”. E são “a reinvenção pedagógica dos espaços e tempos da escola e da cidade” (BRASIL 2014, p. 6).

Reiteramos que tomaremos como patrimônio cultural africano-brasileiro em Plataforma e Bom Juá os fazeres, saberes e formas de expressão local, além de lugares citados pelos informantes como lugares de memória. Desta forma envolvê-los numa práxis pedagógica problematizadora, que abranja o ensino, a aprendizagem, a seleção de conteúdos, o desenvolvimento e o interesse do estudante pela escola, educação, além de sua atitude dos Santos. Lazer: resistência e ideitidade no quilombo urbano de Cajazeiras, Salvador- Bahia. In: GRIOTS CULTURAS AFRICANAS: LITERATURA, CULTURA, VIOLÊNCIA, PRECONCEITO, RACISMO E MÍDIAS, 3., 2012, Natal. Griots culturas africanas: literatura, cultura, violência, preconceito, racismo

e mídias. Natal: Edufrn, 2012. v. 1, p. 636 - 653. Disponível em: <https://drive.Google.com/file/d/0B0c5ix IN2v3pMnIwU1pTc1lYcEU/edit>. Acesso em: 25 jan. 2013.

61 <http://portal.aprendiz.uol.com.br/2015/04/07/ciutat-vella-territorio-que-educa-seus-habitantes-dentro-e-fora-

da-escola/>. No Brasil como proposta para a educaçao integral, como porgrama de governo no Mais Educaçao para a educação integral. Informaçoes mais detalhadas em: utras ainda tratam o território educativo com a escola e esta esteja aberta para interagir com a comunidade desde que organize as atividades.

62 APRENDIZ, Portal (Ed.). Ciutat Vella: território que educa seus habitantes dentro e fora da escola. 2015.

Belgede SOSYAL GÜVENLİK KURUMU (sayfa 161-180)

Benzer Belgeler