3. GEREÇ ve YÖNTEM
3.7. Randomizasyon
Por força da adesão às Comunidades Europeias, a Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos (NUTS) foi aprovada em 1986, pela Resolução do conselho de ministros (RCM), n.º 34/86, de 26 de março, que definiu três níveis: NUTS I, constituída por três unidades administrativas, do continente, região autónoma dos Açores e região autónoma da Madeira; NUTS II, constituído por sete unidades, correspondentes no continente às áreas de atuação das CCDR (Decreto-Lei n.º 104/2003, de 23 de maio), e ainda aos territórios das regiões autónomas dos Açores e da Madeira; NUTS III, constituído por 29 unidades, das quais 27 no continente, constante da listagem e da carta anexas à citada Resolução, e duas correspondentes às regiões autónomas dos Açores e da Madeira. Com base naquela Resolução, o Instituto Nacional de Estatística (INE) criou um sistema de codificação com o objetivo de organizar o recenseamento populacional e habitacional. Noutro sentido, a aglomeração crescente da população e da atividade económica em áreas urbanas, e a inerente pesquisa de informação estatística especializada, originou a necessidade de demarcar elementos com uma certa representação em termos de dimensão urbana.
À margem do processo das regiões administrativas e da regionalização, o território português está dividido para efeitos administrativos e estatísticos. O artigo 291.º da CRP prevê que “(e)nquanto as regiões administrativas não estiverem concretamente instituídas, subsistirá a divisão distrital no espaço por elas não abrangido.” A codificação das circunscrições administrativas existentes no território nacional é essencial para a utilização das unidades administrativas no contexto do Sistema
Estatístico Nacional (SEN). Esse procedimento consiste na atribuição de um código alfanumérico, mediante um conjunto de critérios de uniformização das codificações existentes, estabelecido em 1994 pelo Conselho Superior de Estatística (CSE) – Deliberação n.º 86, de 15 de dezembro de 1994 – às circunscrições administrativas criadas pela assembleia da república, cuja última atualização (Deliberação n.º 2097/2013, de 6 de novembro de 2013) decorre das alterações registadas na divisão administrativa do país, resultantes, designadamente, da Lei n.º 56/2012, de 8 de novembro – Reorganização Administrativa de Lisboa – e da Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro – Reorganização Administrativa do Território das Freguesias. Estas alterações implicaram uma revisão ao código da divisão administrativa (CDA) em vigor no âmbito do SEN, a adotar pelas entidades que integram o SEN. Assim sendo, “(...) o Estado Português solicitou à Comissão Europeia (CE) um processo de revisão extraordinária da NUTS, evocando uma reorganização substancial da estrutura administrativa portuguesa.” (INE, 2015, p. 4)
O CDA (revisão de 2013) – Deliberação n.º 2097/2013 – apresenta uma estrutura de três níveis: Nível 1 – o distrito, no caso do continente e das regiões autónomas dos Açores e da Madeira (ilhas), identificado através de um código numérico de dois dígitos; Nível 2 – o município, identificado através de um código numérico de quatro dígitos, dois dos quais do município dentro do distrito (18 distritos); Nível 3 – a freguesia, identificada através de um código numérico de seis dígitos, dois dos quais de freguesia dentro do município. Em 2006, a designação do nível 2 do CDA foi alterada de “concelho” para “município”, permitindo a sua harmonização com a nomenclatura da CRP (Deliberação nº 219/2006, de 29 de janeiro do CSE).
A NUTS foi criada pelo EUROSTAT com os institutos nacionais de estatísticas dos diferentes países da UE, com base numa divisão coerente e estruturada do território económico comunitário. A NUTS é composta por níveis hierárquicos (NUTS I, II e III), servindo de suporte a toda a recolha, organização e difusão de informação estatística regional harmonizada a nível europeu. A NUTS constitui, ainda, referência para a determinação da elegibilidade das regiões europeias à política de coesão da UE (INE, 2015, p. 3). A adoção da NUTS em Portugal tinha por objetivo amortecer as discrepâncias aferidas entre as origens de circunscrição territorial utilizadas na
realização e expansão estatísticas e, consequentemente permitir uma análise completa da informação.
Com a publicação do Regulamento (CE) nº 1059/2003, de 26 de maio, do Parlamento Europeu (PE) e do Conselho Europeu (CE), relativo à instituição de uma Nomenclatura Comum das Unidades Territoriais Estatísticas, as alterações às unidades territoriais portuguesas, para fins estatísticos, passaram a processar-se sob enquadramento legal europeu (INE, 2015, p. 3). O regulamento inclui três anexos: Anexo I – classificação NUTS, traduzindo a estrutura hierárquica da nomenclatura em cada Estado membro, identificando o nome de cada unidade territorial e o respetivo código; Anexo II – enunciando as ‘unidades administrativas’ associadas a cada nível da NUTS para cada Estado membro, quando aplicável; Anexo III – identificando as ‘unidades administrativas mais pequenas’ em cada Estado membro, constituindo referência para a composição das NUTS III. A nomenclatura NUTS é hierárquica, na medida em que subdivide cada Estado membro em três níveis: NUTS I, NUTS II e NUTS III. No sentido de favorecer a comparabilidade das estatísticas regionais, as regiões devem ter uma dimensão comparável em termos de população (INE, 2015, p. 7). As ‘unidades administrativas’ com dimensão populacional adequada existentes nos Estados membros constituem o primeiro critério para a delimitação dos três níveis da NUTS.
Quadro III – Delimitação de cada nível da NUTS de um Estado membro | limiares de dimensão demográfica
Nível Delimitação Mínimo Máximo
NUTS I Continente, Região Autónoma dos Açores e
Região Autónoma da Madeira. 3 milhões 7 milhões
NUTS II
Norte, Centro, Área Metropolitana de Lisboa, Alentejo, Algarve, Região Autónoma dos Açores e Região Autónoma da Madeira.
800 mil 3 milhões
NUTS III
Unidades Administrativas | 25
Entidades Intermunicipais, Região Autónoma dos Açores e Região Autónoma da Madeira.
150 mil 800 mil
O Regulamento (UE) n.º 868/2014 da Comissão, de 8 de agosto, estabeleceu os novos limites territoriais de referência das NUTS portuguesas (NUTS 2013). Face à anterior versão das NUTS portuguesas, as NUTS nível 3 (NUTS III) passaram de 30 para 25 unidades territoriais e passaram a constituir ‘unidades administrativas’. As unidades administrativas de referência para Portugal são as entidades intermunicipais, a região autónoma dos Açores e a região autónoma da Madeira. Os limites territoriais das NUTS III do continente e respetivas designações acompanham o estabelecido no anexo II da Lei n.º 75/2013, que aprovou os estatutos das entidades intermunicipais como unidades administrativas. Esta nova divisão regional (NUTS 2013) começou a ser aplicada pelo SNE e Europeu, a 1 de janeiro de 2015 (INE, 2015, p. 4).